UM CURSO EM MILAGRES
13 DE NOVEMBRO DE 2002
4ª FEIRA

MEDITAÇÃO
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.

Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.

Eu estou contente em estar onde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Princípio 10: O uso dos milagres como espetáculos para induzir à crença é uma compreensão equivocada do seu propósito.

Jorge: O que nos coloca aqui é um aprendizado para discernir o que realmente tem valor. Quando alguém se propõe a apresentar um milagre como espetáculo, para atrair seguidores, está fazendo uso equivocado dos milagres. Então, por exemplo, para atrair uma crença ou seguidores, “prometo que vou fazer tal coisa”. Não é que eu não possa fazer, eu posso, mas não devo usar isso para atrair seguidores, mas a gente é capaz de fazer isso. A gente já viu muito isso, em televisão, em comédias. Tem uma piada famosa que é do aleijadinho e do fanhoso: Estava lá uma pessoa fazendo uma sessão de cura pública. Então, a pessoa chamou: “Vem cá aleijadinho, largue as muletas e ande!”

O aleijadinho largou as muletas e caminhou de um lado para o outro.

Estava lá também o fanhoso, então a pessoa chamou: “Vem agora fanhoso, fala”!

Ele disse com a voz fanhosa: “O aleijadinho caiu”!

Nós sabemos que tem uma intenção escondida, às vezes, que a pessoa está fazendo aquilo, não como uma doação com amor, está fazendo aquilo em função de alguma coisa, não é porque está oferecendo uma coisa para o outro, com amor, ela fez aquilo em função de alguma coisa. Esta coisa pode ser o poder que vai exercer sobre as outras pessoas. Se a pessoa chega a este ponto, ela adquire tanta força, devido à convicção que ela é capaz, todos nós somos de fazer qualquer coisa acontecer, que depois ela pode direcionar equivocadamente esta força. Por um tempo aquilo vai acontecer porque a pessoa acredita tanto naquilo, tem tanta convicção, gera tanta força e vai acontecer. Às vezes é porque a pessoa começa oferecendo alguma coisa para alguém e aquilo acontece, ao invés de fortalecer o amor a pessoa fortalece o ego. Sabe por que? Se você está precisando de uma ajuda e eu faço uma oração, um ritual todo, peço aquilo que você está querendo, “ah, isso não vai alterar nada no universo, vai ser bom para a evolução da pessoa”, aquela coisa toda...Aí acontece o milagre, você recebe aquela graça. Eu vejo que aconteceu com você, começo a olhar e pensar “será que foi eu?” Quando penso “foi eu?”, já é o ego que está perguntando, é o “eu” do ego, eu dissociado de Deus. Quando eu falo neste sentido “eu fiz” estou dissociando o acontecimento de outra coisa que não seja eu mesmo. Aí a pessoa começa, fortalece essa crença através do ego, é isso que diz no Princípio “uso equivocado”. A partir daí começa atrair seguidores que vão dizer: “Ah, eu vi que tal pessoa faz milagres”, a outra pessoa vai junto, então aparecem filas de gente, porque todo mundo quer um milagre. Às vezes os milagres que as pessoas querem não tem nada a ver com que o milagre faz. A pessoa quer, por exemplo, ganhar na loteria, quer mais dinheiro, quer uma moto nova, sei lá quantas coisas as pessoas prometem para conseguir um milagre. Junta gente. Daí um pouco forma uma igreja de ‘não sei o que’, mas a gente vê no que termina isso. Tivemos tantos casos já que servem como referência. Não sei se vocês lembram de um caso que ficou muito conhecido que aconteceu na Guiana, o pastor Jean Jones, há mais ou menos 20 anos. Ele começou assim, ele começou com muita fé, descobriu que as coisas que ele pedia começavam acontecer. As pessoas começaram acreditar nele e no propósito dele. Chegou num ponto que, ele precisava de dinheiro para construir uma igreja, mas o propósito ainda era santo, ainda era puro, então apareciam as condições para ele construir a igreja. Chegou a um ponto que ele declarou que, tudo que ele tocava se transformava em ouro, porque o que ele fazia para a pessoa, a pessoa retribuía para ele, ele juntou muito dinheiro. Ele quis fazer uma comunidade e comprou uma área de terra na Guiana e levou milhares de pessoas para lá, mas foi loucura, ele começou a fazer as coisas e enlouqueceu e aí aquilo parou de funcionar. Quando parou de funcionar, os milagres não aconteciam mais, porque ficou no ego e o ego não faz milagres, ficou tudo no “eu faço, eu aconteço”, desassociado de DEUS não funciona. Aí ele tinha que mostrar espetáculos para as pessoas, para que elas continuassem com ele. Chegando ao ponto que ele não sabia o que fazer, conta-se, pelo que me lembro, que ele disse que recebeu uma mensagem divina, que era para todas as pessoas tomar veneno que iriam todos para o céu, parece que morreram quase 3.000 de pessoas, tomaram veneno acreditando que iriam para o céu. Foi uma coisa que mexeu muito com a questão de como se formam as crenças, as religiões, as seitas. Quando a coisa começa pender para esse lado, da pessoa começar a carregar isto para o ego, ao invés de fortalecer o amor, fortalecer o ego, aí a gente tem que começar a discernir. Este Princípio nos ensina a discernir. É a mesma questão da promessa, essa coisa em termos físicos funciona, por que obedece a lei da física. Por que as promessas funcionam? Porque a pessoa se propõe a liberar alguma coisa de si para poder receber outra. Às vezes nós temos tanta coisa que não cabe mais nada, então se deve liberar uma coisa para que venha outra. O sentido da promessa funciona deste modo, porque você se propõe a liberar uma coisa em troca de outra.

