UM CURSO EM MILAGRES
23 DE ABRIL DE 2003
4ª FEIRA


MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.


Exercício da semana passada: Fazer uma expiação em especial.

Participante: Eu tentei fazer uma expiação, tentei telefonar, não encontrava a pessoa, muitas coincidências aconteceram, como se não quisessem que eu fizesse a expiação.

Jorge: “não quisessem” vamos entender como “não quis” porque o ego é singular. Eu também fiz a minha expiação, dei uma olhada na lista. Então, “Já vou!”. “Eu faço!”; “Já estou indo!”, mas chegou a 4ª feira e não fiz.

Exercício para a próxima semana:
Vamos estender por mais uma semana o exercício. Vamos oferecer ao Espírito Santo a nossa disposição em fazer pelo menos uma expiação, não importa se grande ou pequena, mas fazer uma.

A expiação é uma parte só, não importa com que parte a gente começa, se é me perdoando ou perdoando os outros, mas por uma parte temos que começar e “pegar o bicho”, não importa se é pelo rabo ou pela orelha, mas temos que começar por algum lugar e na hora que a gente pega o processo acontece. Mesmo que eu esteja muito ressentido com uma pessoa, “eu não perdôo!”. Então, eu vou lá e digo: “Quer saber, eu quero o teu perdão e quero que você me perdoe também”. Aí começa o processo dela. Como estamos fazendo aqui, a gente está se preparando anteriormente para isso, então a gente está se trabalhando pra chegar lá e conseguir.
Se uma pessoa começar na outra ponta, vai acontecer da mesma maneira. A questão que nos falta é: -quando a gente vai fazer este processo?
A coisa parece que fica maior que a gente e a não consegue ir. Às vezes vou telefonar, mas torço para que ninguém atenda. Penso: “ah! Que sorte! O ego faz isso mesmo, é uma resistência muito grande. Mas quando a gente dá aquele salto, passa tudo”.
Uma das capacidades que não temos é a de não perdoar. Quando acontece da pessoa vir pedir perdão por uma coisa que nós nos negamos a perdoar, veja bem, eu nego o perdão, porque quando a pessoa vem pedir perdão, talvez eu possa reforçar a negação. Vou tentar reforçar em mim o sentimento de negação, mas no momento que você pedir perdão é a mesma coisa que puxar “aquele tijolinho” que segura todo edifício. A pessoa não consegue mais segurar aquela “estrutura” de não perdôo. O que pode levar tempo é a assimilação do perdão. Começa o processo, e agora o que eu faço? A pessoa não sabe mais o que fazer, porque agora vai ter que perdoar. Isso acontece com todas as pessoas, internamente sabemos. Por isso estou reforçando tanto.
Se for o caso de pedir perdão, faça, inicie o processo, detona isso, aí começa a acontecer. Começamos a mudar o nosso sentimento porque em algum momento pensamos a respeito: “eu acho que vou perdoar!”; “Será que eu tenho que perdoar?”. Neste momento começa a ruir toda aquela estrutura de “eu não perdôo” e começa a mudar o sentimento. Então, tudo isso que a gente tem guardado de “não perdôo” ou de que “o outro não vai aceitar o perdão”, é falso. Isso é uma coisa que não tem consistência, nem estrutura, é só você ir lá e dizer: “eu perdôo” e você começa a ver a coisa vir para baixo. O que segura esta estrutura é a minha energia, o que mantém em pé a estrutura do “eu não perdôo” é a minha afirmação, digo que “não perdôo”. Quando eu retiro a minha energia, dizendo: “Ta bom! Eu perdôo!”, vem tudo abaixo. Pode levar um tempo, mas que vem, vem! Não há nada que resista ao perdão, não tem como.
Da minha maneira de perceber, eu preciso desse contato pessoal, porque o milagre acontece de pessoa para pessoa, o perdão também é interpessoal.
Então é assim, se nós cometemos erros, ou equívocos, ou pecados por pensamentos, palavras, atos ou omissões, para desfazer isso a lógica seria que, alguma coisa que eu fiz por pensamento eu possa desfazer no nível do pensamento.Como tudo é zerado ao nível do pensamento eu poderia desfazer qualquer coisa, é claro. Agora é assim: eu acredito nisso? Ou eu preciso da constatação do outro? Então eu começo a pedir perdão a você porque te chamei de boba, eu expressei isso em palavra, aí então penso: “me perdoa! Eu também te perdôo”, e quando eu encontro você, será que eu acho que está resolvido mesmo, será que eu tenho esta certeza? Acho que não, porque estamos muito fixos na coisa palpável, na coisa material. Então se nós estamos aqui para aprender no nível da matéria e o Livro instrui para a gente começar sempre de baixo, então o nível debaixo é o físico, depois é o emocional e o mental para chegar no alinhamento do espírito. Eu ainda acho que é muito necessário para mim a coisa no nível da matéria, no nível físico, eu ainda preciso disso.
