UM CURSO EM MILAGRES
23 DE AGOSTO DE 2004
2ª FEIRA

Jorge: Vamos fechar os olhos um pouquinho…Vamos pensar a respeito da razão de estarmos aqui. Por que viemos até aqui?Por que estamos aqui? O que queremos encontrar aqui? O que eu quero aqui? Por que estou aqui?

Achou a resposta? Sabe por que está aqui?

Pergunte outra vez a si mesmo a razão de estar aqui, caso ainda não saibam a resposta. Você veio até aqui, então, tem um propósito. Deixem a pergunta ser levada e estejam abertos para a resposta.

Vamos dizer a nossa MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

PRINCÍPIO 46
O Espírito Santo é o mais elevado veículo de comunicação. Milagres não envolvem esse tipo de comunicação, porque são instrumentos temporários de comunicação. Quando retornas à tua forma original de comunicação com Deus, por revelação direta, a necessidade de milagres acaba.

Jorge: Os milagres são veículos de comunicação temporário, ou seja: Enquanto não estamos inteiramente no espírito, os milagres são necessários para nos elevar até o nível do espírito.

Uma vez que alcançamos o nível do espírito, é equivalente ao nível de comunicação onde está o Espírito Santo, a necessidade de milagres acaba. Não precisa mais milagres, porque está no nível de comunicação direta com Deus.

É mais ou menos assim: Eu trabalho numa empresa e sou o Office boy, então quando eu quero uma coisa, tenho que mandar um memorando para o gerente, que manda um memorando lá para a diretoria e a diretoria responde para o gerente e este vem e diz para mim: ‘Olha, foi autorizado’, ou não. Mas o presidente da empresa não me recebe porque ele não vê o Office boy, só recebe o gerente e os diretores. Mas o meu cargo de Office boy é temporário. Por quê? Porque eu vou me trabalhando, vou estudando, eu vou chegando lá, até o dia que eu chego ao nível de diretoria. Quando eu chegar a ser diretor da empresa, não preciso mais escrever memorando para falar com o presidente, a necessidade de fazer pedidos acaba. Agora eu estou no nível da diretoria, não tenho que pedir mais nada à diretoria, eu já faço parte da diretoria. Então, esta analogia quer dizer mais ou menos isso.

Os milagres são necessários enquanto a gente ainda não chegou lá. No momento que a gente chega, alcança este nível, está em comunicação direta com Deus, não precisamos mais de milagres. Então, você já está neste nível. Os milagres são necessários enquanto a gente não está.

Quando tudo está dando certo, ninguém pensa em pedir milagres. Pensa?

Ninguém pensava em pedir milagre para a Daiane , parecia que ela era favorita na ginástica olímpica, nas Olimpíadas, não é? Quando viram que a coisa deu errada, todo mundo estava querendo pedir milagre. Então, é quando a gente está fora é que a gente precisa de milagre. O milagre não vai reverter no tempo o fato de ela ter falhado. Mas, pode reverter para ela a emoção negativa da falha. O que o milagre faz? Ele cura o sentimento de isolamento, de perda, de escassez e de falta.

O conteúdo perceptível dos milagres é a integridade, a pessoa não tem falta de nada. Então, tanto faz se ganhou medalha ou não. Competiu e está feliz por isso. É assim que a pessoa deve se sentir. Enquanto a pessoa não sente isso, ela não consegue se elevar ao nível dos deuses do

Olimpo, como os gregos, dentro da mitologia grega, trabalhavam. A pessoa tem que se trabalhar muito para chegar lá. As competições, esse exercício físico das competições, nos ensinam que temos que alcançar as coisas sem ego nenhum. Porque os heróis do Olimpo ganhavam coroas de “louros”, não eram medalhas de ouro. Eram louros, não ouros (risos )… O ouro é mais para o ego, louro é mais simbólico. Qual é o sentido simbólico de louros? Perfeição? Então é isso, é o estado que queremos alcançar, o estado de perfeição. Mas quando a pessoa chega, ela não precisa de um milagre, aqueles que ganharam a competição não estão pedindo milagre nenhum, estão?

Quem precisa são aqueles que ainda não chegaram. Esses estão pedindo. Esses precisam se esforçar e trabalhar neste sentido para alcançar a evolução. Nós precisamos de milagres porque ainda não estamos lá. Quem já chegou, não precisa mais.

O Espírito Santo é o mais elevado veículo de comunicação. O Espírito Santo está aonde? Está em cada um de nós, na nossa mente certa, naquela parte da nossa mente que nós colocamos como onde está o ‘anjinho’. O ‘anjinho’ está no nível da santidade, da perfeição, da pureza, da cristalinidade, do Cristo, do cristal, da perfeição. Neste nível está o Espírito Santo. Então o que a gente tem que fazer é sair do nível da matéria e ir para o nível do Espírito que é Santo. Quando a gente está neste nível, essa pessoa não precisa mais de milagres, a necessidade de milagres que nós temos aqui, acaba.

Livro Texto
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Capítulo 2 – A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO

VII. Causa e efeito

2. Eu não posso permitir que deixes a tua mente sem vigilância, ou não serás capaz de ajudar-me. Trabalhar em milagres implica na realização plena do poder do pensamento de forma a evitar criações equivocadas. De outro modo, será necessário um milagre para endireitar a própria mente, um processo circular que não promoveria o colapso do tempo para o qual o milagre foi intencionado. O trabalhador de milagres tem que ter respeito genuíno pela verdadeira lei de causa e efeito, como uma condição necessária para que o milagre ocorra.

