UM CURSO EM MILAGRES
30 NOVEMBRO DE 2005
4ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar

Jorge: Qual era o exercício da semana?

Participante: O Exercício da Semana foi: Ser a luz do mundo.

Tentar compreender se temos que ser humildes ou radiantes. Reinterpretar a palavra ‘humildade’. Compreender as duas interpretações da palavra humildade. O que é humildade na interpretação do ego e o que é humildade na interpretação do espírito.

Participante: Estendi para várias pessoas esta compreensão.

Participante: Achei muito legal estender esta compreensão para as pessoas.

Jorge: Eu tive a compreensão que ‘ser a luz do mundo’ não é somente dizer ‘eu sou a luz do mundo’ é irradiar. O que faz a luz? Ela esclarece, deixa claro, ilumina!

A luz do mundo tem que iluminar o quê? As mentes! Clarear as mentes, tirar aquilo que não está claro para as pessoas, esclarecer. Tudo que aprendemos com Um Curso em Milagres a gente pode irradiar, ir passando e esclarecendo. Ajudando as pessoas a entenderem alguma coisa, um entende uma coisa aqui, outro entende alguma coisa ali, assim vai acontecendo.

Todo esse trabalho que fazemos, inclusive na internet, quando alguém tem uma compreensão e compartilha, tudo que nós fazemos a partir do que se estabelece neste grupo, uma nova compreensão que muda nosso padrão de comportamento, é irradiar a luz. Irradiar a luz vai ajudar a mostrar o caminho para chegar ao Céu. Lá vai ser o nosso encontro com Deus, vai ser a totalidade no espírito, isto está reservado para os radiantes.

Participante: Como é ser a luz do mundo?

Jorge: Transmitir aquilo que você vai aprendendo e compreendendo, ensinando os outros. A luz é o conhecimento que você vai compartilhando com as pessoas, o teu aprendizado. Isto vai te colocando sempre em graus de aprendizado mais elevados. Quando você aprende e compartilha, aquilo que você está estendendo vai formando uma base sob os teus pés. Quanto mais você aprende e estende, mais você vai crescendo. Quanto mais você vai se elevando, mais você vai alcançando, quanto mais você vai alcançando, mais você tem que ir estendendo, não pode parar este exercício, tem que estender. Muitas pessoas não vão aceitar isto, Jesus também disse que ‘você não precisa jogar pérolas aos porcos’. Isto significa que você não precisa ensinar para quem não quer aprender. Ensina para quem quer.

O que vou aprendendo eu vou compartilhando. Nós compartilhamos por pensamentos, palavras, ações e omissões. Assim nós estendemos a luz. Uma palavra aqui, uma ação ali, assim vamos aprendendo a ser mais radiantes, estendendo a luz.

Ficar com os pensamentos mais na luz do que nos conflitos. Vai irradiando isso. A gente vai expressando aquilo que está pensando, aquilo que vai falando, a maneira como vai agindo.

É aquele exercício: Inspirar, expirar, aspirar o Céu, flutuar e suspira, então você consegue se manter na luz. Inspirar é estar in espírito, daí vem inspiração

Princípio 3

Milagres ocorrem naturalmente como expressões de amor. O amor que os inspira é o milagre real. Nesse sentido, tudo o que vem do amor é um milagre.

Jorge: Ficamos, às vezes, muito presos ao resultado do milagre e não ao amor que o inspirou. Ficamos presos à conseqüência e esquecemos a causa que é o amor que inspirou o milagre.

Ficamos vendendo medalhinha do santo isso, do santo aquilo e fazendo peregrinações para o lugar onde aconteceu um milagre e a gente vai lá e só vê os objetos, não se fala no amor que inspirou o milagre, não se trabalha este aspecto do milagre. O amor que inspirou o milagre, este é o milagre real. Aquela pessoa que inspirou aquele milagre naquele momento estava tão plena de amor, tão conectada com o espírito, tão conectada com o amor universal. O milagre real é esse, é o momento dessa conexão, daquele momento de intenso amor que inspirou o milagre. Nos fixamos a fios do tecido da roupa que a pessoa estava usando quando aconteceu o milagre e esquecemos que aquilo foi uma conexão com o amor, uma conexão com Deus.

Este princípio é lindo, aborda este aspecto que o milagre real é o amor que inspira os milagres. É um momento de inspiração.