Mas não precisamos disto, nós já aprendemos aquela coisa de dar e receber. Dar não é necessariamente coisas, é mais dar de si, não dar do que tem, mas às vezes a pessoa não sabe dar de si, então é mais fácil dar do que tem. O que é mais fácil para você, dar meia hora do seu tempo para ficar sentado conversando com o mendigo, ou é mais fácil dar um real? “Dou o dinheiro e vou embora, não quero nem saber o que ele vai fazer com o dinheiro”. Às vezes a pessoa acha “Ah, agora eu sou merecedor porque eu fiz uma caridade”, como caridade aquilo não é real, isso não é caridade. Mas como na minha mente eu libero para vir outra coisa, então neste caso funciona. Essas coisas que as pessoas às vezes fazem, do tipo você precisa “desmanchar um trabalho”, paga 50 reais, eles não fazem nada, ficam com teu dinheiro, mas o que acontece em troca? Em troca você acredita que agora você merece aquilo que está querendo. Se nós não conseguimos as coisas que nós estamos precisando é porque alguma coisa nós colocamos errado na nossa mente, alguma crença equivocada na mente. Esta crença equivocada pode ser: “Eu não mereço”, então você tem que fazer alguma coisa para merecer aquilo, é uma educação que foi muito colocada, desde criança vem dos nossos antepassados “ninguém dá nada para ninguém, você tem que fazer por merecer, você tem que dar alguma coisa em troca” , uma vez que você aprende esta coisa, isto vai funcionar em todos os níveis é porque é nisto que você acredita. Você não é capaz de acreditar hoje que você merece uma coisa, se você não der outra em troca. O milagre pode funcionar em qualquer nível, pode funcionar para você ganhar dinheiro, ganhar um carro novo, para vender um carro velho, o milagre pode funcionar para qualquer coisa. Não tem ordem de dificuldade e não precisa oferecer nada em troca, mas se você acredita que não é merecedor, então libere alguma coisa, para receber o que você quer em troca, o fato de liberar alguma coisa, faz as coisas se movimentarem. Você vê que isto funciona no nível material. Você quer vender um carro e não está conseguindo vender, aí você vai e diz para o vizinho: “Olha, estou dando 1000 reais de prêmio para quem conseguir vender o meu carro”. Daqui a pouco o vizinho aparece com alguém que quer comprar. Você liberou alguma coisa. Às vezes tem que trabalhar com a liberação. “Vou liberar isso aqui, vou ver o que acontece”, então você começa a dar alguma coisa em troca, funciona. Porque às vezes nós bloqueamos com a mente as coisas para elas não acontecerem, às vezes nós não queremos que aquilo de fato aconteça. Nós temos que compreender os mecanismos da mente, como funcionam e este livro é ótimo para ensinar isto. Quem já fez o curso de tarô também já aprendeu parte dos mecanismos do funcionamento da mente, parte ou todo, depende quanto aprendeu, mas neste trabalho que estamos fazendo aqui, toda quarta feira, ele auxilia neste movimento, porque a minha mente funciona assim e a tua também. Nós somos todos iguais, se fossemos diferentes, não iria adiantar nós sentarmos juntos para debater as nossas possibilidades, porque você não entenderia o que eu estou dizendo, se você funcionasse diferente de mim. Mas não é, nós funcionamos igual, vocês podem ver qualquer criança funciona igual, qualquer adulto funciona igual, igual criança, o melhor é isso, parece que cresce o corpo, mas a gente continua criança ainda, a gente tenta esconder a criança “não agora sou adulto” e tem gente que nem sorri mais, “agora sou adulto, sou sério!, então não consegue mais nem sorrir, mas a criança está sufocada lá dentro, isto é coisa de criança, se fazer de sério é teatro. É o que nós aprendemos a fazer quando a gente brinca de criança “agora você é o papai!” Aí o papai chega sério em casa. É só uma imagem exteriorizada. Seriedade no trabalho não tem nada ver com deixar de sorrir. Podemos brincar e brincar e mesmo assim, fazer um trabalho sério. Às vezes a pessoa que brinca mais tem mais seriedade no trabalho, porque não fica todo retraído, reprimido. Não reprime a sua criança, não reprime a sua vontade de continuar a brincar, nós gostamos de brincar, todos nós gostamos de ser alegres, de ser felizes, de ser crianças. Quando estamos num ambiente em que as pessoas brincam, em que as pessoas estão alegres, felizes, fazem brincadeiras, é bom para a gente trabalhar, para a gente morar, não precisa ser uma coisa séria, como são, às vezes, os mecanismos da mente que a gente pode ter para discernir o que é milagre de fato e o que não é. Quando existe uma intenção junto com o milagre, então não acredite nisto. Porque se é como diz aí, bem claramente, se induz à crença, então é uso equivocado do milagre, isso não vai durar muito, daqui a um pouco isso se esgota.

