Conhecimento

Jorge

Fico sempre impressionada com a sua capacidade de fazer jogos de palavras, Jorge. E também com a quantidade que você sabe sobre a raiz e a origem das palavras. Você já trouxe um pouco desse conhecimento de outras encarnacoes ou aprendeu tudo nessa? Se conseguiu essa proeza, me conte como, por favor.

Bêncaos de Luz. Alzira Maria

Respostas


A escrita surgiu pelo que sei no Egito desenvolvida pelos sacerdotes que que pretenderam deixar para os descendentes o conhecimento do retorno ao amor. Teria sido desenvolvida diante da degradação dos Faraós e do eminente distanciamento do caminho do céu.

Assim, extraído do papiro de Ani, escrito pelo sumo sacerdote, chefe dos escribas do Faraó.

"Crianças da nova era, e das eras que virão.
Se Deus lhes permitir o dom da leitura, leiam o que esta escrito nas paredes dos templos e encontrarão seguramente o caminho de retorno ao paraíso.

Originalmente esculpido em pedras os desenhos inanimados mostravam cenas seqüenciais criando na mente a compreensão do que se queria transmitir.
Posteriormente passado para os papiros, donde paper, donde papel, mas sempre vindo dos escribas que tinham o acesso ao conhecimento tornaram digno de crença tudo o que estava escrito.

Assim, surgiram escolas para ensinar a escrever e ler o que esta escrito.
A crença em que se está escrito tem fundamento ainda
permanece.
Ainda se pergunta: Onde está escrito?
Ainda se pergunta: Onde leu isto?

No entanto hoje todos escolarizados aprendemos a escrever e a ler.
E, as escolas ensinam a compilação, a título de pesquisar e formar síntese.
Assim, aprendemos a ler dois livros e destes escrever mais quatro.
Muitos deles multiplicados em nossas livrarias contradizem as fontes originais, e por serem compilações são contraditórias em seus próprios escritos.

Mas aprendemos a ler e escrever, e também a seguir o que esta escrito.
E, agora sua resposta.
Escrevemos e lemos o que esta escrito, mas não aprendemos a interpretar.
"Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir."

Assim, não sabemos interpretar mais nada.
Nem as palavras, nem os sinais, nem tampouco as respostas as perguntas que dirigimos aos céus.

Porque perdemos a capacidade de interpretar.
E perdemos porque?
Porque perdemos a capacidade de pensar.

Assim, seguimos o pensamento de quem aprendeu a pensar e interpretar.
Seguimos Hermes, seguimos Platão, Sócrates, Pitágoras, Asclépios,{que é ESculapio, que é Inhotep, Deus Egipcio da medicina}.
Segundo Helen, que traduziu em palavras o livro 'Um Curso Em Milagres", teria anterior ao livro ser escrito lhe mostrado em uma visão, um livro de capa escura que estava dentro de uma arca, no qual se lia no dorso o nome "Esculápio" donde se conclui, se assim quiserem, que estes conhecimentos ora traduzidos neste livro, sempre existiram. Como bem o livro nos ensina. Todas as respostas para todas as perguntas já estão a disposição mesmo antes de as perguntas serem perguntadas.

E, por esta mesma razão, o título do livro 'Um Curso, permite concluir que é um entre outros milhares de instrumentos a disposição para utilizarmos no camimho de retorno ao amor.
Não é unico, portanto não é 'o'.É 'um'.


Mas este é realmente um livro muito fácil.
A dificuldade é realmente interpretar as palavras.
Muitos ao lerem as palavras, decoram as orações, e sem conseguir interpretá-las as utilizam para ataque e defesa contra seus inimigos que pensa serem externos a si mesmos , projetando o ego em bodes expiatórios, para não assumir que tem de aceitar a expiação para si mesmos .
Então o que temos a fazer é apenas interpretar.
Porque aprendemos a escrever, ler e reproduzir as palavras, mas não aprendemos o seu significado.
Por isto não sabemos o que estamos dizendo, e nem tampouco o que estamos fazendo.

Com o advento da democracia muitas vezes elegemos o mais popular em detrimento dos mais sábios.
Assim, aconteceu na tribo dos índios 'Pena jaca'.
Elegeram um jovem e popular índio para ser o cacique da tribo.

Com a aproximação do inverno a comunidade dirigiu-se ao cacique perguntando se o inverno seria rigoroso, pois assim saberiam se deveriam juntar mais ou menos lenha para sustentar as fogueiras que iriam aquecer a todos.
Sem ter aprendido interpretação o cacique olhou para cima, para baixo, para um lado e para outro dirigindo as mãos ritualisticamente e concluiu mesmo assim, para não passar por um chefe incapaz que o inverno seria rigoroso.
Assim os indios sepuseram a juntar lenha para as fogueiras.

Preocupado o cacique disfarçadamente foi até o povoado mais próximo e num telefone público ligou para o serviço de meteorologia, perguntando como seria o inverno.
Obteve a resposta de que o inverno seria rigoroso.
Voltou confiante para sua tribo, e reunindo os indios declarou confiante que juntassem mais lenha que o inverno seria rigoroso mesmo.Que juntassem muita lenha.


Passaram alguns dias e o frio não acontecia.
Preocupado o cacique retornou ao povoado, e ao telefone p publico a perguntar novamente ao serviço de meteorologia, a respeito do rigoroso inverno.
Responderam que seria muito rigoroso.
Como podem me garantir isto, perguntou.
Aprendemos interpretar os sinais, respondeu o meteorologista de plantão.
É isto que estou precisando aprender pensou o cacique, e perguntou:
-E como o fazem, digo como interpretam o sinais?
-A resposta foi:
Vou contar-lhe um dos nossos maiores segredos.

-Observamos os índios, quando juntam muita lenha para suas fogueiras o inverno será frio. Este ano estão juntando lenha como nunca o fizeram antes. Pode se preparar que será um dos invernos mais frios dos ultimos tempos.

Gratidão pelo seu carinho, que nos proporcionou o compartilhar de mais esta compreensão.

Bênçãos de luz
Jorge


 

 

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