Jorge: Temos que compreender a lei de causa e efeito. Um pensamento é a causa, e o restante é o efeito. Então, as criações, tudo o que nós criamos, surge a partir dos nossos pensamentos. E nós somos responsáveis pelos nossos pensamentos, por isso temos que vigiar os pensamentos, porque se saem desordenadamente, ou sem que você perceba, isso não exime você da responsabilidade de ter pensado. Em algum nível o pensamento vai criar forma. Então, a forma é a conseqüência de você ter pensado assim. Em algum momento você vai se encontrar com a conseqüência dos seus pensamentos, tendo sido você aquela pessoa que pensou, cuidando o que pensava ou não cuidando. Se você pensa coisas boas, essas coisas boas vão acontecer, em algum momento você vai encontrar-se com estas coisas boas. Se você tem pensamentos ruins, o que no livro está colocado como ‘criações equivocadas’, você vai encontrar-se com isso em algum momento, então você vai dizer: ‘ Meu Deus o que eu fiz para merecer isso?!’

Eu diria: ‘ Você pensou e agora está encontrando o resultante dos seus pensamentos!’

Então, esse ‘vigiai’ que ele coloca aí, é para que nós comecemos a entender essa lei de causa e efeito e começamos a vigiar o que nós pensamos, porque senão vai chegar um ponto que a mente vai ficar tão tortuosa, tão torta, porque os pensamentos são o que dão forma na mente. E a mente desalinhada precisa de um milagre para endireita-la, senão a gente entra num circulo vicioso que não consegue mais endireitar. É como uma pessoa que tem um vício e não consegue sair daquele vício. Então, por mais que se tente ajudar, a pessoa precisa de um milagre para sair daquele circulo vicioso, que é, o vício ‘circuloso’, circula, circula...e não sai daquilo.

E aonde é que está este circulo vicioso? Está na mente! A pessoa não consegue. Ela vai um pouquinho mas aí cai. Tenta, mas não consegue sair daquilo, é muito difícil. Então, aí precisamos de um milagre.

Nós temos que compreender para entender como fazer milagres acontecer. Primeiro nós temos que entender a lei de causa e efeito, senão não vamos conseguir. Vamos ter que compreender que tudo se origina a partir dos pensamentos . Através dos pensamentos é que nós criamos. Criamos equivocadamente ou criamos acertadamente. Então, vigiar os pensamentos, é isso que nós temos que começar a fazer. Fica cuidando o que você está pensando.

Quando eu propus, hoje, no início do nosso encontro, pensarmos porque estamos aqui, vocês conseguiram ficar o tempo inteiro pensando nisso? Ou a mente dispersou? Aí eu chamava de volta: Vamos pensar mais um pouco. Pensa, focaliza de novo teu pensamento. Você não pára de emitir pensamentos. Mas, você sabe o que está pensando o tempo inteiro? Você se dá conta dos teus pensamentos ou você pensa sem se dar conta? Já está deixando a coisa pensar sozinha, por conta própria?

Vejamos a nossa responsabilidade! Deixar a coisa funcionar por conta própria. É a mesma coisa que você ter uma empresa, e você contrata um funcionário e deixa-o fazer tudo de acordo como ele quer, por conta própria. Você não vai lá nem olhar o que ele está fazendo. Um dia você chega lá, e vê que a sua empresa quebrou. Você chama o gerente, que é a pessoa que você contratou para pensar, vai cobrar dele uma explicação, ele vai dizer: ‘eu fiz porque eu pensei que estava fazendo direito’. Quem é responsável por, como a coisa funciona, não é o gerente, não é a secretária, não é o Office boy.

Quem é responsável por delinear o pensamento ou a idéia que gera o funcionamento de uma empresa, é o dono da empresa. Ele é que pensa, é ele que tem que pensar. Senão, tem situações que, às vezes, são pequenas piadas em que o dono da empresa diz para a secretária fazer uma coisa, e ela faz diferente. Ai ele cobra uma posição e ela diz: ‘Ah! eu Pensei que era assim’ O dono da empresa diz: ‘Não paguei você para pensar, paguei você para fazer. Quem pensa aqui sou eu!’

Vamos voltar a nossa cabeça pensante. Focando, assim, na cabeça, como origem dos pensamentos, porque a cabeça processa os nossos pensamentos, mas quem pensa é a mente.

Você está deixando esse empreendimento, que é a sua existência, por conta dos pensamentos aleatórios ou você pensa e vigia os pensamentos que estão se originando a partir de você mesmo? Lembre-se da lei de causa e efeito. Os teus pensamentos são causa e causam efeitos.

O que você pensa é causa. O restante é efeito. Tudo o mais são efeitos. Tudo o que acontece a partir dos seus pensamentos são os efeitos daquilo que você pensou.

Pensa grande e serás grande! Pensa feliz e serás feliz!

Vais ser aquilo de acordo como você pensa. Por quê? Porque é a lei de causa e efeito.

Participante: - Aconteceu comigo na aula. Hoje pela manhã não acordei muito bem, tínhamos um trabalho para apresentar, aí pensei: ‘A professora não vai me chamar porque eu não estou boa para apresentar o trabalho hoje’. Mas que nada! Fui a pessoa que ela chamou, eu disse: ‘ Não acredito!’ Fui lá pensando: ‘Ela não vai me chamar. Ela não vai me chamar, e ela me chamou’.

Jorge: O pensamento funciona assim: Ninguém aqui pensa na cor vermelha.

Vocês não pensaram, pensaram?

Todos: Não (risos)

Então quando você diz: Não vai aparecer, aí aparece.

Vocês não ouviram dizer, ‘quanto mais eu rezo mais assombração me aparece!’ (é um dito popular) Por quê? Porque você reza para não aparecer. Você fortalece a negação daquilo, fortalece aquela idéia. Ex: Não quero que você me chame! Ah, vai me chamar.

