UM CURSO EM MILAGRES
07 DE DEZEMBRO DE 2005
4ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar

Princípio 4: Todos os milagres significam vida, e Deus é o Doador da vida. A Sua Voz vai dirigir-te de forma muito específica. Tudo o que precisas saber te será dito.

Jorge: Se a gente está disposto ao espírito, tudo que a gente precisar saber nos será dito. E tudo o que a gente precisar nos será dado. Tudo que você precisa, se você quiser será dado pra você. Isto está no Sermão da Montanha também. Vocês acham que se vocês precisarem de alguma coisa e escolherem Deus, aquilo que vocês precisarem não será dado? Se você é o Filho de Deus podes escolher a casa do Pai ou sair por aí. É a história do filho pródigo.

Se você escolher a casa do Pai, você acha que ele vai deixar faltar alguma coisa pra você? A mesma coisa é com aquilo que você precisar saber isto te será ensinado, te será dito, quando você escolhe a casa do Pai.

É muito interessante a gente abordar este aspecto. Se a gente é Filho de Deus, por que não temos tudo que precisamos? É que a gente ainda está meio pródigo, não é? Ainda não resolvemos voltar para casa do Pai! Então, as coisas não acontecem, não recebemos. A gente é Filho de Deus e nunca vai deixar de ser.

O que acontece é que, se você está longe, não há como reclamar que está faltando para você. Volta para a casa do Pai! Esta viagem de retorno à casa é que nós estamos buscando empreender aqui. Por que eu não tenho tudo que eu quero? Por que eu não tenho tudo que eu preciso? Muitas vezes eu acho que preciso coisas que de fato não preciso. É a história da criança que grita quando se tira a tesoura da mão dela. O pai sabe que a tesoura pode feri-la, então não vai deixar a criança brincar com uma tesoura ou uma faca afiada.

Às vezes a gente acha que quer uma coisa, mas isso pode nos ferir, daí nos rebelamos porque não ganhamos. Mas tudo que você precisar saber te será dito. Tudo que você precisar ter te será alcançado. Isso é uma garantia! Está no Sermão da Montanha e Ele reforça aqui novamente. O que nós temos que aprender é que nós somos o Filho de Deus.

Outro dia Raquel e eu vimos escrito em algum lugar numa rua assim: ‘eu não sou o dono do mundo, mas eu sou o filho do dono!’

A gente tem que se dar conta disto, a gente é o filho do dono! Agora, se o filho do dono resolve abandonar o pai e ir lá para o outro lado do mundo e não se comunicar com o pai ele vai limpar chiqueiros. Isso, muitas vezes, nós fazemos. Nós viemos para este mundo e aqui cortamos a comunicação com Deus e aí as coisas não vêm, nem o que nós precisamos saber e nem o que nós precisamos ter.

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Capítulo 5 – Cura e Integridade
I. O convite ao Espírito Santo

1. A cura é um pensamento pelo qual duas mentes percebem a sua unicidade e vêm a ser contentes. Esse contentamento convoca todas as partes da Filiação a regozijarem-se com elas e permite que Deus se manifeste para elas através delas. Só a mente curada pode experimentar a revelação com efeito duradouro, porque a revelação é uma experiências de pura alegria. Se não escolhes ser totalmente alegre, a tua mente não pode ter o que ela não escolhe ser. Lembra-te que o espírito não conhece diferença entre ter e ser. A mente superior pensa de acordo com as leis que o espírito obedece e assim honra apensas as leis de Deus. Para o espírito, obter é sem significado e dar é tudo. Tendo tudo, o espírito mantém todas as coisas dando-as e assim cria como o Pai criou. Embora esse tipo de pensamento seja totalmente alheio à posse de coisas, mesmo para a mente inferior é bastante compreensível no que diz respeito às idéias. Se compartilhas uma posse física, de fato, divides essa propriedade. Se compartilhas uma idéia, porém, não a diminuis. Ela ainda é toda tua apesar de ter sido dada totalmente. Além disso, se a pessoa a quem a deste aceita como sua própria, essa pessoa a reforça na tua mente e assim a aumenta. Se o conceito de que o mundo é um mundo de idéias é aceitável para ti, toda a crença na falsa associação que o ego faz entre dar e perder desaparece.

