|
|
UM
CURSO EM MILAGRES
09 DE JULHO DE 2003
4ª FERIA
MEDITAÇÃO:
Eu
estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo
que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me
ensine a curar.
PRINCÍPIO
41
A integridade é o conteúdo perceptivo dos milagres. Assim,
corrigem ou expiam a percepção defeituosa da falta.
Jorge: Integridade é a parte perceptível do milagre, é aquele conteúdo do milagre que nós conseguimos perceber, de integridade, de unidade, de estar unida ao todo. Esta percepção corrige a percepção de escassez ou de falta.
Livro
Texto
Página 26
2. Mágica é o uso da mente de forma criativa porém
equivocada ou não-mental. Os medicamento físicos são
formas de “encantamentos”, mas se tens medo de usar a mente
para curar, não deves tentar fazê-lo. O próprio fato
de teres medo faz com que tua mente seja vulnerável à criação
equivocada. Estás, portanto, propenso a compreender de forma equivocada
qualquer cura que possa ocorrer, e como o egocentrismo e o medo usualmente
ocorrem juntos, podes ser incapaz de aceitar a Fonte real da cura. Nessas
condições é mais seguro para ti apoiar-te temporariamente
em instrumentos de cura físicos, porque esses não podes perceber
equivocadamente como as tuas próprias criações. Enquanto
persistir o teu sentimento de vulnerabilidade, não deves tentar apresentar
milagres.
Jorge:
Temos medo de usar a mente para cura, temos medo de aceitar o poder que
a mente tem. Às vezes, quando estamos de briga com outra pessoa,
surge na mente um pensamento, por exemplo, ‘tomara que machuque o
nariz’. A pessoa tropeça e machuca o nariz, vem e diz: Olha,
isto deve ter sido você que me desejou isto! Eu assumo que tenho este
poder? Não! Jamais vou admitir isso. Digo: Eu não te empurrei,
eu não fiz nada,o pensamento não tem este poder, a mente não
tem este poder. Como eu sei que a minha mente é muito poderosa ,
eu prefiro ignorar o poder da mente, deixo ela de lado, porque sou capaz
de criar qualquer coisa com o meu pensamento, com a minha mente. Como eu
tenho uma tendência muito grande de criar confusões ao invés
de criar amorosamente, eu abdico total do poder de criar qualquer coisa,
é por isso que eu tenho medo de usar a mente, medo do poder que ela
tem. Eu sei o poder que a minha mente tem. Pode pensar numa pessoa e ela
sentir uma vontade muito grande de vir aqui, uma hora depois ela está
aqui. Então, eu começo a reeducar a minha mente, a reeducar
os meus pensamentos para que eu não pense equivocadamente, porque
só assim, com a força do poder da minha mente eu vou conseguir
usá-la de modo criativo. Enquanto eu ainda tenho medo de usar esse
poder da minha mente, isso ainda existe em mim como medo, é melhor
não usá-la, assim, muitas vezes abdicamos deste poder.
Uma História: Uma vez apareceu uma moça aqui na livraria e
ela estava muito mal, veio em buscas de ajuda.
Ela disse: - Ah, estou com pensamentos ruins, eu só penso coisas
ruins, esses pensamentos não me saem da cabeça;
Eu disse : - Isso passa , você só tem que mudar a freqüência.
- Ah, eu queria que você me ajudasse, me ajuda, me ajuda!
- Você sabe rezar? Então comece a rezar !
- Mas o que você pode fazer para me ajudar?
- Reza o Pai Nosso!