Participante: - É porque não registra o não?

Jorge: - Não é que ele não registra, mas é que fortalece. É aquilo assim: Falem bem ou mal, mas falem de mim. Porque você está fortalecendo a idéia do não ser. Então não importa se você fala de bem, se você afirma ou você nega. Você está afirmando ou negando alguma coisa. Então, no final das contas você reforça a idéia daquela coisa, que tanto faz se está negando ou afirmando. Eu, por exemplo, toda a semana digo: ‘Não quero ganhar na mega-sena!’ Mas também não jogo, (risos) esqueço sempre de jogar. Mas, dá na mesma: O ‘eu quero’ ou ‘não quero’ é uma afirmação. Tudo é assim, tudo é uma idéia que cria forma em algum nível.

Vejam, num jogo de futebol, fala-se que a torcida é muito importante, é porque a idéia da torcida dá força para aquelas doze pessoas que estão lá em baixo. Então tem cinqüenta mil pessoas a favor e cinqüenta mil contra, quem é que vai fortalecer mais seus atletas? Aqueles que estiverem mais convictos da vitória! Cria uma força. Cria um campo de força. Então a torcida sempre foi muito importante.

Agora você vai numa competição e vai ver que tem quinhentos querendo que a pessoa ganhe, e tem mil querendo que a pessoa não ganhe. ‘Tomara que erre!, Tomara que erre!’ Às vezes a pessoa capta aquilo e erra. Pode acontecer. Às vezes a idéia do erro é mais forte.

Por isso que se diz: Você tem que vigiar o teu pensamento! Então, vem a idéia errada, essa você tem que dispensar imediatamente. Porque temos que fortalecer o pensamento certo. Quando começou essa onda de pensar positivo, pensar só o que é bom… é para isso. É vigia o pensamento! A partir do pensamento é que as coisas vão tomar forma.

Vou dar mais um exemplo: Para que esta sala tenha se materializado alguém primeiro pensou. Então a pessoa pensa, depois isso vai chegar a um ponto, e vai chegar aqui e vai encontrar materializado. Vai encontrar as paredes concretas construídas da maneira como ela pensou. Então, vejam que as coisas funcionam de maneira natural. Não é que a pessoa pensa na coisa e vai cair do céu, não. As moléculas vão se agrupando e quando vês, está lá. Um tijolinho aqui, um tijolinho pra lá, e vai construindo. Então, assim como se constrói uma sala, uma casa, uma construção de tijolos, se constrói toda uma trajetória na nossa existência também.

Por isso que, influenciar o pensamento do outro pode fazer com que aconteça aquilo que você pretendeu.

Às vezes vale mais a predição do que a previsão. Que a predição você prediz aquilo que tem possibilidade de acontecer. A pessoa assume aquilo e o cérebro começa a trabalhar para que aquilo aconteça.

Participante: - Isso funciona telepaticamente?

Jorge: Para você fazer o quê? Com uma outra pessoa, por exemplo? É claro, você vai fortalecendo a idéia daquilo e à medida que se fortalece vai criando forma, e as pessoas vão começar a acreditar na tua idéia.

Então, à medida que você tem plena confiança daquilo que você tem em mente, daquela idéia, ela se torna um ideal. E a partir do ideal você começa a agrupar, mais uma pessoa, mais uma pessoa… e aquilo vai se fortalecendo. Daqui um pouco você expõe aquilo para uma outra pessoa, e ela diz: ‘Puxa! Que legal, eu quero!’ Então tudo é uma idéia que se fortalece.

Veja: Para construir um produto a pessoa tem uma idéia, e vai trabalhando para fortalecer aquela idéia, transforma aquilo no seu ideal e depois materializa aquilo de alguma forma, e ai oferece para outras pessoas e as outras pessoas compram.

Agora você vê a idéia se materializar.

Materializar, não é pegar uma idéia e transformar numa coisa palpável. Veja a internet, você pode pegar o que está lá dentro da internet? Não! Aquilo não existe materializado em lugar nenhum, só existe lá, por isso que se criou a idéia do virtual. Aquilo está lá, mas de fato não existe. Então, não existe materialmente, lá. Aquilo pode estar em outro lugar. Você abre a internet e vê uma almofada, mas aquela almofada não existe lá. Ela pode estar em outro lugar. E assim como pode ter sido fotografada esta almofada para colocar lá, pode ser que a almofada que foi criada lá, não existe em lugar nenhum, só lá. Mas você já não sabe mais qual é a diferença do materializado, daquilo que não é. Então daqui um pouco você acredita que, o que está lá, se está lá aquilo, tem forma em algum lugar. Quando nós trabalhamos que o pensamento cria forma em algum nível, então você pode pensar numa idéia, colocar na internet e vender. Vende a idéia para alguém. A pessoa compra aquilo, mas aquilo não existe.

Não tem até uma bolsa lá, que controla os negócios virtuais e coisas que não existem? Todos os negócios da internet não existem, não são reais, mas tem valor, você vende aquilo por algum dinheiro. Por quê? Porque são idéias que estão ali! São idéias que se formalizaram ali, que tomaram forma. Então estão lá, mas não existe aquilo que esta lá, existe a idéia num nível virtual.

Se isso funciona tanto para construir uma sala, quanto para construir uma idéia na internet, que também não é real, que está lá dentro do computador e você sabe que está lá dentro mas que aquilo tanto pode existir como não. Pode ser que alguém desenhou e colocou lá, assim funciona a nossa existência também. Tudo surge a partir de um pensamento.

Pensamentos são idéias que tomam forma em algum nível. Como você pensou, aquilo vai acontecer. Então, vigiai os pensamentos.

