UM CURSO EM MILAGRES

12 DE JULHO DE 2004
2ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.

Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.

Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que

fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.

Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.

Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele

me ensine a curar

 
 Princípio 40
O milagre reconhece todas as pessoas como teu irmão e meu também. É um caminho para se perceber a marca universal de Deus.

Participante: Então, passaríamos a ver todos iguais, sem diferenças de raças, por exemplo.

Livro Texto
Página 31
Capítulo 2 – A Separação e a Expiação
                                   VI. Medo e conflito
5. O medo é sempre um sinal de tensão, surgindo todas às vezes em que o que queres conflita com o que fazes. Essa situação surge de duas maneiras: primeiro, podes escolher fazer coisas conflitantes, seja simultaneamente ou sucessivamente. Isso produz um comportamento conflitante que te é intolerável, porque a parte da mente que quer fazer uma outra coisa é ultrajada.  Segundo, podes comportar-te como pensas que deverias, mas sem quereres inteiramente faze-lo. Isso produz um comportamento consistente, mas acarreta grande tensão. Nos dois casos, a mente e o comportamento estão em desacordo, resultando em uma situação na qual tu estás fazendo o que não queres totalmente fazer. Isso faz surgir um seno de coerção que usualmente produz fúria e a projeção está propensa vir em seguida. Sempre que há medo, é porque ainda não escolheste em tua mente. Portanto, a tua mente está dividida e o teu comportamento inevitavelmente vem a ser errático. A correção ao nível do comportamento pode deslocar o erro do primeiro para o segundo tipo, mas não obliterará o medo.

Jorge: Um dos aspectos mais interessantes deste parágrafo é o que ele fala sobre o que acontece quando há divisão na mente. Quando nós ainda não escolhemos na mente que direção vamos tomar. Uma vez que isto acontece, temos dois caminhos, ou duas direções, ou mais possibilidades, porque a fragmentação acontece primeiro em dois, depois ela vai se fragmentando em outras possibilidades mais. Quando nós escolhermos uma das possibilidades e esta possibilidade não estiver de acordo com a vontade, com aquilo que realmente eu quero fazer, uma vez alinhado com a vontade do espírito, então esta possibilidade vai ficar guardada e vai aguardar para que num momento adequado, ela se volte contra mim.

Seria mais ou menos assim: Como se eu estivesse para ir para a praia ou para ir ao cinema. Se eu vou para a praia, mas queria ir para o cinema, eu vou estar na praia, mas vou estar em conflito, porque vou esperar a oportunidade pra dizer que a praia não está boa. Se inventar de chover aí mesmo é que eu vou dizer: ‘Eu deveria ter escolhido ir ao cinema!’ No entanto se eu escolher ir ao cinema e não gostar do filme, aquela parte da mente que eu rejeitei, que é a possibilidade de ir à praia, vai me dizer: ‘Viu, por que você não foi à praia? Você deveria ter ido à praia!’  

Quando nós estaremos em paz, sem conflito, sem tensões, sem medo, é o momento em que nós aprendemos a escolher e uma vez que nós escolhemos certo, adequadamente de acordo com a Vontade do Pai, por isso que trabalhamos aqui que devemos ver se a minha vontade está de acordo com a Vontade do Pai. O espírito guarda para nós a Vontade do Pai. Se voltarmos para o alinhamento do espírito, saberemos qual é a Vontade do Pai, aí não haverá tensão, aí não haverá medo, não haverá conflito, não haverá represália da nossa própria mente que escolheu errado e agora nos cobra: por que você escolheu isto?

Esta tensão já começa a ser gerada no exato momento em que fazemos uma escolha errada, não escolhemos certo. Esta escolha vai estar ao nível da nossa mente, nível do pensamento. Estamos escolhendo em acordo ou em desacordo com a Vontade do Pai?

Isto é simples de compreendermos se colocarmos no nível da nossa existência. Quando eu era criança e fazia uma coisa que eu já sabia que estava em desacordo com a vontade do meu pai, eu fazia, mas sabia que de fato eu não queria fazer aquilo, imediatamente isto começava a gerar tensão e medo. Depois quando o meu pai descobria o que eu tinha feito eu ficava cobrando de mim mesmo e me condenando: Por que eu fui fazer isto?    Aquele momento, na hora da vara de marmelo eu digo que não faço mais, mas depois fazia de novo, daí outra vez a vara entrava em ação.   Voltava a fazer novamente porque eu me sentia livre pra fazer.

Participante: Às vezes acontece que você faz uma escolha e a outra pessoa faz outra, então pra não brigar a gente aceita a escolha da outra pessoa. Aconteceu comigo na semana passada, eu queria vir para o Curso, mas o meu marido me disse que eu ainda tinha várias coisas para fazer, como por exemplo, fazer as compras no supermercado. Então, não vim para o Curso, fui fazer as compras, mas estava com o pensamento aqui e não fiz direito a minha tarefa.
Durante a noite tive uma sensação como se fosse gastrite, tive que levantar para tomar água. Fiz uma escolha, mas não a realizei, realizei a escolha do outro, daí entro em conflito comigo mesma.

