UM CURSO EM MILAGRES
14 DE JUNHO 2004
2ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Principio 36
Milagres são exemplos do pensamento certo, alinhando as tuas percepções com a verdade tal como Deus a criou.

Jorge: Os milagres alinham as tuas percepções com a verdade tal como Deus a criou. As nossas percepções estão no nível da consciência. A consciência é do ego e se refere ao nível físico.

Dentro do nível físico temos colocado assim: Parte da mente está alinhada com o espírito e parte da mente está alinhada com o ego.

A parte que está alinhada com o ego, se subdivide em emoções e se alia com o nível físico do emocional e mental da parte que está separada.

Na verdade estamos desalinhados com a verdade, a verdade é do espírito. No espírito está a verdade tal qual Deus a criou. Enquanto estamos no nível da consciência podemos nos aproximar muito da verdade, mas nunca será tal qual Deus a criou. Esta verdade nunca vou encontrá-la no nível consciente, posso ter uma consciência bem próxima da verdade, mas nunca a verdade tal qual Deus a criou. Porque a verdade, tal qual Deus a criou, está no nível do espírito.

Quando acontece um milagre, ele alinha as nossas percepções com o espírito e isto faz com que nós possamos vislumbrar esta verdade. A verdade exata.

Participante: Esta verdade independe de interpretações, dos efeitos no nível físico?

Jorge: Isso é uma coisa muito individual, não adianta querer explicar. É a mesma coisa que tomar suco de jabuticaba e explicar para mim como é o gosto. Você pode me levar até onde tem suco de jabuticaba, pode me falar a respeito e dizer par mim: Experimenta, porque é a única maneira de saber como é o gosto é você experimentar. Mesmo assim vamos ver que a minha percepção do gosto ainda é diferente da tua, porque o gosto ainda é uma percepção.

O único jeito de chegar mais próximo, é isto. Porque, quando eu for traduz isto em percepção, vai ser diferente, não vai ser um igual ao outro. Por mais que eu diga ‘isto é salgado’, salgado é uma conceituação da nossa percepção. Quanto salgado está pra você? Aí não vamos conseguir traduzir.

Participante: Quando eu sei que estou alinhada?

Jorge: Alinhado a gente está quando chega a este nível da percepção perfeita. Você vai saber. Não tem como outra pessoa saber. A verdade absoluta é invisível, é intradutível, não há como você traduzir isto. É a mesma coisa que você tentar traduzir o gosto do suco de jabuticaba, pra quem não sabe nem o que é jabuticaba. Você pode dizer que tem jabuticaba, que dá pra fazer suco, que o suco de jabuticaba tem um determinado gosto. Mas tudo o que você me disser a respeito, não vai servir pra nada. Só vou saber na hora em, que eu for lá buscar, e experimentar.

Quem sente o gosto, sabe. Muitas destas pessoas tentam traduzir isto para as outras. Não há como traduzir. O que a gente, se um dia você chega a este nível, achar isto tão bom e quiser compartilhar com outras pessoas, você pode usar isto como um instrumento para mostrar para a pessoa como ela faz para chegar lá. Aí, quem quiser ir, vai!

Vejam, todo o mundo tem uma idéia do Céu. Ontem eu assisti na TV Cultura um documentário a respeito da Amazônia que foi feito em cooperação com a televisão portuguesa. Eles foram visitar uma tribo de índios que teve contato com o homem branco apenas há 20 anos, foi lá por 1975.

Os índios contaram para os brancos que eles tinham caído do céu, eles viviam no céu que era sustentado por altas estacas, como se fosse um jardim suspenso. Eles viviam aí, com as estrelas, com o sol, com os planetas. Aquela base de sustentação, como se fosse um platô, ou um terraço, como se fosse um jardim suspenso, cedeu e eles caíram com as estrelas, os astros, os pássaros. Conseguiram levar todas as estrelas de volta pro céu, mas eles, os índios, não conseguiram ser levados de volta, então ficaram.

Neste lugar eles eram eternamente jovens, não havia morte e eles não precisavam trabalhar.

Quando descobriram o Brasil, logo depois foi feita uma excursão pelo rio Amazonas, para tomar posse do Brasil e a tribo de índios que vivia lá contava uma história muito semelhante. As primeiras pessoas que subiram com os índios até as nascentes do rio, mapearam para tomar posse em nome do rei de Portugal, contaram estas histórias, dos jesuítas, da Iara, do Boto, tudo isto já tinha naquele tempo, os índios já contavam estas mesmas, inclusive esta de que antes eles viviam no céu.

Cada tribo contava isto de uma maneira diferente, uns vieram do céu ..., outros a Iara atraiu os homens pra terra, coisas deste tipo, mas todos eles acreditavam na mesma coisa.

Para nós foi a história do Adão e da Eva, da maçã e da serpente. Para outras crenças foi diferente, mas todas têm uma espécie de verdade.

O que se trabalha neste princípio? Milagres são expressões da mente certa. Eles alinham a nossa percepção com o nível espiritual onde você entra em contato com a verdade tal qual Deus a criou.