Participante: Questionando o que aconteceu com a colega na sala de aula, que estava preocupada pensando no que iria acontecer, quem sabe, o pensamento está em qualquer lugar dentro de mim…

Jorge: Aí está a receita: Vigiai, para ver que tipo de pensamento você está gerando. E se vier um pensamento ruim, o que você faz? Orai!

Então, vigiai! Se precisar, orai! Por quê? , Porque a oração, tira você daquele pensamento ruim.

A oração, o mantra… Os orientais cantam mantras, é a maneira de oração deles. Assim como nós aprendemos a fazer a oração do Pai Nosso, Ave Maria e tantas outras… eles têm os mantras. Funcionam da mesma maneira.

O que acontece? – Você tem que estar sempre vigiando os teus pensamentos. Bateu um pensamento ruim, você não sabe como sair daquilo, começa a rezar. Orai. Reza a oração que você conhece! Não importa. Você começa a rezar e quando vê, cadê aquele pensamento ruim?

Quando você está com medo é porque você foi invadido por um pensamento ruim e aí, para sair daquele medo, daquele pensamento ruim o que você faz? Reza! E daqui a pouco…foi-se o pensamento ruim, você desfaz aquilo.

Se você está lá lavando louça e não presta atenção ao que está fazendo, a panela cai e amassa a pia, é porque você está desatento ao que está fazendo. Você deve estar atento a tudo o que estiver fazendo.

Por que acontecem os acidentes de trânsito? Porque por uma fração de segundos que você se desliga do que está fazendo. Buumm!! Já era.

Participante: Outra pessoa, sem eu falar nada, ela pode captar ou entrar no pensamento?

Jorge: - É, funciona assim mesmo. Então como é que se constrói um templo?

Um templo se constrói com orações e pensamentos, com mantras e pensamentos. Os nossos pensamentos, que se formalizam, ou tomam forma em palavras, começam criar uma determinada energia, aquela energia vai se fortalecer tanto, que as pessoas que entrarem ali mesmo que elas estejam com uma energia oposta àquela, elas entram ali, e a energia já está tão forte pela oração e pelos pensamentos positivos, que elas entram ali, e os pensamentos ruins delas se dissolvem. Isso é o mesmo que criar pontos de luz.

A origem dos pensamentos é você. Você que dá margem a pensar uma coisa ou outra. E você é responsável por eles. Vamos supor, aqui nesta sala, praticamente a gente trabalha só com coisas positivas. Quando chega alguém aqui com pensamentos muito negativos, muito ruins, às vezes a pessoa chega entra aqui, e diz: Posso ir ali nesta sala um pouquinho? Às vezes pessoas que nunca entraram aqui, vêm aqui pela primeira vez e perguntam: ‘Posso ir ali ver aquela sala um pouquinho? Respondo: ‘Pode!’ Às vezes a pessoa nem entra na sala, só olha para dentro, dá uma expiadinha, fica um pouquinho e volta e diz: ‘Ai, como é bom aqui! Estou me sentindo tão bem!’

Por que ela está se sentindo bem? Porque os pensamentos ruins mudam a nossa freqüência.

Freqüência é o resultado daquilo que você freqüenta, ou daqueles que freqüentam os ambientes. Por isso que se diz a freqüência. Aquilo que nós vamos pensando, à medida que vamos mudando os nossos pensamentos nós vamos começar freqüentar outros níveis de pensamentos, isso eleva nossa freqüência. Então, os pensamentos menos positivos, aquele tipo de pensamento vamos deixando de freqüentar.

A medida que nós começamos a colocar a nossa mente num nível mais elevado, você coloca dois níveis.

Então é assim: Ou você está aqui, ou você está ali. Aonde você freqüenta mais? Aqui em baixo é o bar, não que eu tenha alguma coisa contra o bar, só para fazer uma analogia. Aqui em baixo fica o bar, e aqui em cima a igreja. Onde você acha que, espiritualmente, estaremos melhor? No bar ou na igreja? Na igreja!

A idéia que nós temos é essa, mas também não é que tem que ser assim, porque senão vai parecer que temos preconceito com o bar. Porque uma pessoa pode estar bem, tanto no bar, quanto na igreja. Bom, mas se na igreja é onde estão os nossos níveis superiores, então: Quem freqüenta a igreja, e quem freqüenta o bar?

Quem freqüenta o bar, vai entrar no nível do pensamento dos seus freqüentadores. Ele vai entrar naquela freqüência.

Quem freqüenta a igreja, vai entrar no nível dos pensamentos, e daquilo que é tratado na igreja. Então a pessoa começa a entrar naquela freqüência daquela igreja. Isso que é diferença de freqüência. Então você começa a vibrar naquela freqüência. Então, quanto mais você está vibrando numa freqüência ou na outra, mais você está contaminado com aquilo. Saio da igreja, agora vou lá para o bar, eu posso entrar no bar, ficar lá por determinado tempo e sair igual como eu entrei. Mas, à medida que eu começar a freqüentar mais vezes o bar, o que vai acontecer comigo? – Baixar a freqüência. Vai baixar para o nível do bar, eu vou começar apensar igual aqueles que freqüentam o bar.

Então vamos colocar assim: No bar, onde as pessoas pensam em beber, fumar, falar besteiras… em coisas desse tipo. O que vai acontecer? ‘Diga-me com quem tu andas, que te direi quem tu és’. Porque se você anda muito com o pessoal do bar, você acaba se contaminando. Porque ali, os pensamentos são tão fortes para aquilo, que acaba fortalecendo aquela idéia. Já, se você vai numa igreja, os pensamentos ali são tão fortes para aquela evolução espiritual que você acaba fortalecendo tua evolução espiritual. Quanto mais você freqüenta a terapia, quanto mais você vem no Curso em Milagres, mais você fortalece a tua idéia de pensamentos bons. Aqueles pensamentos ruins serão cada vez menos. Quanto menos pensamentos ruins, mais a tua vida começa a melhorar.