Jorge: Quando eu era criança, no domingo à tarde eu queria ir passear. Antes de eu sair para ir passear, meu pai perguntava: você já fez isto; já fez aquele outro...ele puxava toda a lista de possibilidades pra poder me liberar. Quando tinha alguma coisa que eu não tinha feito, ele não me liberava para passear.
Acho que uma direção é assim, a gente já é responsável, a gente aprende isso, se seu quero sair amanhã tenho que deixar tudo certinho pra ninguém poder me pegar em nenhum quesito.

Uma história:
Uma vez eu morei em Foz do Iguaçu e ali havia um tipo de competição, de guerra entre os policiais de transito do Brasil e os do Paraguai. Quando os do Paraguai vinham para o Brasil e faziam uma coisinha que desse margem, faziam uma revisão completa do carro da documentação para pegar uma coisa errada pra poder multar. Como era de outro país a pessoa tinha que pagar a multa em dinheiro naquela hora, não era multado pra pagar no mês que vem. Pra liberar o carro a pessoa tinha que pagar a multa.  Quando um brasileiro ia para o Paraguai a gente cuidava muito, se a gente tivesse uma bobagem, que viesse um guarda ele iria fazer revisão de tudo.  Daí, um amigo meu, uma vez me contou que aconteceu uma coisa absurda: O guarda o parou, eram duas horas da tarde, tinha um sol intenso e pediu a documentação e a documentação estava certa. Daí pediu para ver a luz.
-Mas é dia?
-Sim, tem que ver se está funcionando!  
Daí ficou lá, acendendo e apagando, acende o pisca direito, agora acende o pisca esquerdo, agora deixo olhar na frente...agora deixa eu olhar na traseira...agora pisa no freio pra ver se a luz acende!...agora faz isso...agora faz aquilo. Estava tudo certo! Mas o guarda disse: -Mas eu vou te pegar e pediu o extintor de incêndio, o motorista foi e pegou o extintor de incêndio, o guarda olhou pra ver se estava válido e estava. Então pediu pneu de estepe? Foi lá olhar e estava certo. Haha!!!....me lembrei, é preciso o triângulo! O motorista foi lá e mostrou o triângulo.  O guarda olhou pra ele e disse: Mas só um? Aqui no Paraguai precisam ser dois, vou lhe multar!

A gente tem que aprender que quando estamos num terreno em que já sabemos que tem a possibilidade de ser cobrado, a gente vai com ‘dois triângulos’, quando não tiver mais nada pra pedir, e pedir o triângulo e disser que são dois, você mostra e diz: tchau! Estou indo! Daí você consegue fazer a tua vontade, consegue estar de acordo com a tua vontade, mas a gente não pode deixar nada pendente.

O trabalho que a gente aprende aqui no livro, esse trabalho de Expiação é realmente olhar para trás e ver se não ficou nada pendente , porque cada coisinha que a gente deixa por fazer, cada item de agenda que eu não cumprir, cada perdão que eu não pedi ou concedi, cada coisa que eu não resolvi lá trás, é aquilo que a gente chama de ficar com ‘o rabo preso’.  Você anda, acha que está tudo certo, mas não ...na hora em que você quer sair...ahah!! Você está com o ‘rabo preso’ aqui, tem uma coisa que não resolveu, então não pode sair! 

Aí você vai ter que fazer a contradição, aquilo que está contra a tua vontade. Teu comportamento está em desacordo com aquilo que a tua mente quer. É uma questão de ir aprendendo a trabalhar isto, a fazer a expiação, a fazer o dever de casa, andar com dois triângulos, porque no dia em que a gente tiver vontade de fazer alguma coisa, ninguém poderá te prender, o mundo puxa a gente pra trás, puxa de volta quando a gente quer seguir a Vontade do Pai.

Eu queria ir para casa para cumprir o horário determinado pelo pai, mas os amiguinhos da escola diziam ‘ah pêra aí, o que há...vamos jogar mais um pouquinho!’ Daí eu ficava, quando eu chegava em casa eu tinha que me explicar.  O mundo está sempre puxando a gente para o lado contrário para não fazer a vontade do Pai. Quando a gente está alinhado, quer fazer uma coisa, temos que aprender a fazer a expiação, que é o dever de casa primeiro para não estar preso a nada.

Então na próxima quarta feira você já faz as compras do supermercado antes, quando você disser, ‘vou para o Curso’ e alguém perguntar se você já vez as compras do supermercado, você pode abrir o armário e mostrar as compras. Temos que aprender isto também! Por quê?  Porque vai chegar um dia em que queremos ir para o Céu e o pessoal vai dizer ‘mas você ainda não foi no supermercado, ...mas ainda não resolveu aquela situação com o João...você ainda não resolveu aquela outra que disse que iria fazer e não fez....
Isto é um exercício muito interessante, porque nós estamos querendo ir para o Céu, mas estamos em conflito. Por quê? Porque temos pendências, a gente não consegue seguir a nossa vontade, estamos presos a tantos compromissos, à tantos investimentos no mundo, é isso que nos traz a tensão, o conflito e o medo.