- Mas o que você pode fazer para me ajudar
O diálogo travou ali e não saía daquilo, eu não
saía do ‘reza o Pai Nosso’ e ela não saía
do ‘ah, o que você pode fazer para me ajudar’. Aí
eu disse: ‘espere um pouco!’ ; Fui lá e peguei um cristal
de aproximadamente 5 centímetros e 1 de espessura talvez. Eu disse
a ela: ‘Eu posso ajudar você’. Pequei o cristal, levantei
o cristal, coloquei o cristal na mão, coloquei a outra mão
em cima, encenei um ritual para chamar a atenção dela. Entreguei
o cristal e disse a ela: Preparei este cristal especialmente para você,
você vai pegar este cristal, vai colocar na testa, durante o banho,
deixa a água cair sobre ele, enquanto isto, você reza o ‘Pai
Nosso’ 7 vezes, e faça isto durante 7 dias. Ela me agradeceu
muito, foi para casa, no oitavo dia ela apareceu com o cristal enrolado
num paninho, estava se sentindo melhor, e dizia: Puxa, este cristal é
maravilho, como me ajudou! E agora o que eu faço com ele? Ela perguntou.
Eu disse: O cristal já cumpriu a missão dele, agora você
vai lá na praia e joga ele no mar.
O que fez ela sair daquela depressão, envolvida com seus pensamentos
ruins? Ela não acreditou que ela tinha poder para sair daquilo sozinha,
precisava um remédio, uma mágica. Então, o cristal
é mágico, porque eu dei poder mágico ao cristal, ele
não tem poder nenhum. É a fé que a pessoa deposita
na mágica. Assim, se dou um cristal e digo para a pessoa rezar todos
os dias, só dar o cristal não vai funcionar, porque a mágica
precisa envolver o ritual. O ritual foi: ‘embaixo do chuveiro, 7 vezes,
7 dias’. Isso para a pessoa acreditar. Não precisava nada daquilo.
Participante: Se a perna da pessoa foi amputada, como ela pode usar este poder para se curar.
Jorge:
Assim como o remédio, a pessoa aceita o remédio, algo físico,
para curar o físico, porque ela acredita que o mal está no
físico e que a mente não tem nada a ver com isto. Então,
o que se faz? Você usa o remédio físico para tirá-la
daquele estado mental que provocou aquela doença. A falta de uma
perna não é uma doença. Até acho que temos poder
na mente para fazer crescer uma perna, nós nos negamos a acreditar
nisto. Para nós parece tão difícil. É melhor,
então, curar no nível da mente da pessoa para ela deixar de
ser infeliz por não ter uma perna, conseguindo, assim, viver bem
sem uma perna
Uma história:
Uma outra questão, bem semelhante, que uma pessoa veio me contar,
é assim: Ela disse que estava numa desavença com uma pessoa
e não conseguia parar de pensar naquilo. Os pensamentos a respeito
daquela desavença eram uma coisa fantástica, já lhe
estava causando um tumor. Então ela resolveu fazer uma consulta com
uma pessoa, não sei do que era a consulta. A pessoa que deu a consulta
disse: ‘Olhe, eu vou te conectar com um espírito e toda vez
que você se der conta que estás pensando nesta encrenca, grita
por ele, ele te socorre e vai te tirar desta situação’.
O nome do espírito era ‘Jaborandí’. Aí
ela não acreditou muito, veio e quis saber o que eu achava. Ela disse:
Jaborandí não é o nome duma árvore? Eu disse:
É, é o nome duma árvore. Ela: Então será
que esse cara não me enrolou? Eu: Provavelmente ele te deu uma ajuda.
O que aconteceu quando você experimentou? Ela: Fico repetindo ‘Jaborandi’
e esqueço aqueles meus pensamentos por um tempo, daqui um pouco voltam
e eu repito novamente ‘Jaborndí’, aí saio daquela
situação. Falei para ela, não tem nenhum espírito
chamado Jaborandí, ou talvez até tenha, mas eu acho o que
a pessoa ensinou para você foram pontos de saída daquilo, você
começa a falar e pensar em outras coisas, se agarra numa outra situação,
que é o teu próprio espírito, de repente, ele apenas
deu um nome para isso e você consegue sair daquele pensamento.
O ‘Jaborandí’ o que é? É o remédio
físico. Nisso a pessoa pode acreditar, mesmo não sendo palpável.
É o que diz aí, se você não acredita que na tua
mente você tem o poder de sair da depressão, da tristeza, de
todos os teus problemas, é melhor você não tentar usar
a mente. Espera, te fortalece, isso virá naturalmente. Pessoas, às
vezes, que tentam usar este poder, acabam usando uma outra magia, que pode
acabar num equívoco maior. Então o que as pessoas fazem? Criam
rituais para as pessoas acreditarem que o ritual resolveu aquela situação.