Quem está certo? Existe uma indicação que todos estão tratando da mesma coisa. Todas as pessoas têm este registro de alguma situação anterior, de vida eterna. Nós ouvimos falar de vida eterna em algumas situações, mas não sabíamos o que era. De repente os índios lá que nunca fizeram contato com o branco, ficam falando que eles viviam pra sempre, não morriam e que não precisavam trabalhar.

Livro texto – página 30
Capítulo 2 – A separação e a Expiação
VI . Medo e conflito
2. Eu não fomento a confusão de níveis, mas tu tens que escolher corrigi-la. Não desculparias um comportamento insano da tua parte dizendo que não pudestes evitá-lo. Por que serias condescendente com pensamentos insanos? Há uma confusão aqui que farias bem em olhar com clareza. Tu podes acreditar que és responsável pelo que fazes, mas não pelo que pensas. A verdade é que és responsável pelo que pensas, porque é só nesse nível que podes exercitar a escolha. O que fazes vem do que pensas. Tu não podes separar-te da verdade “dando” autonomia ao comportamento. Isso é automaticamente controlado por mim, tão logo coloques o que pensas sob minha orientação. Sempre que sentes medo, é um sinal seguro de que permitiste que a tua mente criasse de forma equivocada e não me permitiste guiá-la.

Jorge: Achamos que não somos responsáveis pelos nossos pensamentos e que eles não produzem efeitos. Achamos que ‘foi só um pensamento’. Eu tenho insistido aqui em dizer que não tem outra maneira que por pensamentos, palavras, atos e omissões. Essa é a maneira que nós semeamos, aquilo que semeamos nós vamos colher.

Eu acredito que no nível da palavra eu sou responsável pelo que digo porque hoje a palavra pode ser gravada, mas mesmo assim posso ‘desdizer’, como alguns falam: ‘ah, mas aquilo foi num momento de emoção...’. Você tenta desconversar o que você disse, quando te ‘colocam na parede’ por algo que você disse, desconversa e fala outra coisa.

Neste mundo eletrônico e globalizado, estamos cada vez mais conscientes que devemos cuidar o que falamos, porque as nossas palavras podem ser usadas contra nós. Tudo o que eu disser pode voltar-se contra mim, o feitiço voltando-se contra o feiticeiro. Ouvimos isso de muitas citações diferentes, que tudo o que você faz pode se voltar contra você. Não é que as outras pessoas vão se voltar contra você, é que nós semeamos pelas palavras e alguém pode usar aquelas palavras contra você depois.

Às vezes eu falo uma coisa e um mês depois eu falo diferente, daí alguém diz: mas há um mês atrás você disse isto....e agora, o que eu digo?

Somos responsáveis pelas nossas palavras, então temos que cuidar o que falamos, porque isso pode influenciar, e as pessoas podem gravar aquilo e um dia você fala alguma coisa e alguém diz: ‘...mas o Jorge falou assim...’.

A gente não cuida como fala com as crianças que temos a responsabilidade de educá-las. Temos que cuidar o que falamos com as crianças, elas podem acreditar, podem registrar aquilo como sendo uma verdade e podem executar daquela maneira que e fala. Nós somos responsáveis pelas palavras que falamos, pelos atos que cometemos e pelas omissões. Isso fica fácil de compreender, omissão de socorro parece que é um crime previsto na lei, se você se omite, você pode ser penalizado. Omissão é considerado também uma falta, tudo o que nós fazemos também, tudo o que nós falamos.

Outro dia aconteceu uma coisa interessante: Uma pessoa veio num curso e eu disse que “o que está em cima é igual ao que está em baixio’. Tempos depois esta pessoa veio aqui e disse que queria se aprofundar e eu disse:

-aprofundar, não, nós vamos emergir! Nós temos que subir e não aprofundar!

-agora eu te peguei, Jorge, no curso você disse que o que está em cima é igual ao que está em baixo!

Aprofundar e emergir é a mesma coisa, ...olhei pra cima e pedi: Me ajuda a sair dessa! O que eu faço, o que eu digo? Antes eu disse que o que está em cima é igual ao que está em baixo, agora estou contradizendo isso, porque estou dizendo que temos que subir em vez de nos aprofundar.

Foi bom eu ter olhado para o Céu, é isto que estamos trabalhando neste parágrafo. Quando você coloca a sua orientação ao nível do espírito você não tem como errar, você não precisa ficar com medo, porque a orientação vem.

Aí eu disse pra pessoa:

-Você tem razão, aprofundar e emergir é a mesma coisa! Por exemplo, se você quer subir para o céu, largue toda a sua bagagem, faça um exame de consciência e libe-se de todos os cascões, todos os seus erros, solte todos os investimentos aqui na terras, daí você vai subir.

Se você quer se aprofundar, pegue uma pá e comece a cavar, cave mais e mais, cada vez mais fundo, vai cavando, você vai passar pelo centro da terra, continue cavando, um dia você vai aflorar no Japão , neste momento você vai olhar para cima e vai ver o céu, aí você solta toda a tua bagagem, todos os teus investimento na terra, desfaça-se de todas as suas cascas, seus erros e equívocos e suba.