Por que você não disse ‘eu não vou no supermercado’ e saiu? Pela tensão que começa acontecer, a tensão gera o medo.
O conflito, a tensão e o medo acontecem quando eu faço pela minha vontade e não consulto o Pai. Isso vale em todos os níveis.

Se eu, por exemplo, for fazer uma coisa e não consulto a Raquel para saber se a minha vontade está de acordo com a dela, haverá uma possibilidade de haver um conflito. Isso vale para todas as coisas, isso vale para quando somos pais, filhos, esposo, esposa, marido, namorado, em todos os nossos relacionamentos a gente tem que ver se a nossa vontade está de acordo com a vontade de quem está conosco.

O que está em cima é igual ao que está em baixo. Por exemplo você quer ir no cinema, mas não pergunta por teu marido.  Quando ele chega em casa você diz para ele que você já comprou os ingressos para o cinema, então entra no carro ...ele vai dizer: mas você não me perguntou!

O que aprendemos com os nossos relacionamentos é ver se a nossa vontade está de acordo com a do outro. Porque temos que aprender no nível da matéria. De que adianta dizer pra vocês: ‘Eu vou jogar um monte de terra aqui pra cima, eu não me importo o que vocês pensam, porque eu estou seguindo a vontade de Deus’. Mas você não me perguntou se eu queria! A situação sempre vem deste jeito, temos que aprender com as pessoas que estão conosco. Temos que aprender a unificar.

A vontade do pai vem sempre antes, pro marido a vontade da esposa deveria vir antes, e para a esposa a vontade do marido deveria vir antes.  Porque se os dois estão juntos, estão tentando unificar, até o momento em que os dois se tornam um, uma só vontade. Quando aprendemos isso nos nossos relacionamentos, estamos aprendendo a unificar a nossa mente com a mente do Pai, com a mente de Deus, porque já aprendemos como se faz.

É difícil fazer isto? É! Quando as pessoas vão casar na igreja católica, o padre diz: Agora vocês dois se tornam um e não separa, o homem, aquilo que Deus uniu. Na verdade as duas pessoas que começam a conviver juntas vão ficando muito parecidas, até se tornarem um. Chega num ponto que alguém chega e pergunta pra Raquel:
-Quer comprar cebola? Ela responde:
-Não, eu não quero! Espere, vou perguntar pro Jorge!
-Jorge, queres comprar cebola?
Não, eu não quero!

A gente vai unindo a nossa vontade, a gente abre mão da nossa individualidade, abre mão do nosso ‘eu’, para tornar ‘nós’, isso é que vai fortalecendo. Há dez anos atrás se alguém me oferecesse cebola, eu comprava, hoje não compro mais, porque a Raquel não gosta de cebola. Se alguém vier vender cebolas pra mim, ela tem certeza que eu não comprarei e se alguém vai oferecer cebola pra ela eu também tenho certeza que ela não comprará.

O Curso em Milagres prepara a gente para que a gente vá unificando. O que é Unificar? Você passa a trabalhar assim: Eu não sinto falta nenhuma de cebola, tem outras coisas que ela também abre mão. O que vai acontecer? Ela abre mão das coisa dela, eu abro mão das minhas coisas, se você vier trabalhar aqui, você vai abrir mão de muitas coisas, das tuas opiniões e eu vou abrir mão de muitas coisas em função das tuas opiniões, é assim que vamos trabalhando. Você vai abrindo mão do ‘eu’ para formar ‘nós’.

O que nós fazemos aqui no grupo?  Fazemos isto o tempo inteiro! Se você ler o livro em casa, você vai ter uma compreensão, cada pessoa vai ter uma compreensão diferente. Quando trazemos a questão para o grupo, nós vamos aos poucos, unificando a nossa compreensão.  Então o trabalho que fazemos aqui é transformar ‘eu’ em ‘nós’. Daqui há um tempo você vai chegar aqui e alguém vai perguntar a respeito deste parágrafo e você vai dizer que ‘nós chegamos à conclusão lá no grupo que é assim.....’  Você não vai dizer ‘eu cheguei à conclusão..’  você começa a transformar a tua consciência ‘eu’ em consciência ‘nós’. Da mesma maneira que eu e Raquel temos a consciência a respeito de cebola, por exemplo. Não é que eu não possa comer cebola, é que eu não me importo mais se tem cebola ou não, não me faz falta.