Sabemos que a única magia que realmente funciona é o amor,
que cura e o amor só tem uma Fonte .
É um trabalho que temos que fazer. Durante muitas gerações
fomos trabalhados assim:
‘que nós não podemos’, ‘que nós não
conseguimos’, ‘isso é impossível’, ‘tem
que ter um ritual’, ‘tem que ir num médico’, ‘tem
que ir num mágico’, ‘tem que ir num mago’, ‘tem
que ir numa benzedeira’, tem que ir buscar numa outra alternativa
a cura ‘porque nós não somos capazes de coisa alguma’.
Você não pode ‘isso’, você não pode
‘aquilo’, você não pode ‘coisa alguma’.
Aí nós acreditamos e nos acalmamos. Veja o poder de criação
que a criança tem e como nós bloqueamos a criança com
‘não pode isso’, ‘não pode aquilo’,
depois passa a vida inteira acreditando que não pode mesmo.
Participante: Conheço uma pessoa que fez uma ‘simpatia’
e resolveu.
Jorge: É a mesma coisa. É um ritual para
a mente acreditar que é possível, é uma meditação,
neste sentido, simpatia e meditação são a mesma coisa.
Por que meditamos? Meditar é ditar para si mesmo o que quer que aconteça.
Você fica lá dizendo: ‘sai verruga’, ‘sai
verruga’, ela vai sair. Vai sair porque você permitiu para a
sua mente determinar que ela saísse. Você se permitiu a usar
o poder da mente, a simpatia faz isto, a magia faz isto, a oração
faz isto.
É uma reflexão, porque você reflete. Você projeta
o teu poder para uma coisa externa e aquela coisa externa devolve para a
tua mente uma reflexão, dizendo ‘isto eu posso’, porque
você permitiu que aquilo acontecesse. Você permitiu acreditar
no teu poder, só que a gente acredita em pequenas porções
e o Curso em Milagres diz: Não tem coisas grandes ou pequenas, você
pode fazer qualquer coisa. Se você é capaz de mover uma verruga,
você é capaz de mover uma montanha, o princípio é
o mesmo .
Participante: Então o bloqueio na minha mente está onde tenho a dúvida.
Jorge: A mente aceita tudo o que é contra, temos facilidade para assimilar o que é contra, mas o que é a favor não. Então a gente tem que cuidar com a aceitação destas crendices. Se não vamos criar uma crença equivocada de erro, de medo.
Isso da verruga sair, isso pode ser considerado pela medicina um milagre, não tem uma explicação lógica. Se não tem um explicação lógica, dentro do tempo, é um milagre. Alguém dirá: Ah, mas isso é um milagre pequeno! Não tem milagre grande ou pequeno, é a mente que é o veículo dos milagres, você tem que acreditar no poder que a cura vem através da mente , não a partir da mente, mas você tem que desbloquear a mente para que ela aconteça, mas nós ficamos colocando bloqueios na mente.
Participante: A mente recebe e cria muitas imagens, isto não dificulta mais ainda a manifestação deste poder criador?
Jorge: As religiões criam imagens de poder, colocam aquilo numa imagem física. Tem imagem de Nossa Senhora, tem imagem de Jesus, tem imagem do sol para aquelas pessoas que adoravam o sol como grande luz, assim por diante.
