Um Curso em Milgres

25 de Julho de 2006

3ª feira

Garopaba - SC

Jorge: O livro, Um Curso em Milagres, no começo, mexe muito com o nosso sistema de crenças, porque temos nossas crenças muito invertidas, bastante equivocadas sobre um monte de coisas: sobre cristianismo, sobre religião, sobre catolicismo, de erro, de pecado,... se Jesus era isso se era aquilo, se era profeta, se não era, se era Filho de Deus, se não era, se era o messias. Toda esta confusão o livro começa a rever as nossas crenças.

Na apresentação do livro já foi dito que a voz que ditou o livro se apresentou como sendo de Jesus. Esta mesma voz disse também que isso não era importante. O mais importante era a pessoa que estava recebendo e não quem estava emitido a comunicação. O livro não foi feito para Jesus ele foi feito para pessoas como nós, independente da crença, da religião, do sistema de pensamento que a gente tem. Tanto é que ele não está vinculado a nenhuma igreja, a nenhuma religião, a nenhuma ordem mística, a nenhuma ordem esotérica, não está vinculado a nada.  

As pessoas fazem grupos em todo o mundo para compartilhar o estudo e interpretações do livro, ou estudam individualmente. Temos, também, um grupo na Internet para compartilhar o estudo do livro. Assim como têm outros grupos também. Tem sido o livro mais vendido do mundo inteiro, até hoje.

Quando começamos a estudá-lo ele mexeu tanto com o nosso sistema de crenças que, sentávamos em grupo, com as almofadas no chão, a gente levantava e dava de dedo no nariz do outro e dizia ‘... não é assim!!!’ E se discutia, e no final da reunião pensava ‘eu não venho mais nesta reunião’ e na semana seguinte o pessoal estava todo lá outra vez. Fazia-se um propósito de desta vez não brigar, vamos só ler o livro, mas dali a pouco se estava discutindo e brigando de novo. Eu pensava ‘na semana que vem não vem mais ninguém, e se vierem eu vou embora’, na semana seguinte estavam todos lá novamente, isso já faz mais de dez anos, não me lembro exatamente. Este livro gostaria que vocês apreciassem esta observação: Não importa a fonte, importa o destino.

Leiam o livro, se você não tem o livro vem no grupo a leitura vai sendo feita passo a passo e você observa se aquilo que é lido serve pra você de alguma maneira. A própria voz que ditou o livro que se apresentou como sendo Jesus, disse que a origem não era importante, é importante se pra você tem alguma utilidade.

Teve um tempo em que a gente estava muito ligado às marcas, se escolhia um produto pela marca porque ‘se é desta marca é bom!’. Hoje isto já não faz mais tanto sentido, aquela idéia de que desta ou daquela marca é bom, dessa ou daquela procedência é melhor. Por quê? Porque nós evoluímos e aprendemos a ter discernimento. Nós olhamos e vemos, se aquilo é bom pra mim, então é bom, se não é bom pra mim, não me serve. Você pode vir aqui com o tênis mais lindo que tem no mundo, se ele não servir no meu pé, eu não quero, não vou usar, não serve no meu pé.

Este livro pode ser o veículo que pode nos levar a um estado de paz interior, de retorno ao estado de paz, de alegria, de felicidade, de nos compreendermos internamente, de alcançarmos uma compreensão melhor daquilo que nós somos, o que estamos fazendo aqui e o que temos que fazer para alcançar de novo a paz interior, o amor, bem-estar em nós mesmos.  Melhorar a nossa vida, o nosso dia. Todo o livro trabalha com esta idéia. Ele não quer te vender uma religião, ele não quer te vender uma doutrina, ele quer que encontres a tua paz interior. Que você encontre Deus dentro de você, não importa o nome que você dá a Deus.  Deus é um dos tantos nomes que nós damos a Deus.  Alá é um dos nomes de Deus, Deus é um dos nomes de Deus, Krishna, talvez, é um dos nomes que nos remete a Deus, não importa que nome nós demos, o que importa é o que isto vai nos proporcionar. 