Já trabalhamos este parágrafo, vamos ler o próximo:

2. Vamos começar nosso processo de re-despertar com apenas uns poucos conceitos simples:

Os pensamentos aumentam por serem dados.

Quanto maior é o número dos que neles acreditam mais fotres passam a ser.

Tudo pé uma idéia.

Como é possível, então, que dar e perder sejam asociados?

Jorge: Quando uma pessoa quer tomar uma cerveja o que ela pede?

Participante: Uma gelada!

Jorge: O que é isso? Isto é a idéia. Nós aprendemos isto em todos os níveis. Quanto mais você dá a idéia, passa a idéia adiante, mais a idéia se fortalece. Isto é a idéia do mundo das idéias. Você tem uma idéia, se você ficar com ela, não vai servir para nada. Você começa a dar a tua idéia, mais e mais..., daí aquilo vai se fortalecendo.

Então, este grupo é uma idéia. Quanto nós ganhamos a partir desta idéia que nós vamos dando e compartilhando, dando e cedendo e cedendo.. Então, como é que a gente pode pensar que dar e perder é a mesma coisa?

A gente não pode perder quando damos uma idéia, isto é diferente.

A gente trabalha isto no nível das coisas materiais também. Porque você dá uma coisa e acha que perdeu, que ficou com menos. Não! Você ficou com mais, porque aquilo vai se estendendo, vai se estendendo.. Há este pensamento equivocado, quando você dá uma coisa você fica sem, ou seja, você perdeu, é que nós não conseguimos alcançar este nível mais elevado das questões todas, inclusive com as questões com que nós trabalhamos no mundo material. Por isso é bem explícito que o físico é o instrumento de aprendizado, porque o que está em cima é igual o que está em baixo. Mas nós não conseguimos aprender com o impalpável, com a abstração.

O que nos facilita o aprendizado? As coisas materiais! Porque nós conseguimos perceber aquilo em toda a sua ‘apalpabilidade’ que aquilo realmente funciona assim. Justamente por isso todas as coisas materiais são instrumentos de aprendizado. Todos os eventos, tudo, qualquer coisa, que nós percebemos com os cinco sentidos, têm utilidade como instrumento de aprendizado, se você utilizar os cinco sentidos para aprender. Não há nada que passe na tua frente com que você não possa aprender alguma coisa, cada evento, cada acontecimento, cada imagem, cada forma, cada movimento pode ser utilizado para aprender.

O que você aprende aqui, você consegue fazer num paralelo com um aprendizado mais elevado, aquele que vai nos levar de volta à casa do Pai. Por isso o aprendizado é tão importante e por isso é tão importante trabalhar com estas percepções equivocadas que nós temos, tipo esta: Se eu dou alguma coisa eu fico sem, se eu der alguma coisa eu perco, eu tive uma grande idéia, mas não conto nada para ninguém, posso perder, pois a pessoa pode ser capaz de fazer ‘sei lá o quê’ com esta idéia e eu que tive a idéia não ganhei nada!

Outro dia alguém esteve aqui contando que foi numa farmácia de manipulação e disse que estava precisando duma fórmula pra ‘isso e aquilo’ e eles disseram pra ela que deveria colocar um tanto disto, um tanto daquilo...Ela usou o produto e ficou boa. Depois ela registrou a fórmula e está vendendo o produto. O produto está fazendo sucesso.

Quem forneceu a fórmula para ela diz ‘mas a idéia foi minha e ela está ganhando dinheiro com isto!’ É um sentimento de perda. No entanto se a pessoa sai deste sentimento de perda e for olhar assim ‘...quantas pessoas estão sendo beneficiadas por aquela pessoa que reproduziu a fórmula!’

Daí ela começaria a colher o quê? A alegria de todas aquelas pessoas que saem da dor! E assim o que ela está colhendo? Ela não chega a ir até a pessoa que saiu da dor, ela pára na pessoa que está fazendo a fórmula e só vê a perda que ela está tendo em cada vez que o cara reproduz aquela fórmula para aliviar alguém da dor.

