UM CURSO EM MILAGRES
10 DE MAIO DE 2004
2ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar

Princípio 31: Milagres devem inspirar gratidão, não reverência. Deves agradecer a Deus pelo que realmente és. As crianças de Deus são santas e os milagres honram a sua santidade, que pode estar oculta mas nunca perdida.

Jorge: Todos entenderam?

Participantes: Sim!

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Capítulo 2 – A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO
V. A função do trabalhador de milagres
5.
A única responsabilidade daquele que trabalha em milagres é aceitar a Expiação para si mesmo. Isso significa que reconheces que a mente é o único nível criativo e que os erros que ela comete são curados pela Expiação. Uma vez que aceitas isso, a tua mente só pode curar. Negando à tua mente qualquer potencial destrutivo e reempossando-a dos seus poderes puramente construtivos, tu te colocas em posição de desfazer a confusão de níveis dos outros. A mensagem que então lhes dás é a verdade de que as suas mentes são similarmente construtivas e suas criações equivocadas não podem feri-los. Afirmando isso, liberas a mente da super-valorização do seu próprio instrumento de aprendizado e a restauras à sua verdadeira posição como aprendiz.

Jorge: A única responsabilidade que eu tenho e que cada um tem para si, é aceitar a Expiação. Porque no momento em que você aceita a Expiação para você, você reconhece que a mente é o único centro criativo. O corpo não cria, a emoção não cria, o cérebro não cria. Só quem pode criar é a mente. Os demais componentes abaixo, apenas são instrumentos de transformação da matéria.

Quem é que criou esta sala onde nós estamos? Foi a mente, a emoção ou foi o corpo? O corpo não criou, ele executou, ele materializou o que a mente criou.

É assim: Criação só existe num nível. Os níveis abaixo são instrumentos. A mente que teve a idéia, que idealizou, esta foi criativa. Todos os demais foram instrumentos para realizar a criação da mente que mentalizou este projeto. Vocês percebem que só na mente está a capacidade de criação? Porque o corpo não cria nada, nem o cérebro! O cérebro é um instrumento de interpretação das percepções, apenas isso. O cérebro é físico, é um instrumento físico, quando a pessoa morrer o cérebro pára de funcionar a mente não.

Se nós entendermos isto, que todo o poder criativo, está e só está, unicamente na mente, não está em nenhum outro aspecto que nós possamos pensar ou imaginar e a mente é criada para criar. A mente é a extensão da mente de Quem Criou. Ela reproduz tudo aquilo que ela é. Você é a extensão da Criação. Se você é a extensão, você é a criação. Então, crie! Você tem que criar! Sair do nível de instrumento para o nível criativo, para começar a criar. Se você começar a ser criativo, você vai ter prosperidade em todos os níveis. Enquanto você não for criativo, você vai ser auxiliar de alguém que é mais criativo que você. Você vai ser serviçal de alguém que criou alguma coisa e vai determinar: faça isso, faça aquilo, agora faça isto!

Você tem que desenvolver a sua criatividade. As pessoas vão se acomodando. O que é mais fácil, mais cômodo?

– receber um salário no final do mês sem ter que ‘esquentar a cabeça’?

- ou você desenvolver uma atividade criativa, onde tem que pensar e onde você vai empregar outras pessoas para executar a tua criação?

É ter o salário todo mês, faça sol, seja feriado ou não! Então, as pessoas vão se acomodando. Como esta situação é mais cômoda, muitos não desenvolvem na mente esta capacidade criativa, acomodam-se naquela situação que estão. Passam a usufruir deste salário apenas para satisfazer as necessidades temporais e não desenvolvem a mente criativa e não se dão conta disto.

O parágrafo que lemos diz: Sua única responsabilidade, por isto você é responsável, para o resto você não precisa dar tanta importância. Mas você é extremamente responsável pela criatividade. Para você voltar ao nível da criatividade você tem que aceitar a Expiação para você mesmo. No momento que você aceita a Expiação, que você faz a primeira Expiação, você vai compreender que isto não é tão difícil. Que todos os erros que a mente comete são desfeitos com a Expiação, aí você volta ao nível criativo.

É isto que bloqueia as pessoas, não deixa as pessoas ascenderem, brilharem.

Uma pessoa que brilha, uma estrela, um astro...

A pessoa está ascendendo, ela tem criatividade, ela desenvolve algumas coisas. É neste sentido que dizem que a pessoa tem brilho, quando ela desenvolve a criação. Para isso ela tem que fazer a Expiação, ela tem que aceitar para si mesmo a Expiação.

No momento que a pessoa aceita a Expiação para si mesmo, ela começa a compreender que fazer a Expiação não é tão complicado e que todos os erros da mente são desfeitos com a Expiação. Nós já sabemos que Expiação é o ato de desfazer todos os erros que foram cometidos. Também nos damos conta que todos os erros estão na mente. Quando você se dá conta disto, você tem como resultado a cura. E você compreende que a cura só acontece quando você desfaz os erros na mente. Não adianta você desfazer os erros do corpo. Porque o corpo não é. Se o corpo não é, então, o corpo não erra, o corpo não acerta, o corpo nada, ele é apenas um instrumento, assim como a caneta é um instrumento na mão de quem escreve. A caneta não erra. Se você escrever uma coisa errada, você não pode acusar a caneta. Aceitar que a caneta erra, é a mesma coisa que você aceitar que o corpo pode errar.

Quem é que acerta ou erra? A mente! Se é a mente que comete erros, ou que acerta, então, é no nível da mente que tem que ser feitas todas as correções. Quando você começa a fazer as suas correções, você começa a se curar. Quando você começa a se curar, você começa a alinhar-se. Quando você alinha, espírito, mente e corpo, você consegue desfazer também os outros desalinhamentos, porque você sabe como é que faz, aí você pode ajudar os outros a desfazerem seus erros também.