Tenho sempre dito para as pessoas: Se aquilo que você está fazendo não serve pra tua vida agora, então não serve! Porque esta história de ‘é bom porque no futuro quem sabe!’, na outra encarnação, talvez vá ser útil, se não é nesta, então, na vai ser na outra, se é que tem outra, não sei. Digo assim porque tem pessoas que acreditam e tem pessoas que não acreditam. Respeito às pessoas que acreditam e que não acreditam também.  No livro diz que isto também não é importante. Porque importante é você fazer o que você tem pra fazer agora.   Se nós estamos aqui para desenvolver alguma coisa, então vamos desenvolver agora mesmo, nesta vida, não vamos deixar isto pra depois, depois pode ser tarde demais.

Lembro duma vez em que eu falava a respeito disto, o que temos que fazer agora, fazer agora mesmo, uma pessoa disse:
Jorge, eu primeiro quero construir minha casa, depois quero comprar um carro, depois pagar o estudo dos meus filhos. Eu posso fazer este trabalho espiritual, que tu fazes, a qualquer momento não é? 
-Sim, a qualquer momento, contanto que você faça antes de morrer. 
-Então ta, então posso fazer com setenta ou oitenta anos?
-Se tu sabes que vais morrer depois dos oitenta, pode fazer, contanto que faça antes! Você sabe quando vais morrer?

Porque a oportunidade você está tendo na vida agora. As coisas não acontecem por acaso. Quando nós recebemos uma oportunidade vamos avaliar se não é um bom momento pra gente começar, porque este é um trabalho que a gente não sabe quanto tempo vai levar.

Este livro, no momento que começamos a ler, buscamos a compreensão prática para o nosso dia-a-dia, mas ele não tem um momento para terminar. Eu já estou com ele há uns dez anos, e não cheguei ao final do livro ainda, não tenho pressa, enquanto eu não entender as coisas primeiro, não adianta eu ler o livro correndo.  Vou lendo e compreendendo e me perguntando ‘pra que serve isto na minha vida?’. Vamos encontrar a utilidade que as coisas têm o valor que as coisas têm ou não.
O objetivo do trabalho de estudo deste grupo é cada um compartilhar aquilo que está aprendendo, aquilo que está compreendendo. Assim temos feito com os grupos que estudam o livro.

Tem uma meditação que fazemos no início do grupo e no final também. Ela está na página 30 do livro.  Eu gostaria de iniciar o trabalho com esta meditação. Meditação é o ato de ditar a mim mesmo.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.

Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,sabendo que Ele vai comigo.

Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele ensine-me a curar.

Vou falar um pouco sobre este ditado. Meditar tem este sentido, ditar a mim mesmo o que eu quero que aconteça, vou me ditar isto duas vezes por semana no grupo, uma antes e uma depois, isto vai causar algum efeito. Então quero saber o que estou me ditando pra saber o que eu quero de mim mesmo.

Uma vez, pensando nesta meditação, pensei no motorista de táxi:
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil. ’ Ele está lá parado no ponto, esperando que chegue alguém e ele queria ser útil para alguém.  Bom, se ele não está fazendo isto desta maneira, ele está muito infeliz.  Porque está fazendo o trabalho igual e não está usufruindo da alegria de fazer este trabalho. Está chovendo, alguém está a pé e precisa do meu serviço. Que alegria quando chega o passageiro e ele diz: Para onde você quer ir?
A pessoa que está disposta a ser verdadeiramente útil ela não indica o destino ela pergunta ‘para onde você quer ir?’. Vai junto com esta pessoa, ou leva esta pessoa para onde ela quer ir.    

Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que

fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
Uma vez eu peguei um táxi e eu disse ‘você vai por tal rua!’ Mas o motorista foi pela outra. Chegou onde eu queria? Sim, chegou!  Quando chegou lá, eu disse:
-Tenho que lhe dizer uma coisa, eu pedi para você ir por aquela rua e você veio por outra!
-É, mas por aqui é melhor!
-Melhor pra você, porque agora eu vou ter que pegar outro táxi, porque no caminho tinha um lugar onde eu queria passar para apanhar uma encomenda e você não foi por esta rua.    