A gente acha que não pode zerar tudo, muitas pessoas têm esse pensamento de que o dia que tiver tudo perdoado vão morrer, então deixam as coisas pendentes, porque se estiver tudo zerado aí Papai do Céu vai me chamar. Isso não tem fundamento, mas o nosso ego prega essa pra gente.
Tudo depende de como a pessoa sente a coisa porque, eu aprendi uma vez assim: - A questão de fazer uma promessa. A gente faz uma promessa para o Santo. Eu prometo acender uma vela para o Padre Cícero. Então a coisa acontece e eu não acendi a vela para ele. Bom, eu sei intelectualmente que eu não preciso pagar aquela vela, porque Santo não se divide, não estou devendo nada para o Santo. O dia em que o Santo abrir uma caderneta de dívidas ele estará dividido, a mente dele não estará mais sã, ele terá perdido a sanidade. Então a promessa que a gente faz para o Santo, para o Santo não tem nada. Ninguém deve nada para o Santo. Então para quem eu estou devendo? Só para mim mesmo. Porque eu prometi para mim mesmo e projetei no Santo, que se tal coisa acontecesse eu daria uma vela para Padre Cícero, eu nunca paguei a vela. Porque eu não preciso pagar? Se ele é Santo ele não vai cobrar. Nunca nenhum Santo cobrou nenhuma promessa, ele deixaria de ser Santo na mesma hora. Então, como eu ainda me sinto devedor, ainda sinto que tenho que ir lá levar a vela, por exemplo. Porque na minha mente a coisa tem que se realizar na matéria, Porque não consegui resolver isso só no nível do pensamento. Isso não tem importância nenhuma para o Santo, mas para mim tem, eu tenho que ir lá levar a vela. Aí pensei: - quem sabe, um dia quando alguém for para lá, eu dou a vela para a pessoa, digo o lugarzinho certo onde prometi e ela acende para mim. Então veja, como a mente do ego trabalha, é difícil fechar uma abertura. Por isso não prometa nada a ninguém, porque abre na sua mente uma divisão que depois vais ter dificuldade para fechar. É muito difícil fechar uma coisa que se abriu. Então o melhor é não abrir, não prometer. Por exemplo: - a pessoa vem e diz: hoje eu estou tão mal... Aí eu digo para ela: Amanhã vais ficar bom! Estou fazendo uma promessa para a pessoa. Chega o amanhã e a pessoa não melhorou, quem ficou dividido? Eu prometi para ela que iria melhorar e não melhorou. Então até neste sentido a gente começa a abrir na mente divisões, abrir gavetas que depois precisam ser fechadas na minha mente. Se eu abri, tenho que fechar. Fechar as divisões, ou até mesmo as dúvidas, ou as minhas dualidades, significa reintegrar a minha mente.Integro é aquele que não tem nenhuma dívida, uma pessoa íntegra que não deve nada para ninguém, nem promessa para Santo. Então, são por estas características que se diz: “esta é uma pessoa íntegra, unificada”. Porque não tem dívida, não tem divisões na mente não deve nada para ninguém, saiu do mundo, saiu da dualidade, ela não tem mais insanidade, então, neste sentido, santificou-se, sanou ou está sã. As nossas insanidades, ou a falta de estar são, que é o mesmo que a falta de saúde, advém das nossas divisões das nossas dívidas porque onde a gente se abre a gente dá espaço para que alguma coisa entre. Quando abro uma janela, abro espaço para que entre o mosquito. Aonde eu dou abertura, por aí pode entrar uma coisa nociva. Como nós já somos luz, neste sentido, olhando por este aspecto, eu não preciso abrir a janela pra entrar luz, já somos luz. Se eu começo abrir, abro aqui, abro lá, dívida aqui, dívida acolá, começo a dar espaço e onde tem coisas abertas podem entrar mosquitos. Tem um ditado que diz: “Em boca fechada não entram mosquitos”. Em aura fechada não entram doenças! Aura fechada é isso, a pessoa está com o seu campo energético fechado, que não tem dívidas, não tem divisões.
Se eu for ali na loja e compro um televisor em 24 pagamentos, eu abri uma divisão na mente, eu fiz uma dívida. Porque? Agora vou ter uma preocupação. Agora tenho que ter mais cuidado para manter o meu emprego, porque se eu perder o meu emprego eu não vou conseguir pagar a prestação, vou perder o crédito. Então perceba, como até uma coisa simples, dá entrada para preocupação, para ansiedade, para angústia.

