UM CURSO EM MILAGRES
19 DE NOVEMBRO DE 2003
4ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Princípio 9
Milagres são uma espécie de troca. Como todas as expressões de amor, que são sempre miraculosas no sentido verdadeiro, a troca reverte as leis físicas. Trazem mais amor tanto para o doador quanto

Para aquele que recebe.

Jorge: Compreende outra vez que quem dá o milagre, também recebe. Que o milagre é uma doação de amor. A gente doa, recebe tanto ou mais do que aquele que recebe. Dar e receber é a mesma coisa. Quando nós damos um presente, usamos o algo que vá levar alegria para a pessoa, que a pessoa sinta alegria, que ela fique feliz. Esta é a intenção de dar um presente.

Neste sentido, quando a pessoa abre o presente e você observa que a pessoa se alegrou com o presente, que ela está feliz, quem deu o presente não fica igualmente feliz? Neste nível é que nós compreendemos que dar e receber é a mesma coisa. Porque o objeto é outra vez um instrumento, é um veículo.

Se eu der esta almofada de presente pra você e você ficar intensamente feliz eu também fico feliz, porque você gostou do presente. Então agora a almofada já cumpriu o seu papel, não precisa mais da almofada , já pode joga-la no lixo, não precisa mais dela. Por quê? Porque todas as coisas materiais devemos percebe-las como veículos de aprendizado pra transportar o amor, num nível onde os milagres acontecem isto também acontece, não passa pelas conturbados julgamentos do ego.

Quando recebemos um presente temos uma grande preocupação de retirar a etiqueta de preço. Isto não adianta nada, quando eu era criança e ganhava um presente de aniversário, a gente calculava mais ou menos o valor do presente pra comprarmos um de valor aproximado. É um jogo de troca que se fazia.

Nas leis físicas nós percebemos assim: Se eu tenho duas almofadas e dou uma pra você, eu fiquei com menos. Mas para quê eu quero uma almofada? Só para eu me sentir mais feliz! Para eu me sentir mais feliz não preciso mais de almofada, sou feliz e não preciso mais de nenhuma almofada. Este é o sentido de dar e de receber é a mesma coisa.

Livro texto – Pagina 32
Capítulo 2
VI. Medo e conflito
8. Tenho enfatizado que o milagre, ou a expressão da Expiação é sempre um sinal de respeito de alguém de valor para com alguém de valor. O reconhecimento deste valor é restabelecido pela Expiação. É óbvio, então, que quando tens medo, te colocaste em uma posição em que necessitas da Expiação. Fizeste alguma coisa sem amor, tendo escolhido sem amor. Essa é precisamente a situação para a qual a Expiação foi oferecida. Como havia necessidade do remédio ele foi estabelecido. Enquanto reconheces apenas a necessidade do remédio, continuarás amedrontado. Contudo, assim que aceitas o remédio, aboliste o medo. É deste modo que ocorre a verdadeira cura.

Jorge: Por exemplo, eu percebo que eu tenho medo, percebo que tenho necessidade de fazer a Expiação, isto é reconhecer a necessidade do remédio. Agora, reconhecer a necessidade do remédio vai deixar o medo mais aflorado. Enquanto eu estou sentindo necessidade, a cura vai acontecer quando realmente aceitar o remédio.

Usando um exemplo que já usei algumas vezes: Quando estou devendo cinco reais no bar da esquina eu tenho medo de passar em frente, porque tenho medo de ser cobrado, tenho medo de ser agredido verbalmente, visualmente, tenho medo de passar lá. Então eu desvio, caminho dois quarteirões a mais. Chega um tempo em que eu digo: Eu não vou pagar este bar!

Depois reconheço que eu não quero mais isto pra mim, esta situação está me deixando doente, está me deixando desgastado, então precisa ser remediada. O remédio para a dívida, para divisão, ou erro, ou pecado é a Expiação. Expiação envolve a correção. Enquanto eu passei da primeira etapa, em que eu tinha medo, mas não aceitava o remédio, eu tinha uma determinada tranqüilidade, eu só tinha medo daquela situação relacionada ao bar.

Agora estou no outro estágio, eu tenho medo o tempo inteiro, não só quando eu passo ali naquela esquina. Agora eu quero remediar, eu preciso resolver esta questão. Isto já está bem consciente para mim. Mas isto não resolve. Reconhecer o erro e a culpa, não resolve. Então, o que é que eu tenho que fazer? A correção! A cura só vai acontecer com a correção. O remédio é eliminar a dívida, ou a divisão, ou o pecado, o o carma, fazendo a correção do erro, some o medo, e eu estou curado.