Pelo simples fato de você estar alinhado, quando você percebe que o outro está com problema, você vai conseguir dizer para ele o que ele tem que fazer, você vai conseguir transmitir isto. A cura pode acontecer pela simples presença, a pessoa olha para você e se dá conta, pode ser com o toque de mão, pode ser em uma massagem, numa terapia, numa conversa. Não existe uma única maneira de se trabalhar isto, às vezes a pessoa fica conversando sozinha, você está perto e ela se dá conta do que está errado, você não precisa dizer nada, não precisa fazer nada, de repente a pessoa diz ‘puxa vida, caiu a ficha!’

A medida em que você vai se trabalhando as outras pessoas vão perceber isto, vão reconhecendo isto, vão usufruindo, isso é como uma lâmpada que se ascende. Quando você ascende uma lâmpada em um lugar escuro, as pessoas que estão perto enxergam melhor, enxergam o que está errado. Se você colocou uma meia azul e outra cor de rosa, no escuro ninguém estava vendo, mas quando você ascende a luz todos vêem, ninguém precisa dizer mais nada, basta olhar para o teu pé para ver o que está errado em você. Não requer nenhum esforço teu, flui naturalmente.

Vai ser do tipo: ‘Não preciso me preocupar com o que dizer e o que fazer...’ Não precisa nem se preocupar em curar os outros, apenas vai compreender e se tiver que dizer ou fazer alguma coisa, você vai saber disto na hora. Quando você consegue restabelecer o alinhamento dos níveis com o espírito no centro.

Os níveis são assim: Espírito, mente e corpo.

O espírito tem que estar no centro.

O corpo é instrumento e aprendizado da mente.

A mente é o aprendiz.

É esse o alinhamento que estamos trabalhando. Se você consegue restaurar em você este alinhamento, você consegue transmitir isto para as outras pessoas também. Você consegue mostrar, quando as pessoas têm problemas, que todos os problemas são porque elas estão desalinhadas. Ou porque estão buscando, demais, a compreensão intelectual ou, demais, a supervalorização do corpo ou do intelecto.

Quando uma pessoa supervaloriza o corpo, que é um instrumento de aprendizado, ela não consegue traduzir suas experiências em aprendizado, ela não consegue perceber nada além de si próprio, do seu próprio corpo. Tudo o que ela trabalha ela traduz para suprir as necessidades do corpo.

É como se você tivesse, por exemplo um carro e todo o produto do seu trabalho, você investiria no carro. ‘Vou deixar o carro mais bonito, amanhã vou comprar uma rodinha mais bonita..agora vou trabalhar...trabalhar...para pintar o carro cor de rosa...vou fazer um curso e ganhar mais dinheiro pra comprar bancos novos pro carro’. Assim, você supervaloriza o teu carro. É como se o motorista do táxi investisse tudo que ele ganhasse no táxi, enfeitasse o táxi e que não tivesse mais nada além do seu próprio instrumento de trabalho.

Colocar o espírito no centro e não supervalorizar o físico ou o intelecto. Veja, quando as pessoas estão doentes e elas estão doentes porque estão desalinhadas, quando não tem mais jeito, o que elas procuram? Procuram uma igreja, um centro espírita, vão buscar ajuda em algum lugar! Estão buscando realinhar-se. É possível encontrar a cura? É! No momento em que a pessoa coloca o espírito no centro, a pessoa se cura com o desenvolvimento espiritual. A gente vê isto nas igrejas. As pessoas dão depoimentos, por exemplo: ‘...há pouco tempo eu bebia, fumava, eu fazia isso e aquilo e eu era doente, tinha ansiedade, stress, quando eu entrei para a igreja eu me curei!’. A pessoa parou de supervalorizar o corpo e começou a colocar o corpo no seu devido lugar, o intelecto no seu devido lugar e o espírito no centro de sua vida. Começa a trabalhar mais em função da igreja, do desenvolvimento espiritual do que qualquer outra coisa. Isto não quer dizer que a pessoa não vá ter casa, carro, boa comida, boas roupas, só que isto vem como resultado, não como prioridade. Este é o alinhamento correto para estes corpos, espírito, mente e matéria. Corpos ou níveis, como chama o livro que estamos estudando.

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Capítulo 2 – A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO
V. A função do trabalhador de milagres
6.
Deve-se enfatizar mais uma vez que o corpo não aprende nem tampouco cria. Como um instrumento de aprendizado, ele meramente segue o aprendiz; mas se é falsamente dotado de iniciativa própria vem a ser ma séria obstrução ao próprio aprendizado que deveria facilitar. Apenas a mente é capaz de iluminação. O espírito já é iluminado e o corpo em si é por demais denso. A mente, porém, pode trazer sua iluminação ao corpo reconhecendo que ele não é o aprendiz e, portanto, não pode ser levado ao aprendizado. Contudo, o corpo é facilmente levado a se alinhar com a mente que aprendeu a ver além dele em direção à luz.

Participante: Existe uma relação entre esta luz e este campo magnético do corpo, que todos nós temos?

Jorge: Essa luz, se não existisse, não haveria vida. Tudo que tem vida tem este campo energético, esta luz em torno que nós chamamos de aureola ou aura. Ela existe, mas não é perceptível e é muito tênue, então, você já é um ser de luz, só que a tua luz ainda é muito fraquinha. Você não pode negar que você tem esta energia que não vem do corpo. O corpo é um instrumento que é energizado. Ele não tem vida própria, energia própria. Então, quem anima, quem dá animação ou energias para o corpo? É a mente! Por isso que chamamos de ‘corpos animados’. Depois que a mente sai do corpo, no corpo não tem mais nenhuma energia.

Então o que acontece? Quando a mente entra no alinhamento do espírito, ela se alinha com a luz do espírito, que é luz e é iluminado e ela se acende, como ela se ilumina toda, ela pode iluminar o corpo também. Este corpo vai ficar resplandecente. Esta aura, ou campo magnético, campo energético, corpo de luz vai ser visível.