Então, o que é o perdão? O perdão neste sentido acontece quando acontece o ressarcimento da perda.Quando você ressarcir todas aquelas dívidas, aquelas perdas, o perdão aconteceu no sentido físico. No sentido emocional é a mesma coisa e no mental é igual. Quando a gente fecha todas as divisões acontecem todos os perdões, a pessoa não tem mais nada perdido, não tem mais nada extraviado, é integra.


Uma história: Tem uma história a respeito de um sábio chinês, chamado Lao Zú:
- Conta-se que Lao Zú caminhava todo dia pela manhã, ele era uma pessoa muito saudável, considerada íntegra.
- O vizinho dele observou e pensou: vou fazer tudo o que este cara faz, ele achou o caminho, tudo o que ele fizer, vou fazer junto.
- Quando Lao Zú saía pela manhã, o vizinho ia atrás.
- Um dia o vizinho contou o que estava fazendo para o amigo dele e disse que estava se sentindo melhor, que tudo estava melhorando, estava mais próspero, mais feliz, mais em paz.
- O amigo disse: Se for assim, então eu vou junto!
- O vizinho disse: Vai! Só tem uma coisa, não fala nada, o homem não é de conversa, apenas vá seguindo ele!
- Então todos os dias pela manhã caminhavam: Lao Zú, o vizinho e o amigo do vizinho.
- Um dia o amigo, que já se sentia melhor, disse: Ah, que dia lindo!
- Delauzú nunca mais permitiu que eles caminhassem com ele, porque quando o amigo afirmou que o dia estava lindo, afirmou a antítese também, poderia não estar. Isso é a realidade. Uma pessoa que está querendo se integrar, ser íntegra, Lao Zú estava se trabalhando para ser um homem unificado, íntegro, daí vem um outro e afirma a dualidade: Quer dizer que podia não estar lindo, isso é dualidade.

Lembro que certas pessoas da roça não dizem: Boa Tarde! Elas dizem: Taaarde! Então você vê que nível de compreensão podemos ter sobre integridade. Dívida é isso que nos deixa doentes, nós temos que trabalhar com todas estas diferenças faz parte da nossa Meditação: “... eu estou contente em estar onde quer que Ele deseje”.