Uma história: Eu tinha, durante um tempo, o hábito de caminhar, caminhava todos os dias na Beira mar. Quando voltava sentava ali no trapiche e ficava mais ou menos uma meia hora, ficava olhando para o mar, para as gaivotas, para o céu, depois eu ia embora. Sempre tinha gente ali jogando tarrafas, mas nunca dei atenção para isso. Um dia eu estava no meio da minha contemplação, vamos dizer assim, de repente olhei para traz e vi uma pessoa jogando a tarrafa e eu fiquei olhando. Ele jogava de um lado, de outro e nada . Aí eu perguntei para ele: Você pesca para quê? Você vende o peixe? Ele então falou: ‘Não, é para alimentar a minha família. Estou desempregado a muito tempo, moro aqui no morro. Hoje está ruim, não estou conseguindo pegar o peixe’. Ai voltei para a minha contemplação, olhei para cima e pensei, bom, se for verdade o que esse cara disse, que realmente está precisando do peixe, e se isto não vai alterar nada na evolução, nem na minha, nem na dele, nem do universo, dá o peixe para ele ! Aí eu levantei para ir embora e me deu um impulso de olhar ele jogar a tarrafa e disse para ele: Joga a tarrafa aqui, neste ponto. Ele perguntou: ‘Você está vendo peixe ali’? Eu disse: ‘Não, não estou vendo peixe, mas joga assim mesmo’. Ele disse: ‘Não, desse lado não dá peixe’. Eu insistindo para ele jogar ali naquele ponto e ele dizendo que ‘não dava peixe ali’. Falou para mim: ‘vá embora, me deixe em paz , se eu jogar a tarrafa ali, você vai embora’? Eu disse: Sim, já estou saindo! Quando eu estava voltando, já próximo à Beira Mar, ouvi uns gritos, olhei para traz e era o cara com a tarrafa cheia de peixes. Ele estava muito alegre. Eu fui embora, aquilo para mim não significou nada. Voltei naquele mesmo local, quando ia caminhar, mas não me lembrei mais daquilo, como se não tivesse acontecido. Passaram-se mais ou menos 40 dias, eu sentei lá e me lembrei, e fiquei me questionando ‘mas será que estou tão poderoso’? Aí pedi para uma pessoa que estava pescando ali, para jogar a tarrafa num determinado ponto, dizia que era palpite, mas a pessoa não pegou nenhum peixe. Fiz isso por vários dias e não pegaram nenhum peixe.
A conclusão que chego é que aquilo foi uma coisa espontânea que surgiu daquele estado que eu estava naquele momento. O consentimento para a minha mente era ‘preciso do peixe para alimentar a minha família’. Pegar o peixe para vender e com o dinheiro tomar cachaça, a minha mente não iria aceitar isso, é o julgamento. Como eu perguntei para ele, foi para liberar a minha mente do julgamento, como a resposta dele não implicou em nenhum julgamento, então aquilo liberou a minha mente para fazer o pedido para ele. A que conclusão eu cheguei: Não foi um momento de ego, no momento eu não senti nada disso. Depois quando pensei ‘mas será que eu...’, aí não aconteceu mais, não houve conexão, porque ‘eu’ queria fazer, graças a Deus que não aconteceu, porque se não o meu ego teria explodido.
Participante: É o ego que faz uso da mágica. Como fala no Parágrafo, a mágica é o uso equivocado da mente.
Jorge: O que eu tentei fazer foi uma mágica, então eu quis usar a mente de uma forma criativa, mas era uma forma equivocada. O passo seguinte, poderia ser, ‘ah, precisa acender uma vela pra isto acontecer novamente’, quem sabe se isso ou aquilo, tudo isto são artifícios da mente, que vai sendo usada de forma criativa, para conseguir o que quer, mas de maneira equivocada e não precisamos usar estes artifícios. O que você precisar, você obterá, é sempre assim, aquilo que você precisa.
Vejam, o telefone é uma mágica. Vamos chegar num ponte que a mente vai trabalhar num nível que você não vai precisar mais de telefone. Tudo o que você é capaz de imaginar, você é capaz de realizar, então, aquilo que ainda não foi criado é porque ainda não foi imaginado. Você imagina uma coisa, aquilo já é lançado no inconsciente , alguém que está ligado, capta aquilo e cria.
Participante: Isto pode acontecer com uma música, por exemplo.
Jorge: A música que faz sucesso é aquela que está ligada com o coletivo, naquilo que as pessoas estão mais ligadas é que funciona. As coisas já estão aí, só falta alguém capá-las.
Perguntaram para Einstein de onde ele tirava as idéias e ele disse:’ Do mundo das idéias’. É o nosso inconsciente coletivo, tudo já tem ali.