Que está em baixo é igual ao que está em cima, você pode escolher a maneira pela qual você quer subir, se você quer se aprofundar ou se você quer emergir.

Se você colocar o seu pensamento na escolha do nível do espírito, você não precisa ter medo de nada, porque tudo o que você precisar dizer, você vai falar, as palavras virão, tudo o que você precisar fazer você vai saber fazer. Então você não tem mais que se preocupar com o que dize, nem o que fazer. E sem medo.

A gente só tem medo quando erra, ou quando não sabe o que está fazendo, puxa a orientação para si mesmo: - eu faço!; ...eu sei! Aí a pessoa vai te pegar: ...mas você não disse que sabia? Daí você diz: Ai , Meu Deus!

Diga antes: Oh, Meu Deus, coloque a sua mente, seu pensamento no nível do espírito para ser orientado para cima, daí você vai ver todo o plano. Quando você coloca no nível abaixo, você quer tomar as decisões, você fica com medo, porque não sabe o que vai dar aquilo, na hora que dá uma ‘zebra’, você diz: o, Meu Deus!

Se você colocou antes a sua orientação no nível do espírito, na hora que alguém vier lhe questionar, você olha para cima e diz : Oh, meu Deus, agora me ajuda! Eu segui a orientação e disse que o que está em cima é igual ao que está em baixo, e agora o que eu digo.

Diante disto nós temos grandes inspirações, inspirações vêm do espírito. É quando você está inspirado, alinhado com o espírito que vêm as coisas que não têm contestação. Porque a verdade é incontestável. Você pode contestar qualquer coisa, menos uma coisa que é verdadeira, que é lógica .

Como diz no parágrafo: quando você coloca o seu poder de escolha a serviço do espírito, não tem erro, não tem medo e você se alinha diretamente. Não vai ter confusão de níveis.

O que é confusão de níveis? Quando nós achamos que o que está em baixo é diferente daquilo que está em cima.

Outro aspecto importante a observar neste parágrafo é o seguinte: Como achamos que não somos responsáveis pelos pensamentos, ficamos pensando de maneira totalmente desordenada e sem controle, pensamos um monte de besteiras, tal qual, nossas palavras, atos e omissões, eles têm poder. Pensar equivocadamente é a mesma coisa que fazer equivocadamente. Pensar errado tem o mesmo efeito de fazer alguma coisa errado. Como o pensamento está num nível mais elevado, ele está fora do nível da justiça física. Fora do nível da justiça física não podemos arbitrar, ou seja, não existe juiz para nos condenar, achamos que não há responsabilidade.

Numa oportunidade eu vi um filme ‘Jornada nas Estrelas’, em que a nave estava sobre o planeta que fora uma colônia e que foi totalmente destruída, mas lá em baixo, naquele planeta tinha uma casinha com um casal que não tinha morrido, todo em volta estava destruído, menos aquele sítio. Aí eles não conseguiam entender, pensaram que o casal estava de acordo com os inimigos que destruíram o planeta e tentaram questiona-los.

No final descobriram que a pessoa que estava lá em baixo era uma mente muito evoluída, que ele tinha recriado o corpo e toda aquela situação. Na verdade os inimigos tinham destruído tudo, mas ele não aceitava aquilo, então ele reconstruiu aquele espaço pela sua mente, seu pensamento.

Não lembro se é bem assim, mas vou dizer como está me ocorrendo agora: Ele se deu conta que aquilo era uma ilusão, que a esposa que ele tinha era uma ilusão que ele tinha recriado, pois ela tinha também morrido no ataque dos inimigos.

Levaram-no a um julgamento porque consideravam que ele fazia parte dos inimigos que tinham destruído tudo. O que ele tinha de mais sagrado é que ele não deveria matar, ele tinha um poder de pensamento tão grande, diante deste poder o que ele mais deveria respeitar era não matar. Ele pensava: Sob hipótese nenhuma eu posso errar. Para se defender dos ataques dos inimigos ele deveria atacar também, como ele achava que isso ele não deveria fazer, ele não fazia. Mas quando ele viu a esposa dele, que era a mulher que ele mais amava, morta no chão, vítima dos inimigos, ele disse que caiu na tentação e emitiu um pensamento e este seu pensamento era de destruir os inimigos.

Aí o comandante desta nave disse: Se você tem este poder, você fez a coisa certa de destruir a nave do inimigo com o poder do pensamento. Ele disse, não eu não destruí a nave, eu destruí toda a raça, todas as pessoas daquela raça, com um único pensamento. Agora eu não tenho mais descanso, porque eu cometi este erro e não tenho como reparar.

No final da história, o comandante da nave, disse: Você está livre porque eu não tenho condições de julgar você, o que está no nível do pensamento eu não consigo arbitrar . Posso prendê-lo por um ato, por uma ação ou por uma palavra.

O que ouvimos sempre: Se você tem fé do tamanho de uma semente de mostarda, você pode literalmente mover uma montanha. Então, que poder é esse que nós tanto negamos.