O que este motorista estava fazendo? Ele não estava contente, ele não estava lá para ser útil, ele não estava a serviço de quem o enviou, não estava contente aonde o passageiro queria que ele estivesse. Então ficava resmungando no trajeto ‘pois é trabalhar de táxi é ruim... tem que levar passageiro pra cá, depois pra lá;..!’. O que você está fazendo aí? Você está infeliz e está atrapalhando a vida das outras pessoas. Então seja feliz. Faça o que estiver fazendo com a maior alegria possível. Por quê? Porque você está fazendo aquilo mesmo! Então não faz sentido você fazer contrariado! Ou então arrume outra coisa pra fazer! Mas enquanto estiver fazendo aquilo esteja contente.

Às vezes as pessoas dizem: De repente esta não é a missão que Deus me deu! Ora, se você está ali, considere que é! Você vai trabalhar de empregado numa empresa, lá na livraria, por exemplo. Digo pra pessoa tirar o pó dos livros e daí ela fica resmungando:
-... essa não é a missão que meu chefe me deu..!
-Mas você está aí, então não é a missão que teu chefe te deu?
-Mas eu não queria estar limpando livros!
-Então você tem que arrumar outro emprego, porque pra você estar aqui, você tem que estar contente em fazer isto. Esta é a função, você está neste emprego, nesta vida, neste momento e está aqui. Então, dê-se conta que aqui é o lugar que você está, procure fazer tudo da melhor maneira possível. Contente, feliz, a mando de quem te enviou. O chefe mandou fazer isto, faça contente, feliz, ou então você vai ter que sair na rua arrumar outro emprego, onde você vai ter outro chefe que vai te mandar fazer uma coisa que não vais gostar. Você vai passar a vida inteira assim? Daqui a um pouco não vai ter mais emprego pra você, porque você não quer fazer nada e se faz, faz resmungando. Se o chefe diz ‘vai por aqui’ você diz ‘não, por aqui é melhor!’.  Se o chefe diz ‘vai por aqui!’, é o passageiro é que manda, o motorista do táxi só dirige, mas quem guia é o passageiro.

A serviço de quem nós estamos aqui? Se estivermos a serviço do espírito e nós estamos sendo orientados, convidado pelo espírito para ir por este caminho, então vá lá, faça tudo o que você tem que fazer e depois está liberado daquilo.

O fato de hoje estarmos aqui é porque de repente nós nos deixamos guiar pelo espírito e por isso estamos aqui. Que bom que todos estão contentes de estar aqui. Como é bom quando nós conseguimos adquirir esta consciência de estarmos contentes sempre. Porque vamos ter a consciência de que se estamos ali fomos guiados pelo espírito para este lugar, alguma coisa nós temos que fazer ali, então vamos estar contentes de estar ali.   
 
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje, sabendo que Ele vai comigo. Se Ele vai me orientar eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que fazer, porque Aquele que me enviou me dirigirá.
O motorista do táxi não está preocupado porque o passageiro diz pra ele, só tem que dirigir o carro, vai sendo guiado ‘pega a direita... agora entra na primeira a esquerda..., é ali naquela casa, pára aí por favor” . Então a pessoa vai sem preocupação, ser motorista de táxi  é uma beleza, não precisa se preocupar, pode estar contente, ‘puxa vida! Que bom que o senhor veio pra esta região da cidade, é tão bonito aqui!, faz tanto tempo que não venho, que alegria! Obrigado por o senhor ter pego o meu táxi pra vir aqui!’   
Isso vale uma gorjeta! Quando uma pessoa presta um serviço pra ti com tanta alegria, se a corrida é cinco você paga dez. ‘Nossa, você ficou tão contente, vou te dar um motivo pra ficar mais contente ainda.

Isto é que vai recompensar a gente, quando a gente faz com alegria, a recompensa que a gente tem é maior. A gente consegue mais alegria, a gente consegue mais prosperidade em todos os níveis, na matéria, na emoção, no intelecto, tudo isto vem do espírito, porque o espírito é alegria, ele te proporciona alegria sempre que você precisar.

 Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele me ensine a curar.

Quando o motorista do táxi está irritado, na medida em que ele permitir, o passageiro ajuda ele a se curar. O motorista diz:
-Toda vez que venho aqui fico irritado! 
-Mas você tem que vir aqui mesmo, olha as coisas bonitas que têm aqui, olha esta árvore que bonita!  
-É mesmo, eu nunca tinha percebido!
Assim ele se cura daquela irritação, se ele se permite ser curado pelo espírito. 

Esta meditação, tenho ela como uma coisa muito importante, porque o dia em que eu conseguir me colocar integralmente, intensamente nesta posição eu estarei contente sempre, feliz sempre. Isto é um ditado que tenho feito, sei que um dia vou acabar ouvindo de tanto que falo.
Vocês já ouviram falar que os olhos são as janelas da alma, os ouvidos são as portas. De tanto eu falar esta meditação e de tanto eu ouvi-la, um dia vou assimilar e daí a minha existência vai mudar, vou ser contente sempre. Isto é muito bom!

Este livro, Um Curso em Milagres, se a gente conseguir tirar o aprendizado de tudo a gente se torna um aprendiz feliz. Se somos felizes, expandimos esta felicidade, esta luz, esta alegria, esta paz, para tudo que está a nossa volta sem precisar dizer, fazer nada. A gente às vezes fica falando porque se não fica meio estranho ‘. pois é, ninguém fala nada...’, às vezes não precisa.

A lâmpada ilumina tudo que está a sua volta, quando uma pessoa consegue chegar a este grau de clareza de iluminação, que um dia pretendo chegar, acho que daí eu não preciso mais falar também, vou ficar feito lâmpada.  Tem pessoas que não precisam mais falar nada, as pessoas se referem a Chico Xavier e a Madre Tereza assim, que eles não precisavam mais falar nada.  O último papa, a sua presença parecia que iluminava tudo.  Não sei se é ou não é, a gente que avalia e dá intensidade à luz de cada um, isso é nossa avaliação, não necessariamente que a pessoa tenha esta luz.

Toda esta compreensão a gente vai tendo e vai parando de dar significado às coisas que não têm e vai conseguindo perceber o amor que nós temos dentro de nós e que isto é a coisa mais valiosa que nós temos. Isto independe de crença religiosa, sistema de crença, de pensamento em que a gente está inserido.

Este livro é tão bom porque não está ligado à nenhuma religião e se ele não está ligado a nenhuma religião ele não pode ser contra nenhuma, porque só aquele que se alia com uma parte é que está contra a outra parte, têm opostos.  Este livro é muito amoroso e assim como o amor, não têm opostos.  A única oposição ao amor é o medo, não porque o amor tenha oposto, mas porque o medo bloqueia o amor na gente. O medo ele paralisa, bloqueia qualquer coisa.
Lembro-me quando era criança eu tive um pesadelo, era muito ruim. O interruptor da luz estava ao alcance da minha mão, mas eu estava tão paralisado que eu acordei ainda vivendo o pesadelo, não tive coragem de colocar o braço para fora do cobertor pra acender a luz que dissiparia todos os meus temores. Eu sabia que se eu acendesse a luz aquilo iria se desfazer, mas eu estava totalmente bloqueado.   

O medo bloqueia e a luz desfaz a escuridão e desfaz o medo. Então esta luz que a gente pode adquirir aqui pode desfazer todo o nosso medo, todos os nossos bloqueios, todas as nossas angústias, todas as nossas ansiedades.

É um trabalho que a gente se propõe a fazer sem tempo pra terminar. É uma parte do nosso tempo.  Quem se identificar com o livro que é um veículo entre milhares de outros para se andar no caminho que leva de volta ao amor, quem se identificar com ele, quem ‘cujo pé serve no sapatinho da Cinderela’, venha ao grupo.