O que é o Inconsciente Coletivo? Vou chamar de um mundo, uma dimensão ou um lugar aonde tudo o que você pensa , tudo o que você imagina, tudo o que você cria, vai tudo para lá, você está constantemente transmitindo, como você tivesse uma conexão com um fio, que tudo que você faz aqui vai para lá. Como uma rede de micros, dois micros que estão em rede, tudo que você digitar aqui, o outro micro recebe lá e arquiva o registro. Neste nível do Inconsciente Coletivo a coisas vão sendo arquivadas de acordo com o assunto. Se você quer saber sobre “milagres” quando você se conecta lá, tudo o que tem a respeito de “milagres” vai estar na mesma pasta. Então, a medida que nós vamos evoluindo, evoluir é subir, então estamos subindo e nos aproximando desta dimensão do Inconsciente Coletivo. O mundo está em você. O que é Internet? A Internet não é o Inconsciente Coletivo que baixou, nós é que estamos subindo. A Internet é uma ‘ferramenta’ muito válida, a medida que for aperfeiçoada vai chegar num ponto que é este Inconsciente Coletivo. Aí quando você procurar algo na Internet não vai aparecer assim: Encontradas 10580 ocorrências, e sim, vai abrir a pasta, a página que contém tudo o que há sobre o que você está pesquisando, sem que hajam distorções, repetições ,sem que haja nenhum tipo de contradição. Já está lá o que é, você não vai precisar pesquisar quinhentas páginas para você tirar uma conclusão. Fazendo uma analogia, seria como encontrar a verdade. O caminho da Internet é este, de chegar no ponto onde está o Inconsciente Coletivo. Isto demonstra que nós estamos evoluindo a esse nível. É por isto que está mais fácil de acontecerem os milagres. Está tão fácil que estamos acreditando que nós podemos, através de nós , somos os canais para que os milagres aconteçam . Neste sentido podemos proporcionar, através de nós, para que as outras pessoas comecem a evoluir mais rápido. É isto que nós temos que começar a trabalhar, é isto que este livro está dizendo para a gente, está tentando nos levar por este caminho. Comecem a trabalhar, vocês podem. Porque as pessoas estão precisando como nunca tiveram antes. Você que já chegou até aqui, você não é mais que o outro, mas você temporariamente tem um pouco mais que o outro, porque o outro ainda não chegou aqui.
A pessoa tem que aceitar, se ela se nega a ‘ jogar a tarrafa ali’ então ela não recebe. Como diz na meditação a ‘pessoa vai receber na medida em que ela permitir’. A meditação que fazemos no início e no final, é uma coisa completa, você se põe neste estado de ‘Eu estou aqui ...,’ e no final diz: ‘...na medida que eu permitir’, então permita-se , comece a ampliar a sua permissão. A cura vai acontecer na medida em que eu permitir. Você permitiu a verruga saiu, então você pode permitir qualquer outra coisa . Os milagres não estão acontecendo na nossa vida, porque nós não estamos permitindo que eles desçam através de nós.
Participante: Qual é a importância da fé nisto?
Jorge: A fé é o furo do bloqueio em nós mesmos para remover , de baixo para cima, nós nos colocamos embaixo então nós temos que remover os entulhos que estão aí em cima. No momento que entrar um pouquinho de luz, sabemos que tem luz, então é possível, aí permito que aconteça. Então, estas simpatias, estas magias que nós usamos isto tudo é um caminho de evolução.
Participante: Estas pessoas que fazem ‘despachos’ nas esquinas também estão fazendo magias?