Participante: Já vi na TV que, pessoas que não poderiam dar um dinheiro para uma igreja, instituição ou religião, elas dão, e as coisas acontecem. Como funciona isto?

Jorge: Teve um momento que eu entrei mais nesta questão, hoje eu vejo as duas possibilidades. É claro que quem juntou dinheiro, ficou com mais dinheiro, mas às vezes a pessoa tem que aprender a dar alguma coisa para receber outra e o que ela consegue dar é 1 real e não dá mais do que isto. Aquela crença de “agora eu vou conseguir” libera na mente da pessoa a possibilidade de que ela é merecedora, então vai acontecer para a pessoa e ela vai achar que aconteceu um milagre. De fato, eu diria, que foi um mecanismo da mente que foi ensinado para ela, para conseguir aquilo que ela precisa. Mas deveria ter sido colocado desta maneira. Entretanto, se eu for fazer uma palestra e colocar desta maneira: “Agora, cada um libera 1 real para conseguir o que precisa”, não formou a crença, não vai funcionar.

Participante: Então, por exemplo, a pessoa dá 50 reais para igreja e começa a sair da escassez?

Jorge: Funciona para muita gente, porque é um mecanismo da mente que estava bloqueado e que libera, mas para muitos não vai funcionar, muitos vão ficar mais “quebrados”, para uma boa parte, vamos dizer assim, vai funcionar. Isto não tem nada a haver com milagres, e sim com mecanismos que bloqueiam a mente. Para receber milagres você não tem que merecer nada, não tem que ser merecedor. Eu até diria assim, se uma pessoa me diz “olha, você vai receber milagres, mas você tem que ser merecedor”, eu já nem vou, “se não tenho é porque não mereço, e não é agora que vou merecer de uma hora para outra, se eu fosse merecedor eu já teria”.