Se a pessoa, que teve a idéia, conseguisse ir além desta idéia limitada, ela, então, poderia colher toda a alegria de todas aquelas pessoas que ela jamais conheceu que não sabe nem quem são. Por isto que a mente limitada, limita-se a ver o erro.

No Egito têm bastante asnos, a gente vai passando às margens do Nilo e eles fazem aquele som ‘ôhh, ôhh, ôhh..’. As escrituras do Egito referem-se a ele, acho que ele já vivia há 10 mil anos atrás. Nos Papiros está escrito que as pessoas que não evoluem espiritualmente eram chamadas de limitadas e a imagem que eles usavam para os limitados era a imagem do asno.

Por quê? Porque a pessoa se limita a ver o erro! Ela não consegue transpor aquilo. São os limitados e a imagem que se dava era a imagem do asno àquelas pessoas.

Veja como a coisa pode mudar para a pessoa que supera os limites da perda e vê o quanto pode ganhar. Se esta pessoa conseguir passar deste limite ‘o cara está ganhando dinheiro, mas eu que criei a fórmula, mas eu não estou ganhando nada, ...ele que registrou’ e dizer ‘a idéia foi minha, veja quantas pessoas estão se bem beneficiando!’ Assim a pessoa quebra aquela barreira, porque o remédio está indo para lá igual e a alegria das pessoas que se beneficiam, está voltando, mas como ela construiu uma barreira ali, ela não recebe.

A pessoa que criou a fórmula poderia receber toda a gratidão, todas as benesses de todas aquelas pessoas, mas não recebe, porque ela construiu uma barreira e se limita a olhar para a barreira que ela mesma construiu.

Quebre esta torre que você fez para se esconder e esta barreira que você fez, que limita a tua percepção de ir além da barreira da perda.

É bem isso que está dizendo aí: Como uma pessoa pode assimilar que dar é a mesma coisa que perder? Que ela está tendo perdas porque deu uma idéia.

De fato quando a pessoa assimila esta informação ela está perdendo, está perdendo mesmo.

O que nós temos que fazer?

Reverter estas percepções equivocadas, invertidas! Fazer a conversão. Converter o sentimento de perda em doação, isto é a conversão que tanto se fala, quando a pessoa converteu-se. Converteu-se para a coisa correta.

Nós também vamos trabalhar isto para ver quantas coisas nós temos que nós consideramos perda. Quanto eu perdi com isto, com aquilo, quantas idéias eu tive e outra pessoa aproveitou. Vamos quebrar esta barreira e aí vamos começar a receber as benesses. Nós não perdemos nada! Damos! E quando nós damos, recebemos porque: Dar e receber são a mesma coisa! Esse sentimento que dar e perder estão associados está equivocado.

Participante: Se somos um, então, eu dou para mim mesmo?

Jorge: Somos um em espírito. Na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, nós somos um. Fora desta unidade nós deixamos de ser. Por exemplo, quando eu estou no amor, eu sou um com todos aqueles que estão no amor. Quando eu estou na raiva, sou um ou estou unido com todos aqueles que estão na raiva. Isto é o mesmo que dizer ‘diga-me com quem andas que eu te direi quem és!’ Neste sentido, não quem és, porque Filho de Deus você nunca deixou de ser, mas como estás, qual o teu estado, isso talvez seja mais adequado. Poderia ser assim: diga-me com quem tua andas e eu te direi em que estado tu te encontras, porque tu és um Filho de Deus e isso não tem como negar.

Se você anda com pessoas raivosas, se você não as transforma em amorosas elas irão transformar você em raivoso. Neste sentido estará unido aos raivosos.

Quem está unido com as pessoas amorosas será um com os amorosos, estará unido àquelas pessoas.

No nível do espírito, todos os espíritos estão unidos na mesma vibração, na mesma freqüência para sempre, no amor e com Deus, na unidade do Pai, do Filho e do Espírito, ali nós estamos unidos com Deus. Então, o Filho está em Espírito unido a Deus. É isto que quer dizer esta unidade.