A linha do meio é assim, a tristeza é o extremo e a euforia é o outro extremo. O caminho do meio é a paz. Na paz você não tem nem euforia, nem tristeza, você está em paz, não importa o que esteja acontecendo, se estão batendo ou não estão batendo, você está em paz.

Participante: Toda 4ª feira tem esta batida?

Jorge: É só na 4ª feira, porque na 4ª a gente está aqui, nos outros dias não estamos. Temos duas opções, a batida está acontecendo e eu posso estar em paz, ou não. É esse o caminho do meio, é o caminho da paz, não ficar eufórico porque estão batendo e não ficar triste porque estão batendo. A minha freqüência vibratória tem que ser igual, independente se há batida ou não. Esse é o caminho do meio. Se eu começar a dizer: Oh! Estão batendo! Começo a ouvir a batida. Antes não estava ouvindo.

Se um dia eu terei que fazer a expiação, um dia eu terei que iniciar este processo, isso vai acontecer à medida que eu permitir. Por exemplo, na semana passada uma pessoa do nosso grupo se permitiu fazer expiação, apareceram três oportunidades de resolver situações que antes ela nem lembrava. Então, conscientemente não estavam incomodando, depois que apareceu a oportunidade ela começou a se lembrar e desfez aquilo. Às vezes são situações que nós não temos na consciência que foram erros que devem ser desfeitos, então começa a vir o resultado. Quando nós começamos a desfazer estas coisas que a gente nem lembra é que nós começamos a nos sentir melhor. Vão acontecendo melhoras no que acontece com a gente. Se não fosse assim, não faria sentido, pois que diferença faz se eu estou devendo 50 centavos numa padaria há 4 anos, que sentido faz eu ir lá e pagar hoje? A pessoa nem lembra mais aquilo. A única coisa que faz sentido é que quando eu liquidar aquela dívida eu vou me sentir melhor do que antes quando estava devendo, mas aquilo não me incomodava. É essa a experimentação que se propõe experimentar. Como você se sente? Você se sente melhor ou não?

Quando acontece um revés e você não se dá conta e você começa a sofrer com aquilo. Você não se dá conta onde está a origem daquilo. Este sofrimento não implica que a dívida está sendo paga, implica apenas que você está sofrendo porque não pagou a dívida. O sofrimento vai cessar quando você for lá e pagar a dívida. Acontece que às vezes eu estou sofrendo, mas eu não sei porque, não lembro mais de nada. Naturalmente isso vai vir à tona para ser resolvido, uma coisinha aqui, outra lá, mas eu tenho que dar esta oportunidade de querer. Esta é a proposta que nós estamos trabalhando.


PRINCÍPIO 30

Por reconhecerem o espírito, os milagres ajustam os níveis da percepção e os mostram em alinhamento adequado. Isso coloca o espírito no centro, onde ele pode comunicar-se diretamente.