O que acontece depois que transformamos a consciência ‘eu’ em ‘nós’? Chamamos a ‘Nossa Senhora Desatadora dos Nós’  e vamos pro Céu! Risos
Desata tudo e libera pra cima... Esta é que é a idéia da unificação da mente. Não perdemos nada com isso, essa é a resistência que nós temos, porque ninguém quer perder a individualidade. A pessoa acha que vai abrir mão da sua individualidade. Na verdade não abrimos mão da nossa individualidade, não perdemos nada, nós ganhamos a unidade com o outro, não deixamos de ser individuais. A Tríade Divina é Pai, Filho, Espírito Santo, são unidos, não há separação. A Vontade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma coisa só, nós percebemos como separados, mas não há separação. Diz-se ‘Na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, não há separação nenhuma, mas permanece a individualidade. O que se ganha é a grande potencialidade, a grande força.

Se a gente quer ser individual, veja, por exemplo, uma família, tem o pai, a mãe e o filho. Um dos três componentes da família encrenca com o vizinho, daí os outros dois dizem foi você que encrencou, então você se vire sozinho pra resolver. Esta família não tem força pra nada.  Mas, se acontece uma dificuldade com um e vão os três lá resolver, então se estabelece uma força. Nenhum dos três abriu mão da individualidade para ir, é esta força, esta fortaleza vai criando uma equipe numa empresa, quando se forma um grupo, começa a comungar com a mesma opinião. É este o simbolismo da comunhão, você comunga das mesmas idéias, da mesma compreensão.

Participante: Sobre abrir mão, muitas vezes no inicio do relacionamento, abrimos concessões, porque achamos que podemos mudar os hábitos da outra pessoa.

Jorge: Quando duas pessoas se unem num relacionamento, elas não unem só o corpo, acontece a fusão energética de todo o conteúdo da sua mente. Quando o padre diz: ‘Os dois agora se tornam um’, ele está dizendo a coisa  de uma maneira científica, de maneira conclusiva, porque é isto que vai acontecer com as duas pessoas.  Por que as pessoas ficam tão parecidas? Porque acontece a união física, emocional e mental. Acontece a união das consciências das duas pessoas, da informação genética e o que nós chamamos de karma que é a mesma coisa que a informação genética.

A informação genética de uma pessoa se funde com a informação genética da outra.  Vão ter conflitos? Vão! Mas o casamento é administrar estes conflitos. Porque vocês vão ter que unificar as vontades. Porque a minha cultura é diferente da tua, porque a minha educação é diferente da tua, porque a minha religião é diferente da tua, porque a minha família veio do Japão e a tua veio da Noruega, os hábitos eram diferentes.

Quando duas pessoas escolhem ficar juntos, elas têm que saber disto de ante mão, que elas vão unir as suas energias, as suas emoções, as suas informações genéticas, que as pessoas chamam de karma, tudo isto vai se unir. As mentes das pessoas vão se unir, acontece a união na mente. Só que no primeiro conflitozinho que há a pessoa cria resistência e quer pular fora.
Por isso a gente deveria entrar nos relacionamentos sabendo disto, o que acontece nos relacionamentos. Como nós não temos este conhecimento nós não sabemos nos comportar nos relacionamentos, porque não sabemos o que está acontecendo, não sabemos administrar isto. Uma pessoa quer fazer uma coisa, a outra quer fazer outra coisa, daí ninguém sabe administrar. Porque não sabem que esta fusão já está acontecendo, não tem como sair fora.

O que acontece? Quando começam os conflitos, um dos dois resolve sair fora e pensa que vai achar outra pessoa que não tenha conflito. Aparentemente  no começo não tem conflito, porque não tem fusão. Quando começa a fusão, começa a confusão. “...mas isso eu não aceito em você!”  Não tem como não aceitar...isso já aconteceu, o que está acontecendo é a conseqüência do ato inicial. Por isso deveríamos aprender mais sobre relacionamentos.  

Na última frase deste parágrafo diz que não adianta mudar o comportamento, tem que mudar na mente.

Começamos a fazer as coisas de maneira errada, escolhemos errado. Por que a juventude está atrapalhada, querem morar sozinhos, cada um quer ir para o seu lado? Porque as relações sexuais começam de forma errada, escolhem errado, não olham pra pessoa que está ali como uma pessoa.

Outro dia eu e Raquel estávamos passando na frente dum colégio, tinham duas meninas conversando e ouvimos uma delas dizer pra outra ‘imagina só aquele menino...só porque nós ficamos uma vez ele já veio com esse papo de querer namorar! Que absurdo!’

Quando duas pessoas ‘ficam’ elas já começam um processo de união, de fusão. Aí começam a entrar em conflito porque fizeram uma coisa que não queriam fazer, porque esse não é o padrão de comportamento correto. Não somos pessoas que devemos ficar com todo mundo, não é porque uma religião colocou isso, se fosse assim, uma religião colocaria, as outras não.

Não tem nenhuma religião, ou uma ordem que tenha um conhecimento mais espiritual que diga que a pessoa deve ficar com todos, não tem. Todas elas trabalham para a pessoa ter um relacionamento, todas elas dizem que a família é a estrutura de tudo. Todas elas dizem que o que está em cima é igual ao que está em baixo. A nossa família se reflete na família sagrada , pai, mãe e filho; José, Maria e Jesus; Tereza, Emílio e Jorge; Luiz, Patrícia e Tadeu.