Aprendi com Hermógenes que teve este aprendizado olhando para duas árvores, uma em cada lado da calçada. Por cima elas tinham seus galhos entrelaçados. Ele percebeu o seguinte: No nível do chão estamos separados, em calçadas opostas, com opiniões opostas, com oposições. Você está deste lado e eu estou neste, e cada um fica do seu lado e não arreda o pé!

Num nível mais elevado estas duas mesmas pessoas, igual às árvores, estão entrelaçadas e você não consegue dizer qual folha é de qual árvore, porque estão unidas. No nível do espírito, ou no nível mais elevado nós somos um, com certeza e nunca deixaremos de sê-lo. Mas baixou para discutir as coisas da terra, desceu da nuvem e baixou para o chão, aí a separação acontece e a dualidade, e os partidos e as divisões da mente.

‘Tudo bem, nós somos iguais, mas você fica lá na tua casa e eu fico na minha!’ ‘Tudo bem, eu te perdôo, mas fica lá do teu lado que eu fico no meu!’ ‘Tudo bem, não tenho mágoa, mas fica lá na tua casa, não vem me visitar!’ Fazemos como as árvores. Vejam como a gente pode usar tudo como instrumento de aprendizado.

Veja como este aprendizado passa do limite da barreira que impomos e deixamos de ser limitados quando olhamos um pouquinho mais para cima e começamos a ver: Somos um! Somos! Mas somos um em Cristo! Enquanto estivermos trabalhando com as coisas do mundo vão ter divisões!

Temos que aprender a trabalhar no mundo, sabendo que estamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos o turista que está num país estranho e que vai obedecer as leis porque ele sabe que ele não é dali. Depois ele volta para a casa do Pai, que é o ‘pairaiso’, é lá que é a minha casa. Eu tenho que compreender as leis do mundo, aceitá-las, obedece-las, aprender as lei do mundo para não transgredi-las, porque senão não consigo voltar para a casa do Pai em paz.

Participante: Se molharmos uma das árvores a outra recebe também.

Jorge: É verdade! Esse é um aprendizado novo.

Esse aprendizado é importante, porque a gente tem que aprender a respeitar as leis locais.

Antes da nossa viagem para o Egito, ganhamos uma revista onde dizia como a gente deve se portar lá no Egito. Por exemplo, não usando as pernas de fora, nem vestido decotado, nem mangas de fora. Porque tem que respeitar os costumes e as leis locais. Além disto, lá você contrata um tipo de acomodação, cinco estrelas, por exemplo, você chega lá e vê que é de uma ou duas estrelas. Não há o que fazer, não tem o que reclamar, porque é assim que funciona.

As diárias dos hotéis vencem às oito e meia da manhã, daí você tem que sair, nem que o teu avião saia às onze horas da noite. Fui argumentar, porque o nosso avião sairia às nove da noite e ele me disse ‘ Aqui no Egito sai às oito e meia!’ Arrumei uma encrenca por causa disto. Quando a gente se opõe e não aceita as coisas locais a gente arruma encrenca. A gente fica preso aquilo. Ele estava certo, porque a lei lá é aquela. Agora eu vou ter que pedir perdão para ele.

É isto que temos que aprender a trabalhar aqui, por isso que aprendemos leis da física na escola e respeitar as leis do mundo, não transgredi-las. Somos um Filho de Deus e temos direito a tudo, mas o que é daqui, o que é de César é de César! Temos trabalhado muito isto. O Filho de Deus tem direito a tudo, mas deve aprender a amar, e amar é respeitar, então temos que respeitar.

Se o Filho de Deus tem direitos, você tem que olhar para o outro como ele sendo um Filho de Deus também. Como que eu me considero um Filho de Deus e o outro não? Então o outro não tem direitos? Eu sou o Filho de Deus e o outro é o quê? Então não sou uno com o outro? Eu não sou uno com o outro? Temos que aprender a respeitar os direitos do outro primeiro, para depois readquirir os meus.