Método Kirlian permite fotografar a aura. Por isso que nos relatos de pessoas que viram pessoas santificadas, descrevem como terem visto uma coisa toda iluminada em volta. É este campo energético que é iluminado. Mas não é o corpo que produz a luz, nem a mente que produz, esta luz vem do espírito. A mente apenas se alinha para iluminar-se, ali ela pode transmitir esta energia, esta luz, porque o corpo já é animado pela mente, já tem o que anima esta energia, como a energia elétrica.

Na energia elétrica a luz acontece porque a lâmpada está ligada à fonte que gera esta luz, porque o interruptor está ligado, está na posição ‘ligado’. Então, nós estamos ligados à Fonte, o nosso interruptor é que não está. Quando você desliga o interruptor, o que você faz? Você desalinha! Passa ele para o ladinho, para não funcionar mais, para que a luz não passe, para que a energia não passe, então, não acontece a iluminação na lâmpada. Se você alinhar, ele vota, você conectou ele com a Fonte. Não sei onde está a fonte de onde vem a energia até aqui, mas, tá ligado, se não estiver, não teria luz!

Nosso corpo, nós estamos ligados à esta energia, só que a nossa ligação está bem enfraquecida. Não existe uma só pessoa que esteja totalmente desligada. Você pode desligar o corpo desta energia, quando a pessoa morre, desligou o corpo, mas não desligou a mente. Mesmo assim, a pessoa ainda cria um corpo, um corpo energético. Ela pode ficar sem o corpo físico, mas tem o corpo energético por isso que dizem que as pessoas vêem fantasmas.

Esse é que é o tal do alinhamento.

Participante: A medida em que criamos o ego começamos a encobrir a nossa luz, como se jogássemos terra sobre esta luz...

Jorge: A nossa única responsabilidade, é aceitar a Expiação para nós mesmos. Não tem mais nada que temos que fazer aqui. É justamente o que estamos trabalhando hoje. O que é o ego? Da maneira como nós damos o significado à palavra ego, é a nossa consciência! Por isso quando eu era pequeno, o padre pedia para fazer, todos os dias, o exame de consciência para ver se não ficou nenhum pecado ali, não poderia ir dormir com nenhum pecado. Eu não fiz, se tivesse feito, estaria muito bem agora. Pecado, erro, carma, equívoco são a mesma coisa, só muda o nome.

O que acontece: Você quer alinhar-se? Então, começa a aceitar a Expiação para ti mesmo. Aceitar a Expiação para si mesmo é trabalhar intensamente com o perdão, perdoar a si mesmo, pelo que fez, pelo que não fez, pelo que disse, pelo que não disse, pelas mágoas, pelos ressentimentos, pelos conflitos com as outras pessoas, vai trabalhando.....pagando... perdoando... é isto que temos que fazer, é a nossa única responsabilidade. É a única coisa que nós deveríamos estar preocupados em fazer. Por quê? Porque é a única coisa que vai realinhar a nossa vida, nossos corpos, vai colocar o espírito no centro e a medida em que você vai desfazendo, você vai removendo obstáculos. A medida que você vai removendo obstáculos à luz, você vai vendo com mais clareza. Com certeza esta é a grande orientação, a única responsabilidade que você tem é aceitar a Expiação para você mesmo e começar a desfazer todos os seus erro. Se você quiser chamar de pecados, ou carmas, vão trabalhando nisto, começa pelo que está mais perto, pelo que está mais fácil. Começa desfazendo a confusão de níveis. Os níveis são: espírito, mente e matéria. O espírito deve estar no centro. Para a gente fazer a correção, os alinhamentos, começamos pelas coisas mais fáceis.

O que é mais fácil de fazer? Mais fácil é trabalhar com as coisas da matéria, é pagar, resolver todas as pendências físicas. Quando você estiver com isso tudo certinho, você não deve e nem tem para receber nada de ninguém, daí você começa a desfazer mágoas, ressentimentos, até conseguir força para desfazer na mente todos os erros. Porque tudo surge na mente, outra vez Ele reforça, devemos enfatizar mais uma vez que a caneta não erra, se o texto está escrito errado, quem errou foi o mentor do texto, não a caneta.

Então, não é na caneta que devemos fazer a correção, é na mente de quem mentalizou, é ali que está o erro, ali que deve ser feita a correção. Já estamos vendo que não adianta corrigir no corpo as doenças, porque elas não são solucionadas. Cada vez tem mais laboratórios, mais remédios, mais pessoas envolvidas na cura do corpo e cada vez tem mais doentes. A quantidade de pessoas doentes aumenta de uma maneira desproporcional, nos hospitais não têm lugar para tanta gente doente.

Mas se a ciência avançou tanto. Há 30 a gente olhava o “Fantástico” e tinha curas para todas as doenças e comentava-se que daqui a dez anos não iria ter mais ninguém doente, porque a tecnologia,..porque os laboratórios,..porque a ciência está avançando espantosamente e diziam que no ano 2000 as pessoas poderiam viver até 200 anos sem nunca ficarem doentes.

O que aconteceu? Agora estão prevendo para 2020, depois vão prever para 2500. Cada vez vai ter mais gente doente! Por quê? Porque não adianta curar o corpo! No corpo você consegue inibir o sintoma, apenas isto, a cura deve ser feita na mente. Ali é que está o erro. Não adianta, por exemplo, colocar um pulmão novo numa pessoa que está com o pulmão todo arrebentado e ele continuar fumando. Substitui aquele pulmão que estava preto e coloca um limpinho, a pessoa vai pensar ‘ôba agora posso fumar mais ainda’, não resolveu nada, não curou a pessoa. A cura não aconteceu! Você vai ter que dar um pulmão por ano para ele. O problema não está no pulmão, está no erro que a mente comente, não é o corpo. O corpo não compra.