Participante: Isso não seria a mesma coisa que dizer para uma lagarta que um dia ela vai criar asas e vai voar?

Jorge: A diferença é que nós já não somos mais lagartas, já somos borboletas. O que acontece é que nós negamos este poder que já temos, por medo. A lagarta tem que passar por uma transformação, nós não, nós já somos isto tudo. Esse poder no nível do pensamento não está sujeito à uma transformação no tempo. Não é depois que vai acontecer isto. Isto nós temos já, agora! Por que nós tentamos contestar este poder no nível do pensamento? Porque nós temos medo de assumir a responsabilidade!

Veja, por exemplo assim, um dia desses eu discuti com uma pessoa, daí pensei: tomara que dê com a cara na parede e quebre o nariz. Na semana seguinte a pessoa aparece com o nariz quebrado. Se esta pessoa me levasse a julgamento, o juiz iria me absolver.

O juiz perguntaria: Você viu.o Jorge te empurrou? ...ele provocou o acidente? ..ele fez alguma coisa que provocasse o acidente que você possa me mostrar?

Ele diria: Não tenho, mas eu sei que o Jorge pensou assim: Tomara que ele dê com a cara na parede e quebre o nariz. E se o juiz me perguntasse e eu dissesse: Sim, eu pensei realmente isto! O juiz pode me condenar por um pensamento? Não pode!

Eu tenho tanto medo do poder dos meus pensamento que eu vou ser o primeiro a negar que eu tenho este poder. “Olha, eu não tive nada com isto!; eu não te empurrei, eu não fiz nada” Eu começo a negar insistentemente. Se eu comentar com as pessoas isso, elas vão me dizer: Jorge, como você é poderoso; eu quero ser o teu amigo, que língua, hein?!

O que quer dizer um pensamento? O pensamento, quando unido à palavra, tem uma força muito grande. A palavra é professar o pensamento. As palavras são professadas. Professadas, ou profetizadas. Por isso que se fala em profecia. Quando uma pessoa consegue uma força tão grande no nível de um pensamento e coloca aquilo em palavras e outras mentes se unem a aquilo, aquilo vira uma profecia e, cuidado, pode acontecer.

Participante: O pensamento é uma fonte de energia que eu estou emitindo, mas eu nego isso. Eu acabo me desarmonizando em função dos pensamentos equivocados que eu estou emitindo, aí eu não estou em harmonia com a Fonte.

Tantas coisas que acontecem no mundo, o desequilíbrio da natureza, por exemplo, os desequilíbrios do ser humano, os pensamentos que geram tudo isso, acho que nos perdemos da essência. Se eu entregasse o meu pensamento a Deus, eu saberia como pensar corretamente, e agir corretamente. Achamos que sabemos fazer tudo, o ego infla de uma maneira, daí eu já acho que eu posso tomar as minha decisões, tenho esse livre arbítrio e acabo pensando errado. Temos que nos conectar com o espírito, para que novamente estejamos em harmonia com a natureza.

Jorge: O que acontece no mundo é a materialização das nossas desarmonias ou harmonias. Uma pessoa que se harmoniza internamente, ela vai harmonizar tudo a sua volta. Ela vai plantar flores, plantar árvores , vai ouvir os pássaros , tudo vai estar em harmonia.

Uma pessoa que está em desarmonia, ela corta a árvore, vai pisar nas flores, porque ela está em desarmonia com o espírito. Ela está tão aliada com a matéria, que ela não consegue ver que está derrubando uma árvore, ela só consegue ver o lucro que está obtendo com aquilo. O lucro no nível material. Como nós nos voltamos tanto para a matéria, nós nos perdemos do nível do espírito.

Participante: Se nós conseguíssemos nos manter dentro desta meditação que fazemos antes da nossa reunião, as coisas seriam harmoniosas, pacíficas. A gente não tenderia a achar que sabemos por nós mesmos, resultando daí o equívoco.

Jorge: Essa escolha de colocar o pensamento ao nível do espírito, que é a nossa verdade, que é a verdade tal qual Deus a criou, podemos dizer isto dizendo: Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil . Colocar-se naquela posição ‘já que‘ .já que estou aqui vou procurar ser verdadeiramente útil.

Conseguimos trabalhar aqui, interpretando e conseguindo trazer algumas utilidades para as pessoas, porque quando chegamos aqui nós nos colocamos nas posição: ‘Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.....’ A partir deste momento nós nos colocamos a disposição, a nossa percepção aliada ao espírito e tudo aquilo que vem daí, vem de maneira coerente, de maneira correta. Nesse momento eu digo: ‘Eu estou aqui só ara ser verdadeiramente útil...’ Daqui a um pouco o meu ego fala mais alto e daí eu desalinho, aí falo uma bobagem, me recoloco de novo no alinhamento as coisas vêm coerentes.

