UM CURSO EM MILAGRES
16 DE JULHO DE 2003
4ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Participante: Nesta semana eu tentei explicar para algumas pessoas o que ensina Um Curso em Milagres, mas acredito que não tive muito sucesso.

Jorge: O que nós trabalhamos aqui pode ser um pouco difícil para expressar o que é, assim como para as pessoas compreenderem o que é. Um Curso em Milagres, diz que é ‘Um’ e não ‘O’ curso. Então, é ‘um aprendizado’, um entre milagres de outros.

O Zen, por exemplo, busca, através de outras técnicas, alcançar a mesma coisa. O pouco que conheço do Zen, eles não querem estar com nada externo, fazem muito a meditação Zazen, que é excelente, tem os efeitos, talvez, semelhantes ao Renascimento.

Então, têm pessoas que ficam só com práticas, se tiverem que pegar um livro e ler, dizem ‘ah, não dá!; Isso não é pra mim’

Nós estamos integrando, a meditação é parte das nossas atividades. Para mim é importante integrarmos as várias terapias, dentre as quais Um Curso em Milagres.

Falar de Um Curso em Milagres, direto, sei que é muito difícil explicar o que é, então, é muito mais difícil as pessoas entenderem o que é.

A porta de entrada para este espaço que nós trabalhamos em nós mesmos tem sido a livraria Nova Era, esta é a função da livraria. Muitas pessoas que vêm na livraria pela primeira vez não fazem idéia do que nós trabalhamos. A livraria é o que nós fazemos e aqui é o que nós criamos. A pessoa vem uma vez, vem outra, ouve alguém falar, aos poucos ela vai se interessando por uma terapia ou outra. São portas que se abrem para que a pessoa acesse uma condição de encontro consigo mesma, isto acontece interiormente.

Se a gente for buscar direto o que tem dentro, vai ser difícil explicar e para as pessoas que ouvem, às vezes, não comparecem. As pessoas ouvem falar, ouvem falar, vão ficando curiosas, por isso nunca é demais falar. Divulgar Um Curso em Milagres nunca é demais.

O que facilita é distribuir cartazes para propagar uma palestra, aí a pessoa vai ler e se interessar vai perguntar. Tudo é uma idéia a ser propagada. As pessoas vêm, tiram as dúvidas se é isso que querem ou não. Se o palestrante, naquele dia, estiver inspirado para transmitir, as pessoas começam a vir. Ás vezes o palestrante não consegue transmitir com clareza para as pessoas, porque a diversidade das pessoas que vêm, é muito grande. Têm pessoas de todas as doutrinas, de todas as religiões, de todos os pensamentos e crenças.

Principio 42
Uma das maiores contribuições dos milagres é a sua força para liberar-te do teu falso senso de isolamento, privação e falta.

Jorge: A respeito da oração: A oração é o veículo dos milagres. Se eu ainda sinto falta, se eu ainda sinto isolamento, se eu ainda sinto privação, então ainda estou precisando do milagre. Como fazer para conseguir o milagre? Pedi e recebereis! A oração é o veículo dos milagres. Se nós ainda precisamos pedir, temos que pedir.

Um fato interessante da minha experimentação: Eu via as pessoas pedirem milagres para os santos, eu pensava ‘para santo eu não peço, vou pedir direto para Deus’.

O Curso em Milagres me trouxe outra compreensão. O milagre é interpessoal, é a doação daquele que tem, momentaneamente, mais para aquele que tem, momentaneamente, menos amor. O milagre é uma doação de amor. A pessoa que já santificou a sua mente está com mais amor, então é uma boa pedida, pedir para aquele que tem mais. Se eu estou precisando de um real, é por que eu estou em falta, para quem eu vou pedir? Para quem tem! O banqueiro é o lugar ideal para se pedir dinheiro emprestado. E para se pedir amor é onde? Nos Santos, no Espírito Santo e Deus, é claro!

Mas todas as pessoas têm amor, porque são amor, por isso têm, por isso temos, porque amor é o que nós somos. Por mais que a gente não exercite, você tem, tem porque você é. É isto que você é. Então você pode pedir amor. Por quê? Por que o livro nos ensina a oferecer milagres! Ensina que milagres são naturais. Ensina também a pedir milagres. Por exemplo, chego pra alguém e digo: Estou com uma dificuldade , poderias fazer uma oração para mim?