Participante: Então a confissão é uma idéia equivocada, se confessa mas não se corrige.

Jorge: Acho que é um ato de você perceber o erro, depois partir para a correção. Acho que se criou uma idéia equivocada de que uma vez que confessou para o padre e rezou três Ave Marias, tudo estaria resolvido. Isto funciona quando o assunto é relacionado a mim mesmo, ‘eu pensei mal de alguém’, vai lá e confessa, a pessoa dá-se conta do equivoco, é válido para aquele momento.

Mas hoje temos outra compreensão, esta nova compreensão é um passo a mais que estamos dando, um nível a mais que estamos ascendendo. A criança quando está no primeiro grau não tem a mesma compreensão de alguém que está na faculdade. As tarefas que se dá para uma criança de primeiro grau são diferente das tarefas que se dá para alguém que está na faculdade.

Ela vai usar técnicas diferentes para fazer uma construção de uma parede. Não adianta você ensinar técnicas de arquitetura, engenharia, densidade, peso, estrutura para uma criança do primeiro grau, então você ensina a criança colocar um tijolo em cima do outro.

Talvez tenha sido esta etapa que estamos transpondo, para obter outra compreensão. É uma maneira diferente. Eu não acho que seja errado, senão vamos começar a julgar as coisas e corremos o risco de julgar que deveria ter sido ensinado diferente para as crianças do primeiro grau. A gente sabe se ensinarmos cálculos estruturais para uma criança de primeiro grau, ela não compreenderia isto. Todos temos que ter um amadurecimento para ter novas compreensões.

Esta parte da cultura pela qual nós passamos “se o arrependimento matasse”, se você se arrependesse já estava perdoado e as conseqüências ficavam por aí mesmo. Isto talvez tenha gerado uma etapa onde as coisas ficaram um pouco caóticas e as pessoas não compreendiam porque estavam sofrendo determinadas conseqüências e que já estavam arrependidos. Mesmo o arrependimento, a compreensão que estamos tendo agora, isto não resolve.

Participante: Então na verdade o confessar para o padre é só para você se dar conta que você fez o erro.

Jorge: É para você se dar conta do erro. Porque naquele momento que você vai lá, você faz um exame de consciência, faz uma revisão daquilo que você errou. Mas não cabem julgamentos, se está certo ou está errado, vamos colocar isto como uma etapa de amadurecimento da humanidade. Mas isto foi muito importante, porque se nós não tivéssemos passado por isto, por estas compreensões, mesmo que hoje possam parecer equivocadas diante da compreensão que nós temos, não entenderíamos o Um Curso em Milagres tão facilmente.

São etapas de amadurecimento. Assim como o livro coloca em um momento que se não fosse Freud que estudou o ego, a gente não conseguiria entender o Curso em Milagres também. Tudo são etapas de amadurecimento, ou tudo que passamos no mundo é transitório. Transitamos por uma situação para podermos compreender outra de forma mais intensa.

Então vamos perceber tudo assim, daí eliminamos da nossa mente a divisão, o julgamento, que nos trás mágoas equivocadas. Por quê? Porque diziam isto, ...porque estava errado.... Se olharmos com este ponto de vista, estamos errando mais uma vez.

Temos que olhar do ponto de vista “para que isto serviu?” Para mim foi muito útil! Isto não é em defesa de uma religião de uma igreja. Se eu não tivesse passado por estas compreensões, hoje eu não teria a compreensão do Curso. Seria interessante que nós, que estamos indo nesta direção, começássemos a mudar a direção nas nossas percepções passadas e das nossas percepções presentes diante dum passado que nos trouxe até aqui, de uma forma ou de outra a gente está aqui. É um aprendizado, depois que chega acha que não precisava ser assim, é o exercício da divisão da mente.

É mesmo como o táxi que deixa a gente num determinado ponto e alguém vem e pergunta:

-quem trouxe você?

-Eu vim de táxi ele veio lá pela rua ‘tal’..!

-Ah, mas ele poderia ter feito um caminho mais curto se tivesse vindo pela rua ‘tal e tal’!

-Puxa vida!!

Daí você fica xingando o táxi depois que já foi embora, que você já pagou o preço da corrida, nunca mais vai ver o motorista ...e você fica dizendo: Mas que cara, não é? Ele podia ter feito um caminho mais curto, por que ele foi fazer este caminho mais longo?