Jorge:
O alinhamento correto que se pretende é colocar cada coisa no seu lugar. É dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, ao intelecto o que é do intelecto. Cada coisa deve estar no seu lugar. Então é assim, quando nos referimos às coisas materiais colocamos a mão no bolso, quando nos referimos ao amor colocamos a mão no coração e quando nos referimos ao intelecto colocamos a mão na cabeça. A avaliação que temos que fazer é assim: - O que é que está no teu centro, no centro energético?
O que está mais centrado em você?
No centro está o bolso, a cabeça ou o amor?
O amor tem que estar no centro. - Se coloco em 1º lugar na minha vida as coisas materiais, então eu estou desalinhando a percepção, estou colocando no centro o bolso.
Pode ver, por exemplo, quando eu andava de paletó e gravata, o paletó tinha um bolsinho por fora e outro bem grande por dentro, bem na altura do coração, onde justamente se colocava a carteira e a caneta de ouro.
-Se coloco em 1º lugar o intelecto, eu tenho que saber mais, eu preciso saber mais, mais, mais, no sentido de buscar a sabedoria do mundo para por esta sabedoria a serviço do bolso.
Então, se coloco o bolso a serviço do intelecto, invisto tudo no meu intelecto.
Faço uma linha ligando o bolso e o intelecto, desloco o espírito para o lado, assim as coisas do espírito ficam fora do alinhamento. Este alinhamento que diz neste Princípio, que o milagre faz, é trazer de volta o espírito para o centro das minhas atenções, neste momento posso valorizar mais o espírito do que a matéria e do que o intelecto. Por causa disso eu fiquei sem cabeça e sem bolso? Então, não é uma questão de negar a matéria ou de negar o intelecto, é apenas uma questão de alinhar as coisas. Então agora eu posso colocar o meu intelecto e o meu bolso a serviço do espírito. Eu não vou negar que existe dinheiro, não vou negar que existe o intelecto, apenas vou alinhar as coisas. Colocar o espírito nas minhas prioridades. Como é do espírito que tudo flui, não vai faltar no bolso e o intelecto vai ter mais condições de se desenvolver.

Uma história:
Eu tive um amigo que vinha aqui e dizia: -Jorge me empresta 5 reais?

Na semana seguinte ele vinha dizia : -Jorge me arruma 10 reais?

Na outra semana ele aparecia e dizia : -Jorge me consegue 10 reais?

Um dia eu disse para ele. : -Você está sem trabalho, o que está
acontecendo?

O amigo : -Não, eu não trabalho mais.

Jorge : -Mas porque, você é tão jovem,
tão saudável!

O amigo : - É que eu estou me dedicando só às
coisas do espírito, porque quem
se dedica às coisas do espírito
não pode se dedicar às coisas da matéria.

Jorge: -Eu acho bom você começar a trabalhar, porque eu não vou te ajudar mais, porque em nenhum lugar está dito que você vai começar a cuidar das coisas do espírito e eu vou ter que dar tudo para você de graça. Você vai ter que aprender na matéria. Quanto mais aprender na matéria mais você aprende no espírito, então você vai ser uma pessoa alinhada nos 3 níveis. Vou ter meu trabalho intelectual, espiritual e material. A mesma coisa a pessoa que trabalha só pelo dinheiro, só pelo dinheiro, ela está desalinhada. O dia que acontecer que ela não vai mais poder produzir o dinheiro, ela vai cair no vazio, ficará depressiva. Quem trabalha só para o intelecto acontece à mesma coisa, o dia em que ela não conseguir mais trabalhar para o intelecto, cairá no vazio e entrará em depressão.
Então, aquela pessoa que trabalha pelo espírito, deu a cada coisa o alinhamento correto, não vai cair neste vazio, nesta depressão, porque tudo funciona, não apenas uma parte, a gente tem que trabalhar em todos os lados. Temos que cuidar de tudo. O que acontece normalmente é que eu cuido de tudo, menos do espírito.
Este Princípio reafirma exatamente isto, o milagre vai realinhar nossa percepção e faz com que a gente veja as coisas de maneira correta. Eu não tenho que negar a matéria, não tenho que negar o intelecto, mas também não tenho que negar o espírito.
Este é o sentido de estar centrado. Porque você é o que?O seu intelecto? O seu bolso? Ou você é espírito? Então, se sou espírito eu tenho que estar no centro, o espírito. Porque quando estou desconcentrado as coisas não funcionam. Este exemplo serve para qualquer situação. Se por exemplo, vou fazer uma prova de vestibular e não estou centrado, então estou desconcentrado, não vou conseguir equilíbrio, o alinhamento correto para que as coisas dêem certo. Isso tem uma função prática no dia-a-dia. A pessoa que está centrada, que dá mais importância ao nível do espírito, ela começa a ter mais prosperidade em tudo, as coisas começam a dar certo, é isso que está nos prometendo aí.
Qual é a vantagem de buscar este alinhamento? É que tudo vai começar a dar certo na vida da gente. Está nas Escrituras que o “Reino é nosso e que nós devemos ser abundantes”; “Olhai as aves do céu e os lírios do campo...” Então porque eu não estou neste estado de abundância, de prosperidade e de paz? É porque estou desconcentrado, se estivesse centrado, tudo o que preciso me seria dado e mais por acréscimo. Isso é uma garantia. Se isso não está acontecendo é porque uma coisa está errada. Alguma coisa empurrou a nossa prioridade espiritual para o lado. Então eu tenho que tirar aquele obstáculo que eu coloquei no centro do peito para que volte o amo, o espírito. O amor é o remédio para todos os erros. O erro é o resultado de uma atitude sem amor. Então, se nós trabalharmos o perdão, fizermos a expiação, o amor volta, você removeu o obstáculo ao amor e aí você começa a centrar outra vez o espírito e as coisas começam a dar certo a partir deste alinhamento que o Princípio 30 nos fala.

