Raiva

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A raiva, o que é?

É o produto de uma interpretação insana. É uma emoção destrutiva que está sujeita a nos levar a agir agressivamente em relação a um nosso irmão. O que antecedeu a raiva? Certamente ela nasce de uma frustração à nossas expectativas, desejos ou preferências, interpretada pelo nosso ego como um ataque a nossa pessoa, mas antes disso, existe a nossa decisão de acreditar nessa interpretação oferecida pelo ego. A frustração é interpretada como um ataque e assim mobiliza o medo.

O outro é visto como errado e, a partir desta interpretação, atacá-lo é a resposta que o sistema de pensamento do ego oferece em nome de uma defesa vista como justificada.

Mas atacar gera culpa e, como já vimos, a culpa é sempre negada e projetada no outro e... é aí que a cobra morde o próprio rabo: Ficamos presos num círculo vicioso, onde medo e culpa são sempre os precursores da manifestação do ataque da raiva que, por sua vez, gera culpa e medo.

Há também aqueles que não atacam de volta, ou porque não se permitem ou porque tem medo de perder o "amor" condicional do outro. Estes engolem suas raivas e seu próprio corpo absorve o ataque manifestando sintomas e doenças, que são exibidas como prova da culpa de outros que os atacaram. Toda doença é uma disfarçada vingança.

Jesus disse: "O amor perfeito exclui o medo."

Quem tem raiva está dominado pelo medo. É isto que o leva a interpretar suas frustrações em termos de ataque. Como poderíamos, em nossa sanidade, interpretar as atitudes de alguém dominado pela raiva?

Ele nos comunica que precisa de nosso amor que desfaria o seu medo, do amor que perdoaria sua culpa e invalidaria seus sentimentos de separação e solidão, a razão de suas frustrações.

Paz ...e um pavio bem comprido.

Sergio Condé

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Um Curso em Milagres pg: 96

Sempre que não estás totalmente alegre é porque reagiste com falta de amor em relação a uma das criações de Deus. Percebendo isso como “pecado”, tu passas a ser defensivo porque esperas ataque. A decisão de reagir desse modo é tua e pode, portanto, ser desfeita. Não pode ser desfeita pelo arrependimento no sentido usual, porque isso implica culpa. Se te permites sentir culpa, vais reforçar o erro ao invés de permitires que seja desfeito para ti.

6. A decisão não pode ser difícil. Isso é óbvio, se reconheces que já tens que ter tomado a decisão de não ser totalmente feliz, se é assim que te sentes. Portanto, o primeiro passo para desfazer isso é reconhecer que tu ativamente decidiste errado, mas podes, de forma igualmente ativa, decidir outra coisa. Sê muito firme contigo mesmo nisso e permanece plenamente ciente de que o processo de desfazer, que não vem de ti, está apesar de tudo dentro de ti porque Deus o colocou aí. A tua parte é meramente fazer voltar o teu pensamento ao ponto no qual o erro foi feito e entregá-lo em paz à Expiação. Dize isso a ti mesmo da maneira mais sincera possível, lembrando que o Espírito Santo vai responder plenamente à tua mais leve invocação:

Devo ter decidido errado, porque não estou em paz.
Tomei a decisão por mim mesmo, mas posso também decidir de outra forma.
Quero decidir de outra forma, porque quero estar em paz.
Não me sinto culpado porque o Espírito Santo vai desfazer todas as conseqüências da minha decisão errada se eu Lhe permitir.
Escolho permitir-Lhe, deixando que Ele decida a favor de Deus por mim..


 

 

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