Participante: - O carro estava estacionado em frente de casa, eram 20hs. Estávamos todos em casa assistindo tv. Quebraram o vidro do carro para tentar levar o som, e a primeira coisa que me veio na cabeça foi de xingar o cara, desejando que ele...mas eu disse logo: Meu Deus! Volta, volta, volta, o que estou pensando! Aí me dei conta do terrível. A gente desejar o mal para alguém é complicado. A primeira reação contra quem nos prejudica é o ataque, é desejar o mal, mas me dei conta na hora..

Jorge: - Sai fora daquilo que você quer ou que você não quer. Quando você não quer uma coisa, para sair fora, é o orar. Se você afirma aquilo que você não quer, você esta afirmando aquilo que você não quer.

Jorge: - Numa cidade basta uma igreja para meia dúzia de bares para dar equilíbrio. Agora, se aumenta muito a quantidade de bares, tem que aumentar a quantidade de igrejas para dar equilíbrio. (risos)

Participante: É isso mesmo, ou você está só citando?

Jorge: É assim mesmo. A igreja que estou falando, não precisa ser a construção da igreja. Porque as igrejas são as egrégoras. A igreja não é a construção em si. Nós nos habituamos a chamar de igreja onde existem as egrégoras, onde estão aquelas construções, que nós chamamos de igreja. Então o que acontece? Ali é que fortalece a idéia do pensamento bom, porque a gente vai lá com essa intenção, a gente sai fortalecido dali.

Quantos por centos do nosso tempo nós meditamos, rezamos ou estamos pensando positivo? E quantos por centos do nosso tempo, não?

É a idéia do dízimo. Dez por cento do nosso tempo tínhamos que estar em meditação, em oração ou fazendo algo para o nível espiritual. Vamos colocar o nosso caso aqui, as terapias, Yoga, Meditação, Curso Em Milagres, retiros, renascimento… onde você vai trabalhar para o espírito, colocando o espírito no centro do teu propósito, do teu objetivo.

Eu já falei isso aqui uma vez, vejam como a coisa foi bem produzida, bem planejada:

- A semana tem sete dias de vinte e quarto horas (24x7= 168 horas).

10% de 168 horas é igual à 16 horas, mais ou menos, que corresponde ao sábado e domingo, não é mesmo? São as horas úteis do sábado e do domingo.

Seria o equivalente assim: Você trabalha e faz tudo durante a semana, mas sábado e domingo, que é dez por cento do teu tempo, ou seja, o dízimo, você se dedica a Deus, ou ao espírito, ou a tua evolução espiritual ou vai fazer uma atividade neste sentido, sai um pouco da matéria. Esses dez por cento que você se dedica a isso, vão dar força e equilíbrio para o restante, para você trabalhar direitinho na matéria, porque senão a gente se perde muito.

Participante: Mas não dá, porque a gente gosta de bailes, festinhas…

Jorge: Mas eu também! Não quer dizer que você não possa gostar das outras coisas, de escutar uma música, de estar na praia, de estar conversando….

Estamos fugindo um pouquinho do nosso parágrafo, mas já que estamos neste assunto, acho interessante a gente colocar assim: Dez por cento vão dar equilíbrio para o restante. Então quando você vê, que mesmo estando no barzinho, mesmo indo a praia, mesmo indo para o campo, mesmo nas tuas horas de lazer você não está mais bem e que você não está sendo produtivo no teu trabalho, nos teus estudos, ou na atividade que está fazendo, então é porque você não está tendo a compensação. O que você faz? Você começa a se dedicar um pouquinho mais a isso. Você vai ver como tudo começa a melhorar nas outras pontas.

Vamos considerar assim: Teríamos que nos dedicar, aproximadamente, 17 horas por semana para as atividades espirituais e isso iria nos dar equilíbrio no restante da semana. Não precisa ser tudo junto. Então começo a observar o que estou fazendo por semana:

- 2 horas por semana venho no Curso em Milagres ( só faltam mais 15 horas)

- 3 horas por semana fico aplicando Reiki (só faltam mais 12 horas)

- 3 ½ horas por semana (meia hora por dia) fico em meditação de manhã.

Somando, dá 8 ½ horas por semana, diminuindo de 17 horas = 8 ½ horas que ainda tenho que me trabalhar.

Então, decido aumentar o tempo da minha meditação matinal, passando a meditar 1 hora por dia, por semana dá um acréscimo de 3 ½ . Estão faltando 8 ¹/², diminuindo dali o acréscimo do tempo de meditação que é 3 ¹/² , faltam ainda 5 ¹/² horas. Assim, tenho que me dedicar por mais 5¹/² horas por semana ao espírito para obter o equilíbrio.

Veja que os muçulmanos param várias vezes por dia para fazer suas orações, provavelmente é para dar os dez por cento de equilíbrio.

- Se, quando sairmos lá fora, nós nos deixamos levar pelas outras coisas, então é porque estamos meditando pouco, orando pouco. Não estamos chegando ao ponto de equilíbrio. Meditar, orar, cantar mantras, fazer Yoga, vir no Curso em Milagres ou ir a uma igreja, é a mesma coisa. Você escolhe um veículo que você quer ir. Você pode ir de carroça, de bicicleta, a cavalo, de trem, de avião… não importa, todos vão chegar lá. Um dia todos chegarão. Isso é uma garantia.

O que acontece é que tem pessoas que escolhem chegar antes. Esses que escolhem chegar primeiro é porque escolheram um veículo, e estão indo mais depressa. Têm pessoas que caminham 10 horas por semana, têm outras que caminham 5 minutos por semana, e têm outros que não caminham, estão parados, outros caminham 17 horas por semana.