Na semana passada nós trabalhamos que eu posso pedir milagre para uma pessoa que não me pediu, eu posso pedir para ela, não sei se vai acontecer ou e não. Saber se vai acontecer ou da maneira como aconteceu não compete a mim, não me compete avaliar o resultado, mas pedir eu posso. Eu posso, também, pedir para uma pessoa que vem pedir para mim. Vem uma pessoa, por exemplo, e diz: “Jorge, sabe o que é, eu estou precisando arrumar um trabalho”. Eu não preciso dizer para ela: “Vou pedir um milagre para você”! Porque, de repente, ao chegar em casa e recebe um telefonema dizendo que precisam de alguém para trabalhar, ela vem para mim e diz que sou milagroso e eu vou dizer: “Fui eu que consegui! Puxa, não sabia que eu tinha este poder!” E aí eu vou afundar ao tentar andar sobre a água, não é? O que é que acontece? Enquanto você está vinculado ao resultado da coisa, talvez para o teu próprio bem, não aconteça, porque eu não estou dando aquilo para você, eu estou querendo dar para mim e estou usando você como pretexto, para conseguir uma coisa para mim, seria um tipo de honraria, um tipo de poder ou até uma recompensa não importa se material ou emocional, até um agradecimento. Se eu der alguma coisa pra você em troca do teu agradecimento, eu já recebi alguma coisa aqui. Quando está escrito assim: “Junta tesouro no céu e não na terra”, eu busco um resultado aqui não importa se é um agradecimento, se é um olhar emocionado. Você pode vir me agradecer mais eu não posso valorizar o teu agradecimento, como pagamento daquilo, porque senão eu recebi aqui mesmo, então meu tesouro não ficou num nível superior, ficou aqui mesmo, não valeu nada, para mim, aquilo que eu fiz. Alguém vem e me diz: “Reza para que eu consiga um emprego, se eu conseguir eu te dou 1000 reais”. Então eu rezo e ele consegue o emprego. Pode ser até que eu consiga fortalecer aquela energia, mas como valor espiritual, não tem nenhum, porque recebi o pagamento aqui mesmo. Quando digo: “Não precisa me pagar, já vi que você está agradecido, basta o teu agradecimento”, o agradecimento eu recebi em troca dos 1000 reais, então recebi aqui mesmo.

Tem estas questões que envolvem esta coisa de como é “dar de fato”, só tem valor quando eu dou mesmo. Eu posso pedir? Posso, mas não preciso dizer para pessoa, a pessoa vem e pede, eu posso canalizar isto para cima e pedir: “Olha a pessoa está pedindo isto”, às vezes a pessoa não sabe como canalizar isto para cima, porque a conexão está interrompida, então eu posso ajudar a pedir, direcionar a energia deste pedido dizendo “ela está pedindo isto”, assim como a criança faz quando vai à mãe e diz: “Mãe, eu queria tanto ir ao cinema”. A mãe vai lá e diz para o pai, “o Joãozinho quer ir ao cinema”, o pai sabe se aquele filme é bom para o Joãozinho ou não, daí o pai dá ou não. O Joãozinho sabe que não foi a mãe que fez o milagre, a mãe só intercedeu junto ao pai. Neste sentido Pai, Filho e Espírito Santo, funciona da mesma maneira. Nós pedimos e o Espírito Santo faz a intermediação do pedido. Você vem e compartilha com o irmão, o irmão vai lá e pede para o Espírito Santo, que representa o trabalho que a mãe fez, de intermediar junto ao pai. A gente coloca para o Espírito Santo “o irmãozinho está pedindo isso...”. Às vezes o pai, ao invés de dar o cinema diz: “É melhor teatro”! Não vale você dizer: “Não consegui o “cinema”, então a graça não foi alcançada”. Você não está se dando conta que conseguiu o “teatro”? A idéia é essa, pede e libera o pedido. Essa sabedoria é tão intensa que muitas vezes a pessoa que pediu não fica nem sabendo do resultado e isso é bom, neste sentido, porque não cria ego.