É nisso que trabalhamos a nossa segurança, é aí que trabalharmos dentro do nível da família, não tem doença, não tem tensão, não tem medo, não tem nada.

Hoje o que acontece? Fica com uma pessoa  e depois fica com medo, já sabe que fez uma coisa errada, fica com medo por dez anos, porque as doenças podem aparecer dez anos depois. A pessoa fica com alguém e vai correndo fazer exames no laboratório, que às vezes, não é preciso.

Vejam estamos com estas pessoas cheias de medo, cheias de tensão, têm medo de ficar junto com outra pessoa, de assumir um compromisso, mas é o que todos mais querem. Porque todas as pessoas querem ter alguém com quem possam estar juntos, em que possam confiar.

Participante: O ego não quer correr risco...

Jorge: Ninguém quer ser contrariado...O ego é a fragmentação, depois que aconteceu a primeira separação ninguém mais tem certeza de coisa alguma. O ego é a própria incerteza, por isso que ele busca a segurança, só que ele busca na matéria, não busca no espírito.  

Participante: ..e quando um não abre mão de jogar futebol, por exemplo?

Jorge: Não, porque as duas pessoas estão em harmonia, estão de acordo. Por exemplo, se você viesse ao Curso em Milagres e ele fosse jogar futebol, vocês estão de acordo. Você não precisa jogar futebol, se você não gosta de jogar futebol, e ele não precisa vir ao Curso se ele não gosta, as pessoas não perdem a individualidade e mantém a unidade. Porque vocês estão juntos. Não importa o que o outro está fazendo. Se ele está jogando futebol, em mente, ele está contigo igual.
Esta união que nós trabalhamos não é que agora vou ter que jogar futebol contigo porque você gosta de jogar futebol, não! Você tem a tua liberdade para jogar futebol, a nossa união é que dá força a esta liberdade. O amor não é imposição, o amor é liberdade e respeito.

Participante: Mas se cada um gosta de coisas diferentes, fica difícil a união.

Jorge: Os dois têm que trabalhar para unificar os gostos e as vontades. Se cada um tem um gosto diferente, como é que vai ser o almoço? Tem que aprimorar!  O casal vai fazer uma pizza, um gosta de alface e outro gosta de cebola, o queijo os dois gostam. Primeiro se começa assim: Então faz metade cebola e a outra metade alface. Daqui a pouco decidem: Vamos colocar só queijo, então, eu abro mão da alface e você abre mão da cebola!  Mas isso é uma  conclusão que você não tem que cobrar, não tem que impor, isso vai acontecer naturalmente, as pessoas chegam a este nível.

O Curso em Milagres tem umas questões muito interessantes, todos são estágios, mas nós temos que estar dispostos a evoluir, senão nada acontece.  A evolução é abrir mão do meu ‘eu quero isso’, do ego. A evolução é abrir mão do ego, o ego é eu, abrir mão de tantas coisas que nos separam, é o egoísmo, é o ego.

A oração tem três estágios: Primeiro estágio é quando você pede dinheiro para comprar um carro novo, por exemplo, você está rezando por uma coisa material.
Segundo estágio é quando você começa a rezar pelos teus inimigos. O terceiro estágio é quando você simplesmente reza. Essa é a evolução. O casamento funciona assim também, tudo segue a mesma lei no universo, nós apenas temos que entender isso, tudo o que está em cima é igual são que está em baixo e tudo que está em baixo é igual ao que está em cima. Se você quer entender como é que funcionam as leis divinas, olha para baixo, se você quer entender como funcionam as leis materiais, olha para cima.

Por isso que diz o Curso assim: O Espírito é perfeito, não tem problema algum, não tem nada a ser aperfeiçoado. A mente é o aprendiz, como que a mente vai aprender? Na matéria! O corpo é um instrumento de aprendizado, quer dizer todos os corpos físicos. Na escola aprendemos que, quando se refere à matéria, fala-se de corpos, a almofada, por exemplo, é um corpo físico. 

Tudo o que é material é instrumento de aprendizado, então eu vou aprender isso no meu relacionamento. Primeiro cada um quer uma coisa, um quer ir ao cinema, o outro quer ir ao teatro. Isso é o começo. Depois decidem, hoje ir ao cinema, amanhã ir ao teatro, você vai trabalhando. Chega um tempo depois que as pessoas estão juntas, que eles começam a ir aonde os amigos convidam. Começa a trabalhar no coletivo. Um dia convidam para um jantar, outro dia para visitar um casal que não está bem, convidam para ir lá fazer uma oração...então você começa a tua oração pelas pessoas que estão em dificuldade. Vai chegar um tempo em que você não quer ir mais a lugar nenhum, telefonam convidando, mas o casal prefere ficar em casa. É quando você não precisa fazer oração por ninguém, não precisa rezar pela cartilha de ninguém, nem pra ninguém.   