O quê eu estou pedindo para esta pessoa? Milagres! Esta pessoa, para qual estou pedindo já conhece o mecanismo do milagre, o que ela tem a fazer? “Não sei o que o Jorge precisa, materialmente, ele está com sentimento de falta, escassez , isolamento e privação, dá pra ele o que ele precisa”.

Quando uma pessoa faz um pedido para o santo, ele faz a intermediação, esta é a função do Espírito Santo. Todas as pessoas que santificam a mente, se colocam dentro do plano da Expiação no nível do Espírito Santo, que é o papel de fazer a intermediação entre o amor e nós, entre o Pai e o Filho. O meio de conversar com os santos é a oração, todos estão habilitados. Qual é o meio de alcançar o teu próprio espírito? É através da oração! Você dirige a palavra para lá.

Para quem eu faço a oração? Para mim mesmo! Porque é através de mim que consigo, o Espírito Santo não está fora, Ele está em mim. Olho para cima onde está o meu próprio espírito, faço esta conexão, eu não posso estar desconectado para fazer a oração, a oração é o veículo dos milagres. Você não vai ficar preso à pessoa que fez a intermediação. Se você não tem nenhuma pessoa por perto pra pedir ajuda, peça pra cima, pro alto, pro Espírito Santo. Todas as pessoas que estão ao teu lado são santas, em espírito.

Isto pode se transformar em magia se você usá-la com a intenção de promover alguma espécie de alteração em algum dos níveis, sobre a tua vontade.

Por exemplo: Quero que o João comece a gostar de meditar. Daí eu começo a repetir isso. O que é uma oração? É um mantra, uma frase! Na escola aprendemos que uma oração é composta de sujeito e verbo. Aprendemos isso no colégio para desenvolver o intelecto e a formular orações. Tem orações excelentes, uma delas é o Pai Nosso, outra é a que fazemos no início e no final dos nossos encontros, que está na página 30 do livro. Esta oração é para você se colocar para ser útil. È uma oração de ‘ me ditação’, porque estou ditando para mim mesmo.

A oração não é magia quando você usa ela sem intenção. Seja feita a Sua Vontade! Esta oração é o máximo! Porque sempre que quero a minha vontade, isto pode não ser a melhor coisa. Libera! Uma vez que você se coloca disponível, não precisa se preocupar com qual oração usar, ‘não precisa se preocupar com o que dizer, ou o que fazer, porque Aquele que lhe enviou me dirigirá, ..você vai fazer a coisa certinha. Mas sem intenção!

Quando você faz uma coisa no nível da matéria, é muito fazer e pouco criar. Perdemos a nossa criatividade, perdemos o nosso poder de criar. Adquirimos a engenhosidade para fazer coisas. Trabalhamos para desenvolver a engenhosidade pra fazer as coisas e colocamos nossa energia toda aí. Às vezes elas são um portal de acesso do amor. Se você ainda precisa para fortalecer na tua mente, para sair daquele estado e voltar para o estado da mente criativa, então você pode usá-lo.

Transformamos alimentos sólidos em energia, de certa forma é uma mágica também. Pega uma coisa e transforma em outra, esta é a idéia do mágico, ele pega uma caça e transforma num coelho, nós pegamos uma maça e transformamos em energia.

Então, mesmo uma oração ela pode se transformar em mágica, depende do uso que fazemos do que está à nossa disposição. Tudo está à nossa disposição para o aprendizado, da maneira como nós formos usar isto é que vai fazer a diferença, e vai ser milagres ou mágicas.

Participante: E o Reiki...

Jorge: ‘Rei’ é a energia do espírito, a força do Espírito Santo. Força do espírito, esta é a tradução da palavra Rei. ‘Ki’ é a tua força pessoal. Então, Reiki é a união das duas vontades. O que você faz? Você traz ‘Rei’ pra ti. É o mesmo que dizer: Assim na terra como já é no Céu. É trazer o que está no Céu, a força do espírito, ao nível da terra. É o mesmo que dizer, ‘Faça-se a Tua Vontade!’

Quando a pessoa diz: Eu quero que aconteça isto! E coloca a mão em cima...daí ela transforma aquilo em mágica. Temos que começar a ter este aprendizado, de sermos impessoais, e imparciais.