Uma vez eu fiz um pedido e pedi junto que eu não ficasse sabendo, que venha de outra maneira, se for para acontecer. Comecei a observar, às vezes, que as pessoas conseguiam as coisas que estavam buscando, mas não acontecia daquele lugar onde ela foi pedir e isso é muito bom! Então, tem a história do redondo, você dá aqui e quem traz para você é uma pessoas totalmente diferente, isso funciona. Quando a gente trabalhou aqui que os milagres sãos naturais, acontecem de forma natural, não tem nada de fantástico ou para mostrar espetáculos, todos os dias eu vejo isso. Hoje pela manhã eu estava lá em baixo no escritório, coloquei a mão em cima dos blocos de Notas Fiscais e disse: “Temos que comprar aquela maquininha que passa no micro, ela imprime o cupom fiscal na hora”. Subi aqui para o sexto andar. Quando cheguei aqui, tocou o telefone e era uma pessoa oferecendo material de informática. Aí eu perguntei à pessoa se ela tinha essa maquininha de cupom fiscal, que eu não sabia o nome, e ela disse que sim. Como foi rápido, foi o tempo de eu subir e alguém oferecer o que eu estava precisando. É assim e não tenho que ver isso como espetáculo, não tem que usar isso como espetáculo. Se vou ali na janela e coloco a mão para fora e digo: “Estou querendo um suco de laranja e quando chego aqui na porta, alguém bate e diz: “Alguém quer comprar suco de laranja?” Não precisa dar de graça, pode ser que venha alguém e ofereça para vender, se eu tenho dinheiro, que diferença faz se eu vou ganhar ou vou pagar, é tudo troca, eu queria o suco. Se eu tenho condições para adquirir o suco, m as não sei onde buscar, chega alguém e me oferece “Ó, o suco!” Agora se eu digo “Quer ver que acontece...!” aí é usar como espetáculo. Qual é o princípio básico do livro, o princípio básico do nosso estudo é: Tudo o que você quer está a tua disposição. Se não está acontecendo, alguma coisa deu errado. Se nós somos filhos de Deus, quem é o dono de todo Universo, se é conforme a tua crença Deus, não importa que nome você dá, você não acredita que é filho de Deus? Se acredita, você é dono, você é filho do dono, você não precisa ficar mendigando as coisas. O livro diz assim: Se os milagres não estão acontecendo algo errado aconteceu. Se aparece alguém com uma maquininha dessa, eu já tenho as condições para adquiri-la. A condição veio antes, agora eu quero “isso” e vem alguém e diz: “tenho isso para te oferecer”. Isso é ser natural. É um milagre, na hora que você quis estava ali, tudo que você precisar te será dado, porque tudo está a tua disposição. Então, se eu precisar de um avião, alguém diz: “Jorge,tem um avião!” De repente o dinheiro para pagar o avião já veio antes. Se não está acontecendo, tem alguma coisa errada. O que pode ter dado errado. Alguma coisa deu errada. O que pode ter dado errado? O erro acontece por falta de amor, você pode ter tomado alguma decisão sem amor. Para falta de amor existe um remédio, nós ainda não chegamos neste capítulo do livro, o único remédio é o amor perfeito. Como se chega, como se alcança o amor perfeito? Fazendo a expiação. O que é expiação? È desfazer os erros. Então, neste livro , quando se fala em expiação, significa desfazer o que está errado. Em algum ponto eu tomei uma decisão sem amor, quero vasculhar onde eu tomei esta decisão sem amor, porque é isso que está bloqueando a minha prosperidade, é isso que bloqueia a minha abundância, é isso que faz com que os milagres não aconteçam.

Se estou precisando daquele recurso, vem alguém e compra, eu não preciso me desgastar durante meses para tentar vender, se está acontecendo assim é porque tem alguma coisa errada. Pára, pensa e avalia. O que está errado aí? Onde eu agi sem amor? Quando você expia, faz a expiação, faz o exame de consciência e vê onde você tomou uma atitude sem amor, resolve aquilo e vai em busca da resolução, desbloqueia e aquilo que você precisa acontece, isso é amor perfeito. Quando você não sabe onde está o erro? Tenha atitudes amorosas, como aprendemos lá nas histórias dos escoteiros que: Para compensar uma ação equivocada a gente tinha que fazer um boa ação.

Então, faz uma boa ação por dia! Mas boa ação é assim: A ‘mão direita’ não pode saber o que a ‘mão esquerda’ fez, porque se não você bloqueia aquilo. Não adianta nada, não serve para nada. O que quer dizer isso? Se você vai tentar dar uma coisa para o outro e fica segurando o resultado daquilo, a ‘mão esquerda prendeu’ e não resolveu para nada, aí você ficou com menos. Mas quando você dá a coisa, simplesmente com amor, independente do resultado, como pegar uma coisa e jogar pela janela e não ir lá em baixo ver se quebrou ou se não quebrou, joga fora e pronto. Você dá e se liberta daquilo que você deu. Não se preocupa mais com o que aconteceu, se alguém achou ou se não achou, aí as coisas acontecem.

Tem uma historinha interessante a respeito disto:

Uma história: Ouvi falar de uma pessoa que era solteira e não conseguia casar, aí comprou uma imagem de Santo Antonio. Ensinaram para ela que tinha que colocar o Santo Antonio de costas e rezar, ela colocou o Santo de costas e rezou, e nada aconteceu. Daí disseram que tinha que colocar o Santo de ponta cabeça, ela pendurou o Santo de cabeça para baixo, e nada aconteceu. Um dia ela se irritou e disse: Quer saber, eu parei com isso, tá liberado, não importa mais se eu caso ou se eu não caso, seja o que Deus quiser, pegou o Santo Antonio e jogou pela janela. Liberou. O Santo Antonio caiu na cabeça dum cara que estava passando lá em baixo que veio tomar satisfação e se apaixonou por ela.