Inspirar é estar in espírito. Podemos estar no espírito ou no ego, é uma escolha que nós fazemos, estar in espírito ou estar in ego. Então, estar in espírito é estar inspirado e estar in ego é estar inegado, é a negação.

A parte mais importante que devemos observar num milagre é lembrar do amor, aí nós nos conectamos, quando você pensa no amor você se conecta com ele. Se eu disser: Pense na cor azul! Todos pensam no azul! Você lembra, se conecta com a imagem da cor, você se conecta com o azul.

Então, se você pensa no amor, pensa no amor, a gente vai buscar em todos os nossos registros algo que nos lembre esse amor. É isso que temos que buscar.

Participante: Aconteceu algo bem interessante: No dia seguinte a volta do Retiro de Renascimento eu estava andando na rua e ao meu lado caminhava um casal. Os dois estavam conversando, de repente eu ouvi que ele disse ‘..então você está querendo um milagre!’ e ela respondeu ‘é isso que eu estou precisando, um milagre’. Eles olharam para mim e eu ‘mentalmente’ ofereci um milagre pra ela. Ninguém falou nada, mas foi um momento muito amoroso.

Jorge: É, esse é o momento da inspiração! É o momento do amor mesmo que inspira os milagres. Nesse momento você pode oferecer os milagres para a pessoa. Que interessante a pessoa pedir um milagre nesse momento amoroso.

É isto que eu digo para vocês, quando a gente está neste estado você irradia e as pessoas vêem sem saber o que é. Se você está num estado muito amoroso, e passa ali, a pessoa não está te vendo, assim como a gente não vê o santo, mas a gente vai lá e pede um milagre.

O que trouxe vocês para este encontro milagroso? Como aconteceu este encontro milagroso, de alguém que tinha a mente disposta ao milagre com alguém que estava pedindo um milagre? Você estava naquele estado mental de disposição ao milagre, estava disposta ao milagre. Isso é estar no estado de prontidão! É estar com a mente disposta ao milagre, se alguém pedir, você diz ‘tá bom!’ faz aquela conexão amorosa e alcança aquilo no nível do espírito e oferece para a pessoa.

O oferecimento deste milagre, nós já estudamos, que não é horizontal, sempre vertical. Tudo que você faz horizontalmente dá errado. O milagre você oferece horizontalmente, mas o pedido é sempre vertical. O que a gente faz? A gente pega o pedido da pessoa estende verticalmente para o espírito e o espírito traz verticalmente e estende para a pessoa. Alguém quer chuva, outro quer sol, outro nem chuva nem sol, ... eu não tenho que fazer nada, tenho que entregar ao espírito. A gente não tem que querer as coisas horizontalmente, porque eu não tenho sabedoria para isto, então tem que fazer tudo na linha vertical.

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Capítulo 5 – Cura e Integridade
Introdução
2. Para ser de todo o coração, tens que ser feliz. Se medo e amor não podem coexistir, se é impossível estar totalmente amedrontado e permanecer vivo, o único estado possível de forma total é o do amor. Não há diferença entre amor e alegria. Assim sendo, o único estado que é totalmente possível é o de total alegria. Curar ou alegrar é, portanto, o mesmo que integrar e unificar. Por isso é indiferente a que parte ou através de que parte da Filiação é oferecida a cura. Todas as partes são beneficiadas e beneficiadas igualmente.

Jorge: Foi a compreensão do Francisco ‘Onde houver tristeza que eu seja a alegria!’ Porque é isso que cura. O que cura uma pessoa triste é chorar junto? Não! É a alegria!

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Página 77
Capítulo 5 – Cura e Integridade
Introdução
3.
Tu estás sendo abençoado por qualquer pensamento benéfico de qualquer dos teus irmãos em qualquer lugar. Por gratidão, deverias querer abençoá-los em retribuição. Não precisas conhecê-los individualmente, nem eles a ti. A luz é tão forte que se irradia através da Filiação e retorna os agradecimentos ao Pai, por irradiar sobre ela a Sua alegria. Só as crianças santas de Deus são canais dignos da Sua bela alegria, porque só elas são suficientemente belas para mantê-la por compartilhá-la. É impossível para uma criança de Deus amar a seu próximo a não ser como a si mesma. Por isso, a oração daquele que cura é: Que eu conheça esse irmão como conheço a mim mesmo.