Quando a gente tem a intenção de ser útil. por exemplo, eu posso escolher o que eu quero fazer aqui. Eu posso estar aqui só para ser útil, ou posso estar aqui para ficar observando, mas não quero saber de nada, ou posso estar aqui por acaso, ou porque não tinha outra coisa para fazer, por curiosidade......

A posição que temos que adotar é assim: onde você for, onde você estiver, seja o que for que estiver na tua presença, dizer: Se eu estou aqui, eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil. Aí chega aquele ponto em que você não precisa se preocupar com o que dizer, nem o que fazer, porque Aquele que te enviou te dirigirá. Você vai estar contente por estar aí, sabendo que Ele está contigo, assim você vai seguindo. Toda aquela meditação inicial que fazemos aqui, a primeira parte é você que faz ‘eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil’, as seguintes são as seqüências daquela posição que você tomou, é isso que vai acontecer contigo.

Se você quer se colocar à disposição, você sabe que no final você será curado na medida em que você permitir que Ele te ensine a curar. Porque eu não sei curar. Preciso aprender como se cura. Por exemplo: Eu estou aqui e tem uma pessoa aqui que não está bem, eu não sei como fazer para curar esta pessoa. Casualmente eu estou com o mesmo problema que esta pessoa, então eu não me curei. Se eu aprender como se cura aquela pessoa, eu aprendi a cura daquela situação. Se eu aprendi exercitando no outro, agora eu já sei para mim mesmo. É nesta disposição de cura eu vou aprender a me curar, de tudo o que sei, quando eu aprender exercitando no outro.

Às vezes em mim mesmo eu não percebo, mas no outro é fácil ver que ele está se curando. Você consegue observar a cura do outro. Em mim mesmo, às vezes, eu não percebo. Olhamos para outra pessoa e observamos: Nossa, como você está bem! Ela diz: Eu nem tinha me dado conta que estou tão bem..é estou melhor mesmo! Às vezes a coisa não é auto observável, as outras pessoas observam e contam pra gente. Assim, a gente observa nas outras pessoas o que quer saber.

Quando eu me coloco ‘eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil’ todo o restante da meditação acontece por conta deste meu posicionamento. É a mesma coisa que dizer: Já que estou aqui, eu escolho alinhar-me com o espírito, para ser verdadeiramente útil. Você pode estar numa oficina mecânica, você pode estar na praia, na floresta. De repente você pensa: mas o que eu vim fazer neste lugar, o que me trouxe até aqui?

Às vezes você sai de casa, porque lá fora tem uma pessoa com alguma dificuldade. Você olha para a pessoa que está com a dificuldade e não sabe o que fazer, daí você diz para você mesmo: Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil, o resto é tudo conseqüência.

Uma história: Outro dia eu e Raquel saímos, chegamos num lugar e eu lembrei que eu tinha um amigo que trabalhava lá, falei: Vamos visitar o Luciano! Chegamos lá e o Luciano estava passando muito mal, ele estava muito doente. Aí conversei um pouquinho com ele e perguntei se ele não estava com febre.

-Posso tocar em você para ver se você está com febre?

-Sim, pode!

Eu coloquei a mão na cabeça dele por alguns segundos e o Luciano disse:

-Puxa Jorge! Eu melhorei, minha dor de cabeça desapareceu na hora em que você encostou em mim!

Vejam como as coisas acontecem, no momento em que eu disse: Opa! Eu estou aqui e eu não sei o que fazer! Se eu estou aqui eu quero ser verdadeiramente útil para esta pessoa! Aí as coisas acontecem.

Qualquer um de nós pode fazer a mesma coisa, não importa se é de dia, ou de noite, não importa onde você esteja, você se depara com algo que não sabe o que fazer, não tenta fazer com o ego, diga apenas a primeira frase: Tá bom, eu estou aqui!

Esta pessoa estava na minha frente me colocando uma situação e eu não sei o que fazer...eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil, daí alinho com o espírito, o que fazer vai acontecer.

Hoje uma pessoa me contou algo que aconteceu com ela:

-Outro dia falamos aqui sobre a questão da caridade, na mesma noite eu sai daqui e fui no supermercado. Quando eu saí do supermercado encontrei uma pessoa que me disse: Estou o dia inteiro esperando uma carona para ir para casa, eu moro lá no sul da ilha, ninguém me deu caroá, eu não tenho dinheiro pro ônibus, o senhor me dá 3 reais? A pessoa respondeu: não tenho três reais trocados!

Se a pessoa tivesse certeza de que ela tinha feito a coisa certa, não teria necessidade de comentar isso. Quando a gente tem convicção de que algo está certo, afirmamos ‘fiz algo absolutamente certo’ ou então simplesmente não comentamos, é natural. No caso, a pessoa comentou comigo no sentido ‘será que eu fiz certo, era isso que eu tinha que fazer?’

O que seria a maneira certa? A gente se depara com isso, momento a momento, com situações totalmente inesperadas. Esteja aberto para o inesperado, no inesperado pode estar o aprendizado.

Mas como eu vou conseguir aprender? Quando você se depara com uma situação coloque-se no alinhamento com o espírito, dizendo: ‘Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil, eu não sei o que dizer nem o que fazer.’ Se eu der os 3 reais eu não sei se estou fazendo certo, diz aí, o que eu faço?