É uma historinha engraçada, mas que tem um potencial grande, porque no momento que você libera aquilo, “seja o que Deus quiser”, aí acontece. Funciona mesmo! Isso não é um milagre propriamente, as pessoas atribuem isso como uma coisa natural. Porque? Porque os milagres são naturais, mas você tem que liberar a tua mente para que os milagres aconteçam e não ficar preso ao resultado.

Este Princípio parecia fácil, mas envolve tanta coisa, não é?

Livro texto
Página 11
9. Milagres são seletivos só no sentido de que são dirigidos para aqueles que podem usá-los para si mesmos. Já que isso faz com que seja inevitável que eles os estendam a outros, é soldada uma forte cadeia de Expiação. Todavia, essa seletividade não leva em conta a magnitude do milagre em si, porque o conceito de tamanho existe em um plano que é, em si mesmo, irreal. Já que o milagre tem por objetivo restaurar a consciência da realidade, não seria útil se fosse limitado por leis que governam o erro que tem por objetivo corrigir.

Jorge: Milagres só são seletivos mediante esta situação: -Todo milagre é dirigido para aquele que pode usar para si mesmo. Por que? Porque se aquela pessoa está disposta a usar o milagre para si mesmo, como o milagre é um ato de amor intenso, o ato de doação do milagre é tão grande, a pessoa recebe tanto quando doa, ela dá uma emergida, faz uma evolução, uma ascensão muito grande na compreensão do plano. Mas ele só é dirigido para estas pessoas, por isso ele é seletivo, porque estas pessoas têm capacidade de estender aos outros. Porque a pessoas que ainda não adquiriram a capacidade de estender aos outros, não faria sentido o milagre.

Seria mais ou menos assim: -Todo o processo em que nós vivemos aqui, toda razão do plano em que nós vivemos tem como fundamental objetivo a expiação. Estamos vivendo aqui no plano da expiação. A expiação não tem nada a ver com sofrimento ou com dor.

A expiação tem mais a ver com alegria e amor, nós desfazemos o erro. Onde está o erro, nós o desfazemos e deixamos de ter aquilo errado. Erros são todas aquelas coisas que deixam a nossa mente dividida, ou nos deixam divididos. Como diz na “Oração do Pai Nosso, perdoai as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores”. O que quer dizer isto? Que estamos divididos, ou endividados. Se aquela pessoa que está dividida com alguém, ela está dividida com o outro. Por exemplo: Eu tenho uma dívida, uma divisão, então parte do que tenho está dividido por que não me pertence, e sim pertence ao outro.Por isso estamos em dívida, ou em divisões, ou endividados. Toda divisão, toda fragmentação, toda quebra, ruptura é um erro, é um equívoco. É isso que temos que trabalhar, ver aonde nós erramos. Quando dividimos estamos fazendo uma coisa sem amor, por isso a dívida, o erro, o pecado é um ato de falta de amor. Nós já nos damos conta, no momento que começamos a trabalhar essa questão que, tanto o credor, como aquele que está devendo, ambos estão endividados ou estão divididos. Porque o credor tem parte do que ele tem com aquele que tem o crédito. A diferença entre o que está devendo e o credor é apenas a memória. O credor tem a memória melhor, aquele que está devendo, às vezes, esquece, fora isso não tem diferença, os dois estão divididos.

Porque o milagre é seletivo para algumas pessoas, neste sentido pode-se dizer que ele é seletivo?

Por que alguém não se deu conta que tem que se reintegrar, alguém que não está buscando a reintegração de si mesmo, alguém que ainda não aprendeu a dar o perdão, que não está disposto a trabalhar no plano da expiação, que é desfazer os erros, as divisões, as diferenças ou aquilo que nos divide. Esta pessoa não é capaz de dar aquilo que recebe. Então, não faz sentido. O milagre tem que ser interpessoal e ele é boa ação e não concentração, você tem que doar ele para que aconteça, porque quando eu tenho amor e dôo para você com amor alguma coisa, o que esta pessoa está recebendo, nós já trabalhamos isto também, os objetos materiais são úteis apenas para o aprendizado e que serve como veículo para transportar aquilo que eu quero dar. Por exemplo: Eu quero dar uma alegria para alguém, então eu mando flores que são recebidas com alegria, por que eu levei para a pessoa alegria através das flores, no outro dia as flores vão estar murchas, não vão ter significado, mas a alegria não, então se a pessoa ficou alegre e isto era que eu quis dar, então eu fiquei mais alegre do que ela. Mas se eu recebo uma flor e não sou capaz de compartilhar com o outro esta alegria, ou seja, eu não fico alegre, para falta de amor o remédio é o amor perfeito, que é a expiação. Isto vai crescendo, pois um estende para o outro e vai se formando uma cadeia de amor e amor é o remédio que faz a expiação funcionar e aí começa se formar a cadeia de expiação e quando isto acontecer de um modo cada vez maior entre as pessoas, vamos resolver as situações de falta de amor no plano ou no planeta. Plano e planeta é a mesma coisa. O que é planeta? Planeta é um plano menor, nós fazemos parte de um plano menor, o planeta em que nós vivemos é o planeta da expiação. A expiação é no planeta que nós teremos a oportunidade de fazê-la. Na Oração do Pai Nosso diz: “Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”, pessoas divididas são pessoas de pouca fé.

