UM CURSO EM MILAGRES
12 DE MAIO DE 2004
4ª FEIRA

Primeiro Eu

MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.

Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar onde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Jorge: Tínhamos um exercício.

Participante: Era emergir e flutuar. Defender sua verdade, apenas isto. Dar-se conta de que a pêra mais importante sou Eu. Era para dar um enfoque diferente à pêra, não é isto?

Jorge: Sim, que nós somos a pêra principal.

Participante: Durante esta semana aconteceram várias situações bem diferentes, bem fora da rotina. Não tive assim, em nenhuma delas alguma situação de criar algum conflito. Encontrei uma pessoa que converso há muito tempo. Pertence a uma religião a qual prega em tempo integral. Então ela falou algo, e eu disse a respeito da mente. Ela me olhou, e disse:
'Respeito', mas acho que é por Deus. Então eu disse: 'Respeito'.Porque na verdade em última análise tudo é, mas a gente acaba olhando um de cada ângulo. Então conseguimos conversar sem maiores problemas. Dentro da minha família também estou tentando resolver uma coisa antiga, a respeito de um imóvel, e achei que estivesse resolvido, e agora estou deparando com outro problema e pensei que podia contar com determinada pessoa, que então me disse: Não, não, não. não vou concordar assim. Então, percebi que vou ter de rever toda esta situação, e então consegui não bater de frente, não impor minha verdade. Estou vendo, estou ouvindo, e conseguindo agradecer por esta oportunidade que estou tendo. Mas ficou muito claro que esta é uma oportunidade que estou tendo de aprendizado. Tenho que dar tempo ao
tempo, não impor nada às pessoas, e aprender passo a passo.Foi muito bom ter sentido esta gratidão pela oportunidade.

Participante: Emergir e flutuar tenho feito o tempo todo, mas não estive na semana anterior, e não lembro bem das pêras.

Jorge: É assim: A pêra mais importante entre as pêras sou 'Eu'. Por esta razão iniciamos o grupo com 'Pimeiro eu'.

Participante: Ah. sim. Tive na semana passada, e durante esta semana um aprendizado muito importante. O dia inteiro todos os dias tenho de falar sobre minha verdade. Nesta semana, de segunda para cá, houve situações que antes eram difíceis para mim. Eram situações que eu via como divergentes, verdades diferentes. Sempre tive dificuldades de lidar com isto, esta semana eu consegui. As coisas vão fluindo com facilidade, eu vou me posicionando, as coisas divergentes vão acontecendo, eu não me incomodo. Parece que houve uma mudança em mim. Consigo me ver separado do outro, no sentido de não fundir com o conflito. Sem confundir com a divergência. Em uma desta situações falei a minha verdade simplesmente e a outra pessoa não concordou, chegando a histeria. Eu consegui me ver separado disto. Falei com tranqüilidade a minha verdade, apenas isto. Mantive-me assim. Foi muito bom.

Participante: Como de costume não me preocupo como se tivesse uma tarefa a fazer. Eu deixo simplesmente acontecer e se acontecer alguma situação em que acontece algo referente ao exercício proposto, tento trabalhar isto. Sobre a verdade, aprendi a prestar atenção no que o outro está falando. Ouvir é muito importante. Permitindo que a outra pessoa fale, sabendo ouvir saberei o que a outra pessoa esta precisando.

Participante: Eu passei por uma situação bem complicada esta última semana, mas mergulhei, não consegui flutuar. Depois afastei-me fui meditar, descansar e dormir um pouco e então melhorou. Consegui outra vez flutuar. Quando voltei começou tudo de novo. Aí disse: Sabe o que? Vou apenas defender minha verdade. Cada um coloque sua verdade da forma que quiser. Assim, foi que hoje consegui estar aqui. Isto quer dizer que
alguma coisa consegui vencer.

Participante: Comigo aconteceu um conflito e eu mergulhei nele. Fui até o fundo. Não fiz nada, nada, afundei.