Neste nível você começa a estar em unidade com aqueles que chegaram a este nível. Estamos sempre em unidade mental com aquelas pessoas que estão no mesmo nível de compreensão mental que nós. Enquanto você está no nível mental do cara que está pirateando CD’s, você está naquele nível. Se você teve uma compreensão além daquilo, a tua unidade aumenta, é aquilo ‘diga-me com quem tu andas e eu te direi em que nível estás!’

Você está unido, ou em unidade com quem neste momento? É aqui que a tua mente vai se unir à mente das outras pessoas e você vai ser uno com este ou com aquele. Você não pode servir a dois senhores ao mesmo tempo, então, você não pode estar em unidade com o ladrão de galinhas e com a pessoa que está orando a Deus ao mesmo tempo, isto é uma percepção equivocada da unidade.

Existe a percepção certa e a percepção equivocada. Então com quem estás uno? Você pode, sempre, escolher com quem quer estar em unidade. Assim vamos corrigindo a nossa compreensão e a nossa percepção. Quanto mais você evolui, mais você está em unidade com as mentes evoluídas, no nível que você alcançou. Isso não tem como medir. Na verdade esse ‘diga-me com quem andas..’ não há como dizer. Você pode me ver andando com um ladrão de galinhas e dizer ‘o Jorge agora está unido com ladrão de galinhas’, não necessariamente! Isto é uma maneira de trazermos esta compreensão mais elevada de que você está unido na mente, no corpo você não pode se unir com ninguém. Você está unido na mente com as pessoas que estão na mesma freqüência de vibração, que estão unidos em torno de uma mesma idéia. Muitas vezes as pessoas que estão unidas em torno de uma mesma idéia ainda não estão na mesma intensidade, ou no mesmo grau de compreensão a respeito daquela idéia, mesmo que em torno dela estejam unidos.

O trabalho que fazemos no grupo é um projeto para unir as nossas mentes e de todos aqueles que participam do estudo do livro Um Curso Em Milagres em torno da mesma interpretação das palavras que aí estão. Isso não significa que uma pessoa que está há 20 anos saiba mais do que uma pessoa que está há 1 mês. Não há como mensurar. O tempo não serve de medida, só serve de medida para medir o espaço, vinte anos é um longo espaço de tempo. Mas não serve para medir a compreensão, a interpretação e a evolução da pessoa.

Uma pessoa que nasce hoje, quanto tiver cinco anos, dez anos, pode saber muito mais do que eu que já estou aqui há...

Participante: Quando saímos daqui estamos na mesma vibração mental.

Jorge: Enquanto estamos aqui isto também vai acontecendo, vai sendo atraído de todas as formas para aquela mesa ao lado das pessoas que estão na mesma vibração.

Uma história:

Uma pessoa me contou que foi fazer um retiro e lá tinha que fazer sete dias de jejum. Ele resolveu fugir do jejum, pegou o carro e foi para a cidade onde ele tinha um parente. Encontrou, por acaso, este parente. O parente contou que não iria convidá-lo pra jantar porque na casa dele não tinha o que comer...

Esta história faz sentido, quando você está ruim nada está bom, tudo que você encontra vai estar naquela freqüência. Se você está com fome, você vai encontrar outra pessoa que está com fome também. Você está uno com aquele, na mesma vibração que aquele.

Quando você está com medo, quem você vai encontrar na rua? As pessoas que estão com medo! Os policiais dizem que se você for assaltado não deve reagir, porque o assaltante está com mais medo do que você. A qualquer movimento suspeito ele vai reagir com violência. A violência é um produto do medo. Por que você encontrou aquele cara ali? Porque você está com medo! Se tem medo não tem amor.

Se a pessoa está com medo, vai encontrar alguém que está com medo e esta pessoa que está com medo pode ser um ladrão. O ladrão vive no medo, ele tem medo de ser pego pela polícia, ele tem medo de ser encontrado, medo de ser capturado, tem medo de apanhar. Se você está com medo, você vai entrar nesta freqüência de medo e vai encontrar isto.