O que é que nós estamos trabalhando aqui? Que as coisas estão perfeitas e nós não estamos nos dando conta. Que até os dias da semana, da maneira como foram feitos, estão dentro dessa idéia do dízimo, dez por cento do nosso tempo para a gente parar e cuidar das coisas do céu.

Se a pessoa quer fazer, ou seja, quer andar dez horas por dia ou por semana ou quer andar cinco minutos, não importa, com que freqüência você faça, importa que você faça. Eu posso caminhar cinco minutos num dia e ficar uma semana sem caminhar, avancei cinco minutos. Faz sentido? Então eu andei cinco minutos no caminho, eu avancei.

O próprio Curso Em Milagres começa dizendo assim: ‘Este é um Curso Em Milagres, ele é um curso obrigatório, todos terão que fazê-lo. O livre arbítrio é um instrumento que você tem direito a utilizar, que vai determinar quanto você quer andar de cada vez’. O teu livre arbítrio serve para determinar quanto você quer andar agora, e quanto você quer parar. E quando você quer começar novamente.

O curso obrigatório, ele não é uma ameaça, é uma garantia. Porque todos vão fazê-lo. Então não é uma imposição, é apenas uma garantia de que você vai fazer. E de que todos estão fazendo em algum nível. Se nós nos unirmos à uma egrégora, que fortaleça a idéia de que se tem que caminhar para algum lugar, nós vamos atrair mais pessoas para caminhar. Quanto mais pessoas nós atrairmos, à medida que fortalecemos a idéia de que esse é um bom veículo, de que esse é um bom instrumento, mais pessoas nós teremos agregados a esse ideal. Essa é a idéia.

Quando nós começamos estudar aqui Um Curso Em Milagres tinham três ou quarto pessoas. Sentados ali naquele cantinho. Entre três ou quarto, nós não entendíamos nada, cada um vinha com uma idéia da crença que já tinha… Discutíamos muito, às vezes, falávamos alto. Haviam contradições, era um jogo de ataque, cada um atacava com sua crença. Um jogava com a Bíblia, outro com o Curso Em Milagres, outro com a Tora … e assim íamos fazendo. E cada um vinha com sua crença, com suas escrituras, com tudo aquilo que a gente tinha aprendido até então.

Quando nós começamos a criar a idéia do Curso Em Milagres, isso foi se fortalecendo que esse era um veículo bom, porque estava dentro dos nossos entendimentos, dentro da percepção que nós conseguíamos entender isso com facilidade os mecanismos do ego, e os mecanismos da mente, com uma facilidade para a nossa mente ocidental porque nós não conseguimos entender, nós estamos trazendo a cultura oriental, mas nós não conseguimos entender como pensa a mente oriental.

Então, o Curso em Milagres, é utilizado, até, para explicar o que é Yoga. Tenho um amigo que é iogue, ele me disse que usa o Curso em Milagres para explicar para ocidentais o que é Yoga. Que é tudo a mesma coisa. São apenas instrumentos.

O Curso em Milagres não coloca que ele é “o” ele coloca que é “um” instrumento. E ele diz: ‘Se você escolheu este curso, neste momento, é porque neste momento, ele pode ser bom para você’. Mas isso não quer dizer que você tenha que escolher ele em definitivo, ele apenas diz: ‘ele vai ser útil para você, na medida em que você quer andar, quanto você quer andar de cada vez e em que veículo’. Então eu posso andar um pouquinho de Curso em Milagres, um pouquinho de Torá, um pouquinho de Tarô, um pouquinho de Yoga, um pouquinho de Zazen, e assim eu vou indo. Quanto mais eu me trabalhar, mais eu vou conseguir.

Vejam assim: Uma pessoa que durante dez anos só meditou, só rezou, só se trabalhou, só estudou o Curso Em Milagres, ficou num mosteiro só estudando assuntos deste tipo. Daí ele sai e resolve experimentar os bares, o mundo, a vida… Ele perdeu aquilo? Não! Aquilo conta como percentual. Ele vai conseguir manter o equilíbrio 90% no percentual em que ele trabalhou. Vai chegar a um ponto, que na proporção em que ele vai se afastando, vai ficando mais desequilibrado. Você vê a pessoa sair do mosteiro, depois de dez anos, é uma pessoa em paz, tranqüilo, equilibrado. Aí ele entra no bar, no mundo, na diversão, aquilo ali desequilibra a gente. Ele começa a ter que trabalhar para ganhar o pão de cada dia, ele começa a entrar nas relações comerciais, nos conflitos, nas vendas, no trabalho, no patrão, empregado, no estudo, nisso, naquilo.. as preocupações do dia-a-dia, chega a um ponto que ela começa a se desequilibrar.

Então, por que a idéia desses dez por cento? Tanto faz você fazer um pouco cada dia, ou fazer tudo no final de semana.

Quando a gente faz um retiro de final de semana, de renascimento, a gente volta assim, por vários dias, por uma semana, por quinze dias, um mês, você não precisa fazer mais nada, que está perfeito. Aí, aos pouquinhos a gente vai saindo fora daquele clima.

Participante: - Lá dentro isso é tudo muito bonito, como você falou…

Jorge: Olha, isso não faz diferença também, porque a pessoa está lá, mas ela não consegue manter o pensamento lá. Ela escolheu um tipo de vida, às vezes, ela consegue se purificar lá. E é opção dela.

Têm pessoas que estão aqui, agem como pessoas que estão lá, têm pessoas que estão lá enclausuradas e agem como a gente que está aqui. A gente vê isso. Isso não é um ponto de diferencial, isso é o veículo que a pessoa escolhe.