Às vezes a gente contraria uma opinião de um ou de outro, às vezes a gente sai contrariado porque alguém falou uma coisa que parecia ser diferente. mas se a gente for sempre se contrariando  e ficando contrariado, a gente não vai ficar em lugar nenhum e não vai nunca alcançar o caminho.  A persistência vai desfazer todos os conflitos que a gente teve inicialmente, se é que a gente teve.  Mas quando acontecer persista, não se prenda a pequenos conflitos ‘porque eu acredito que é assim... O outro acredita que é diferente. ’. Vamos nos colocar dentro desta meditação ‘Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil... ‘Aí começamos, realmente a ter uma disposição mental para aprender.  E quando o livro fala uma coisa que a gente nunca viu, ótimo, aquilo que a gente já viu, não precisamos ver de novo.  Este livro é muito bom, porque trabalha com coisas colocadas desta maneira. Desta maneira eu não vi em nenhum mais.

Agora, vamos ler o primeiro princípio:

Princípio 1
Não há ordem de dificuldades em milagres. Um não é mais “difícil” nem “maior” do que o outro. Todos são o mesmo. Todas as expressões de amor são máximas.

Participante: Compreendi que todos os milagres são iguais, maravilhosos, não tem um maior do que o outro.

Participante: Há algum tempo comecei a oferecer milagres com freqüência e lembro todos os dias desta oração que fizemos no início.  Compreendo que fazendo esta oração as coisas acontecem como tem que acontecer mesmo.  Primeiro, entendi intelectualmente, mas vivenciando a gente começa a entender melhor. 
Hoje eu vivi uma experiência assim: Desde que houve a possibilidade do Jorge vir para fazer uma palestra aqui em Garopaba, eu disse: eu quero ir junto!  Sentia que eu deveria vir junto, mas ao mesmo tempo via que as coisas não estavam evoluindo. Ontem eu estava lá na livraria e perguntei para o Jorge quando nós iríamos e ele também não sabia.
Entreguei a situação para o Espírito Santo e fui para casa.   Depois de um tempinho meu marido ligou e perguntou, ao mesmo tempo afirmava que nós (Jorge, Roberta e eu) iríamos para Garopaba no dia seguinte, que é hoje.  Quem iria dirigir o carro era a Roberta (minha filha).

Em seguida a Roberta ligou e confirmou que estava tudo acertado e que iríamos sair de Florianópolis às 7 horas da manhã.  Fiquei muito contente com isto.
Hoje de manhã quando chegamos à frente do edifício para aguardar o Jorge, vi que novamente estava um guarda-chuva no banco traseiro do meu carro. Este guarda-chuva pertence à livraria. Quando Jorge chegou e entrou no carro eu disse me alcança este guarda-chuva que está atrapalhando, vou entregá-lo na livraria. O Jorge disse, não me atrapalha, ele pode ficar ali.

Quando chegamos ao Centro de Yoga lá na Montanha, hoje de manhã, estava chovendo e eu estava pra cima e pra baixo com este guarda-chuva. Pensei ‘puxa vida, que bom ter este guarda-chuva’. Compreendi que os meus obstáculos sempre me trazem um grande aprendizado, mesmo que naquele momento eu não esteja compreendendo. Peço milagres e vêm obstáculos no meu caminho, não devo julgar se isto é uma coisa certa ou errada, mas aceitar isto porque é algo que serve para que eu aprenda. 
Muitas vezes peço milagres, me é dada a condição que eu preciso aprender, mas eu não enxergo, tento tirar aquilo dali, tira-lo do meu caminho.

Participante: Agradeço à todos por estarem aqui! Todo amor é o mesmo, não temos como medi-lo para dizer que um é maior que o outro.  Amor é amor e milagres são uma expressão de amor.

Participante: Quero apenas agradecer a todos.  Eu sempre me dôo muito e hoje parece que estou recebendo. 