Participante: A medida que eu me torno mais amoroso eu ajudo a tornar o mundo mais amoroso.

Jorge: O que está em cima é igual ao que está em baixo. O espírito é perfeito e está neste estado para sempre, a mente é o aprendiz e o físico é o instrumento de aprendizado. Tem uma lei que diz que o que está em cima é igual ao que está em baixo e que nós devemos aprender tudo na matéria. Por quê? Por que a matéria é palpável!

Quando você vai no primeiro ano na escola, agora quase não é visto, mas antigamente a gente aprendia a contar naquelas bolinhas coloridas..puxava uma bolinha uma, duas... Por que não se ensinava sem aquilo, dizendo um mais um é dois, mais um é três...? Porque tem que ter o laboratório material, físico? Porque fica mais fácil! Depois que você aprendeu, não precisa mais daquilo para contar.

Entre o estado em que nós estamos e o espírito tem uma mente que escolhe estar ‘in espírito’ ou ‘in ego’. O que a mente tem que aprender? Tem que aprender a sair do ego e voltar para o espírito que esse é o tal do retorno ao amor. Você é perfeito, você tem que aprender a sair do erro e voltar para o espírito, o amor. Como é que você vai aprender? Através das coisas palpáveis, é mais fácil!

Então, se o que está em cima é igual ao que está em baixo você tem que aprender aqui com tudo. Como a gente aprende isso? Cada pessoa que tem um pensamento, que faz uma boa ação, isso se estende por toda a parte. Como funciona isso?

Por exemplo, eu estou dirigindo no trânsito, o Fábio passa do meu lado e dá uma buzinada e eu xingo ele. O Fábio fica irritado, chega em casa e briga com a mãe dele, a mãe dele briga com a vizinha, a vizinha briga com o marido, que bate no filho, que sai irritado para a rua, de repente me vê andando na rua lá do outro lado da cidade, vê aquele carro branco que nunca viu e dá um chute na traseira do meu carro. Se isto funciona, funciona com as coisas boas também!

Então quando você dá um sorriso para alguém, quando mostra uma cara sorridente, o teu pensamento é amoroso, vai acontecer a mesma coisa. Por isso, quando você recebe um sorriso você deveria agradecer, não só aquela pessoa, mas toda uma cadeia, toda uma corrente soldada de pessoas que funcionaram para trazer este sorriso até você. É assim que funciona tudo, tanto para um lado quanto para o outro.

Então, quem semeia ventos, colhe tempestade. É assim que funciona. Por exemplo, você xingou alguém, depois você recebe um chute no traseiro e fica se lamentando ‘o que eu fiz para merecer isto?’ Vem mais forte aquilo. Por que cada um que conta um conto, aumenta um ponto. Cada um que recebe uma informação de raiva coloca um pouquinho mais de raiva, vai indo, vai indo, quando aquilo volta pra você está bem maior.

Isto funciona na matéria e além dela. Como é que funciona isto? É assim: Dar e receber é a mesma coisa! Você não pode esperar só receber, tem que dar a tua contribuição, porque quebra o ciclo, você quebra o ciclo da abundância. Por quê? Tudo o que recebemos na matéria uma hora temos que dar, pode ter certeza! Tudo o que você dá, uma hora vai receber também! Não podemos quebrar este ciclo do dar e receber, tem que estar sempre ativando ele.

Uma História:

Um dia eu trabalhava com vendas e tinha uma coisa que não vendia. Ai Alguém sugeriu dar alguma coisa para alguém para abrir. Daí eu peguei e dei. Abriu, pronto! Por quê? Porque a pessoa que recebeu ficou feliz, deixou outra pessoa feliz... Estava bloqueado em algum lugar, então tem que dar alguma coisa, tem que fazer a coisa andar novamente.

É assim que anda. Às vezes, só ficamos recebendo e recebendo e não damos nada, então vai quebrar o ciclo. Começa a oferecer alguma coisa também. Cada vez que recebemos, temos que ter gratidão para toda a corrente, que fez trazer aquilo para nós. Quando você dá, não espera receber da mão que recebeu, porque a mesma mão que recebe não é a mesma mão que dá. Isto até tem um simbolismo, a mão direita é com a qual a gente dá, com a mão esquerda a gente recebe.