Jorge: Muito bem, chegamos a conclusão de que sou a pêra mais importante, dentre as pêras.
Vamos pegar esta pêra, 'eu' e verificar a composição da pêra. O livro diz que a pêra, é Espírito, mente, e matéria. É isto que você é? Então o que tem de mais importante em você?

Participante: O Espírito.

Jorge: Então tens que colocar aí sua ordem de prioridades. Já trabalhamos muito isto. Alcançar o alinhamento recolocando no centro o Espírito. Como se produz o alinhamento também já sabemos, fazendo a expiação. Fica como exercício anexo, para a próxima semana.
Primeiro 'Eu'. Trata-se da maneira de percepção correta O Espírito percebe primeiro Eu no sentido de 'SER". O ego percebe primeiro 'Eu', no sentido de 'TER'. Então o exercício é uma reversão da percepção.

Participante: Diga, o exercício compõe três atividades. Vai acontecer na mesma oportunidade, ou em ocasiões diferentes?

Jorge: Aprendi com você, que não temos de nos preocupar. Nem com a ordem dos acontecimentos, nem tampouco se eles vão acontecer ou não.

Principio 31

Milagres devem inspirar gratidão, não reverências. Deves agradecer a Deus pelo que realmente és. As crianças de Deus são santas e os milagres honram a sua santidade, que pode estar oculta mas nunca perdida.

Jorge: Milagres devem inspirar gratidão, não reverência, porque são um serviço prestado de um para outro irmão. Entre iguais, não cabe reverência. Reverência entre iguais, implica em desigualdade.

Participante: Pode estar oculta, mas nunca perdida ?

Jorge: Sim, nossa santidade nunca está perdida, tem a ver com nosso exercício de encontrar nossa prioridade em alinhar o Espírito, onde nossa santidade vai reaparecer. Pode estar oculta atrás de entulho que vamos juntando e acumulando como prioridades. São bens materiais de toda espécie e sentimentais de toda espécie. Promover a expiação e retirar o entulho para poder expiar aí, para poder perceber novamente a luz. Temos que abrir um espaço nesta muralha para dar uma expiadinha.

Participante: Se não colocar o Espírito no centro, a luz não será percebida?

Jorge: Assim é! No entanto é proporcional. A luz vai aparecendo a medida em que eu permitir. A luz vai assim fortalecendo a tua visão espiritual que estava obstruída pela matéria entulhada.

Participante: Mas milagres também podem inspirar reverência, não é assim?

Jorge: Sim, equivocadamente. Pois reverência implica em medo, não amor. Gratidão implica em amor. O início do segundo capítulo recomenda que devemos fortalecer o amor. Fortalecer a vista Espiritual. Pois que em uma situação, por exemplo, de uma visão santa, ao invés de inspirar amor, pode inspirar equivocadamente medo. Reverência neste nível, pode ser interpretada como medo. Crianças de Deus, se somos todos iguais, não cabe reverência entre nós. Somente prestarei reverência ao Senhor meu Deus. Farei uma reverência ao Rei para não ir preso. Respeito não é a mesma coisa que reverência. Devoção não é a mesma coisa que reverência.

Participante: Somos iguais somente em Espírito, porque no plano físico.... Aí, a reverência acontece e é necessária no mundo, não é?

Jorge: Estamos aqui para começar a mudar o padrão. Reverência não é necessária.
Participante: Mas então a reverência a Deus também não é medo?