Uma história: Uma amiga me contou que o seu pai estava no hospital com problema pulmonar, já estava com mais de 80 anos. Um dia o médico chamou a família e pediu para que se despedissem porque ele dificilmente passaria daquela noite. A minha amiga disse que ela foi para casa e se colocou em estado de oração e meditação, pediu com toda a força que tinha: Eu não quero que o meu pai morra! Ela se concentrou, pediu e depois foi dormir.

No dia seguinte, quando acordou, a empregada perguntou: Você já soube do teu pai? Ele levantou, está tomando café, está conversando com o médico. O médico não está entendendo o que aconteceu.

Ela me disse: Jorge, eu tenho certeza que foi a força da minha oração, a força da minha vontade, a força do meu pensamento. Na ocasião ela tinha me dito que achava que tinha acontecido um milagre. Um mês depois o pai teve um derrame, ficou paralisado, fazem quatro anos que está paralisado, eu que tenho que cuidar dele . Hoje eu estou me dando conta que aquilo não foi um milagre, que aquilo foi uma mágica que eu fiz.

Ela me perguntou o que eu achava. Eu disse para ela que o milagre é quando a gente deixa as pessoas livres, quando eu estou livre e a pessoa livre. A oração correta é: Seja feita a Vossa Vontade! O que for para ser, será, se é o momento de ir, está bom!

Foi muito interessante este aprendizado, para ver a diferença entre mágica e milagres. O que é colocar a intenção, a nossa força da mente, porque ali diz que a mente tem poder mágico, ela pode fazer acontecer aquilo que a gente quer. Como a gente não percebe, porque estamos olhando horizontalmente, não percebemos o que o Espírito Santo, que está mais acima, percebe, impomos a nossa vontade ‘eu quero e não abro mão disso!’.

Temos que deixar sempre livre, assim é o milagre, assim é o Reiki , assim é toda a relação que temos com a outra pessoa. Temos que parar de olhar as coisas na horizontal e começar a olhar na vertical. A nossa vontade de fazer com que aconteça com as outras pessoas aquilo que a gente acha que é bom é muito abençoada esta vontade. Eu gostaria que todas as pessoas tivessem a compreensão que eu tenho, porque eu acho que a minha compreensão é boa, mas isto é a minha percepção. No amor está implícito a liberdade e respeito. Como eu não consigo fazer isto quando eu me dirijo à uma pessoa, não consigo manter a imparcialidade, quando ela vem me contar uma história eu já tenho vontade de dizer pra ela o que ela tem que fazer.. O que eu tenho que fazer? Me dirigir Àquele que está mais acima e tem a visão vertical, e sabe tudo o que envolve a questão, pois eu só consigo perceber o que envolve horizontalmente, isto é muito pouco para conseguir fazer um aconselhamento. Se conseguirmos aprender a olhar para cima cada vez que alguém traz uma situação para nós, ou cada vez que nós temos uma dificuldade estamos no caminho certo. Perceber horizontalmente e trabalhar verticalmente.

De uma coisa nós não escapamos: de alcançar a luz! Isto não é uma ameaça, isto é umas garantia. Aprendi isto de uma maneira bem interessante: Eu fiz um curso aqui e em um dado momento eu falei que ‘o que está em cima é igual ao que está em baixo’ e expliquei o que quer dizer isto. Quinze dias depois uma das participantes do curso veio aqui e me disse:

Jorge, não vai ter um curso de aprofundamento......?

Eu respondi: não, não faço cursos para aprofundar, faço cursos para emergir!

Ela falou: Que interessante, mas tu não disse que o que está em cima é igual ao que está em baixo?

Daí eu falei comigo mesmo ‘sai dessa, Jorge!’ Como horizontalmente eu não achei, olhei para cima e falei assim: Olha, para ir para cima temos que ir soltando bagagens, mágoas, raivas, julgamentos, na medida em que você vai soltando isto você vai ficando cada vez mais leve e vai subindo.

O outro método é começar a cavar, você cava, cava, cava, cava, vai indo, quando chegar no centro da terra você não pára , continua, continua, continua.