Comigo aconteceu uma vez assim: encontrei uma moça, 17 ou 18 anos, que também me pediu dinheiro pra ir pra casa. Aí eu perguntei pra ela onde ela morava, perguntei alegremente.

-Ah, eu moro lá no bairro Campeche!

-Em que rua você mora?

Ela não soube me dizer.

-Qual ônibus que você pega?

-Ah, o ônibus que vai para lá!

-Mas como é o nome do ônibus?

-Ah, pois é......

Daí eu falei brincando: Ah! Não é pro ônibus, né? Eu comecei a rir e ela começou a rir também e falou ‘não colou, né?’ Eu disse: não, não colou!

Não dei dinheiro, nos divertimos muito, rimos muito, estávamos alegres, uma outra pessoa que estava com ela riu também. Eu não me indispus com a pessoa, nem ela comigo. Mas se estabeleceu que aquilo não era verdade e não era aquilo que ela estava querendo.

Por que a gente consegue se sair tão bem nestas situações? Porque nós pedimos pelo alinhamento. É dizer: Oh Deus! Que é o mesmo que dizer:’Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil ...’ Para depois não dizer: ‘ai meu Deus, o que foi que eu fiz!’

Vamos supor que você dá o dinheiro e depois você vê a pessoa usando o dinheiro para comprar cachaça, você vai dizer: ai, meu Deus!

Diz neste parágrafo que escolhemos sempre no nível do pensamento, depois nós traduzimos em pensamentos, professamos em palavras, atos e/ou omissões. Tudo sempre começa no nível do pensamentos. Somos responsáveis pelos nossos pensamentos, principalmente.

Outro dia a Raquel me chamou atenção dizendo: Olha, Jorge, eu acho até que descarta isso que você diz, pensamentos, palavras, atos, omissões, tudo fica caracterizado só no pensamento. Daí eu disse: Sim, isto faz sentido, mas como surgem as extensões, ou as projeções do pensamento, eles vão acontecer em palavras, atos e omissões. Então, ele coloca a maneira como surge aquilo que você gera, de onde surge e como isso se faz acontecer. Surge no nível do pensamento e acontece no nível das palavras, atos e omissões, engloba tudo, mas a responsabilidade é no pensamento e é lá que deve ser corrigido.

No nível do pensamento, se começarmos a observar o que nós pensamos, nos darmos conta do que temos que escolher, pensar positivamente, pensar a nosso favor, daí a gente pára de sofrer. Tem uma pessoa que fez uma coisa errada, vem a tentação de mandar pensamentos tipo: tomara que isso...aquilo....

Quando me dava conta, eu pegava o pensamento e puxava de volta ..então eu estou me trabalhando tanto para fazer isto? Eu tenho que mandar amor para eles! Tenho que pensar amorosamente na pessoa. Uma pessoa me aprontou uma, eu não podia acreditar que uma pessoa podia aprontar que alguém poderia aprontar uma coisa daquelas. Vinham pensamentos fortes mesmo, e eu puxando de volta, tenho que mandar uma bênção, mandar amor.

Se eu mandar pensamentos ruins, a pessoa já fez uma coisa ruim, estes pensamentos ruins vão chegar até a pessoa e ela vai se tornar mais ruim ainda, aí mesmo que ela não vai reparar aquele erro e eu vou ficar com mais raiva e vou mandar mais pensamentos ruins e a pessoa vai ficar mais ruim porque o meu pensamento vai se unir ao dela, fortalecendo o erro.

Quando Jesus disse ‘Amai os vossos inimigos’ ..quando você manda amor para a pessoa que mais possa ter prejudicado você, em algum nível, que você registrou aquilo como um dano um prejuízo, uma ofensa, um ataque, se aquela pessoa já está naquele nível, a gente tem que mandar mais e mais amor, para ela ficar mais amorosa , daí ela não vai mais cometer erros e vai começar a aceitar a Expiação.

Como eu tenho que aprender isso gente!! Como é difícil aprender isso! Eu estou passando por um aprendizado de amar o inimigo que é muito interessante. Vou compartilhar com vocês!

Eu fui num lugar, uma pessoa olhou para mim e disse: Você tem uma energia muito boa, reza muito para mim, manda oração para mim. A pessoa nunca tinha me visto, num lugar distante daqui. Fiz uma compra com esta pessoa, mandei o dinheiro, mas a pessoa nunca mandou a mercadoria. Eu ligava pra lá e ele dizia: Ah, outro dia eu vou mandar... Ah, quando der eu mando...faz uma oração pra mim aí e desligava o telefone. Eu comecei a ficar com raiva desta pessoa, ele esta me enganando, está me enrolando..ele me deu um golpe... Puxava os pensamentos de volta, pensando: eu tenho que abençoá-lo, até ele me pediu várias vezes.