Não importa! Você, às vezes, tem que passar por um caminho que de alguma maneira na tua existência, isto vai servir para alguma coisa.

Temos que aprender até com aquilo que nos parece um malefício. Tudo de alguma forma é para o benefício, mesmo que nos pareça um malefício .

Uma história:

O rei tinha um amigo que era o sábio do reino, eles costumavam ir caçar juntos. Uma vez por semana eles iam para a floresta caçar. Tudo que acontecia no reino o rei chamava o sábio, o sábio é o cara que tem que saber porque isto está acontecendo. Por ex. veio uma enchente e levou a ponte, o rei mandava chamar o sábio e lhe perguntava:

-Sábio por que é que a água levou a ponte?

-Me dê 24 horas que eu lhe trarei a resposta!

24 horas depois o sábio trazia a notícia:

-Aconteceu para o benefício do reino!

O rei pensava, se é para o benefício então tá bom!

Um ano a colheita era pouca, o rei chamava o sábio e lhe perguntava:

-Porque a colheita foi pouca este ano?

-Me dê 24 horas que eu lhe trarei a resposta!

24 horas depois o sábio trazia a notícia:

-Foi para o benefício do reino!

Tudo era assim, tudo era para o benefício, o rei aceitava, era o sábio.

Um dia eles foram caçar e o rei acidentalmente cortou um dos dedos. E daí perguntou para o sábio:

-Ó sábio, eu sou um rei tão bom, por que foi me acontecer de eu perder um dedo?

-Majestade, me dê 24 horas que eu lhe trarei a resposta!

E a resposta veio:

-Foi para o benefício!

Isto o rei não aceitou:

-perdi um dedo e você diz que foi para o meu benefício, isso não!

O rei mandou prender o sábio num calabouço a pão e água.

Na semana seguinte o rei foi caçar sozinho. Estava transitando pela floresta uma tribo selvagem de canibais que aprisionaram o rei e quando perceberam que era um rei decidiram oferecê-lo em sacrifício para o deus dos canibais. Então fizeram todo o ritual, fizeram a fogueira, o caldeirão, colocaram o rei dentro do caldeirão.

-Nossa, nosso deus vai ficar muito feliz, imaginem oferecer um rei para sacrifício ao nosso deus! Estavam festejando em volta do caldeirão, de repente um dos canibais disse:

-Parem tudo! Tirem imediatamente este homem de dentro do caldeirão!

-O quê? Este é o melhor sacrifício que encontramos para oferecer ao nosso deus!

-Nós não podemos oferecê-lo ao nosso deus! Porque lhe falta um dedo, nosso deus é o deus da perfeição, como vamos oferecer uma coisa imperfeita, isto vai parecer uma blasfêmia, deus vai nos castigar!

-Solte-o, mande-o embora!

O rei voltou para o seu castelo e chamou o sábio e convidou-o para jantar. Pediu desculpas e disse:

-Muito Obrigado, agora eu realmente entendi que perder o dedo foi para o benefício. Mas e você, sábio, ficou 10 dias preso lá no calabouço a pão e água, qual foi o teu benefício?

-Eu tenho os 10 dedos, se eu tivesse junto com o senhor eu seria sacrificado no seu lugar.

Temos que procurar onde está o benefício. Aonde está o aprendizado. Vamos ver que tudo tem um benefício, que tudo trás um crescimento, que tudo trás um aprendizado. Por mais que nos pareça que não. Porque aonde eu vou Deus vai comigo. É a nossa meditação de hoje.

Uma vez uma pessoa veio aqui e me disse, que estava aprendendo esta coisa do espelho, que realmente tinha a ver com o Curso em Milagres. Ela contou o caso da maneira como compreendeu que as pessoas que aparecem na sua frente são seus espelhos para ela perceber como é que ela é. Ela estava muito apavorada, e disse: Jorge, eu moro com o meu irmão, moramos num apartamento, somos estudantes, mas eu sou muito caprichosa e ele é muito relaxado. No sábado de tarde ele vai jogar futebol, quando ele chega em casa joga as chuteiras no meio da sala, cheias de areia e vai tomar banho. Eu fico com muita raiva! Mas eu não sou assim, eu não sou relaxada!

Então como é esta história que ele é meu espelho?

-Aquele gesto espelha o que você tem dentro de você! Você tem raiva dentro de você! É isto que você tem que trabalhar. Veja qual o teu sentimento em relação a outra pessoa.