Considerando o ponto onde estamos, você vai sair lá perto de Tókio, lá, de tanto cavar, você vai aflorar na superfície da terra de novo, daí você olha para cima e começa a soltar a bagagem, a raiva o ressentimento, a mágoa, o julgamento. Você vai estar no mesmo ponto em que você está hoje. Então você tem razão, tanto faz a gente ir para cima, ou ir para baixo, a gente chega no mesmo ponto. Tanto faz elevar ou aprofundar você vai conseguir chegar lá do mesmo jeito. Já que tanto faz, você não precisa ficar cavando, cavando, olha para cima, direto!

Isso é uma garantia!

Não importa para que lado você vá, se você quer ir aprofundando, se quer ir emergindo, você vai chegar lá. Isto serve, justamente, para que possamos ter a compreensão de abolir o julgamento. Ah, mas você está indo pelo lado errado! Não está não! Ah, você está cavando em vez de estar, ascendendo! Deixa ele vai chegar lá igual! Aquele que está cavando, acha que o tesouro está lá, ele vai fazer um túnel até Tókio, ele vai passar tanto tempo cavando o túnel, quando ele chegar lá e vislumbrar a luz do sol, ele vai dizer: Nossa, encontrei o tesouro! Aqui antes ele não se dava conta. Nós já temos o amor dentro de nós e não nos damos conta. Por isso, às vezes, começamos a cavar, cavar...para encontrar este tesouro, mas vamos chegar no mesmo lugar onde estávamos antes, no nível da superfície, onde é só soltar as amarras e deixar subir. As amarras são as nossas crenças, o nosso falso senso de privação, isolamento e falta. A gente tem que se trabalhar, porque isto está muito solidificado na nossa mente.

Livro texto – página 27
Capítulo 2 – A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO
V. A função do trabalhador de milagres
3. Eu já disse que milagres são expressões da mentalidade disposta para o milagre e essa mentalidade milagrosa significa mentalidade certa. Aquele que tem a mentalidade certa não exalta nem deprecia a mente do trabalhador de milagres ou a de quem o recebe. Todavia, como uma correção, o milagre não precisa esperar que a mentalidade daquele que recebe esteja disposta para o que é certo. De fato, seu propósito é restaurá-lo à sua mente certa. É essencial, porém, que o trabalhador de milagres esteja em sua mente certa, mesmo que por um breve período de tempo, ou será incapaz de restabelecer a mentalidade certa em outra pessoa.

Jorge: De tudo que percebemos no mundo temos que extrair o aprendizado. Ver o que temos a aprender com isto. Este parágrafo coloca que o trabalhador de milagres, que é aquela pessoa que oferece milagres para alguém, ela deve estar na mente certa, mesmo que por um breve período de tempo. Por que estar na mente certa? Temos duas possibilidades: estamos no egoísmo ou na mente certa. A mente certa é a mente do Espírito Santo. Egoísmo é o estado onde vai acontecer a magia, onde vai acontecer aquilo que eu quero, por isso: egoísta. Não a Vontade Divina. No estado da mente certa eu vou me dispor à que seja feita a Sua Vontade. Este estado é o estado de amor, isto é fundamental que a pessoa esteja num estado amoroso. Como já trabalhamos aqui, neste estado temos liberdade e respeito. Liberdade e respeito é respeitar a outra pessoa e dar liberdade a ela. Isso é mais fácil de entender do que entender o que é o amor. O que é o amor é mais difícil para a nossa percepção entender. Se você entende isso, você não tenta impor aquilo que você acha que é bom. Isso seria faltar com o respeito e tirar a liberdade do outro.

Então, o que é que se faz? No estado amoroso da mente certa você olha para a pessoa, olha para cima e oferece o milagre, mesmo que seja por um breve período, o milagre vai ser a correção da mente da pessoa que está pensando equivocado.

Participante: como eu posso saber se aquilo que eu quero é da minha mente certa?

Jorge: Amor é liberdade e respeito, então você tem que deixar a coisa rolar livre. É sempre assim, vai na janela e coloca: eu estou querendo isso, mas eu não sei se isso é do ego ou da mente certa, se é da mente certa eu quero, se é do ego, eu não quero. Eu deixo livre, é assim que se faz. Se eu me imponho, eu quero, eu quero, eu posso estar querendo uma coisa que vá me ferir lá na frente. Agora eu quero isso, mas amanhã poderei ter um arrependimento. Como é o caso da paixão. Então eu quero que o outro se apaixone também, depois a paixão acaba, daí não consigo me desvencilhar daquele relacionamento. A mesma história da mulher que queria tanto o seu pai vivo.