Isso quer dizer o seguinte: A mão que dá, dá! A mão que recebe, recebe! Vem pelo outro lado, não é do mesmo lado. Cada um vai recebendo aquilo que precisa, esta é a magia do dar e receber. Cada um vai transformando aquilo que recebe em algo que precisa e vai transformando aquilo para dar para o outro em algo que a pessoa precisa.

Isso não é, necessariamente, uma coisa que tem que ser dada de graça. Sabemos que no nível físico as coisas têm que ser pagas , dá a César o que é de César.

Por exemplo, se a gente precisa de água, tem alguém que vai lá recolhe a água na fonte, água pura, mineral. Ele engarrafa e faz esta garrafa com água chegar no ponto onde você possa pedir e aí alguém traz um garrafão de água para você. Quantas pessoas estão envolvidas nisto? A gente não sabe a conta! Temos que agradecer aquela pessoa que trouxe o garrafão de água e toda aquela corrente que ligou todas as pessoas desde a coleta da água na fonte até chegar para você. Isso é a gratidão, por tudo que chega para você. Alguém pensou em você. Ele não precisa te conhecer para dizer ‘vou engarrafar água para o Jorge’, não precisa conhecer individualmente, porque tudo está ligado. Você abençoa e agradece a pessoa que traz a água e você liga toda a corrente.

Quando a pessoa que vendeu a água recebe o dinheiro, que pode estar a quilômetros de distância, o dinheiro vai indo, de mão em mão até chegar lá na pessoa que engarrafou a água, ele se sente abençoado porque recebeu a contribuição, ele vai dando a água e recebendo o dinheiro e vai pagando toda esta gente que traz a água até aqui.

Assim não é só com a água, com tudo é assim! É a pessoa que traz argila, é a pessoa que faz o tijolo, outra que transporta o tijolo, é o caminhoneiro, é o engenheiro, o arquiteto, é aquele que aluga a sala comercial para quem precisa, assim funcionam as coisas. Quando você precisa uma sala comercial, vai ali e tem para alugar. Se tem para alugar, é porque alguém fez isto para você, disponibilizou isto para você.

Por exemplo, ‘..ah eu queria ir para o Egito, eu queria as condições’, alguém me disse isto outro dia. As condições já te foram dadas. Alguém já construiu o avião, já fizeram os aeroportos, está fácil. Têm todas as condições para você ir. Agora você tem que recompensar estas pessoas que te ofereceram estas coisas para que lês continuem se sentindo recompensados. Tudo isso funciona assim no mundo material. Quando você aprende que no mundo material as coisas funcionam assim, logo você vai saber trabalhar no outro nível como é que as coisas funcionam, aí você vai aprender realmente esta lição que dar e receber é a mesma coisa.

Então, você começa a agradecer toda a cadeia daquele que te mandou uma benção. Por que a pessoa te mandou uma benção? Porque ele aprendeu isto com alguém e isso, vai, vai, vai.. assim vai indo. Porque as redes são todas interligadas, mesmo que você não conheça. Eu não sei se a pessoa que entrega água aqui conhece a pessoa que colhe água lá na fonte, não importa. O chefe dele conhece alguém, que conhece outro alguém.., chega até lá. A nossa ligação com todas as pessoas do mundo, com essa globalização, está ficando muito aparente, muito fácil. Não há como dizer que a gente está distante das outras pessoas.

Por exemplo, eu conheço o Fábio, que tem uma irmã, que mora nos Estados Unidos, essa irmã, conhece uma pessoa, que conhece outra, ... que conhece o Bush que conhece o Saddam Hussein..é só fazer, é só buscar, todo mundo se conhece. Se você fizer a conexão, ‘olha estou precisando falar com alguém assim, assim, a pessoa vai dizer eu conheço uma pessoa que conhece..’.

A internet esta trazendo isto para a gente, essa interligação existe, é fácil, a gente pode estar ligado com todo mundo com todas as pessoas. Você consegue mandar mensagens. Essa comunicação entre as mentes é possível sem a presença. Eu não preciso ir para Nova York para falar com uma pessoa que está lá, falo do meu celular. Daqui um pouco não vai precisar nem isto! Estamos evoluindo nesta velocidade, daqui um pouco eu vou chamar ‘João!’ e ele vai ouvir. Por quê? Porque há uma interligação entre as mentes. A comunicação está cada vez mais fácil. Tudo isto funciona assim.