Estou vendo a pessoa ela é morena e eu sou loiro, não estou entendendo como ela é meu espelho? Não é isso! É o que você sente quando vê a outra pessoa, como percebe os gestos, como percebe o modo de ser da outra pessoa. Alguma coisa incomoda você?

Como é que alguém vai mostrar pra você que você está cheia de raiva? Só provocando uma situação que faça a tua raiva aflorar! Por isto temos que agradecer para a pessoa porque ela foi útil para nós.

Quando você não tiver mais raiva, esta situação não vai ser mais necessária, você já se curou. As pessoas e as situações que elas provocam não acontecem

Vamos supor que você chega em casa e está tudo uma bagunça. E você diga, me separo, porque eu não quero ver mais esta bagunça! Daí arruma outro relacionamento, pode ser que ele não deixe a cozinha suja, mais vai ter uma outra coisa que ele vai fazer que vai deixar você com raiva. Isto não resolve. Muda a marca, a maneira de apresentar aquilo, mas vai puxar aquilo que está dentro de você. Enquanto você não fizer a Expiação, não curar da sua raiva, não adianta você mudar de marido porque ele vai fazer uma coisa diferente, mas vai puxar a tua raiva também. Então você tem que curar a raiva. Se você curar a tua raiva, de repente o teu marido vai mudar também.

Participante: Acho que as pessoas nos mostram alguns sentimentos que trazemos conosco.

Jorge: As pessoas dizem que estes sentimentos são positivos, como o medo, a raiva. Não existe nada de positivo na raiva. No momento que você está com raiva você tem um desgaste orgânico, mental e emocional muito grande. Raiva dá gastrite, úlcera, câncer, tumor, derrame, taquicardia, tranca os intestinos, má digestão, etc...

Participante: Estamos aqui para aprendermos a ter o auto-controle...

Jorge: Dar-se conta que você está com raiva não resolve, você apenas se dá conta que raiva é um sentimento que você tem e é alguma coisa que você tem que resolver. Fazer a Expiação pra sair fora daquela raiva. Quando você curar a raiva, você vai estar em paz, com alegria e as pessoas não vão conseguir aflorar mais em você a raiva, mesmo que te provoquem, isto as pessoas chamam de provações de Deus, isto não é provação de Deus coisa nenhuma, porque às vezes você toma alguma coisa como provocação.

Dizem que uma vez uma pessoa evoluída estava na fila do supermercado e alguém passou na frente dela e o que estava atrás desta pessoa reclamou ‘como você deixou passar o cara na tua frente e agora vai demorar mais..’ A pessoa disse ‘me perdoe, não foi a minha intenção’. Esta pessoa não passou na frente e nem reclamou do outro que passou, quem vai viver mais e mais saudável?

O que você vai fazer, vai começar a brigar com o cara da frente? Não adianta, vai ser mais uma jornada inútil, uma briga inútil, você vai chegar desgastado em casa.

Participante: Aprendi exatamente o contrário, que você tem que colocar a raiva pra fora.

Jorge: Não é que tem que colocar as coisas para fora, é que você não tem que colocar as coisas para dentro. Depois que você ‘engoliu o sapo’ , daí você tem que trabalhar pra botar para fora. Neste caso você tem que cuidar para não botar para fora em cima de alguém. É bom você procurar um terapeuta que é a pessoa que está trabalhando que vai trazer esta situação, através de uma técnica ou de outra pra que você ponha para fora num lugar adequado, sem jogar em cima de alguém. Porque é isto que nós fazemos.

Se você tem raiva, você tem que botar pra fora, mas tem que cuidar para não botar pra dentro. Por ex. você comeria um peixe estragado, se soubesse que estava estragado e iria te fazer mal? Não! Mas se você comeu sem saber, tem que botar pra fora. É este o trabalho que a gente faz no renascimento. Se você quiser o ‘sapo’ guardado te fazendo mal, ele vai causar um desequilíbrio a nível físico, a ponto de ter problemas orgânicos de digestão de gastrite, úlcera, derrame, daqui a pouco mais você tem acumulado dentro de você tanta raiva que um pouquinho a mais é a gota d’agua. O que vai acontecer? Vai ligar a televisão e está dando uma notícia que vai te deixar com raiva, podendo, então ter um derrame um ataque cardíaco.