Temos que trabalhar estes estágios na nossa vida, temos que compreender como as leis funcionam, essa lei vale para qualquer coisa.  Tudo tem três estágios, Pai, Filho, Espírito Santo, são três níveis, mas é uma coisa só. Temos espírito, mente e matéria, são três níveis mas é uma coisa só.  A nossa percepção é que vê separado.

Nos relacionamentos têm três etapas, mas é uma coisa só, a gente percebe separado, mas não tem como separar isto. São estas coisas que nós temos que ir aprendendo para ir unificando, não vamos perder a individualidade.     Aquela gota de água que cai no oceano perde a sua individualidade na nossa maneira de perceber, porque ela se torna o oceano. Ela não perdeu, ela ganhou. Agora quando você olha para aquela gota, você diz: Nossa, o oceano hoje está lindo! Você não diz ‘aquela gotinha está linda’ ela perdeu sua individualidade, aparentemente, porque ela continua sendo gota, ela não perde a individualidade dela, ela se une ao todo.  Uma gota não faz nada, uma gota não é nada, mas o oceano é a força mais poderosa que nós temos.

Vejam como esta unificação pode transformar isto em força, nos tornamos mais fortes e não perdemos a nossa individualidade. Eu continuo fazendo um monte de coisas que eu gosto sem que a Raquel se oponha, e ela também, sem que eu me oponha, mas cada vez mais fazemos mais coisas juntos. Mesmo que um vá viajar, esta força não interrompe quando a gente começa a ter a compreensão e trabalhar.

Participante: Outro uma colega do grupo colocou que o marido viajou e a princípio isto pareceu ser uma boa coisa porque teria mais tempo livre ler e estudar, depois se deu conta o quanto a presença do marido era importante para o aprendizado dela. Marido ou outras pessoas da família são importantes para o nosso aprendizado.

Jorge: Isto vale para tudo. A gente tem que aprender a trabalhar os relacionamentos.  Eu trabalho assim: Chego em casa e pergunto para a minha mãe
-Quem é mãe mais linda que o Jorge tem?  Ela ri, toda vez que eu pergunto. Daí ela diz:
-Mas quantas mães tu tem?
-Só uma!
-Então está fácil!
-Não, eu só tenho uma porque quando eu fui escolher eu escolhi a mais linda, não tinham duas mais lindas, só tinha uma! Por isso eu só tenho uma.

Os relacionamentos são difíceis mesmo, antigamente ainda se recebia uma orientação para poder fazer melhores escolhas.

Participante: Vejo que a maioria das pessoas não se preocupa muito com as escolhas que vão fazer, estão em busca de um corpo bonito..

Jorge: Isto é falta de orientação espiritual, as pessoas ficam só no nível da matéria, isto retrata bem o que está acontecendo, porque todo o movimento do universo é de contração e expansão. Primeiro aconteceu uma grande contração, as religiões proibiam, aí houve essa abertura, essa expansão, acho que começou com o movimento hippe, que era a liberação sexual, a queda dos tabus...agora tudo vai ficar melhor...paz e amor....o que deu isto? As pessoas saíram das religiões, saíram dos núcleos de orientação espiritual, como não têm uma conexão mais elevada, as pessoas ficam paradas no nível mais baixo, o nível mais baixo é o corpo, então as pessoas procuram só o corpo, não querem nem saber quem é que está habitando aquele corpo. As pessoas não olham para a mente da outra pessoa. Depois, é claro vêm as confusões e estas confusões se estabelecem na mente destas pessoas. Nunca teve tantos jovens com depressão, com conflitos, com problemas como têm agora. Porque estão fazendo as coisas que não querem fazer, mas são compelidos.

Participante: Percebemos, como se fosse um sinal, quando estamos errados, não é?

Jorge: Como se o sinal amarelo fosse ‘Atenção’ e o sinal ‘Vermelho’ fosse o medo.  A Expiação é desfazer o erro, para eliminar o medo. Trabalhando com o perdão do ato e do fato. Por exemplo, se você jogar uma pedra na janela do vizinho você vai lá e pede perdão pelo ato e se propõe a corrigir o fato. O perdão, às vezes implica em correção, se houve um dano tem que fazer a correção. Se quebrou o vidro, você vai lá e diz ‘me perdoa por ter jogado a pedra e vou reparar o dano colocando um vidro novo no lugar’. É neste nível que a gente tem que fazer a expiação, para fechar aquilo que está aberto, no caso a janela do vizinho.
Assim também com todas as coisas. Se você está com a pedra na mão e está tenso, pergunta pra você mesmo ‘eu quero mesmo fazer isto?’. Esta pergunta te dá um tempo em que te liga com o espírito, daí não joga. Mas se você deixa a coisa vir para o nível mais baixo, para o nível da matéria, você joga a pedra.

Participante: A pessoa pode ter jogado a pedra num impulso...