Eu estou querendo isso, mas eu não quero nada que possa me ferir. Se é bom para mim, isso não pode me ferir depois. Como eu tenho a força de atrair para mim coisas que podem me ferir, então eu vou deixar isso livre. Expõe para uma pessoa, e diz: o que você acha? Não é importante ouvir o que a pessoa diz, mas a pessoa vai ser o canal para fazer aquela comunicação para a qual a gente sozinho não tem força, a luz sozinho é um pouco tênue. Às vezes compartilhando isto com outra pessoa pode vir a força da resposta mais correta. Porque, necessariamente, aquilo que eu mais quero não é o mais correto para mim.

Como diz na oração do Pai Nosso ‘seja feita a Vossa Vontade’, eu quero o pão de cada dia, eu quero perdoar, eu quero fechar todas as divisões, não quero cair na tentação de impor a minha vontade. Entrega tudo. Quando você entrega a coisa se resolve. Entrego o que é meu e o que é do outro também.

Você vai ver que as coisas vão fluir da melhor maneira. Aquilo que não consigo perceber hoje, amanhã eu percebo, basta você fazer uma regressão de memória pra encontrar uma coisa que você quis e quando aconteceu não era tão bom quanto ao que você pensava. Se você conseguir transformar todos os teus momento, todas as tuas percepções em aprendizado, você está cumprindo a tua missão.

Qual é a missão? Nós somos espírito, mente e corpo físico. O espírito já é perfeito, não precisa aprender mais nada, não precisa aperfeiçoar nada. A mente é a aprendiz. O físico é o instrumento de aprendizado. Todas as coisas físicas estão aí para a gente traduzir aquilo em aprendizado. Mas nós preferimos ficar julgando, ao invés de aprendendo. Quando nós julgamos estamos perdendo a oportunidade de aprender. Nosso mundo é dual, você pode olhar com a percepção do julgar ou olhar com a percepção de aprender.

Você deveria aprender com cada palavra que você lê no livro, mas a nossa percepção ainda é tão pequena. A nossa capacidade é total, mas o que nós deslocamos em potencialidade para a capacidade de aprender ainda é tão pequena que vamos aprender em algumas páginas com algumas frases. Mas se você ler outra vez o livro, você vai ver que dedicou mais potencia à tua capacidade de aprendizado, daí você já vai compreender mais. Outro dia alguém me disse que para ela compreender melhor o livro ela lia sete vezes, no mínimo, ela percebeu que a capacidade de compreender dela estava muito pouco desenvolvida. Ela jogava energia para todas as outras coisas, para observar, para julgar, para perceber tudo de outra maneira, menos com intenção de compreender e traduzir em aprendizado aquilo que estava lendo. Quando ela lia 7 vezes o mesmo livro, aí sim ela conseguia compreender.

Exercício da Semana: Vamos focar na mente certa. Temos duas possibilidades, a mente certa que não julga, não tem escassez, não tem privação, não tem isolamento, dá liberdade e livre arbítrio. São, portanto, os conceitos que nós temos sobre o amor. Então, vamos olhar para as pessoas com este olhar. Se acontecer um milagre deve ser conseqüência disto. Nós não vamos intencionar, desta vez, o milagre. Vamos simplesmente exercitar, olhar para as pessoas, todas elas, com olhar de liberdade, de respeito, de ausência de privação, ausência de isolamento e ausência de escassez. É isso que vamos procurar ver nas pessoas, por mais que elas me digam o contrário, nós compreendemos que isso é um falso senso de escassez, de privação e isolamento. Vamos olhar para a pessoa e compreender que isso é falso, a mente da pessoa que precisa de correção para ela perceber que isso é falso. Mas para isso vamos colocar a nossa mente da posição de compreensão de que o senso de isolamento, privação e escassez é falso. Vamos começar a olhar para tudo com este olhar. Eu tenho tudo o que eu preciso, a outra pessoa também pode ter, ela não tem porque ela te um senso equivocado. Quando uma pessoa vem com um senso equivocado, você coloca a tua mente no nível da percepção correta, olha para cima e faz a conexão.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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