Participante: Jorge, isto é muito difícil.

Jorge: Onde está o sucesso das pessoas que tem prosperidade em todos os níveis, quanto menos divisões você tem mais sucesso você faz. Todas as coisas materiais servem para o nosso aprendizado. Dúvida, dívida, divisão vocês vêem alguma diferença, é a mesma coisa, é conflito. Por que você entra em conflito? Porque você tem mais de uma opção e se divide, fica em dúvida. Então você tem que fechar isto, comece a fechar todas as divisões. Nós deveríamos ser educados a não fechar numa crença, pois se fecha numa crença não dá a possibilidade para outra. Uma pessoa que está radicalmente fechada para uma ‘pedra verde’, ela não dá a possibilidade para uma ‘pedra cor de rosa’, então isto também não é adequado. O que às vezes nós falamos: “Vá lá na montanha e pegue prata, mas só traga prata”. A pessoa vai procurar ‘prata’, volta e diz: Lá só tinha ‘ouro’ e eu não trouxe. Nós temos que ver se não encontrar, de um jeito, abre espaço para o outro. Nós temos que aprender a tomar decisão e não ficar em conflito.

Participante: Se tu deres algo vai estar implicado paz nesta ação?

Jorge: Por isso que diz assim: Quem mais tem, mais ganha e quem menos tem, até o pouco lhe será tirado, isto não é uma ameaça, isto é uma garantia, uma promessa. Isto é uma garantia de que as leis funcionam assim. Como que você faz para ter mais? Dá mais. Então quando diz, que o milagre só é dado para quem tem a condição pré-estabelecida de dar, de estender aquilo que tem, então você vê que funciona assim mesmo, quem mais tem mais ganha e aquele que menos tem acaba perdendo. Veja como isso funciona no sistema financeiro, é igual, quem mais tem, mais ganha, quem menos tem acaba perdendo o que tem. Quando nós entendermos o mecanismo destas leis, que a nossa mente funciona dentro destas leis universais, seguindo estas leis e não indo contra elas, desta forma nós vamos alcançar a paz interior e seguir a favor, aí nós paramos de sofrer, de levar cacetadas. Não é que nós levamos cacetadas das coisas é que nós vamos contra as coisas. Nós estamos nos machucando, nos arrebentando, porque estamos contra as leis universais estamos indo contra elas ao invés de ir a favor e estamos gastando um monte de energia para ir contra e como dizia o meu amigo: “Quando você está num rio nadar contra a maré é burrice, nadar a favor é desperdício”, então você tem que ficar boiando, relaxa e bóia. Por que? Porque tudo vai levar você a favor do fluxo das coisas, de vez em quando a corrente vai te levar para margem e lá pode ter uma fruta que está caindo de uma árvore e cai na tua mão, o peixe pula na tua mão e as coisas vão acontecendo assim. Não acontece porque a gente não acredita nestas leis. A cadeia de expiação é soldada assim:- Doa amor, já tem a pessoa que recebe, recebendo agora já tem mais, como ela tem mais, ela vai ficar tão amorosa que vai querer estender para o outro e amor faz funcionar a expiação. Quando a pessoa fica mais amorosa ela vai e se reconcilia com o outro. Quando a pessoa tem menos amor ela não tem forças para se reconciliar com os outros, ela quer brigar com os outros e não se reconciliar. Esta pessoa vai querer sempre brigar com o próximo, achando sempre um inimigo, por isso que Jesus falou “você tem que amar seus inimigos” se você tem um inimigo é por falta de amor, é um erro e erro é por falta de amor, então você tem que dar amor a ele. Pois se ele é teu inimigo é porque ele está com pouco amor, se ele tiver mais amor ele se reconcilia e a reconciliação é a expiação. Por isso que diz: O milagre é concedido à pessoa que vai fazer utilidade do milagre para si mesmo e é capaz de estender aos outros aquilo que consegue através do milagre, então isto faz soldar uma forte cadeia de expiação. Pois, um oferece amor ao outro e as pessoas vão se enchendo de amor. Quanto mais você der e oferecer, mais você vai ter, mais você vai estender aos outros.