O que eu tenho que compreender com isto? Quanto mais eu mandar pensamentos ruins, mais eu vou me dar mal! Porque quanto pior ele ficar, menos possibilidade eu vou ter de receber a minha mercadoria ou o dinheiro de volta. Então tenho que mandar energia para ele, tipo: Tomara que prospere, que ele fique com bastante dinheiro, com bastante mercadoria, que ele fique bem amoroso, uma grande bênção para ele.

Tenho que proteger o meu inimigo para que ele fique mais amoroso e se sinta muito bem e resolva me mandar a mercadoria.

Participante: Eu tive uma experiência assim com um inquilino que não pagou o aluguel, percebi que eu alimentava o erro com os meus pensamentos e sentimentos tipo: estou com vontade de isso, aquilo....

Participante: Quando alguém apronta para mim eu não consigo mais ver a pessoa na minha frente. Eu me isolo da pessoa, não quero mais vê-la.

Participante: É que temos muita dificuldade em perdoar.

Jorge: Nós tivemos uma menina trabalhando lá em casa, ela incomodou muito, fomos no Ministério do Trabalho e ela perdeu a questão. Mas eu não fiquei magoado, apesar de tudo. Eu gostava dela, tentava compreender, se ela estava fazendo aquilo era por alguma razão..., mas a menina ficou com muita raiva de mim. Um tempo depois ela foi procurar emprego num lugar e a pessoa telefonou para mim, perguntando se eu conhecia, se ela já tinha trabalhado lá em casa e se era uma pessoa muito amiga e querida nossa? Eu disse, realmente quando trabalhou lá em casa foi uma fase muito difícil para ela, aconteceram umas coisas na vida dela, ela se perdeu um pouco, me incomodei muito, mas o trabalho dela era muito bom, se você falar com ela diga para ela vir me visitar e que eu gosto muito dela.

Passaram uns seis ou oito meses, um dia eu chego e recebo a notícia que ela estava aqui pra me visitar, fiquei feliz pela provável reconciliação. Ela veio só pra isso, nos abraçamos, cinco minutos depois ela foi embora, saímos completamente reconciliados, em paz, ela e eu e com muita alegria. Este é o sentido da cura, quando você começa a mandar amor para pessoa, ter pensamentos amorosos. Enquanto eu estou com pensamentos não amorosos, a reconciliação fica cada vez mais difícil.

Participante: Outro dia meu filho me ligou e falou se sentia um pouco carente. Falei para ele que eu poderia enviar Reiki, se ele quisesse e que mandaria também para as demais pessoas que estavam neste momento na sala com ele, menos para uma delas da qual eu não gostava. Na hora percebi que eu deveria incluir a pessoa também.

Jorge: Mas você perguntou para estas pessoas se elas queriam receber Reiki ou elas já haviam pedido Reiki para você?

Participante: Não perguntei para elas e também não tinham me pedido. Mas eu posso enviar e deixar à disposição dela.

Jorge: Sim, mas só em caso da pessoa estar incomunicável. Em caso da pessoa estar incomunicável, aí você faz um contato mental e manda à disposição. Em caso que você tenha como perguntar para a pessoa, daí você pergunta. Temos que aprender isto também. O que está em cima é igual ao que está em baixo. Em baixo nós nos comunicamos com palavras. Quando a pessoa está impossibilitada de comunicação usa um nível mais elevado de comunicação .

O pensamento correto é perguntar para a pessoa. Temos que trabalhar aqui a correção no nível do pensamento que o parágrafo está falando, é assim: Você deve mandar Reiki no nível do pensamento, então você tem que trabalhar com o pensamento correto.

Se eu estou com raiva do João eu tenho que mandar Reiki para mim para eliminar aquela minha raiva. Porque eu estou passando mal, eu é que estou precisando de Reiki.

Eu estou preocupado com a Joana que foi para a festa! Quem está passando mal? É ela ou sou eu? Sou eu! Então mando o Reiki para mim! Imagina a pessoa na festa, querendo se divertir, eu mandando Reiki para ela e ela começa a ficar sonolenta. Por isso já se combina com a pessoa antes um horário em que ela possa deitar e relaxar.

Quando eu estou com raiva, eu tenho que mandar Reiki para mim mesmo. No momento em que aquela raiva diminuiu, e eu consigo chegar perto da pessoa e dizer:

-E daí, como você está?

-Tá tudo errado....

-Mas você não tem a mercadoria para me mandar?

-Não, sabe que ....

-Você quer uma bênção?

-Manda, manda uma oração para eu melhorar!

Tem que pedir, tem que perguntar, você não deveria mandar para o inimigo pensamentos ruins.

Você escolhe no nível dos pensamento o que você quer pensar. Se você quer pensar o mal para ela ou não. Enquanto você pensar o mal para ela, você manda Reiki para você mesmo, é você que está precisando. São os teus pensamentos que estão equivocados. Você faz auto-Reik, uma meditação, uma oração ..vai fazer o que você sabe para sair daquele nível de pensamentos . No momento em que você consegue sair e consegue ter um contato mais amoroso com ele, neste contato você pode perguntar se ele quer uma oração.