Só existem duas situações: - abundância ou escassez
Se você está trabalhando a escassez, então você não está na prosperidade, está na escassez. Enquanto você está juntando bens materiais e ainda acha que está faltando, você está na escassez. Você começa a prosperar de fato quando não sente mais a falta, aí as coisas vêm por acréscimo e não por falta. Esta seria a reinterpretação de: -quando você está na prosperidade as coisas vêm por acréscimo e não por falta.
Então assim, está me faltando uma bicicleta, aí vou e consigo a bicicleta, vai me faltar outra coisa porque estou trabalhando com a falta. Em outra situação: Eu estou contente com tudo que eu tenho, aí vem uma bicicleta, eu prosperei, não estou sentindo falta de nada, amanhã vem outras coisas que serão úteis para mim, depois outra, estou feliz porque tenho uma bicicleta agora, ela é muito útil para mim. Vou receber muito mais coisas quando estou trabalhando a prosperidade do que se estivesse trabalhando a escassez. E a minha paz, que é fundamental, quando estou na prosperidade, é constante.

Prosperidade poderia ser confundida com ganância e ambição, neste sentido fora. Prosperidade é quando estou plenamente satisfeito comigo mesmo internamente. Quando isso acontece à prosperidade acontece em todos os níveis, pode acontecer no nível material e intelectual, porque a pessoa se desenvolve intelectualmente, começa a compreender coisas com muita facilidade, que antes não compreendia, isso é o sentido de prosperar em todos os níveis.
A gente não se dá conta que a gente já tem as coisas. No nosso encontro da 4ª feira a sala estava pequena. Comecei a sair por aí para achar uma sala maior, e a sala estava aqui e eu não sabia.O que a gente precisou para perceber que tinha uma sala maior? Remover o obstáculo que era derrubar uma parede, a sala estava aqui, do tamanho que a gente precisava, para a prática da Yôga, Um Curso em Milagres, Curso de Tarô, Renascimento. Deu o tamanho exato, não precisava maior do que isso. Como é que eu não percebi isso antes? Eu não tinha percebido que já tinha ganho aquilo que eu necessitava. Isso é prosperar. Sem sair daqui a sala ficou maior, foi só remover, não acrescentamos nada, só removemos e percebemos que removendo o obstáculo tínhamos o que precisávamos. A parede que foi removida não tinha nenhuma necessidade mais de estar aqui. Prosperar é isso, a gente já tem aqui dentro aquilo que vai buscar lá fora, é só compreender isso. Quando a gente compreende isso internamente isso acontece externamente, a sala ficou maior. Às vezes tem que acontecer externamente para a gente compreender internamente. No caso desta sala foi uma percepção que antes eu não tinha, de repente alguém falou em derrubar esta parede, mas será? Não sei nem de quem foi a idéia.
As coisas na matéria têm utilidade para o nosso aprendizado intelectual, vivendo este aprendizado intelectual a gente transfere isso para centrar mais o espírito, concentrar mais energia no nível espiritual, para compreender isso. Porque a gente não sabe de onde que vem a coisa. Se veio porque tinha dinheiro para mandar derrubar as paredes; se veio porque o intelecto olhou e disse: olha, isso pode tirar; ou se veio porque o espírito disse: tira a parede e não gasta dinheiro nenhum. A coisa acontece, quando você vê, já está lá, sempre esteve aí. Agora eu consigo ter a percepção que assim está melhor.
Só retirar o obstáculo, não precisa construir uma coisa a mais, está tudo aí, é só retirar as paredes internas que estão aí como obstáculos a nossa percepção. Então é nisso que o Princípio trabalha, O milagre vai acontecer e vai fazer a nossa percepção alinhar de uma maneira que a gente vai perceber as coisas de maneira correta.