Jorge: As crenças que temos de transformar estabelecem a reverência a Deus, em sinal de medo. Mas nosso trabalho aqui é de não ver a Deus com medo. Assim como o filho não deve temer o pai. A reverência então não é adequada entre iguais. Em todas as hierarquias, reverências são adequadas a superiores. Percebemos aqui, que no nível dos homens, todos são iguais. Como iguais, merecem respeito, não reverência. Aprendemos que o milagre, é um exercício de amor entre iguais. Por isto devemos gratidão. Nossa constituição diz que todos são iguais perante a lei. Então, assim em cima como em baixo.
Um subordinado tem medo de seu superior, porque coloca nele sua segurança. Um superior tem medo de seus subordinados porque deposita neles suas inseguranças. Assim: O superior pode tirar meu emprego. Os inferiores podem retirar meu Poder. A imposição da reverência pode estabelecer a diferença, e impedir o assédio. Quem tem mais tem medo que alguém venha lhe pedir alguma coisa. Você sai na rua às três horas da madrugada com quinhentos reais no bolso. Percebe a aproximação de alguém. O primeiro impulso é medo de que este estranho possa vir pedir algo a você. Medo de ter de dar a esta pessoa o seu dinheiro.
Se Você não tem dinheiro nenhum, o medo de ambos é dissolvido no primeiro instante. Você diz ao outro: Estou sem dinheiro também, vamos sentar e conversar um pouquinho. São iguais, não diferenças, não medo, não reverências. Um não chama o outro de Doutor. O que estabelece o medo são as diferenças, do que tenho a mais, ou a menos. Neste nível se aprendemos a tratar todos como iguais, se dissolvem as diferenças e com elas, o medo. Você não vai atacar um igual. Um igual não vai atacar você. Você não representa perigo ao outro, o outro não representa perigo a você. Assim, sou amigo do boy e do presidente da empresa, sou fortalecido pela igualdade. Converso com ambos igualmente. Tenho o apoio de ambos.

Participante: Mas não é assim tão simples.

Jorge: É uma questão que temos de trabalhar em nossa mente. Eliminar a diferença e ver todos como iguais. Assim podemos sentar no chão e falar com um mendigo. Podemos sentar em um sofá e conversar com o presidente.

Participante: Entra na sala do juiz para falar com ele para ver!

Jorge: Vejam que as pessoas são todas iguais, têm as mesmas dificuldades que nós. Não são diferentes.

Participante: Interessante. Uma moça que foi trabalhar lá em casa disse no primeiro dia: Não vou chamar de Senhora porque somos iguais. Senhor e Senhora é para Deus. Agora está me batendo aqui, é mesmo.

Participante: É mesmo. Na escola onde trabalhei como professora, a diretora não admitia que se permitisse as crianças chamar de tu ou você a professora. Eu preferia não ser assim. No entanto quando pressionada cedi ao tratamento, senti que imediatamente a aproximação das crianças terminou. Estabeleceu-se uma barreira entre elas e eu.
A gente aprende reverência às hierarquias.

Jorge: Estamos aqui para desaprender tudo. Aprenda a desfazer.

Participante: Uma colega tem um amigo que se tornou juiz. Convidou-a para trabalhar. Agora ela diz: Não é mais a mesma pessoa. Chego em sua sala e ele está todo armado, formou-se uma barreira entre nós.

Participante: É medo.

Participante: Já estava me dando conta de que era mesmo medo.

Jorge: O juiz precisa criar uma barreira para manter seu posto imune a pedidos que possam influenciar suas decisões. O que mais teme pode ser tomar uma decisão errada. Se tomar uma decisão errada poderá se motivado por influencias externas, se sentir culpado e de ter profanado seu templo, seu cargo. Assim é sua vestimenta. Usa a toga para impor a diferença. E senta-se no júri em local mais elevado. Para impor distância e outra vez, manter a diferença.

Uma história:

Um juiz recém nomeado, compartilhou com um amigo que disse: Precisarás de uma vestimenta adequada. Vou recomendar a um alfaiate especializado em vestimentas para juizes, que o fará para você sob medida. Ao lá chegar o alfaiate perguntou: És, por acaso, juiz recém empossado?

-O que isto tem a ver com a confecção da vestimenta?

-Se és recém empossado, por que juizes recém empossados andam com o nariz empinado e o peito estufado, preciso colocar mais tecido na parte da frente, para que fique de igual tamanho na altura dos pés. Se já com cerca de dez ou quinze anos de trabalho, tanto tecido na frente como atrás, pois que o ego já está menos ressaltado. Para juízes em fim de carreira, já tenho de colocar mais tecido na parte de trás, pois depois de anos debruçados sobre os processos, e vencidos pela humildade, e já com pouco ego, se colocasse mesma quantidade de tecido na frente e atrás, sobraria muito na frente o que faria a vestimenta arrastar no chão.

