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Criar
e Fazer
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Se
acontecer uma abordagem na rua, por pessoa que me pede um dinheirinho, o
que devo fazer?
Como deverei agir?
Respostas
Neste
aspecto, resolví meu problema. Deixe-me contar minha experiência.
Passo todos os dias por determinado farol, onde tem um senhor já
de idade que pede dinheiro. Quando eu dava, ele agradecia, quando não,
ele xingava. Eu ficava com muita raiva. Até que resolví prá
mim que, se ele me pedia, era porque eu tinha prá dar, já
que a gente só dá aquilo que já tem, não é?
Passei a dar o dinheiro todas as vezes que nos encontravamos e ele me pedia.
Isso se dá até hoje; nem que seja uma moeda. Hoje em dia,
ele só me agradece, conversa comigo, perguntar se está tudo
bem, etc.. Fiz as pazes com ele e com a idéia de que tenho, já
que ele me pede. Será que dá prá entender? Ficou natural,
sem a preocupação de ter ou não, mais ou menos.....
Você indagou que
fazer numa abordagem na rua, por pessoa que me pede um dinheirinho, e respondo:
quem pede, o que quer que seja, na realidade está pedindo amor, a
quem você deve sempre DAR AMOR, porque é isso e unicamente
isso que somos. Dar-lhe exatamente o que esteja pedindo, no caso dinheiro,
não será abrigatório, se seu coração
- ou seu bolso - não comportar isso. Abençoe-a, peça
desculpas pela negativa, se achar bom - que é o que tenho feito -
dizendo-lhe que em outra oportunidade atenderá o que esteja pedindo.
Faça isso mas sem qualquer culpa por não a estar atendendo
naquele momento mas, acima de tudo, reconheça na pessoa que a está
abordando o Cristo lhe pedindo algo, na crença humana de que esteja
precisando do que lhe pede, pois na realidade ele - Cristo - não
precisa de coisa alguma, pois participa da abundância divina. Dê
se puder, ou não dê se não puder, mas sempre de coração
puro e íntegro reconhecendo que está diante do irmão,
do Cristo, que também é você.
Maria Thereza Camargo
Eu
sigo o meu coração. Já me vi em situação
onde estava em uma roda de amigos em frente a um bar e uma senhora nos pediu
dinheiro para comprar remédios. Eu fui a única que deu e depois
ouvi críticas dos meus amigos que diziam que ela estava me enrolando
e que fui tola. Na verdade se fui tola ou não, não me importa.
Na hora o meu coração me dizia para dar o dinheiro e pronto.
Em outras situações de me pedirem dinheiro, simplesmente não
dei.
Como cheguei a esta definição de seguir meu coração?
Por experíências.
A que mais me marcou foi uma vez no metrô do jabaquara. Eu estudava
em SP ( moro em Stos ) e pegava o ônibus p/ Stos tarde da noite (
por volta das 23:30h) . Certa vez, andando apressada com medo de perder
o ônibus, toda atrapalhada com cadernos, bolsa e casaco e ao mesmo
tempo tentando pegar o dinheiro da passagem, fui me dirigindo a fila e parei
de repente pq. tinha uma pessoa a minha frente - pensei que eu já
estava na fila - e quando levantei os olhos levei um susto pois a minha
frente estava um homem muito mal vestido e sujo que me pedia dinheiro. Foi
tudo muito rápido e instantaneamente ( como fazemos em diversas situações
) eu respondi que não tinha e no próximo passo que dei caiu
de minha mão uma nota de R$1,00. Peguei a nota e fui ao guichê.
Isso já faz quase dez anos e até hoje eu me culpo por não
ter dado o dinheiro para aquele homem.
Fiz tudo errado: julguei-o pela aparência, nem vi se tinha dinheiro
ou não e fui logo respondendo, ou seja, não fui honesta e
mesmo depois tendo a oportunidade de voltar e refazer a situação
peguei o dinheiro e segui em frente.
Isso me incomoda até hoje pq. sei que aquele homem precisava daquele
dinheiro e eu não o ajudei, então a partir daquele dia decidi
que não importava a aparência, não importava o local,
não importavam as pessoas que estavam a minha volta, não importava
nada. Somente o meu coração. Se o meu coração
me disser que devo ajudar, eu ajudo se não, vou embora tranquila
e peço luz àquela pessoa.
Alessandra
Como
sou iniciante no estudo do UCEM, eu fiquei bastante interessada com as respostas
que seriam dadas a sua questão... pois no meu caso eu sempre considerei
errado este tipo de ajuda. No meu íntimo eu pensava "levanta-te
e anda", como Jesus nos ensinou... Acredito que dar esmolas reforça
a posição de vítima do pedinte e, se muitos ajudarem,
torna-se cômodo. Acho que isto não é ajuda verdadeira.
Porém o comentário de Maria Thereza me confirmou que: depende
de tocar realmente o seu coração, pois é claro que
algumas vezes (poucas) eu dei dinheiro e até mesmo um rádio
de pilhas de boa qualidade para um pedinte. Nesta ocasião eu parei
no farol e como recusei dar dinheiro o rapaz pediu: O tia, então
me dá esse rádio, vai ! Eu nunca tive um...
E imediatamente eu ofereci o rádio, já que me tocou o coração.
Este rapaz ficou tão feliz, que dava pulos de alegria. Foi uma experiência
muito gratificante para mim...
Devo esclarecer que moro em São Paulo e deparo-me com pedintes em
quase todos os faróis da cidade.
Namastê,
Deise
Hoje,
organizando meu escritório, encontrei este conto que serve como uma
luva para ilustrar o nosso papo:
PÃO VELHO
Vou contar-lhe um fato corriqueiro, que inesperadamente trouxe-me uma grande lição de vida.
Era um fim de tarde de sábado, eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos dizendo:
- Dona, tem pão velho?...(Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou).
Olhei para aquela criança tão nostálgica e perguntei:
- Onde você mora?
- Depois do zoológico.
- Bem longe, hein!
- É...Mas eu tenho que pedir coisas para comer.
- Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês?
- Ele sumiu.
E o papo prossegui, até que eu lhe disse:
- Vou buscar o pão, serve pão novo?
- Não precisa não, a senhora já conversou comigo!
Esta resposta caiu em mim como um raio.
Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor desta criança.
Deste menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.
Caro irmão, quantas lições podemos tirar desta resposta:
-NÃO PRECISA NÃO, A SENHORA JÁ CONVERSOU COMIGO.
Que poder mágico tem o gesto de ouvir e falar com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo “pão velho” na minha casa e eu dando “pão novo”, mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.
Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita naquele que disse: - “Eu sou o pão da vida”.
E deixou-nos um novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Depois daquele sábado eu acho que pedir “pão velho” significa dizer:
Converse comigo, dê-me a alegria de ser amado!
Autor desconhecido
Dizemos
comumente que foi a mando do coração. Mas de fato, é
nossa mente santa que responde sempre quando o amor nos dirige. Faça
o que seu coração mandar, toda vez. O amor é assim
mesmo. atenda-O.
Maria Thereza Camargo
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