Por exemplo, quando uma pessoa pensa ‘..eu gostaria de curar alguém que tem queda de cabelo!’ Você tem queda de cabelo, ele tem um pensamento amoroso para você e alguém vai trabalhar, outro vai, outro vai.....de repente chega alguém e diz ‘olha Jorge, agora tem um remedinho que passa ali e começa a crescer o cabelo de novo!’ Se eu estiver interessado naquilo vou agradecer a pessoa que me deu a informação, a pessoa que fez a descoberta, toda essa cadeia. Uma pessoa teve o primeiro pensamento, a primeira idéia para trabalhar naquela direção.

Na verdade nós deveríamos estar agradecendo a tudo. Você está sentado numa almofada, por exemplo, agradece a toda a cadeia de pessoas que te proporcionaram que esta almofada estivesse aí. Tem pano, espuma, tem mão de obra, costureira, essa sala, essa lâmpada, a tinta do teto, o piso, as cortinas, quanta gente para que nós pudéssemos estar aqui agora. Mandar bênçãos até não poder mais para a cadeia toda!

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Capítulo 5 – Cura e Integridade
I. O Convite ao Espírito Santo
1.
A cura é um pensamento pelo qual duas mentes percebem a sua unicidade e vêm a ser contentes. Esse contentamento convoca todas as partes da filiação a regozijarem-se com elas e permite que Deus se manifeste para elas e através delas. Só a mente curada pode experimentar a revelação com efeito duradouro, porque a revelação é uma experiência de pura alegria. Se não escolhes ser totalmente alegre, a tua mente não pode ter o que ela não escolhe ser. Lembra-te que o espírito não conhece diferença entre ter e ser. A mente superior pensa de acordo com as leis que o espírito obedece e assim honra apenas as leis de Deus. Para o espírito, obter é sem significado e dar é tudo. Tendo tudo, o espírito mantém todas as coisas dando-as e assim cria como o Pai criou. Embora esse tipo de pensamento seja totalmente alheio à posse de coisas, mesmo para a mente inferior é bastante compreensível no que diz respeito às idéias. Se compartilhas uma posse física, de fato, divides essa propriedade. Se compartilhas uma idéia, porém, não a diminuis. Ela ainda é toda tua apesar de ter sido data totalmente. Além disso, se a pessoa a quem a deste a aceita como sua própria, essa pessoa a reforça na tua mente e assim a aumenta. Se o conceito de que o mundo é um mundo de idéias é aceitável para ti, toda a crença na falsa associação que o ego faz entre dar e perder desaparece.

Participante: Por exemplo, se eu tenho 10 reais, dou 5 reais para o meu irmão e fico com 5 reais. Então eu perdi e ele ganhou. No mundo da matéria é assim, eu fico com menos. Mas se eu tenho uma idéia, alegria do espírito, por exemplo, e eu divido isto com meu irmão ele também vai falar da alegria do espírito e passa isto para cem pessoas mais, essas para mais duzentas... Eu tinha uma idéia e agora fiquei com um milhão de idéias.

Ele fala que ‘Para o espírito, obter é sem significado e dar é tudo.’ Acho que ele não está falando de coisas materiais. A pessoa começa a se desprender delas.

Participante: Quando eu chego a conclusão que vou dar, já deixei de ter aquilo, daí não tenho sentimento de perda. Na sua mente já está que você vai dar aquilo, então, acabou a perda.

Por exemplo, foram pedir uma doação, lá na loja, para fazer um bingo para uma creche. Eu peguei um objeto e dei. Nem me passou pela cabeça que eu perdi, deixei de ter aquilo na loja.

Jorge: São dois conceitos, o mundo material e o mundo das idéia. Nós acreditamos que vivemos num mundo material, se o Wilson deu o objeto para a creche ele ficou sem, não tem como contestar, não está mais lá na loja dele. Não importa se você deu, se você está ligado, se está duvidando. No mundo da matéria é assim que funciona.

Como é no mundo das idéias? No mundo das idéias funciona diferente. Porque tudo nasce a partir de uma idéia. O objeto que ele deu foi uma idéia materializada. Então, a idéia não se perde, o objeto sim, a idéia permanece. O objeto que passou pela tua mão e que foi lá para a creche ele está ligado à idéia de quem teve a idéia. Toda vez que este objeto vai..vai...vai.. ele continua sendo creditado à idéia de quem teve a idéia.