Livro texto
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1. As capacidades que possuis agora são apenas sombras da tua força real. Todas as tuas funções atuais estão divididas e abertas ao questionamento e à dúvida. Isso é assim porque não tens certeza quanto ao modo como vais usá-las e és, portanto, incapaz de conhecimento. Tu também és incapaz de conhecimento porque ainda podes perceber sem amor. A percepção não existia até a separação introduzir graus, aspectos e intervalos. O espírito não tem níveis e todo conflito surge do conceito de níveis.Só os Níveis da Trindade são capazes de Unidade. Os níveis criados pela separação não podem senão conflitar. Isso é assim porque eles são sem significado uns para os outros.

Participante: Estou com mais dúvidas que compreensões.

Jorge:Então compreendeu tudo. Enfim alguém compreendeu o Livro todo. Parabéns!

Participante: Bem, no início está escrito que, as capacidades que possuímos são apenas sombra... Lembro que há tempo conversávamos em casa sobre estes assuntos e então dizíamos que estávamos tateando no escuro. Antes eu me sentia assim: Tateando no escuro. Experimentava um pouco aqui, um pouco ali, e era assim que eu me sentia. De uns tempos para cá, com o desenvolver das atividades do Grupo Luz, e do Curso em
Milagres, eu já sei que não está mais tão escuro e que já posso ver um pouco além. Já me sinto mais segura, tomo decisões mais conscientes.

Participante: Eu me pergunto, como quero ter conhecimento, se percebo meu irmão somente através do meu ego? Então compreendo que todo trabalho que tenho a fazer para chegar ao conhecimento implica em olhar meu irmão com amor. Como aqui já foi dito, até mesmo para escutar o outro eu não quero parar. Já quero colocar minha verdade na frente. Primeiro tenho que começar a escutar. Também esta primeira frase: As capacidades que possuís agora são apenas sombra da tua força real. Puxa, como estou usando minha mente?

Participante: Percebe que minhas capacidades estão sujeitas ao olhar que eu estabeleço para elas. Parece então que o caminho é colocar o Espírito no centro para que
então consiga olhar as capacidades no alinhamento verdadeiro que elas
têm. Enquanto eu estiver tentando fazer minha própria realidade não conseguirei. A separação fez isto, não é? A separação criou graus, aspectos, e intervalos. É isto, não é?
É isto que estou percebendo. É muito bom dar-se conta disto.

Participante: Quando estabelecemos níveis para as pessoas estamos sendo
completamente egocêntricos. Estávamos falando em reverências. Foram os
aspectos graus e intervalos da separação que criaram estes conceitos e preconceitos, não é?