Você pega um corpo, coloca-o na frente do caixa e a pessoa da caixa pergunta: E daí corpo, o que é que você quer? Se não tiver a mente, se não tiver a mente ativando, nada acontece. Nós dizemos ‘o meu corpo’, todas as coisas que nós temos são corpos, não fazem nada. O corpo é animado.

Vocês já viram aquele teatro de animação, teatro de fantoches. A criança acredita que aquilo é de verdade. Acredita porque ‘se está se mexendo e emitindo som’, então, é de verdade. O quê dá animação para aquele boneco? O que está por dentro, o que está integrado. Assim o nosso corpo está integrado à nossa mente, ele se alinha facilmente com a mente, tanto no erro, quanto no acerto.

Se a tua mente está errada, o corpo se alinha com o comando da mente, a mente é o chefe. Ele vai começar a agir equivocadamente, vai cometer os erros que a mente orientar, ordenar.

Se você vê um grande trator construindo uma estrada, ele tem a força, mas ele é um instrumento. Se tiver uma pessoa bem pequenina no comando daquela máquina enorme, apertando botões.. A sua mente faz isso com o seu corpo. É na mente que estão todas as coisas que devem ser desfeitas, para que ela se alinhe novamente com a luz, o que nós chamamos aqui de Expiação, que é o ato de desfazer todos os erros.

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Capítulo 2 – A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO
V. A função do trabalhador de milagres
7.
O aprendizado corretivo sempre começa com o despertar do espírito e o afastamento da crença na vista física. Isso freqüentemente acarreta medo, porque tens medo do que a tua vista espiritual vai te mostrar. Eu disse anteriormente que o Espírito Santo não pode ver o erro e só é capaz de olhar para o que está além do erro em defesa da Expiação. Não há dúvida de que isso pode produzir desconforto, no entanto, o desconforto não é o resultado final da percepção. Quando se permite que o Espírito Santo olhe para a profanação do altar, Ele também olha imediatamente em direção à Expiação. Nada do que Ele percebe pode induzir ao medo. Tudo o que resulta da consciência espiritual é meramente canalizado em direção à correção. O desconforto só surge para trazer à consciência a necessidade da correção.

Jorge: O espírito não tem sensação de desconforto, o desconforto está no nível da mente. Quando o espírito vê a profanação do altar, ele vê que tem alguma coisa errada, ele remete imediatamente para correção, ele não fica parado no erro ou na sensação de desconforto. O desconforto vai acontecer na sua mente enquanto você não desfizer o erro.

Participante: Ele é como se fosse um intermediário?

Jorge: Quando você decide prestar mais atenção no espírito, na tua faculdade, ou no teu desenvolvimento profissional..... Por exemplo, a pessoa coloca o intelecto no centro, só quer estudar, estudar, coloca a mente só nisto, na sua profissão, no seu desenvolvimento profissional, no intelectual trabalha muito isso e esquece do que é mesmo, esquece do espírito. Colocou o corpo a serviço disso.

Ou a pessoa trabalha muito em função só do corpo. Porque o meu corpinho tem que estar bronzeadinho, tem que estar bonito, é aquela pessoa que só fica se olhando no espelho, valoriza muito uma roupa nova, um sapato novo, um carro novo, só no conforto do corpo, vamos colocar assim de uma maneira bem simplista. De repente alguém convida para ir numa palestra ou numa reunião em que as pessoas começam a falar das coisas espirituais, fé colocam desta maneira, que você tem que olhar o seu espírito. De repente você se dá conta, naquele momento, que você esqueceu disto, daí você vai se sentir muito desconfortável.

Este desconforto é passageiro, logo passa, tanto se você vota para o corpo, para o intelecto, ou quando você faz a Expiação, só que a sensação de desconforto, se você não faz a correção, vai passar, porque você vai afogar ela outra vez. Sempre que você voltar, vai sentir o desconforto de novo.

É como se você entra numa sala da sua casa e vê que está tudo sujo e que você tem que limpar ‘ai meu Deus, que coisa mais suja’, dá aquele desconforto e você fecha a porta e não entra, aquela sensação de desconforto passa. Um dia você resolve limpar aquilo, vai sentir desconforto enquanto estiver limpando, mas na hora que limpou, o desconforto acabou para sempre. Se você fechar a porta e não limpar, um dia você vai entrar naquela sala de novo ela é caminho de passagem para você, ela faz parte da sua casa, do seu eu, você pode adiar, mas toda vez que você abrir a porta vai sentir desconforto.

Ali Ele diz, que é natural que a pessoa busque o caminho espiritual, em um determinado momento pode achar que ‘está pior do que eu estava, agora estão aparecendo coisas, por que eu fui mexer nisto? É melhor fechar esta porta e cair fora!’ Porque a pessoa começa a ver o que tem que ser limpo.

Participante: É esse o nosso livre arbítrio?

Jorge: Imagine que você tem uma praça, de um outro lado você tem a catedral, do outro lado da mesma praça você tem um bar. Vamos colocar que o bar é para a satisfação do corpo, para o ego. A catedral, não importa qual religião seja, é para o espírito. Você pode escolher, você sempre pode escolher! Você só não pode beber dentro da igreja e também não vai dar certo se você for fazer pregação no bar, eles vão te mandar embora também.

Então, você não pode instalar um barzinho dentro da igreja, isso não vai dar certo. E também não pode querer instalar a igreja dentro do bar. Você tem a liberdade de escolher.

Se você for para o bar, você pode se sentir bem lá no bar, sem conflito nenhum, se for para a catedral pode se sentir bem também. A hora que você sai da catedral, pode ir para o bar, só não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Todos sabem onde está a catedral e todos sabem onde está o bar. A catedral, normalmente, é mais visível, é a construção maior da praça. O bar é mais atrativo, por menor que ele seja. Mas nós é que escolhemos. Então, sempre nós podemos escolher entre estar no espírito ou estar no ego. Esta escolha é a mente que faz.