Jorge: O impulso, vamos dizer assim, que é o oposto da inspiração, quando a pessoa pára e respira, ou inspira. O impulso é quando a pessoa se deixa levar pelo instinto da matéria. Jogo a pedra e ‘caio fora’...jogo outra e ‘caio fora’..tudo aquilo fica acumulado.

Acho que foi Einstein que disse que tudo no universo é ação e reação, não escapa nada, são leis que se aprende na escola da vida, na aula de física.  Se você jogar uma bola verde na parede, ela vai voltar verde, não tenha dúvida.
Com quanto mais intensidade você jogar, com mais intensidade ela vai voltar.

Se eu tenho um impulso, vou jogar a bola com toda a força na parede, você se prepara para pegar o retorno, ela vai voltar. Tudo o que nós fazemos num impulso, um dia vamos aprender.....‘mas espera aí, eu estou levando muitas pedradas, ou estou levando muitas boladas!’  Você jogou muitas bolas na parede, com um muita força.

Chega um momento a pessoa vai parar e vai ver, mas está dando tudo errado para mim. Neste momento em que pára um pouco de jogar as bolas na parede ele percebe ‘pois é...será que é porque eu estou fazendo isto que as coisas estão dando errado?’ Daí a pessoa aprende aquilo que já deveria ter aprendido lá no primeiro grau, sobre a lei de ação e reação. Se não aprendeu lá, vai aprender depois de tanto levar boladas na cabeça.

Na verdade nas aulas de física a gente aprende as leis que regem a matéria, mas tudo parece muito longe da vida da gente, parece que aquilo não tem nada a ver com a nossa vida. Mas chega uma hora em que percebemos ‘como foi importante aquela aula de física, agora estou começando a compreender como funciona a fisicalidade!’  Estamos no mundo físico, temos que aprender como é que isto aqui funciona. Porque a pessoa que sabe como isso aqui funciona e coloca isto no nível da praticidade no dia-a-dia, ela nunca vai levar boladas.
 
Tem situações em que a gente atropela tudo, age com muita agitação, o resultado não é bom, demora muito mais tempo pra acontecer o que se quer. A gente se bate para tudo que é lado e o resultado não vem. Mas no momento em que a gente pára de se debater e faz as coisas com mais calma, começa a trabalhar com paciência, aí as coisas acontecem mais rápido e corretamente.
Einstein disse ‘eu penso 99 vezes, daí eu paro e a resposta vem’. Então, esse 99 vezes, é que eu estou me batendo, quando paro de me bater daí eu acho a saída. Isto é uma coisa que ele disse como uma lei e funciona assim.   

Participante: Outro dia vi um palestrante falar sobre a relatividade e ele dizia que tudo é relativo e está sujeito a uma ordem maior.

Jorge: Que tudo é relativo isso está correto. Um dia uma pessoa veio aqui fazer um curso, e uma semana depois ela voltou e perguntou quando iria ter um curso para se aprofundar. Eu disse pra ela’, que aqui não tempos cursos para se aprofundar, nós trabalhamos para emergir. Estamos fazendo cursos para sair da profundeza onde estamos, emergir e flutuar para ir pro Céu. A pessoa olhou pra mim e disse: só que você está se contradizendo, porque você falou no curso que ‘o que está em cima é igual  ao que está em baixo’.

Daí eu pensei “...e agora?” Olhei pra cima e a resposta veio: Tudo é relativo, Einstein já disse. Você tem razão o que está em cima é igual ao que está em baixo, tanto faz emergir ou aprofundar. Você quer ir pro Céu, que é a razão de eu estar fazendo este curso, para as pessoas entenderem que tem um jeito de ir pro Céu.
O que você faz quando você quer subir, emergir? Você pega toda a tua bagagem e solta, vai soltando, vai soltando, te libera de todos os teus investimentos no chão, na matéria. Você vai ficando mais leve, ainda tem uma coisa pesando, é o peso da consciência, você vai fazendo a expiação e se liberando de todos pesos que você tem na consciência, com certeza você vai escapar da força da gravidade e vai subir. Esse é o jeito para você emergir.

Se você quer se aprofundar, você faz o seguinte: Pega uma pá e começa a cavar, vai cavando, vai cavando...você vai chegar no centro da terra e continua cavando, vai cavando... Se eu estou certo, um dia de tanto cavar você vai chegar no outro lado, um japonês olha pra você e pergunta ‘de onde você está vindo?’
Daí você fez o trabalho de se aprofundar. Chegando lá, você larga a pá, larga toda a tua bagagem, larga todos os teus investimentos no buraco que você fez na matéria e tudo o que você  fez. Libere-se dos pesos da tua consciência, solta a bagagem, trabalha o perdão, e daí você sobe. Na verdade é tudo relativo, é tudo a mesma coisa.  Você só escolhe de que maneira você quer fazer.