O aprendizado é: começar a fazer a correção no nível do pensamento . Quando Jesus disse ‘Amar os teus inimigos’, é não pensar coisas ruins, porque assim você fortalece aquele lado ruim da pessoa. Você quer um inimigo bem ruim ou quer um inimigo mansinho? Mansinho! Então tem que pensar amorosamente!

Participante: Se estou com raiva, não vou conseguir pensar amorosamente...

Jorge: Por isso você manda pra você mesmo, para você sair da raiva. Quando você está ruim, quem está precisando de ajuda é você, é você que está com raiva. Você tem que cuidar para não mandar pensamentos ruins para a pessoa, isso vai piorar pra você mesma.

Este alinhamento dos níveis que a gente fala aqui, manter os níveis totalmente alinhados, nós já trabalhamos isso em outras ocasiões, que isso não é negar a matéria, é apenas parar de negar o espírito. As coisas materiais tem que ser resolvidas de forma material, ‘dai a César o que é de Cesar’.

Se você trabalha no comércio e para você não se incomodar, você faz as coisas direitinho, você dá a mercadoria e você pega uma garantia , pega um cheque em troca. Se eu tivesse feito a coisa direitinho eu não estava me incomodando, como eu não fiz direito, mandei o dinheiro, coloquei confiança e a pessoa não me mandou a mercadoria, a partir daí eu não consegui mais parar de pensar naquilo. Pensava e puxava o pensamento de volta ‘não vou pensar mal!’ Assim fiquei três meses, não fiz outra coisa a não ser pensar nisso. Nestes três meses tudo ao meu redor desmoronou. Eu deixei de ganhar quanto? De prosperar quanto enquanto eu fiquei preso naquela perda?

Quando a gente consegue trabalhar com as coisas, bem alinhadas ....então você vê assim: perdas no nível da matéria são inevitáveis, não há, não há como não ter perdas aqui e ali....nós temos que aprender a não ficar presos às perdas.

O que se faz? Quando aconteceu uma situação em que teve a perda, trabalha aquilo fortalecendo o ‘amar o seu inimigo’, para ele ficar bom e se dar conta e vir reconciliar com você, ter só pensamentos bons a respeito dele. Não é mandar energia para ele. Eu ter pensamentos bons, aí posso oferecer para ele, se ele quiser. Posso incluí-lo nas minhas orações para a gente conseguir uma fórmula de reconciliação.

A pessoa pode dizer ‘eu não quero saber das tuas orações!’ ou ‘sim, eu quero, me inclui’, então tá, se ele disse que ‘sim’ então manda. Pode explicar também, neste momento, eu também trabalho com Reiki e com...

Agora você parte para outra coisa que é a prosperidade, se eu ficar com os meus pensamentos ruins ali eu fico preso naquilo, eu fico me auto-destruindo, fico doente, além de não recuperar o que perdi, ainda vou gastar outro tanto em médio e remédios.

Quando se está preso à sutileza do pensamento equivocado, que é o pensamento de energia de raiva de tomar que isso, tomara que aquilo..., ficamos presos àquilo, não conseguimos nos libertar daquilo e daí não prosperamos. Esta produtividade que eu poderia estar produzindo, toda a minha energia que poderia estar voltada para a prosperidade, eu estou gastando com a perda. Perdas são inevitáveis. Coloque a energia do seu pensamento na prosperidade e deixa aquela perda lá que ela vai se resolver sozinha. Essa é a idéia!

Participante: Se estou na mente certa, e de repente vem um pensamento equivocado e logo consigo reverter este pensamento, ele terá conseqüências?

Jorge: Não, porque você o puxou de volta e o desfez. Quando eu me dou conta que o pensamento que estou emitindo é equivocado, traz ele de volta e faz uma oração, uma meditação que ele se dissolve em você mesmo. Você que gerou, você pode dissolver, pode reverte. Mas se você deixar que aquele pensamento alcance o seu objetivo, depois fica mais difícil. Os pensamentos são como flechas lançadas, enquanto ela está no ar você ainda tem a possibilidade de trazer de volta, os pensamentos são como mísseis semi-guiados, você pode trazê-los de volta, depois que ele explodir lá, fica mais difícil.

Dissolver os pensamentos equivocados e liberar a pessoa daquilo, isso é o correto. Quanto mais a gente emitir pensamentos equivocados, e deixar eles irem, vai fortalecendo aquela linha que vai mandando aquela energia, nós ficamos mais presos a aquilo. Ficamos presos a uma situação ruim, isso vai atrair outras coisas ruins.

Temos que aprender que os pensamentos tem força e que nós podemos reverter isso. Começamos a escolher novamente no nível do pensamento quando nós nos damos conta disto. Quase a totalidade das pessoas não se dá conta dos seus pensamentos. Como diz no livro ‘tu és capaz de te dares conta do que tu fazes, mas não do que tu pensas’, porque a gente esquece do nível do pensamento. É no nível do pensamento em que tudo é gerado. Se você começar a mudar o nível do pensamento, você muda radicalmente as coisas. É isso que temos que começar a trabalhar.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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