Jorge: Nossa força real hoje é apenas sombra do que realmente temos. Porque? Porque estamos com a mente toda dividida, toda em conflito. Não conseguimos unir nossa energia em um único objetivo. Estas inúmeras e incontáveis fraturas, divisões, que temos como mente, não nos permitem o fortalecimento. Toda a divisão enfraquece. Toda a união fortalece. Na oração do 'Pai nosso', pedimos que perdoai nossas dívidas, e perdão aos nossos devedores, para eliminar divisões. Não conseguimos força mental nem mesmo para compreender alguma coisa, pois nossa mente está toda dividida. Um grande empresário se aposenta e deixa a empresa com seus herdeiros. Estes vão dividir-se em facções, para disputar o poder. A tendência da empresa, uma vez que iniciou a fragmentação do poder, é fragmentar-se e enfraquecer. Divisões causam enfraquecimento. Grandes impérios são dilapidados quando morre o imperador, e os herdeiros disputam o poder e as posses. Nossa mente está assim. É um império fragmentado. Quem criou nossa mente criou-a íntegra. À medida que vamos tentando usurpar o comando, vamos enfraquecendo a mente.
À medida que fortalecemos o ego, que é a divisão em si, enfraquecemos
nossa capacidade real. Então está explícito que todo conflito começa quando iniciamos o fortalecimento das percepções. Isto porque começamos a fragmentar tudo.
Primeiro éramos Espírito, e então separamos em níveis. Agora temos o nível mental, o físico, o emocional. À mediada que vamos fortalecendo nossa percepções nestes níveis vamos enfraquecendo. Fragmentamos então em tato, olfato, visão, audição, paladar e aí vamos classificando dentro de cada sensor ou sentido. Cada vez separamos mais. Cada vez 'nos' separamos mais. Então à medida que vamos nos separando e enfraquecendo ficamos com mais medo, logo estaremos mais suscetíveis à reverências equivocadas. À medida que vamos eliminando separações nos fortalecemos. Vemos o boy e o chefe como iguais. Tratamos ambos como iguais. Nesta proporção o boy se sente fortalecido em sua presença, une sua força a sua, o mesmo acontecendo com você em relação ao seu chefe.
O chefe sente-se fortalecido pelos seus subordinados e todos juntos formam uma única força, a fortaleza da união. Permanece a hierarquia, mas sem separação, agora como parceria.
Vejam que grandes empresas eliminam aos poucos hierarquias e formam parcerias com funcionários. Não tem mais gerente, não tem mais oficce boy, tem parceiros, veja:
Parceria vem de parte. Assim, cada um faz sua parte formando um conjunto
uníssono e forte. Estão eliminando separações como, por exemplo, a separação da sala do gerente. Chefes ainda teremos. Mas não vamos reverenciar o chefe, e nem tampouco
nos afastar dos subordinados. Cada um é parceiro, parte que compõe uma força de trabalho.
Assim velhos modelos são abandonados, a medida que a mente coletiva vai abandonando velhas crenças. Isto é a evolução se materializando. Mas primeiro tem de acontecer no nível da mente. Isto acontece em sua empresa, em sua casa, em você. Temos de parar de perceber em níveis separados. Mas para que isto aconteça, temos de centrar no Espírito.
Ouvimos então nesta nova era falar muito em parcerias. Porque todos estão vivendo como partícipes. Partícipes de uma mesma mente. Olhamos as pessoas e gostamos ou não.
Observamos seu nariz, seus olhos, sua altura, seu grau, seus intervalos...Parem a separação!
O ego somente sabe separar, porque é resultado da separação. E como temos carvão na fórmula, reproduzimos o que somos.

Participante: Mas uma empresa tem salários diferentes, cargos diferentes, segredos, etc.

Participante: Como vai acontecer esta unificação?

Jorge: A empresa é a manifestação física do ego. Olhe para ela, e vamos aprender olhando suas divisões, departamentos, cargos, salários, o que é o ego. Utilize a empresa como instrumento de aprendizado. Ela deverá permanecer aí até que todos tenham aprendido.

Quando todos tiverem aprendido, a escola não será mais necessária. Olha para o ego e decifra-o. A esfinge diz: 'Decifra-me ou te devoro'. É a imagem do leão, que é o rei dos animais e do faraó, que é o rei dos homens. É a representação do ego no mundo, que diz:
'Decifra-me ou te devoro'. Está, então, desvendado o enigma da esfinge. A esfinge é a guardiã do altar, do templo interno e de seus tesouros para alcançar o altar, temos que decifrar e desfazer o ego. O ego é o guardião que não nos permite acessar o altar. A esfinge é o ego do mundo. Devemos então olhar para isto, decifrar e desfazer, fazendo a expiação. A expiação desfaz o ego, e nos coloca em frente ao altar. Quando nos reunimos em grupo, e alcançamos mais unificação, estaremos mais fortalecidos. Uma lâmpada cuja luz é mais forte clareia mais ao seu redor. Para desfazer e desmontar o ego, devemos decifrá-lo, assim como o circuito de uma bomba.

Participante: Na empresa em que trabalhei tinham salinhas e mais salinhas. Foram tirando as paredes, no final tinha um salão. Aconteceu primeiro com as paredes físicas, e depois com as mentalidades?