De quem foi a idéia de fazer uma almofada redonda? Esta pessoa é que teve a idéia inicial, então os créditos são para ela. Ela nunca vai perder os créditos da idéia. Ela pode perder os royalties, podem não pagar o objeto para ele, mas a idéia é dele.

Veja, quando eu tenho uma idéia e chego para o Fábio e digo ‘você já pensou se a gente fizesse uma almofada redonda, assim, assim..?’ Daí o Fábio pega a idéia e diz para mim ‘não, isso não tem nada a ver!’ Mas vai para sua casa, copia e diz que ele é o autor. Ele se coloca como autor da idéia da almofada redonda. Os créditos materiais podem ir para ele, mas a tua idéia é reforçada na medida em que aquele objeto se reproduz, você ganha mais força. Quando você ganha mais força, o que acontece contigo? Você forma uma plataforma. Quantas almofadas já foram produzidas? Uma...duas...três...à medida que a tua idéia vai crescendo você vai crescendo com isto.

O que nós trabalhamos aqui é que, no mundo das idéias, uma idéia nunca se perde, ela só se reforça. O que mais estamos trabalhando hoje, neste mundo virtual, é conceito do registro da patente da idéia. As pessoas querem patentear as idéias, mesmo sem ter construído o objeto.

Lembro que há alguns anos atrás fizeram o tal do banco eletrônico. Recebi um cartão do Banco, tinha aquela casinha onde você ia e passava o cartão e retirava o dinheiro. Eu tive uma idéia: ‘...Isso dava para colocar em todas as lojas, já pensou se todas as lojas tivessem um aparelho onde passasse o cartão e debita na conta’. Não precisava andar com talão de cheque, nem com dinheiro. Mas não é que alguém fez isto? Alguém fez! Eu não sei se eu captei a idéia de alguém que teve antes de mim e isso reforçou a idéia, ou se fui eu que tive a idéia primeiro e alguém captou e fez. Só que hoje eu estou usufruindo disto, eu e um montão de lojas, um montão de pessoas. Todas as pessoas que têm aquele cartão podem comprar e é debitado na sua conta, estão usufruindo desta idéia.

Não é que eu tive a idéia, eu posso ter captado e reforçado a idéia. Por quê? Porque a idéia fica. Tanto que as pessoas dizem hoje que se você teve uma idéia, vai lá correndo e registra antes que outro capte a idéia.

Vocês ouviram falar que o cara que inventou o telefone, Grambell, registrou a idéia meia hora antes que outra pessoa do outro lado do país chegasse com o mesmo invento para registrar! Tiveram a mesma idéia.

Participante: Mas isto não é material?

Jorge: Na matéria é que a gente aprende.

O efeito é material, mas a idéia não. Porque buscamos materializar todas as idéias. Para ter esta sala aqui alguém teve a idéia. Tudo parte da idéia.

Então, o que nós temos que compreender? Na verdade nós não vivemos no mudo de matéria, vivemos num mundo de idéias. Porque a pessoa tem uma idéia, alguém idealiza aquilo e alguém materializa a tua idéia. Quando alguém materializa a tua idéia você diz ‘copiaram a minha idéia, eu sai perdendo!’ Não, você saiu ganhando! É isso que o livro está dizendo, para você não ter sentimento de perda quando copiam a tua idéia.

Você teve uma idéia ‘...ah eu vou colocar uma loja de móveis assim, assim!’ De repente você vê que alguém copiou a tua idéia e você pensa ‘sai perdendo!’ Não, você saiu ganhando!

Você abre uma lanchonete e alguém abre uma lanchonete do lado da sua, você não saiu perdendo, você saiu ganhando. Por quê? Porque mais pessoas vão fluir para aí. Pode ver que aquele lugar onde tem um restaurante vai pouca gente, onde têm dez lota todos. Porque se cria a idéia de que ali têm restaurantes.

Isso tudo vai funcionando, a idéia vai se fortalecendo, mas alguém teve a idéia inicial de colocar o restaurante ali, o outro teve a idéia de colocar do lado.

Participante: Então, até os nossos corpos, um dia foram uma idéia, não é?

Jorge: Foram uma idéia que se materializou! Se materializou para poder viver, como se você vai viver, por exemplo, no fundo do oceano, você precisa criar um corpo capaz de te manter lá em baixo. Cria um escafandro e depois você incorpora aquilo na tua existência para você conseguir viver. Você vai desenvolver, talvez órgãos capazes de manter a tua respiração debaixo da água para retirar o oxigênio de que precisas da água, que é bem mais denso, de repente você pode viver debaixo da água.