Às vezes é difícil ir para a catedral e ficar lá uma hora durante uma missa, ou uma sessão religiosa, ou espiritual, ou uma doutrina. Quem está no bar está se divertindo, ali uma hora passa rápido. Isso é a mente que já está equivocada, ela acha mais confortável estar no bar.

Quando ela está lá na doutrina, ou na palestra, por exemplo, estão dizendo algo e você pensa ‘estão falando para mim, parece que estava falando sobre aquilo que eu faço de errado!’ Então, a pessoa se sente desconfortável. Isto que nós tratamos no parágrafo anterior. Ele diz, quando acontece o desconforto não é para você fugir é para você ficar, ele pode ser o trampolim para a cura. Você sente o desconforto, sente que tem uma coisa errada, é uma oportunidade de se curar. A escolha sempre está na mente. A mente é que escolhe, para um lado ou para o outro.

Estamos sempre escolhendo, entre o corpo e o espírito. Por exemplo, vai ter um retiro espiritual, vamos ficar um final de semana em retiro, vai custar 500 reais.

Lançaram um DVD novo, que você ainda não tem. Quando você voltar do retiro, vai chegar na sua casa e não vai ter DVD. Se você comprar o DVD vai tê-lo todos os dias. O retiro é só durante uma semana. A escolha vai ser: ‘vou comprar um DVD!’. É isso a dificuldade da nossa escolha. É a escolha lógica do mundo físico, do mundo material.

Por quê? Porque se eu for no reitor vão ficar tocando nos pontos em que eu tenho que mudar , eu não quero mudar, eu quero um DVD! São escolhas não muito fáceis. Porque nós ainda não colocamos o espírito no centro.

Se você tivesse colocado o espírito no centro das prioridades você escolheria ir no retiro. Como no centro das prioridades ainda está o corpo, porque o
DVD é para o corpo, para o ego. Enquanto nós estamos desalinhados, as escolhas tendem prevalecer na matéria, só por esta questão. São as prioridades que cada um tem, a gente compreende, a gente usa esta observação como compreensão para entendermos o que acontece, mas não há como julgar ou criticar ou condenar.

Participante: Sobre concentração, tipo meditação...

Jorge: Quando você fica neste estado, você faz isto para emergir fora do nível da consciência física, ou corporal. Se você sai fora deste nível, você vai para o nível onde você sente bem-estar. Este nível de bem-estar é o nível da mente certa como nós dissemos, a nossa aproximação com a luz espiritual.

A meditação, a concentração, são muito bons, vão fortalecendo a vontade de priorizar o espírito. Uma pessoa que faz exercícios de concentração e meditação, usando este exemplo do retiro, ele já vai escolher mais o retiro do que o DVD. Não que o DVD não seja bom, não que o retiro seja melhor ou pior. A concentração, a meditação, tudo isto vai favorecendo o alinhamento correto. Este é o propósito, o objetivo da meditação, levar-nos ao alinhamento correto. Meditação a gente faz para sair para um nível acima, para baixo seria tudo o que nós temos ao nível da matéria, no nível horizontal, aí você fica pensando nas coisas que estão incomodando.

Você não senta uma hora para meditar para pensar nas coisas que estão te incomodando, isto você faz na frete da tua agenda no escritório, lá no seu trabalho, ou sentado em casa com os olhos abertos. Quando você fecha os olhos para meditar, é para sair fora disto, a gente diz ‘para esquecer’, não é que você vai resolver, é que você quer sair, e a única maneira de sair é para cima.

Se você olhar no nível horizontal, lá estarão os conflitos, os problemas, os afazeres estarão ali, o que tem para ser resolvido. Então você pára, sai um pouquinho, depois você volta e quando você volta mais fortalecido, mais criativo. Por isso a pessoa que pratica estes exercícios de meditação, consegue ser mais criativo.

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Capítulo 2 – A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO
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8.
Em última instância, o medo da cura surge de uma recusa em aceitar inequivocamente que a cura é necessária. O que o olho físico vê não é corretivo e nem pode o erro ser corrigido por qualquer instrumento que possa ser visto fisicamente. Enquanto acreditas no que te diz a tua vista física, as tuas tentativas de correção estarão equivocadamente dirigidas. A visão real é obscurecida porque não podes suportar ver o teu próprio altar profanado. Mas, uma vez que o altar foi profanado, o teu estado vem a ser duplamente perigoso, a menos que seja percebido.

Jorge: A minha vista física prefere ver o DVD. A minha vista espiritual prefere trabalhar os meus conflitos, desfazer todos os bloqueios, traumas, indo no retiro. Enquanto estou confiando na minha vista física e penso ‘..ando muito ansioso, stressado, estou meio depressivo, mas vou comprar um DVD, aí vou chegar em casa, vou ver um filme, vou relaxar e me curo disto!’ Não vai se curar! É isto que está colocado neste parágrafo

Melhor a gente seguir o que, às vezes, chamamos de intuição, buscando uma correção num outro nível. Você comprar para suprir isto, não vai resolver. A gente é educado para seguir a coisa no nível físico.

Um dia observei uma cena muito interessante numa rua daqui do centro da cidade. Era uma mulher e um menina de aproximadamente 4 anos de idade. A menina queria ir para um lado e a mulher queria ir para a direção contrária. A mulher saia para pegar a menina e a menina corria. A mulher dizia: Vem aqui! E a criança respondia: Não vou! A mulher, que deveria ser a mãe, imaginei, chamava a criança para ir para este lado e a criança dizia que não queria ir nesta direção. As duas não se distanciavam muito, a mãe estava uns 10 metros da menina... andavam para lá e para cá. A menina vinha, mas não chegava, quando a mãe queria pegar a menina, ela se afastava. Quando a mãe vinha, ela vinha atrás, ela não ficava sem a mãe.