Jorge: Sempre falei que nenhuma religião está errada, todas estão trabalhando para chegar a mesma compreensão que nós estamos buscando aqui. Isto é um caminho de evolução, daqui um pouco a pessoa vai acreditar que ela não precisa mais daquilo. Ela vai se dar conta que aquilo é só um elemento de reflexão. É a mesma coisa que uma promessa. Porque eu não consigo acreditar que eu consigo ganhar isto, promessa eu permito, é a licença. Você receberá a recompensa da promessa na media em que você acreditar ou tiver fé. Por isso é importante a fé. Acreditar é abrir na mente a permissão para que aquilo aconteça. Vou reforçar bem isto, porque isto é muito importante: As coisas não acontecem porque nós não nos permitimos. Fomos criados com o “não permito-me”. É aquela história que ‘ rico não vai para o céu’. Você não pode ter ‘ isso’, não pode ter ‘aquilo’. Almoçar no melhor restaurante da cidade é ‘coisa de rico’, então eu não vou lá, mesmo que eu tenha condições. ‘Sou pobre’, pobre não gasta dinheiro, guarda na popança. Guarda o dinheiro na poupança a vida inteira porque ‘um dia posso precisar’, ‘posso ficar doente’. Então eu já estou criando a doença, a necessidade, aquilo eu vou guardar porque eu posso precisar. Tudo está na descrença.
Nós mesmos não acreditamos que somos capazes, você não acredita que é bonita, que é simpático, você não acredita que alguém possa gostar de você . Tem que começar a mudar.
Como diz aí, se você não acredita que é capaz, então usa os veículos temporários, vai chegar um ponto que você vai dispensar o veículo. Daqui até o outro bairro você não precisa ir de táxi, pode ir voando, mas enquanto você não acredita que é capaz, vá de táxi.
Me lembrei de uma história muito interessante sobre a ‘bruxinha’ está contada nos “Contos” da nossa página.
Como ainda não compreendemos o poder da nossa mente, é melhor dar poder para a vassoura., como a ‘ bruxinha’ fazia.
É porque duvidamos do nosso poder, que nós não compreendemos, e nós temos medo do que não compreendemos, então associamos isto com magia e com bruxaria. E as pessoas que estão estudando magias, bruxarias estas coisas, elas estão, também, querendo compreender o poder que advém da própria mente ou através da mente. São poderes amorosos, mas assustam as pessoas. O passo seguinte da evolução é entender que a única magia é o amor. Elas vão chegar lá? Vão com certeza! Então não há nada a temer de ninguém e de nada. Todo e todo Universo está em caminho de evolução. Tem pessoas que estão em diferentes estágios. Nós, que ora compreendemos diferentes estágio, vamos olhar amorosamente para a ‘bruxinha’ que voa e vamos compreender o que está acontecendo. Então, esta é a diferença de quem percebe amorosamente e de quem tem medo. Quem percebe amorosamente vai olhar e vai se exaltar com aquilo, quem percebe com medo vai correr e se esconder embaixo da cama e não vai perceber todo espetáculo que está acontecendo de uma pessoa que conseguiu se tornar tão leve, que não está mais presa ao mundo, por isso levita .
Participante: Vão pensar que a pessoa está louca.
Jorge: Acho que não é assim.
Por exemplo, Gandhi, Madre Teresa nunca forma confundidos como loucos, embora tivessem neste estado de loucura, porque parece uma loucura uma pessoa se desviar do mundo e trabalhar sem interesse próprio, sem nada para si mesmo. Chico Xavier, veja o lado amoroso, a dedicação dele, ele não pretendeu juntar nada para ele, não foi chamado de louco. Tem tantos outros. Jesus caminhava sobre as águas, também não foi chamado de louco.
Alguém propõe algum exercício para a próxima semana?
Participante: Sugiro que a gente fale para alguém, que não seja do nosso convívio, sobre o Curso em Milagres e se possível convide esta pessoa para conhecer.
Jorge: Quando a gente for falar sobre o Curso, vamos nos lembrar do seguinte:
- Um Curso em, Milagres, ‘um’, quer dizer que não é ‘o’ Curso , é um entre milhares de outros ;
- Curso, no sentido do curso do rio, da trajetória que a gente trabalha, ou também a gente vai no curso para aprender, para obter algum aprendizado. Então é um aprendizado dentre tantos outros.
- Milagres, são naturais, são aquelas situações que deveriam estar acontecendo naturalmente, mas não acontecem porque nós não temos a compreensão, não pedimos, não aceitamos, temos medo de aceitar.
MEDITAÇÃO:
Eu
estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo
que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me
ensine a curar.
© 2004 - Milagres