Tudo é uma idéia. Isso é a idéia da evolução das espécies que funciona assim também. As espécies foram evoluindo. As mentes tem a mesma origem, o mesmo fim, início e fim, está tudo ligado, não tem nem começo, nem fim. Pode mudar a maneira, o tipo, a espécie, o arquétipo, o jeito de ser, uns são mais claros, depende do que eles precisaram.

Como o sol, por exemplo, lá na África era muito quente, as pessoas não podiam ter a pele branca. Por quê? Porque eles tinham que ter uma pele que absorvesse a luz do sol antes de chegar aos órgãos internos, para não cozinhar os órgãos internos. A pele escura absorve com facilidade a luz do sol e a pele branca não consegue absorver, então vai detonando a pele, os órgãos internos.

Isto são coisas que vão se adaptando às condições, mas são idéias, tudo veio da idéia da mente que cria tudo.

Participante: Então nós somos uma idéia dos nossos pais?

Jorge: Estava na idéia dos pais ter um filho. Como é a idéia de filho? Ter um corpo! Não se dão conta que tem uma mente, um espírito. A gente olha para o bebê e vê um corpo, bonitinho, fofinho. A gente fica muito preso na idéia da matéria. Temos que nos lembrar que acima da matéria, vivemos no mundo das idéias. A sala em que estamos alguém teve a idéia de construir. Alguém planejou, desenhou. Alguém um dia teve a idéia de pegar argila e cozinhar e fazer o tijolo.

A idéia do Grambell, tem gente copiando telefones de tudo que é tipo e se colocam como autor dos telefones, colocam a sua marca. Quem é mais reforçado à medida em que aumentam o número dos telefones? É o Grambell.

Embora a gente tente desassociar a obra do seu autor, o ego, como é fruto da separação, ele vai fazer isso. Ele vai separar o autor da sua obra dizendo que é dele a autoria da obra. Mas não adianta, só vai reforçar a idéia de quem teve a idéia pela primeira vez. Não há como desassociar isto.

Por quê? Porque as mentes são unidas, você não consegue desassociar o autor da idéia, consegue desassociar autor do objeto, mas não da idéia.

Por que é interessante este parágrafo? Porque traz uma compreensão para nós pararmos de ter sentimento de perdas quando temos uma idéia, e começar a ter sentimento de abundância, de ganho. Você se desassociar da perda e começa a ter ganho com aquilo.

Por quê? Se é o mundo das idéia e você dá um objeto, você teve a idéia de dar aquele objeto, uma cadeira por exemplo, foi idealizado por alguém que aprendeu a fazer cadeira e teve a idéia de fazer cadeiras. A primeira pessoa que fez uma cadeira, todas as outras cadeiras, modelos diferentes, a idéia é dele, ele que teve a primeira idéia. Tudo isso credita para ele.

O que acontece com a maioria das pessoas? Não têm idéia nenhuma, não têm ideais e nem idealiza coisa nenhuma. Porque deixamos de ser criativos para ser copiativos. A gente fica copiando as idéias dos outros e colocando o nosso nomezinho em baixo e dizendo que nós tivemos a idéia, aí trazemos a autoria para nós e vamos tentar vender aquilo. É assim que o mundo do ego funciona. É aí que você entra no sentimento de perda, ganhos e perdas. Por isso neste parágrafo diz: Tudo é uma idéia. A idéia pertence à mente criativa que criou aquela idéia que depois se materializa.

Quando você dá o objeto você vai dizer ‘eu tinha dois, dei um fiquei com um mas a idéia se fortalece, o objeto se reproduz, mais pessoas vão ter aquele objeto. Quanto mais você difundir a idéia, mais retorno você vai ter.

Então, o que você faz? Você propaga a idéia. O que é propagar? É irradiar, você põe no rádio ‘Atenção, Atenção todos os ouvintes...alguém inventou uma almofada redonda!’

Uma marca famosa de refrigerantes investiu milhões em publicidade no mundo inteiro. Este refrigerante tem em tudo quanto é lugar. É tudo uma idéia. Outro dia fui tomar um cafezinho, chegou uma mãe com uma criança que mal sabia falar e a criancinha pediu este refrigerante. Vejam como é a difusão da idéia. Já ouviram falar em rádio difusão? É difundir e irradiar uma idéia. Você difunde essa idéia, você espalha, você propaga. Isso é a propaganda!