Elas não estavam desligadas. De repente a mãe teve uma idéia brilhante, disse: Olha, minha filha, vamos ali naquela loja comprar uma coisinha pra você! Aí a menina veio.

O que acontece? A tendência que temos em escolher a matéria, está em todas as pessoas e nós vamos estendendo isto, vamos sendo educados assim, vamos educando as pessoas pela coisa material. Sempre a coisa material. Tem que ter uma coisa material em troca, porque se não dizemos ‘o que eu ganho com isto?’

A pessoa está doente o médico receita um comprimido. ‘Gastei o meu dinheiro, mas recebi a receita de comprimido em troca’. Isto é uma coisa palpável, material. Mas se o médico diz: ‘Vai ali fazer uma imposição de mãos, Reiki’. A pessoa vai perguntar ‘o que eu vou ganhar com isto? ... ela vai colocar a mão em cima da minha cabeça e não fiquei com nada!’ Por quê? Porque a vista física não pode ver a cura.

Neste parágrafo diz que nada que a vista física possa ver, significa cura, porque a mente não é visível por nenhum dos sentidos da percepção. Se você tem que trabalhar neste nível, não vai ser com bisturi, não tem bisturi para curar a mente. Não tem um remédio físico para curar a mente. Isto tem que ser trabalhado no nível da Expiação.

Muitas pessoas ficam doentes porque não perdoam, ficam com gastrite porque não conseguem digerir as situações do dia-a-dia. Não conseguem digerir o chefe, não conseguem digerir o colega de trabalho, não conseguem digerir o seu subordinado. Cada vez que vê aquela pessoa, o estomago começa a doer, tem uma úlcera, um tumor. Daí vai lá e retira o estomago, mas não tira o chefe. Então, o que tem que fazer? Tem que fazer uma ‘cirurgia’ para tirar o chefe! É ele que te faz mal. Tira o chefe, chega outro, outra vez você tem um chefe, vai passar mal outra vez.

Talvez você se dê conta que o que faz você passar mal não é a pessoa, mas a idéia de ter um chefe, porque você não aceita chefe. Se você não é chefe, tem que ser subordinada a um chefe, então tem que dissolver este problema que você tem com chefe, daí você pára de passar mal por causa do chefe, porque vão trocar os chefes, os empregos, mas sempre você vai ter um chefe. Você vai ficar passando mal a vida inteira, é melhor resolver, não adianta tirar o estomago e não adianta tirar o chefe. O estomago vai ser substituído por uma outra coisa, o chefe vai ser substituído por uma outra pessoa, que pode ser pior do que aquele que você tinha originalmente. Aonde que está o problema? Na tua mente!

Um vez uma pessoa trabalhou aqui e pediu para ir embora porque todos os dias de manhã, pelas 10 horas, doíam os seus dentes. Ela disse que não sentia isto em casa, achava, então, que o problema fosse aqui. Foi trabalhar em outra empresa e foi a mesma coisa, mais ou menos às dez horas começavam a doer os dentes. Trocou de emprego novamente, todos os empregos que ela teve faziam mal para os dentes. Foi no dentista e descobriu que ela rangia os dentes ‘ai que trabalho chato’, por isso os dentes começavam a doer.

A profanação do altar é o erro, carma, o equívoco. O nosso altar não é a estrutura que envolve. Você pega, por exemplo uma igreja, toda aquela estrutura que é construída em torno é só para guardar o altar interno. Tudo o que nós podemos ver com a vista física é a igreja, a catedral , o altar é lá dentro. Fica no plano imperceptível.

A profanação do altar é quando você comete um erro, você se dá conta do erro, fica com sentimento de culpa. Por exemplo, você vai no super mercado e dá uma nota de 50 reais para pagar 30 reais de compras e a pessoa da caixa dá o troco como você tivesse dado 100 reais. Você recebe os 70 reais de troco e vai embora. Será que não vão descontar, daquela pessoa que ganha o salário mínimo, os 70 reais que ela deu de troco errado? Você começa a pensar e passa mal, mas logo pode pensar ‘azar dela, quem mandou não prestar atenção!’ Assim, você começa a botar terra em cima para não perceber o erro. Mas o dia em que você for lá e remover aquela terra, você vai ver que foi profanado o teu altar, que a tua pureza não está mais pura, que têm impurezas no teu altar.

Assim como este exemplo, qualquer coisa errada que a gente faz forma uma mácula no nosso altar, fica lá porque nós não queremos ver aquilo, vamos achando desculpas e vamos cobrindo ‘azar o dela, ela que fez errado; quem mandou não dar o troco certo; está lá só para fazer aquilo e não faz direito!’ Vamos dando desculpas e vai ficando cada vez menos desconfortável, porque aquilo vai ficando cada vez mais distante.

O sentimento de culpa só se desfaz quando você desfaz o erro. Quando você for lá no supermercado e diz ‘olha, ontem você me deu um troco a mais e eu me dei conta e queria devolver para você!’ Daí acabou o desconforto, acabou o sentimento de culpa.

Quando você se lembra da tua formação espiritual, o espírito imediatamente manda você para ir lá e devolver o dinheiro dado equivocadamente a mais. Não fica pensando no erro, o erro não tem importância, o que tem importância é fazer a correção imediata. Só pensa nisto: Vai lá e faz a correção! Não fica presa ao erro, não fica julgando, criticando, condenando. Vá direto para a correção! Cada julgamento, cada critica é perda de tempo. Corrige logo e pronto!

Participante: E as coisas que aconteceram há mais tempo?

Jorge: Neste mesmo exemplo do supermercado, você pode dizer, por exemplo: Sabe você me deu, há uns 2 anos, um troco a mais e toda vez que eu vinha me lembrava, mas eu chegava sem o dinheiro.

Participante: Mas se a pessoa não está mais aí?