Lemos histórias que, lá na Índia, no Tibet, as pessoas iam para o mosteiro e escolhiam um mestre. Entravam no mosteiro e ficavam o resto da vida lá dentro. Agora, aqui, não tem como a gente fazer isso. Nós vivemos numa realidade diferente, porque não vou deixar minha casa, minha esposa, meus filhos, meus pais e vou me internar num mosteiro. Então, nós temos que trabalhar de uma maneira diferente, porque são outros os tempos. Nem lá as pessoas vão mais tanto aos mosteiros se internar. Elas começam a se trabalhar, paralelas com seu dia-dia, aí vai a idéia dos dez por cento.

Vou colocar a idéia dos dez por cento em outro nível. Você tem um carro, para andar cem quilômetros, você precisa quantos litros de combustível aproximadamente? É mais ou menos assim. Quando começa a acabar o combustível, você tem que parar num posto para abastecer. É a mesma coisa para nós andarmos no mundo.

Vamos colocar assim: No mundo você precisa de um suporte de força espiritual para andar. Por que as pessoas ficam tão desequilibradas? Por que a violência está tão grande? Vai ver qual é o suporte espiritual que essas pessoas têm! É zero! Então elas não têm combustível para andar no mundo, sem equilíbrio, elas estão no extremo oposto do desequilíbrio. E não adianta você ir para o mosteiro, elas vão te assaltar lá dentro do mosteiro. Não adianta, não tem muro para você fugir, eles pulam os muros e invadem os mosteiros. Isso já acontecia na Antigüidade. Claro que os assaltantes iam assaltar os mosteiros, porque era mais fácil do que assaltar o castelo, porque o castelo estava cheio de guardas e o mosteiro estava cheio de monges rezando, eles não faziam oposição aos assaltantes, e os guardas do castelo faziam. Então, são idéias que a gente vai absorvendo.

Participante: - Uma pessoa que saiu do mosteiro, teve que enfrentar as dificuldades da vida, dinheiro, desejos do mundo, prazeres..., isso tudo ficou muito complicado e voltou para o mosteiro.

Jorge: Uma colega do grupo falou que, foi para o retiro e quando voltou para casa percebeu que as pessoas estavam em “outra”. Ela queria compartilhar o bem-estar que estava sentindo, não era possível, porque um assistia televisão, outro estava no computador, outro em outro lugar. Não queriam nem saber. Diziam para ela: Ah, tá! Amanhã você me conta, ta! ( risos). O que ela diz hoje? Que um filho já faz reiki, o esposo já faz reiki. Vejam como a coisa vai mudando. Começou com ela. Poderia ter começado com o filho ou com o marido, não importa por onde se começa. Modifica ao seu redor, quando você se modifica. Quando um começa se modificar, a sua volta, tudo se modifica. E daqui um pouco as pessoas vão se modificando.

Uma história:

Um dia telefonei para uma pessoa que não dava muita bola para o que eu estava fazendo. Sabia o que eu estava fazendo, mas não estava nem aí. Parece que não compreendia nada ou não aceitava. Se eu tentava dizer uma coisa, ela contradizia com outra. E um dia desses eu telefonei para perguntar uma coisa e ela me disse: Sabe o que estou fazendo, Jorge, nesse exato momento? Respondi: - Não! Ela disse: - Estou olhando a página do curso em milagres. Você ligou bem na hora que estava lendo o texto da reunião do Curso em Milagres.

Aquilo me deixou: - Puxa! Que alegria! Uma pessoa que eu dizia: Essa aí não está compreendendo nada do que eu estou fazendo.

Como é que isso chegou até lá? Eu nem mesmo disse a ela que tinha a página, ela descobriu sozinha

Participante: Oh , Jorge, nessa eleição não vou votar...porque ...

Jorge: Quando você estiver tão fortalecida no amor, onde você queira que esteja o mundo, o mundo vai estar. Quando todos os teus pensamentos forem extremamente amorosos, então, o mundo vai estar mais amoroso. Quanto mais pessoas se unirem a esta idéia, mais forte vai ficar o amor.

Veja assim: A maioria das pessoas não tem vontade de votar. Não se sentem motivadas. De repente, elas vão lá e votam. Por quê? Porque alguém fez a pessoa acreditar, que se ela não votar nele, o outro que é muito ruim vai ganhar. Na maioria das vezes as pessoas vão votar nesse, porque se aquele outro ganhar a situação vai ficar muito ruim. Isso é jogo do mundo, jogo do ego.

Para quê? Para fazer as pessoas irem, senão elas não vão. A maioria das pessoas não tem vontade de votar, as pessoas não tem vontade de ir para a guerra. Ninguém quer brigar, ninguém quer ser violento. Todas as pessoas querem estar bem, estar amorosos, querem estar no amor. Por que não estão? – Porque não estão preservando essa idéia de se trabalhar, de colocar o espírito no centro, pelo menos dez por cento do seu tempo. Dez por cento da sua existência.

A idéia do dízimo, não é dar só dez por cento do dinheiro que você ganha em função da atividade que você freqüenta. Não é só isso. É dar dez por cento do que você ganha e dez por cento do seu tempo, para trabalhar em função daquilo. Aí essa idéia amorosa vai se fortalecer.

Por quê? Imagina assim: Nós aqui estamos trabalhando no Grupo Luz para nós nos fortalecermos no amor. E sabemos que isso se estende na proporção em que nós nos fortalecemos mais, mais se fortalece a idéia no mundo. Então nós queremos que mais pessoas compartilhem conosco. Porque, quanto mais pessoas estiverem unidas a essa idéia, mais forte fica o nosso pensamento, mais forte fica o amor, mais forte fica o amor no mundo. Então o que nós temos que fazer: Nós temos que ter espaço maior, nós temos que investir em divulgação. Temos que dar ‘a parte de César’. Jesus disse: ‘Dai a César o que é de César’. Tem que obedecer as leis físicas, como a lei de causa e efeito, também. Temos que entender isso, também, a causa e o efeito.