Eu me lembro quando surgiu este refrigerante, a gente não tinha geladeira, naquela época se falava que tomar este refrigerante quente era horrível. Por onde você andasse tinha um cartaz........criou a idéia! Aí, de repente a gente experimentava...depois não consegue mais ficar sem tomar ....

Então, tudo é a idéia que você vai difundir, quanto mais pessoas aderirem a tua idéia, mais forte ela fica.

Vocês já leram o livro ‘O centésimo Macaco’? É mais ou menos assim: Cientistas fizeram um experimento numas ilhas do Japão, que eram habitadas por macacos. Eles fizeram o seguinte: De madrugada e de noite jogavam batatas para os macacos na praia. Não tinham batatas naquelas ilhas. Os macacos pegavam as batatas na mão, olhavam aquilo, tentaram comer, mas não gostaram, as batatas ficaram lá. Jogaram batatas em várias ilhas que não eram ligadas. Um dia aconteceu que um macaco lavou a batata com a água salgada do mar e comeu...ele temperou a batata e pareceu boa. Aí todos os macacos começaram a fazer a mesma coisa. Quando o centésimo macaco daquela ilha aprendeu a lavar a batata para comer, imediatamente, em todas as outras ilhas, os macacos começaram a fazer a mesma coisa, das ilhas que estavam separadas.

Mediram isto com o homem. Quantos homens são necessários para difundir uma idéia, para dar força a uma idéia? Parece que o cálculo é 144.000. Então, quando você tiver uma idéia invista, quando 144.000 pessoas aceitarem a tua idéia, você está rico!

Participante: Quantos estudantes de Um Curso em Milagres têm no mundo?

Jorge: Eu não sei! Mas quando 144.000 tiverem a compreensão, todo mundo vai querer.

O princípio de hoje diz ‘O amor que os inspira é o milagre real’ e agora está falando no parágrafo da idéia e da matéria. O que tem valor, a idéia ou a matéria? A idéia!

Deixamos de ter idéias, porque deixamos de ser criativos e começamos a copiar, copiar, copiar. Aquele que teve a idéia desiste. Aquele que estava no nível criativo, porque ainda não tem esta compreensão, que mesmo pirateado está difundindo a idéia, ele desiste de fazer.

O livro Um Curso em Milagres não vai ser mais editado no Brasil, porque não acreditam mais no Brasil, tanto que piratearam o livro. A informação que temos é que o livro, em português, vai ser editado na Europa e ao invés de pagarmos cento e sessenta reais, vamos pagar quase trezentos...Além disto eles querem o dinheiro adiantado para entregar daqui a sessenta dias. Existe o livro para vender, mas nós quando ficamos sabendo disto, não colocamos mais na livraria, pirata não queremos! A partir de agora, que estou sabendo, eu não quero mais.

Hoje a coisa está tão séria que os CD’s importados, aquelas músicas bonitas, não vêm mais para o Brasil, eles dizem: Para o Brasil não temos interesse de vender. Dizem: vocês pirateiam muito. Eu não sei se é só no Brasil. Mas pra cá eles não querem mais vender. A gente ‘paga mico’ ao telefone. Às vezes, dão uma condição de uma quantidade mínima de mil CD’s. Eles argumentam que se venderem dez CD’s, em um mês, se transformarão em mil. O livro Um Curso em Milagres está na mesma coisa situação.

Em alguns lugares ainda têm este respeito editorial.

Tenho um amigo que editou um livro aqui no Brasil, por uma editora muito conhecida. Num livro de vinte reais ele ganhava vinte centavos por livro. Prestaram contas dois anos depois onde diziam que tinham vendido duzentos e poucos livros, que multiplicado por vinte centavos cada um... Só na Nova Era nós vendemos quinhentos livros.

O que nós temos que aprender? Que a idéia é tua! Ela só se amplia, ela não diminui. Está escrito aí que, mesmo que uma pessoa copie a tua idéia e diga que é o autor, ele apenas está reforçando a tua idéia. Agora a tua idéia está em você e na outra pessoa também. Tudo que se produzir a partir da tua idéia, só reforça a tua idéia. Então, tenham boas idéias!

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar

 

 

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