Jorge: Não resolve você pagar, espontaneamente, para outra pessoa, vai ficar devendo igual. Por exemplo, você está devendo 10 reais para mim, você não me encontra mais, então você dá o dinheiro para o Paulo. Daqui um ano você me encontra e eu digo ‘e daí os meus 10 reais?’ Você vai dizer ‘ dei os teus 10 reais para o Paulo!’

No primeiro parágrafo que estudamos está ‘a tua única responsabilidade é aceitar a Expiação para você mesmo’. Então você aceita que quer fazer a Expiação, apenas isto. Você faz assim: Coloca no nível da tua mente que você quer fazer a Expiação daquilo, vai aparecer a oportunidade, ou aparece a pessoa ou aparece uma outra que vai te dar como se fosse uma senha.

Vai ser, por exemplo, o trocador do ônibus deu 15 reais a mais para a Bianca, ela não tem que se esforçar para dar 15 reais para qualquer trocador de ônibus que aparecer. Mas vamos supor que ela pegue um ônibus, e na hora que ela vai passar o trocador do ônibus está reclamando ‘ai Meu Deus, eu dei 15 reais a mais para uma pessoa, vão descontar de mim...’. A senha é o mesmo valor, daí você dá!

Por quê? Porque o Espírito Santo vai promover a oportunidade de você fazer a Expiação. Você está trabalhando uma situação de perda, quem deu os 15 reais a mais para você perdeu aquilo e agora outra pessoa perdeu a mesma importância e está na mesma função, então, você repõe para ele. Da mesma maneira vai acontecer que aquela pessoa que deus os 15 reais a mais para você, alguém vai repor aquilo para ela.

Participante: Se ela não tem os 15 reais?

Jorge: Ela vai ter. Quando você se propõe a fazer a Expiação você já têm os recursos antes. Se a Expiação for de 15 reais, você vai ter o 15 reais sobrando na tua carteira. A oportunidade de Expiação aparece, você tem que se dar conta e querer fazer a Expiação.

Uma história:

Uma pessoa foi receber seu salário, daí recebeu 50 reais a menos e um fez um escândalo por isso. Daí o cara do caixa chamou esta pessoa e disse ‘pára de fazer escândalo, no mês passado, por engano, eu te dei 50 reais a mais e você ficou bem quietinho. Agora apenas estou retirando os 50 que eu te dei a mais.’ Daí a pessoa disse: Um erro eu ainda admito, mas duas vezes...Não! (risos)

Participante: Mas se faz muito tempo, não se encontra mais as pessoas, não é melhor dar o dinheiro para outra pessoa ou para uma instituição de caridade? Me parece que ficar com a dívida é pior.

Jorge: Não! No momento em que a pessoa se decide corrigir, vai aparecer a oportunidade e vai aparecer na mesma proporção da vantagem que ela levou para repassar para outra pessoa que em desvantagem naquele momento. Parece que é uma senha.

Isso funciona num nível, além da nossa capacidade de compreender, como é que isso acontece. Mas acontece! Disto tenho convicção de vários exemplos, várias situações em que a pessoa se propôs a fazer a Expiação, a correção, e as coisas acontecem espantosamente assim.

O trocador que deu troco a mais para você, mesmo que ele encontre você, ele não vai saber. Ele atende 500 ou 600 pessoas por dia, não sabe para quem foi que deu troca a mais. Teve o prejuízo, mas não saber pra quem, sabe que tem um crédito, mas não sabe com quem.

Numa outra situação a pessoa pode ter um débito, mas não saber com quem também. O que nós trabalhamos aqui é assim: Faça este experimento, depois me conte, não coloque ‘amanhã vai acontecer’, pode acontecer na hora em que você sair daqui, pode ser que aconteça daqui a três meses. Mas deixa os 15 reais reservados, vai aparecer alguém que você vai reconhecer quando é. A pessoa diz, como se fosse uma senha, é impressionante. Eu tenho vários casos, já contei este uma vez vou contar mais uma vez.

Uma história:

Uma vez eu estava vendo do um filme onde uma pessoa estava com câncer, na fase terminal, foi procurar um terapeuta alternativo e este terapeuta disse para ele ‘você tem que trabalhar o perdão!’ Mas ele, o paciente, achou que isto não tinha nada a ver. O terapeuta insistiu para ele trabalhar o perdão e que começasse com a família. Uma hora ele se decidiu e foi ...e começou a trabalhar o perdão.

Durante o filme eu fiquei pensando ‘esta pessoa teve a oportunidade de trabalhar o perdão e dissolveu todas as questões que tinha com a família. E uma pessoa que morre repentinamente, esta não teve a oportunidade de saldar os seus débitos, suas dívidas’.

Aí eu me lembrei de um irmão que morreu repentinamente. Então eu pensei ‘já que eu ainda estou aqui, eu gostaria que, se ele tivesse alguma coisa que deixou pendente e estivesse ao meu alcance, eu me coloco à disposição para desfazer’. Isto foi naquele momento em que eu estava tomado por aquela onda de amor que o filme estava passando. Eu me envolvi com aquela situação amorosa e aquilo me comoveu.

Isto passou, fui dormir e não me lembrei mais disto. Naquela noite eu sonhei com o meu irmão e sonhei que estávamos numa lanchonete e chegou uma terceira pessoa e o meu irmão olhou para ele e disse: Você não me troca um cheque de 2.000 reais? O cara disse: Troco sim! E deu o dinheiro e o meu irmão deu o cheque. No mesmo sonho, depois de um tempo, estávamos outra vez na lanchonete e apareceu aquela pessoa e disse: O cheque que vocês deram, voltou, está sem fundos, eu quero o dinheiro de volta. Meu irmão disse: Ah, aquele cheque de 2.000 eu disse eu tenho justamente 2.000 reais, peguei e dei o dinheiro. Aí o cara disse: Agora você fica me devendo mais 2.237,55 . Eu disse pra ele: Pode deixar que eu vou pagar! O meu irmão disse: Não, você já pagou, nem deveria ter pago, imagina!