Participante: Eu já estive visitando o site e compreendi algumas coisas.  Antes eu fazia confusão achava que milagre era fazer, por exemplo, um paralítico andar, ressuscitar alguém da morte. Pelo que estou entendendo agora, milagres são até aquelas ‘coincidências’ que acontecem com a gente no dia-a-dia.  De repente a pessoa está precisando um trabalho ou está buscando alguma coisa, esta pessoa estando aberta, por ‘coincidência’ encontra alguém na rua e oferece isto que esta pessoa precisa.  Eu estou botando muita fé que este Curso vai me ajudar a ver a vida de outra forma e que eu possa ser feliz realmente, todos os dias. Acho que é isso que todo o mundo quer e acho que a gente consegue.

Participante: Vejo que milagre é um sinônimo de amor. Eu estou disposta a aprender isto.

Participante: Coloco-me à disposição, no meu dia-a-dia para as coisas que tenho que fazer e não para aquilo que eu quero fazer.  A vida é o verdadeiro milagre. Agradeço muito!

Participante: Agradeço a todos por estarem aqui!

Participante: Este princípio me lembra o que estava escrito no painel central da experiência que Helen vivenciou da gruta antiga. Ela abriu um pergaminho e no painel central estava escrito Deus é. O princípio diz que milagres são todos os mesmo, não existe maior ou menor e que todas as expressões de amor são máximas. O amor simplesmente é ele não pode ser medido. Deus é Deus é amor.

Jorge: As graduações de valor somos nós que colocamos. Aprendi com a minha mãe, quando eu era criança, que quem rouba uma agulha é tão ladrão que aquele que rouba um milhão. Nós damos uma graduação de valor às coisas que na verdade elas não têm. Se quem rouba uma agulha é tão ladrão quanto quem rouba um milhão, então ambos são ladrões.  Não tem uma graduação para dizer que este é mais ladrão do que aquele.  Podemos ver que milagre também. Se acontece um milagre quem gradua se o milagre é grande ou pequeno? São as pessoas!  A graduação que nós damos de maior ou menor, às vezes, não tem a medida que nós imputamos à ela. As coisas não têm esta graduação de mais nem menos, se o milagre é uma expressão de amor, não tem como mensurar o amor. Não tem mais amor, não tem menos amor.  Ou é, ou não é. Então, o amor é, Deus é, o milagre é. Não tem medida para isto.

Ah..., mas uma pessoa pediu um milagre para se curar do dedinho e outra pediu para se curar da perna inteira. O milagre da perna inteira foi maior?  Na verdade não!  Porque ambos foram uma expressão de amor de alguém que proporcionou a cura. Então, não é maior ou menor, é uma expressão de amor.
Se olharmos tudo a partir deste princípio, pararmos de medir, então vamos, realmente, ter uma compreensão de todos que os serviços que prestam para gente, quando são feitos com amor, também vamos a aprender a valorizar.  No nosso dia-a-dia a gente pode traduzir isto assim: a pessoa que traz um papelzinho pra mim, aquele serviço tem o mesmo valor daquele que traz o queijo, tem o mesmo valor daquele que traz uma carga de tijolos, tem o mesmo valor daquele que traz um milhão de dólares. Não há como distinguir o valor das coisas.
 
É tão bom quando uma pessoa presta um serviço e nós começarmos a perceber, quando ela faz com amor, não é diferente o trabalho da pessoa que nos entrega um papelzinho ou um trabalho em que a pessoa nos entrega uma coisa que nós consideramos maior, não está no produto, está no amor que a pessoa tem. Ali é que está o valor das coisas, isso não há como medir.

Isto é muito bom porque a gente pode começar a olhar para todas as pessoas que prestam um serviço que tudo é uma prestação e um serviço amoroso. A pessoa que vai entregar uma pizza pra gente, a pessoa que está no balcão e entrega o pão pra gente, tudo é uma prestação de serviço e se nós começarmos a valorizar tudo igual, assim paramos de ter esta medida de valores.

Não tem maior nem menor, tudo é uma expressão de amor. Tudo aquilo que vem com amor é máximo.  Então você começa a fazer aquilo crescer dentro de você. Você vai lá na padaria e diz ‘me dá aquele pãozinho ali!’ E depois diz para a pessoa: ‘Você é o máximo, entrega o pãozinho pra gente com tanto amor, com tanto carinho, Muito Obrigado! O pão de vocês é o máximo, é o que tem de melhor!’. Assim você vai começando a perceber que tudo o que nós recebemos é o máximo, se você se propuser a olhar desta maneira. 