Livro texto
Página 21
5. A Expiação foi construída dentro da crença no espaço-tempo de forma a estabelecer um limite para a necessidade da própria crença e, em última instância, para tornar o aprendizado completo.
A Expiação é a lição final. O aprendizado em si, assim como as salas de aula em que ocorre, é temporário. A capacidade de aprender não tem nenhum valor quando a mudança já não é necessária. Os que são eternamente criativos não têm nada a aprender. Tu podes aprender a melhorar as tuas percepções e podes vir a ser um aprendiz cada vez melhor. Isso te levará a um acordo cada vez maior com a Filiação, mas a Filiação em si mesma é uma Criação perfeita e a perfeição não é uma questão de grau. O aprendizado só é significativo enquanto existe uma crença em diferenças.


Jorge:
Sobre as coisas que me chamaram a atenção neste parágrafo, foi esta questão de que nós podemos melhorar a nossa percepção, mas enquanto ainda tivermos uma percepção ainda temos o que aprender e o aprendizado cessará quando você não vê mais dificuldade de aprender. Se nós olharmos uma pessoa que está na vida profissional, intelectual, tem a necessidade de estar estudando mais e aprendendo mais, isso é constante, porque esta pessoa está num plano competitivo, um está sabendo mais do que o outro, mas quando todos estiverem equalizados, aprender mais não vai mais ter sentido, todos já sabem a mesma coisa. Isto vai acontecer quando estivermos no nível do espírito. Enquanto estivermos no nível do intelecto, um vai saber mais do que o outro. Se estivermos no nível da matéria, um vai querer ter mais do que o outro. No nível do espírito esse alinhamento se faz com mais perfeição, não tem mais necessidade de aprender nada, todos sabem igual, a mesma coisa, um não sabe mais que o outro; um não é mais do que o outro e um não tem mais do que o outro.
Como diz aí no texto, a sala de aula é temporária, está dentro do tempo. A sala de aula onde a gente processa o aprendizado está dentro do tempo. Então esta sala aqui onde fazemos nossas reuniões, a gente sabe que um dia vai acabar, mas o aprendizado que nós trazemos aqui, isso não acaba, é eterno. Então neste nível nós estamos criando, estamos criando eternidade, porque estamos aprendendo eternidade. Aqui, esta sala, é apenas um local onde a gente se reúne para aprender sobre a sala de aula que está aí fora. A gente tem que aprender não só aqui. Aqui buscamos a essência para trabalhar aí fora, aqui a gente já sabe o que vai encontrar quando vem para cá, lá fora não, lá fora a gente passa por situações inesperadas. A qualquer momento eu posso encontrar aquela pessoa para a qual fiquei devendo 10 reais. E aí, o que eu faço? A qualquer momento pode me acontecer uma intempérie. Todas estas situações são para aprender. Começa aprender aqui e estende o aprendizado. Aquilo que se traduz em aprendizado é do nível criativo, leva-nos ao nível criativo, quem chega lá não precisa aprender mais nada.