Acordei de manhã aquele sonho bem latente, lembrava nitidamente o valor, 2237,55 reais. Pedi para a Raquel anotar o número e me informasse de imediato sobre qualquer coisa que aparecesse e tivesse este valor. Passou uma semana, quinze dias, um mês, dois meses e nada apareceu que tivesse este valor.

Um dia tivemos que comprar um aparelho. Tinham três fornecedores habituais. O último aparelho que eu tinha comprado, eu briguei com o fornecedor por dois anos, porque o material que ele me forneceu não funcionou direito, era caro também, me incomodei muito. Toda vez em que eu ia com as melhores intenções para resolver o problema e nós acabávamos discutindo.

Então, pensei, desta vez eu vou deixar o car de fora, aquele lá eu não vou. Pesquisei os outros dois. O mesmo aparelho num fornecedor custava 1.850 reais e no outro custava l.900,00 reais e eu disse: Nossa, que coisa cara!

Resolvi ligar para o terceiro fornecedor, vou falar com uma voz diferente ‘Alô, quanto custa o aparelho...’. E o cara falou: Oi Jorge, eu tenho este aparelho aqui, pra você eu faço 2.237,55. Na mesma hora eu disse: Eu compro!

Participante: Quando a pessoa assume uma dívida quando está embriagada, depois não assume mais?

Jorge: Se você consegue perdoar, perdoa a pessoa. Na justiça você sabe que vai levar tempo, dá incômodos, quando você ganha o processo a pessoa não tem dinheiro para te pagar e fica tudo na mesma, além de levar anos para se obter uma decisão na justiça. Pode ser que pague, pode ser que não. Enquanto isso, você está presa aquilo. A pessoa está devendo, ela sabe que está devendo, ela sabe que tem que pagar, mesmo que esteja embriagado ele sabe. Agora, cabe decidir se você quer ficar presos a essa dívida ou liberar-se. É difícil! Na oração do Pai Nosso diz: Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores.

E se a gente chegasse para a pessoa e dissesse: Eu te perdôo, não precisa mais te preocupar, estás perdoado! Às vezes a gente faz isso, não porque aceitou a Expiação para si mesmo, depois se arrepende, num outro momento vai se lembrar ‘devia ter pego aquele dinheiro...entrado na justiça..’.

O perdão é uma questão ainda que temos que trabalhar bastante para compreendê-lo, mas a Expiação é o perdão completo. Ou pelo ressarcimento da dívida ou porque você perdoou. Todos os dois ficam presos naquilo. A tua mente fica presa naquilo e a mente da pessoa também. Às vezes o credor está mais endividado que o devedor.

Quem tem comércio sabe que aparecem cheques sem fundos outros que levam uma coisinha e ficam de pagar depois, vai somando tudo e, às vezes, isto chega a ser representativo, podendo até ser o valor do aluguel que você não tem o dinheiro para pagar. O que vou fazer? Vou telefonar para todas estas pessoas cada uma devendo 1 real? Não! Vou perdoar estas dívidas. O comércio já trabalha com um percentual de riscos para cobrir estas perdas. Não é só o comércio, é todo mundo. No nível do mundo as perdas são inevitáveis. É uma insanidade total. Não espere santidade do mundo.

Participante: Votando à meditação.....se eu adquirir o equilíbrio através da meditação, tirar fora os bens materiais, assim vou me adequar mais ao espírito, aí consigo o equilíbrio, é isso?

Essa não é a filosofia de São Francisco?

Jorge: É! O livro diz que você não tem que negar a matéria, você tem que alinhar e trabalhar tudo em equilíbrio, mente, matéria e espírito, mas põe o espírito no centro. Isso tudo é a mesma filosofia, Francisco conseguiu chegar lá aonde nós estamos tentando chegar. Sei isso muito bem hoje intelectualmente, mas ainda não cheguei lá. Saber intelectualmente é uma coisa e conhecer aquilo integralmente é outra. Eu, por exemplo, sei que os marcianos são verdes, mas não conheço nenhum. Sei que marte é vermelho, mas também não conheço marte.

Estar em marte é uma situação, saber como marte é, é outra situação. Esta situação de São Francisco, é neste estado que eu quero chegar. Já sei tudo como é que se faz, como é, como funciona, mas eu não consegui estar lá ainda. É isto que temos que trabalhar com a meditação, a concentração. Este trabalho que fazemos aqui é no nível do intelecto para desfazer as crenças equivocadas, desfazendo pouco a pouco, para irmos conseguindo pouco a pouco, alcançar uma compreensão, ir caindo as fichas, para a gente ir removendo os obstáculos para chegar lá, apenas isso. Têm as terapias complementares como Meditação, Reiki, Renascimento, Massagens, Florais, Yoga..., todas as terapias que trabalhamos aqui, são complementares.

Não pode esquecer o nível físico, também. Se você for procura um lugar para particar Yoga te dirão ‘o valor é 100 reais por mês’. Se você disser, ‘mas eu não posso, sou espiritualizado’, então te dirão ‘para participar tem que pagar a mensalidade!’ Você tem que trabalhar tudo e quando você coloca o espírito na frente, você fortalece para conseguir trabalhar o nível material com tranqüilidade. As perdas que vão acontecer não vão abalar a tua estrutura, porque a tua estrutura não estará fundamentada na matéria e sim no espírito. O espírito provê, ele é o centro de criatividade, vai prover níveis criativos para você desenvolver prosperidade e deixar as perdas de lado.

Se você é comerciante e tem uma perda de 500 reais vai passar o mês inteiro para ver se ela te paga, daí você fica o mês inteiro sem desenvolver a tua prosperidade. Você pode pensar ‘vou deixar este cheque sem fundos de lado e trabalhar, para cobrir aquilo, desenvolver prosperidade, para evoluir e para ir além disto’. Chega no final do mês, além daqueles 500 reais, você ganhou mais 1000 reais.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar

 

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