Participante: às vezes tem uma coisa que nos incomoda, falamos com a pessoa, e ela volta a fazer, parece que sente prazer em fazer aquilo que incomoda o outro.

Jorge: Não é que você tem que falar para a outra pessoa não fazer mais, porque aquilo está aflorando raiva em você. Isto não adianta falar. O que você tem que fazer? Você tem que resolver em você a raiva que você tem. Falar para a outra pessoa só vai fazer que você guarde a tua raiva para depois. Porque a pessoa vai fazer de novo. Você tem que fazer renascimento.

Você viu que falar não adianta, então desistiu daquela situação. Decidiu que não vais mais te incomodar com isto, mas vai aparecer uma outra situação que vai aflorar a raiva.

Livro texto – Pagina 32
Capítulo 2
VI. Medo e conflito
9.
Todos experimentam medo. No entanto, seria preciso um pequeno pensamento certo para reconhecerem porque o medo ocorre. Poucos apreciam o poder real da mente e ninguém permanece plenamente ciente dele o tempo todo. Porém, se esperas poupar-te do medo, existem certas coisas que tens que reconhecer e reconhecer plenamente. A mente é muito poderosa e nunca perde a sua força criativa. Ela nunca dorme. A cada instante está criando. É duro reconhecer que o pensamento e a crença se combinam em uma onda de poder que pode literalmente mover montanhas. À primeira vista parece que acreditar em tal poder acerca de ti mesmo é arrogância, mas não é essa a razão real pela qual não acreditas nisso. Preferes acreditar que os teus pensamentos não podem exercer influência real porque, de fato, tens medo deles. Isso pode diminuir a tua consciência em relação à culpa, mas a custo de perceberes a mente como impotente. Se acreditas que o que pensas não tem efeito, podes deixar de ter medo do que pensas, mas dificilmente estás propenso a respeitar teu pensamento. Não existem pensamentos vãos. Todo pensamento produz forma em algum nível.

Jorge: Este parágrafo nos traz o poder criativo da nossa mente. Nossa mente é tão poderosa que pensamento e crença combinada são literalmente capazes de mover montanhas. Inicialmente estes pensamentos podem nos trazer um sentimento de arrogância , mas não é isto.

Outro dia uma pessoa me falou a respeito de ‘você é Deus’. Eu respondi: Não, eu sou eu. D eus é o conjunto de eus. Todos os eus formam Deus. Eu sozinho não sou nada. Mas o conjunto de eus, de todos os eus que habitam o universo

É igual a Deus. Então Deus é formado de eus .

Vejam, nós temos o poder tão grande na nossa mente que todos os pensamentos criam em algum nível e nós temos tanto medo de reconhecer isto que o preço desta negação é a negação do nosso poder. É a negação de nós mesmos. Tenho medo, por ex., porque tive um pensamento assim ‘tomara que ‘tal’ pessoa, que tomou uma atitude que eu não gostei, torça o pé’. Depois fico sabendo que esta pessoa torceu o pé. Daí eu fico pensando: Eu não fui, eu nego! Estou negando o meu poder, estou negando o poder da minha mente. Este é o preço que a gente paga porque temos medo do poder dos nossos pensamentos. Nós temos a força, mas nós nos negamos porque temos medo de nós mesmos, daquilo que podemos pensar e o que podemos criar com os nossos pensamentos. Então achamos melhor negar. Imagina se chega alguém aqui porque você é responsável por ‘tal’ pessoa ter torcido o pé. Vou dizer: Você tem provas, tem testemunhas, tem uma fita de vídeo mostrando...? Então não fui eu!

O poder maior está no nosso pensamento. A gente acha que está na força física, mas não está ali. ‘Nós pecamos por pensamentos, palavras, atos e omissões. O pensamento é o maior deles.

Você negou tanto o poder da tua mente, pensou mal e aconteceu, depois negou ‘eu não tenho culpa, não fui eu’,..só pensei, mas pensar não faz mal.’ Você nega tanto que quando você quer que aconteça uma coisa boa você já negou a si mesmo. O preço desta negação, o pensamento equivocado,

Você paga quando você quer uma coisa correta. Porque você está se negando. Você não acredita mais na tua mente. Você nega tanto este poder que você deixa de acreditar. Por isso as coisas não acontecem mais.

‘Pensamento e a crença se combinam em uma onda de poder que pode literalmente mover montanhas’. Este poder é tão grande se você pensar para o sol se por, o sol vai se por.