Qualquer coisa que as pessoas fazem pra gente são expressões máximas de amor, se você se propuser a olhar assim. O serviço de táxi, a pessoa que entrega um botijão de gás, tudo. tudo que a gente recebe são expressões máximas, porque nós aprendemos que milagres não tem  maior ou menor, porque são todos expressões de amor e todas expressões de amor são máximas.

Se nós estamos abertos a receber amor, então estamos abertos a receber milagres.  Diz lá na nossa meditação que ‘vai acontecer na medida em que eu permitir’.
Como que eu permito que o pão que eu compro na padaria fique melhor e que o serviço fique cada vez melhor, até ser realmente uma expressão máxima de amor?  Quando eu começo a dar valor ao serviço que as pessoas estão prestando! Porque todos os serviços são expressões de amor e todas as expressões de amor são máximas. Não tem menor, nem maior, é o máximo.

Começa a agradecer e passar isso para pessoa ‘esse trabalho de você vir entregar o gás é o máximo, muito obrigado por você vir entregar o gás em minha casa’.  A pessoa vai entregar o gás cada vez melhor para você, cada vez ela vai prestar um serviço melhor. Ela pensa ‘ esta pessoa valoriza o que eu faço’.   Cada vez ela vai ficar mais amorosa, cada vez você vai ficar mais amoroso e quanto mais amoroso você vai ficando mais milagres você vai recebendo.
Daqui a um pouco quando terminar o teu gás, o cara do gás já está sabendo ‘. o gás da Reny deve estar acabando hoje’, ele já vai estar de prontidão, quando você ligar  ele diz ‘estou aqui na esquina’.  Porque a pessoa vai tratar bem quem trata bem, estas expressões de amor devem partir da gente valorizando o serviço do outro. Colocando amor no serviço que não tem amor.

Se a pessoa entrega o gás com raiva, posso dizer pra ela ‘... você entrega o gás tão bem, muito obrigado!’ No outro dia ele já está entregando melhor o gás. Por quê? Porque você pára de botar graduação. Não tem mais essa de maior ou menor. Tudo é o máximo. Assim a gente pode utilizar a idéia de que a graduação de valores somos nós que colocamos em tudo, retira esta graduação de valores e coloca tudo como sendo uma expressão máxima de amor que está vindo pra você assim.
Diante desta gratidão, desta compreensão, você vai ver como os milagres vão acontecer, vão fluir para você.

Participante: Seria como ver todos os serviços que lhe são prestados com a visão do espírito. Não fosse assim a pessoa não teria forças para capitalizar isto para o amor.

Jorge: Se ele não tiver você dá para ele o amor que não tem.

Participante: Hoje antes de vir para a reunião, eu já estava um pouco em cima da hora, passei no supermercado para comprar tomates. O Rapaz que estava atendendo foi buscar uma cestinha com compras de uma moça lá do outro lado.  Comentei com ele: Você acha isto certo?  Ele respondeu: Estas coisas acontecem! Jorge, como que tu vês esta questão?

Jorge: Diz-se que quem cala consente. Você não deve compactuar com o erro ficando calada, mas você tem que ensinar para pessoa como se faz certo, ela não sabe fazer.  Se não está acontecendo de uma maneira correta, você pode ensinar, mas tem que ensinar de uma forma amorosa.
Dizem que havia uma comunidade chamada, a comunidade dos Essênios, eles tinham uma regra: que ninguém deveria abrir a boca para falar nada a menos que fosse Útil, Verdadeiro e Amável.
Como é que nós vamos aprender a trabalhar com isto?
É verdadeiro que tem que respeitar a fila? Sim!
Então alguém precisa ser útil e dizer isto para as pessoas. Mas como? Amorosamente!

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.

Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o quefazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá. Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,sabendo que Ele vai comigo.

Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele me ensine a curar


 

©  2004 - Milagres