A perfeição não é uma questão de grau, porque não existem hierarquias dentro da Filiação, porque a Filiação já é perfeita. Você começa com o teu aprendizado a entrar num acordo com as outras pessoas. Porque toda a humanidade é a Filiação, é tudo uma unidade, nós.Somos parte desta unidade, uma única unidade, não existe outra Filiação, somos nós que somos a Filiação. À medida que nós vamos nos desenvolvendo, nos centrando mais, nós vamos entrar em acordo, não vamos mais ter discordâncias com as outras pessoas. Então a gente começa a entrar em acordo com a Filiação, em si já é perfeita, porque não existe grau de perfeição. Você não diz: - esta peça está mais ou menos perfeita, seria um contra senso dizer que algo é quase perfeito, mais ou menos perfeito ou mais perfeito do que o outro que também é perfeito ou esse está menos perfeito do que o outro. Se você coloca grau, nenhum está perfeito. Quando você chega no nível da perfeição n ao tem mais grau. No nível da perfeição não tem chefe, não tem bispo, não tem superior, não tem inferior, porque são todos iguais. Então a Filiação já é perfeita. As imperfeições são colocadas justamente nos graus que se coloca.
Enquanto estivermos vendo estas diferenças de graduação, por mais que a gente vai se elevando, a gente vai começar a entrar em acordo, mas só atingimos a perfeição quando a gente não vê mais graus entre as pessoas, não tem mais Sua Eminência, Vossa Senhoria, porque todas as pessoas são iguais. É tudo você e você é igual a eu e eu sou igual a você. Não importa título, não importa hierarquias. Todas as hierarquias ainda estão no nível da imperfeição, porque compreende que um é mais do que o outro. Num momento do livro Jesus diz: “Não deves prestar reverência a um igual, porque reverência induz a desigualdade e você deve ter respeito pelo irmão mais velho, porque ele pode te auxiliar a chegar ao mesmo nível que ele chegou...” Quando o pai se ausenta a responsabilidade é do irmão mais velho, mas é só respeito, devoção, se ele se devotar a você, se ele não se devotar, a cuidar de você, nem a devoção ele merece. Existe uma devoção de lá para cá, a devoção vai daqui para lá, as coisas são nos dois sentidos, é um fio só, pela mesma via que a devoção vai, ela vem. Se ela não existe daqui para lá, ela não existirá de lá para cá também. Assim é com tudo, nos nossos relacionamentos, nas nossas ligações.
Neste sentido, quando um é mais e o outro é menos, por mais que esteja em acordo com a Filiação, ainda prega a desigualdade. Enquanto estamos vendo a desigualdade, ainda não estamos dentro da perfeição. Teresa de Calcutá não via diferença entre o papa e eu. . Mas eu vejo diferença entre o Jorge e o papa. No momento que alguém está vendo a diferença ele não está vendo a perfeição. Se eu ainda estou vendo as diferenças eu ainda não estou vendo a perfeição, então eu deveria me comportar da mesma maneira diante do papa, como diante do porteiro do prédio, como diante de você, como diante do presidente. Como eu não me vejo no mesmo nível do Papa eu também não me vejo no mesmo nível do porteiro.
O aprendizado começa a entrar em acordo. Vou lá no porteiro e digo: - Olha, você não precisa mais me chamar de Senhor e eu vou te chamar de você e você me chama de você. E vou lá, e faço a mesma coisa com o papa, eu começo a entrar em acordo, mas ainda tem diferença.
Já começo a chamar de você, mas quando o papa passa, eu digo: lá vai o Papa! Como vai você Papa? Mas ainda vejo diferença. É isso que quer dizer, quando a gente começa a entrar em acordo com a Filiação, mas ainda não está na perfeição, você ainda precisa aprender mais, chegar no nível de chamar todo mundo de você e não vê diferença.

MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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