Um dia eu estava falando isto num curso que o poder da nossa mente é tão grande que se você ordenasse ao sol e que ele se poria e o pessoal não acreditava, montanhas eles até acreditavam que poderia ser, porque estava na bíblia, mas o sol se por não. Eu os convidei para um retiro onde eu iria reunir forças capazes para o sol se por. Levei-os para o alto de uma montanha, às 7 horas da manhã de um dia bem ensolarado, e pedi que todos meditassem reunindo forças e quando eu dissesse sol se ponha e ele se poria...demorou um pouquinho aconteceu às 19h30min. (risos).

A pessoa chega num nível de compreensão e de fé e compreende que tem o poder na mente.

A primeira reação é cômica...puxa estou poderoso! Depois esta noção de poder vem para o nível racional. Vem para o ego ‘eu fiz’. Então agora eu vou dar o poder. Você começa a pensar, uma coisa dá certo e outra coisinha pequenininha dá certo, daí começa a ficar com medo.

Ele diz no final que não existem pensamentos vãos. Todo pensamento cria em algum nível. Quando a pessoa desenvolve um determinada percepção, uma sensibilidade para este nível mais elevado, vamos colocar assim, onde ficam os pensamentos flutuando feito luz, a pessoa pode perceber os pensamentos.

Por exemplo, anterior ao atentado das torres, fizeram muitos filmes a respeito de fogo na torre, inferno na torre, atentado na torre, queda da torre, foi projetado muito pensamento naquilo, era um marco de algo que não poderia ser destruído. Toda a vez que se joga um pensamento que ‘isto não pode ser destruído’, aí pega, porque as outras mentes vão pensar ‘pode sim!’ Porque na verdade, no nível físico nada é indestrutível.

Vejam a força do pensamento que afundou o Titanic. Alguém disse que ‘nem Deus afundava o Titanic’. Uma mente disse isso, milhares de outras disseram ‘cuidado que não é bem assim!; cuidado que vocês estão zombando de Deus, cuidado com o castigo’. Daí criaram o castigo. O que realmente aconteceu que ele bateu num iceberg e segundo estas mentes de crença equivocada, seria o castigo de Deus.

Chegue para uma dessas pessoas que disse ‘cuidado que Deus castiga..’ e diz para ele que ele foi responsável pelo afundamento do Titanic. Ele não vai reconhecer isto!

As mentes que criaram esta coisa, quedas nas torres, por ex. uma pessoa cria a idéia mas não executa, mas a idéia fica no ar. Outra pessoa capta a idéia e diz ‘puxa vida, esta coisa pode ser feita’ e daí acrescenta mais alguns ingredientes e aquilo vai somando, somando, um dia alguém vai lá e executa.

Aquele incidente das torres foi uma coisa que me chamou atenção porque a minha mãe estava para ir para Santa Maria, na casa da minha irmã, uns três meses antes. Ela sempre ia de avião porque a gente achava que ela não iria agüentar uma viagem de ônibus. A gente perguntava:

-Mãe queres ir pra lá?

-Quero! Quero!

-Então eu vou comprar a passagem de avião!

Ela pulava da cadeira e dizia:

-não vou, vocês querem que eu morra, porque eles vão jogar o avião contra!

Vão jogar o avião contra! Vão jogar o avião contra! Vai bater, vai morrer todo mundo, eu não vou, não vou, não vou!

-Mas como, vão jogar o avião aonde, quem seria o maluco que jogaria o avião contra o quê?

Ela dizia ‘vão jogar o avião contra’, mas não dizia o quê. Acho que é uma espécie de coisa que está bloqueada. Ela já esta mais pra lá do que pra cá, a pessoa já perde um pouco a racionalidade e fica ao nível destas coisas mais do astral. Quando aconteceu que jogaram os aviões contra as torres, ela já sabia. Depois ela perdeu o medo de avião.

Tem umas coisas que a gente compreende desta maneira, é o momento em que você elevou a tua mente e percebeu que está no ar, percebeu a coisa que está por acontecer, capta aquilo que já está no ar. Isto não é uma previsão de futuro. É uma previsão daquilo que está iminente. É uma pré visão, isto é, você viu um pouco antes da coisa acontecer. Não é adivinhação.

Pode ver coisas que depois acabam e desfazendo, isto também pode acontecer.

Os pensamento são esta força poderosa, temos que aprender a respeita-los.

Vigiai e Orai. Vigiai os pensamento. Quando pensar uma coisa ruim, começa a rezar.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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