Aquilo que você pensa é causa, o restante é efeito. Se você pensa, propõe e investe naquilo, dez por cento daquilo que você tem, dez por cento de você, dez por cento do seu tempo, dez por cento daquilo que você ganha, você está fortalecendo essa idéia. Mas você tem que acreditar que essa é uma idéia amorosa. Por isso as instituições religiosas, induzem as pessoas a darem dez por cento do que elas ganham, para isso. Dez por cento do dinheiro, dez por cento do seu tempo, em atividades evolutivas. Porque nós precisamos do material também. Não adianta ficar todo mundo sentado lá na praça para não pagar o aluguel. Ninguém vai. Ninguém quer ficar exposto às intempéries. Todo o mundo quer estar abrigado, quentinho, no fresquinho e bem acomodado, fora dos assédios daqueles que não querem nada com nada.

A gente se fortalece como aquele que vai para o mosteiro. Se ele ficasse meditando numa praça o tempo inteiro, ele ia acabar virando piada da cidade. As pessoas iam acabar indo lá fazer gozações, e acabaria sendo considerado o palhaço da cidade. O que ele faz? Ele vai no mosteiro, ele vai numa gruta e lá ele fica em meditação. O efeito da meditação vai atingir a si próprio. E ele não precisa se expor a pessoas que não estão entendendo o que ele está fazendo, vão contrariar os pensamentos dele, fortalecendo a idéia contrária.

Tudo funciona mais ou menos neste nível, fortalecendo a idéia da paz. Tem a idéia da paz e tem a idéia da guerra. Qual vencerá? A que nós fortalecermos mais! Isso começa a partir de nós mesmos, é uma coisa interior. É uma história, aliás, acho que foi contada na semana passada. – Qual o lobo que vai vencer a luta, o lobo bom ou o lobo mau? – Aquele que você alimenta mais!

Participante: Então não seria o caso de mandar pra eles mais amor?

Jorge: Não. É mandar para nós. Porque não adianta mandar para eles, porque eles não querem isso. É a mesma coisa que você mandar uma pedra para quem está querendo um bife. Ele não vai aceitar aquilo, ele não vai entender. O que nós temos que fazer é nos fortalecer. Porque existem duas idéias: A idéia do poder e a idéia do amor. Você não fortalece a idéia do amor enfrentando o poder. Você fortalece a idéia do amor fortalecendo o amor em você. Quando a pessoa vê que você está tão amorosa, ela vai dizer: ‘ Puxa-vida! Como aquela pessoa está bem, o que será que ela faz para estar assim?’ Um dia ela pode vir te perguntar. No dia que ela não estiver bem ela vai lembrar ‘um dia eu falei com aquela pessoa e ela estava tão bem! O que será que ela faz para estar num estado tão bom?’ E aí, pode ser que ela sinta vontade de experimentar isso. E vai voltar a te procurar e vai dizer isso: ‘O que é que você faz para estar nesse estado, tão bem?’ ‘ Ah, eu faço reiki, vou no curso em milagres…’ ‘ É mesmo?’ ‘E será que eu posso ir também?’

Assim você traz outras pessoas. Não é impondo nada. Porque eles não estão interessados neste momento porque não perceberam isso como uma coisa interessante para eles. Então, nós é que estamos aqui, e nós é que temos que compreendê-los, e não eles a nós. É a oração de São Francisco: ‘Faça mais eu compreender do que ser compreendido’.

Se você coloca a idéia de que as pessoas que estão em busca do poder, em qualquer situação, como por exemplo, na política, comércio, indústria, ali na esquina, em qualquer organização, em qualquer posição, elas não estão lá para compreender, estão lá para obter poder. Então, nós estamos aqui fazendo um trabalho para compreender e não para obter poder. Nós é que temos que compreender mais o que está acontecendo. Quando nós compreendemos, nós estendemos a nossa compreensão para quem está próximo. E assim, quem está próximo, está mais próximos, mais próximo...

Por exemplo: Eu estou muito próximo do imperador do Japão, mais próximo do que vocês possam imaginar. Porque eu conheço uma pessoa que conhece o Cônsul japonês. O Cônsul japonês, conhece um ministro lá no Japão. O ministro conhece o imperador. Vê, como estou perto dele? Então, não tenho que influenciar o imperador, tenho que estar próximo de quem está próximo dele. Se a minha atitude, atrai a atenção da pessoa que conhece o Cônsul, se essa pessoa mudar, um dia o Cônsul vai se encontrar com essa pessoa e vai dizer: ‘Puxa! como você está bem!’ Daí pode ser que ela mude alguma coisa. Um dia esta pessoa pode se encontrar com o ministro e o ministro vai se encontrar com o imperador. É assim que as coisas funcionam. Não tenho que mandar uma energia boa para o imperador, porque não vai adiantar nada. Ele não está nem tomando conhecimento da minha existência. Não está nem aí. Ele não me conhece, não sabe se estou agindo de um jeito ou de outro. Quem me conhece é o cara que está do meu lado, é o vizinho, é o meu pai, a minha mãe, meu filho, minha mulher, o marido. Então, aqui é que a coisa vai começar a mudar. Não é porque eu vou mostrar para ele. É porque eles vão ver em mim a mudança. E isso vai atrair a atenção deles. Um dia eles vão se sentir, com vontade de experimentar alguma coisa assim.

MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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