Quando se trabalha o milagre você tem uma percepção, você não pode oferecer milagre indiscriminadamente, pois pode estar cometendo equívocos, pois você pode estar oferecendo milagre de acordo com a tua percepção.

Alguém quer comentar sobre o exercício da semana passada?

Jorge: Nós aprendemos na semana passada que, quando você oferece um milagre para o outro, você já ganhou a graça, pois você já estendeu para o outro o teu amor a tua vontade de dar ao outro, o outro vai ganhar ou não a graça que você está pedindo. Aprendemos hoje que o milagre é seletivo no sentido de quem recebe é que consegue estender. Então o exercício era dar, se alguém pede, você dá e se não pede e você percebe que o outro precisa então você pode oferecer assim mesmo, independente se a pessoa quer ou não. O milagre não precisa ser verbalizado, faz a conexão e pede. Você deve oferecer para pessoa no sentido vertical, sem esperar ver o resultado, você simplesmente diz: “Ali está precisando de uma solução para isto” e oferece. A oração é o veículo dos milagres, você pode rezar a oração pode ser uma frase. Nós devemos rezar sem intenção, pois pode ser que naquela hora a pessoa não aceite aquilo e nós não podemos impor a nossa vontade sobre aquela pessoa. Quando você reza você está rezando para você, veja “o pão nosso de cada dia”. Você não pode interferir no outro. Quando eu estou rezando para as pessoas mudarem horizontalmente, eu estou botando energia, às vezes, avessa à vontade da pessoa. Nós não temos a capacidade de julgar, nós não temos esta percepção, pois não conhecemos o plano todo, por isso devemos rezar e jogar para o Espírito Santo. Nós temos um sistema de defesa, nosso campo energético que nos defende do pensamento que os outros jogam para nós, então quando você está jogando um pensamento para me causar algum dano, eu tenho um sistema de defesa para este pensamento não se instalar na minha mente eu tenho um campo energético, um campo áureo que está em volta de mim que me defende dos pensamentos negativos de toda humanidade. Toda vez que alguém dirige um pensamento diretamente para mim, eu não sei para que aquela pessoa está me mandando aquela energia, não sei como identificar, mas eu só identifico que vem uma energia, nesta hora o meu sistema de defesa, que é automático, simplesmente retira aquela energia e repele.

Uma história:Uma vez uma amiga veio me visitar e estava muito desequilibrada, eu percebi que ela não estava bem e comecei a conversar com ela e como ela é uma amiga de muito tempo e nós somos muitos carinhosos um com outro, então eu fiquei fazendo carinho na cabeça dela e disse que, de repente tudo isto vai passar. Ela me perguntou: Jorge, você está fazendo terapia comigo? Eu disse que estava passando Reiki e ela disse: “Eu não te pedi nada! Com licença! Levantou e retirou-se. No momento em que ela perguntou e eu disse: “sim, estou”, vieram da direção dela, na minha direção setas luminosas, o campo áurico dela se transformou em setas. Se nós tiramos a foto Kirlian, podemos ver que temos aquela luz em torno, pois aquela luz em torno dela, que é uma luz sem forma, se transformou em setas e vieram todas na minha direção, ela jogou tudo aquilo em cima de mim, eu senti todas como picadas.

Passou e eu tive um aprendizado bem interessante, como é fazer bem para o outro é a mesma coisa como uma oração, ela não me pediu, eu não perguntei para ela. Um tempo depois ela me pediu desculpas e queria que eu não sentisse que fui invasivo. Eu disse: “Eu que tenho que pedir desculpas, pois você não me pediu”. Então, em que direção eu dirigi o meu amor? Na horizontal. Então quando eu senti que ela precisava de ajuda eu poderia ter oferecido um milagre, mas para o Espírito Santo, porque “Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil. Eu estou aqui para representar aquele que me envio. Eu não tenho que me preocupar com o que dizer com o que fazer, por que ele me conduzirá e ele iria me direcionar. Então, talvez eu perguntasse “ você quer um reiki” e talvez ela quisesse e seria tudo diferente.

MEDITAÇÃO
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.

Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.

Eu estou contente em estar onde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

©  2004 - Milagres