Jorge: Não, primeiro a mente resolveu tirar as paredes. Primeiro então surgiu na mente. Primeiro colocar as paredes para o funcionário não ver o chefe dormindo. O funcionário gostou, porque o chefe não via o funcionário dormindo. O chefe desconfiou, e fez uma janelinha par expiar o funcionário. Então o chefe podia fazer a expiação, mas o funcionário não podia fazer a expiação. Então as pessoas decidiram tirar as paredes para que todos pudessem fazer a expiação livremente. Pode ser que a idéia não surgiu na mente do funcionário, que para este, a mente teve de assimilar a idéia que primeiro surgiu na mente do chefe.
Participante: A igualdade total pode acontecer nestas parcerias?

Jorge: Penso que sim, sem paredes, não terás mais tantos obstáculos para ver o chefe. O chefe estará à vista. Isto eliminara diferentes cargos, como secretárias, assistentes, etc...
Participante: E nos salários pode acontecer?

Jorge: Talvez a resistência maior esteja nos funcionários. Talvez porque
gostariam de ser parceiros no lucro, mas não aceitariam ser parceiros em caso de prejuízos.
Os funcionários aceitam a renda ser aumentada de acordo com a recita
da empresa. Mas não aceitam ter a renda menor em caso de baixa da receita.
Estão vendo como impomos dificuldades à unificação?

Participante: Que significa que Tu também és incapaz de conhecimento porque ainda podes perceber sem amor.

Jorge: Já trabalhamos aqui a diferença entre sabedoria e conhecimento. Veja:
Sei que o marciano é verde. Mas não conheço um marciano. E se conheço um, conheço todos? Conhecer é total. Não admite parcialidades. Porque ainda estamos no nível das percepções, ainda não conseguimos ver a totalidade. Vemos em parte. Ver em partes, é ver sem amor. Então somos incapazes do conhecimento porque o conhecimento não admite
parcialidades, é o Todo.

Livro texto
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2. A consciência, o nível da percepção, foi a primeira divisão introduzida na mente depois da separação, fazendo com que a mente seja um perceptor ao invés de um criador. A consciência é corretamente identificada como o domínio do ego. O ego é uma tentativa da mentalidade errada para perceber a ti mesmo como desejas ser ao invés de como és. No entanto, só podes conhecer a ti mesmo como és, porque essa é a única coisa quanto a qual podes ter certeza. Tudo o mais está aberto ao questionamento.

Jorge: Vejamos: A consciência é resultante da percepção dos cinco sentidos, e foi formada a partir da separação.

Participante: A primeira divisão aconteceu separando a consciência da mente certa. Quando houve a separação de Deus?

Jorge: Vejam, algumas pessoas falam que aqui é um planeta escola. Que estamos aqui para aprender. Então, o que temos que aprender aqui? Ora, temos que aprender a decifrar o ego para desmontá-lo. Como podemos aprender na mente o que diz o livro, quando fala em separação, e que a consciência surgiu na separação, etc.. Vamos aprender então reconstituindo a separação para saber o que aconteceu, e o que causou a separação. Quando explodiu uma nave, e os técnicos não sabiam o que causou a explosão, juntaram todos os fragmentos possíveis, e reconstituíram a nave. Quando todos os fragmentos estavam reunidos, puderam observar que a explosão aconteceu em um determinado ponto, e isto causou a fragmentação total. O caminho agora é fortalecer o ponto fraco, desfazendo o erro inicial. O pecado original ou o que deu origem a fragmentação da nave, da mente. Vejam: Chegamos a este plano, com a primeira separação. Separa-se do pai, o espermatozóide, e da mãe, o óvulo. Depois de um tempo no 'bem bom' da gestação, o nascimento, a separação. Depois a creche, depois a escolinha, e assim, vamos nos separando da mãe, do pai, dos amiguinhos, de novas turmas, e a cada nova turma, nos separamos da anterior. Depois o namoro, as separações. Depois o casamento, os filhos reconstituindo outra vez a separação ao nascerem. Depois a morte dos pais, dos irmãos, dos amigos, nossa morte. Uma existência separando e aprendendo a reconstituir a separação, até entendermos o porque , a causa inicial da separação. Temos consciência. Estamos separados. Logo a consciência representa a separação. Como não estou separado, tenho de sair da consciência para conhecer realmente o que sou.

MEDITAÇÃO
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.

Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar onde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

 

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