Não importa se a pessoa está cavando um buraco pra ir pro Céu, ou se ela está se liberando da bagagem pra subir, todos vão chegar lá, porque isso é uma garantia absoluta que vão chegar no Céu, não importa por aonde você  vá, o Céu vai estar lá. Mesmo que eu comece a cavar o buraco, no final do buraco está o Céu. Vou emergir no Japão, vou olhar para cima e lá vai estar o
Céu. Do Céu ninguém escapa. A questão é, para a eternidade isto não significa nada, não representa nada. Temos a certeza e a garantia que todos vão chegar no Céu, não importa se escolhem fazer isto cavando, saindo do outro lado e emergir no Japão, ou se escolhem fazer isto a partir de onde estão. Mas no tempo isto pode ser trágico para quem faz a escolha errada, isto está no Curso em Milagres. No tempo, se a pessoa faz a escolha errada, isso pode ser trágico, caótico, então, é mais fácil a pessoa escolher a maneira mais fácil e não o caótico.
Você tem toda razão, tudo é relativo, nós sabemos como, também, o palestrante colocou, que tudo isto vai levar ao mesmo lugar...todos voltam para o Céu.

Uma vez uma pessoa trabalhou na livraria e dum dia resolvei pedir as contas e ir embora. Ela disse que não sabia por que, mas aqui ela ficava com dor de dente. Foi trabalhar ali na outra esquina. Outro dia passamos lá e perguntamos como ela estava e ela disse: Estou com uma dor de dente!
Então não é o lugar que faz a dor de dente, o que diz neste parágrafo é que não adianta mudar o comportamento, você apenas vai deslocar a tensão de Curitiba pra Bahia, por exemplo. Isto não adianta. Porque não acabou o medo, não acabou a tensão.

Eu me questiono também, às vezes, nos momentos de crise, mas olho assim: Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil, eu não preciso me preocupar com que dizer e o que fazer ...eu tenho que estar contente. Esta meditação é assim: Se uma pessoa está fazendo uma coisa que não gosta, ela está precisando de um terapeuta, uma ordem esotérica, uma religião, para ela entender que: se ela está fazendo aquilo, ela já está fazendo, o que resta pra ela escolher?  Fazer bem ou fazer mal!  Fazer contente ou não! Qual é a conseqüência de fazer com má vontade?  Vai ser ruim para ela. Então tem que começar a mudar na mente e começar a prestar um bom serviço. Não importa o que você faça, não importa qual o serviço que você presta, começa a fazê-lo bem feito.

Participante: Um Curso em Milagres surgiu porque alguém escolheu que não queria mais esta vida e foram em busca de algo melhor.

Jorge: É isto que estou dizendo, eles foram em busca do espírito. Porque não adianta trocar de emprego. Não adianta mudar de cidade por que a pressão está grande, isso vai acontecer no outro lugar também.  Tem que mudar na mente, você muda a chave na mente de matéria para espírito, coloca o espírito no centro. A oportunidade que a pessoa pediu e que aceitou. No livro diz que a mais tênue solicitação, o Espírito Santo irá atender você imediatamente. Então tem que pedir!
Assim como eles pediram: Não quero mais isso! Daí o que aconteceu? Eles tiveram sucesso social? Ficaram muito ricos? Ficaram viajando de iate o resto da vida porque disseram que não queriam mais isso? Não! Eles construíram, não mais os tesouros na terra, mas construíram o tesouro no Céu, no nível do espírito. 

Participante: Vejo que cada vez mais os jovens estão escolhendo profissões que rende mais dinheiro, ao invés  de escolherem aquilo que gostam de fazer.

Jorge: É justamente sobre isto que este parágrafo está tratando, é o conflito na mente quando o que faz conflita com o que você quer, isso gera tensão e medo. Não adianta mudar o comportamento, você tem que mudar a mente. A Helen, chegou num momento em que a tensão era tanta e disse: Eu não quero mais essa vida!  Um dia eu fiz a mesma coisa, eu não queria mais a vida que eu estava levando, porque aquilo era vazio, não adiantava ganhar dinheiro, não servia para nada. Não adiantava ter um carro, uma casa, um apartamento, aquilo não me satisfazia, então decidi: ‘eu não quero mais essa vida!’ Isso não quer dizer que estou passando dificuldades, pelo contrário a gente sabe que as coisas se resolvem com uma facilidade impressionante, mas a gente passa por uma tensão. O que nos traz a tensão? Tudo que está ligado ao investimento na matéria! 

Não tem mais nada que vá preencher este vazio, só o espírito. A matéria não adianta. Se você está insatisfeito, então compra um carro, naquele momento você acha que está com tudo, daqui um pouco já não está mais, aí vai querer outro carro, outra casa, outro iate, outra namorada, isso não acaba. A matéria não preenche nenhum vazio, é tudo ilusão.

Durante a próxima semana vamos trabalhar bastante nesta meditação: Eu estou aqui ...não importa onde você esteja!                                                                                                                                       

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.

Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.

Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que

fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.

Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.

Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele

me ensine a curar


 

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