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Capítulo 5 – Cura e Integridade
I. O convite ao Espírito Santo

3. Esse é o convite ao Espírito Santo. Já tenho dito que posso alcançar o que está acima e trazer o Espírito Santo para ti, mas só posso traze-Lo a ti com o teu próprio convite. O Espírito Santo está em tua mente certa, assim como estava na minha. A Bíblia diz, “Tendo em vós a mesma mente que estava também em Cristo Jesus”, e usa isso como uma bênção. É a benção da mente disposta para o milagre. Ela pede que possas pensar como eu pensei, unindo-te a mim no pensamento de Cristo.

Jorge: Antes da separação o Espírito Santo não era necessário, porque não havia nada separado. O Espírito Santo foi criado, imediatamente, após a separação para criar um canal de reunião, de comunicação com Deus para não se perder esse canal de comunicação com Deus, para que nós possamos voltar. Ele mesmo diz, depois que você se iluminar, você não precisa mais do Curso em Milagres, não precisa mais dos milagres, não precisa mais do Espírito Santo também. Porque o Espírito Santo vai deixar de existir como entidade separada como nós o percebemos. Quando você está junto você não precisa mais a comunicação. Ele é o nosso ‘telefone celular’. Quando você está junto da pessoa, você não fica telefonando para ela.

O Espírito Santo medeia a comunicação. Na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, isto é uma unidade. Mesmo sendo uma unidade, isto é colocado separado, porque tem uma separação entre Pai e Filho, e quem faz a ligação permanecer é o Espírito Santo.

Queremos ser autores, então não podemos dizer que estamos ligados ao Egito ou à Índia, então criamos uma religião porque eu tenho que ser o autor, tenho que criar nomes diferentes para a mesma coisa, então a tua trindade não é igual a minha. Mas nós sabemos que tudo tem a mesma origem, é a mesma coisa, com mitologias diferentes. As mitologias vão sendo criadas de formas diferentes.

Lá no Egito havia, por exemplo, desde os tempos iniciáticos, para as pessoas voltarem, e os faraós eram o equivalente ao papa, um guia espiritual que levava as pessoas até o Céu. Se isso deixou de acontecer, num determinado momento, houve a queda dos faraós. O que nós conhecemos da história do Egito é a história da queda, antes da queda nós conhecemos muito pouco. Começou a cair quando os faraós começaram a olhar para as mulheres e começaram a achá-las bonitas e começaram a ter relações sexuais com mulheres, desejos físicos. Lá eles dizem isso, isto está lá na história, embora os guias não digam dessa maneira.

O que diz a mitologia grega? Os deuses olharam para as mulheres do mundo e as acharam belas e abdicaram da sua imortalidade para se casar com as mulheres. É a mesma coisa!

De onde vem isto? Vem de uma única origem! A história é a mesma, contada de maneiras diferentes. Por quê? Porque os gregos foram aprender nas escolas egípcias, mas eles não queriam dizer ‘aprendemos lá e é assim’, mas ‘..nós aprendemos como é que é, agora a gente desenvolve o nosso modelo, a gente cria a nossa própria mitologia’.

O próprio livro, num momento diz, que as mitologias, de fato, não tem grande utilidade porque, muitas vezes, são criadas para explicar o inexplicável.

Temos a mesma ligação Cristica na mente que Jesus teve, isto está ali, se nós queremos podemos utilizá-la. Quando nós, que temos a mesma mente de Jesus, unida ao Espírito Santo e a utilizarmos como uma benção, colocando à disposição dos milagres, uma pré-disposição para os milagres, então nós estamos unos, não estamos aliados, o livro coloca uma diferença entre união e aliança.

Aliança você faz com aquela pessoa que naquele momento te oferece uma vantagem e a pessoa faz aliança contigo porque você oferece uma vantagem em troca, quando uma das partes deixar de ser vantajosa, a aliança estará quebrada e a união não se quebra, porque não há esta troca de vantagem e perdas.

A aliança é do ego e a união é do espírito. Quando você fala em união, ela é inquebrantável, porque a união não há como separar. De fato nós estamos unidos para sempre na mesma mente de Jesus, unida ao Cristo. Usa-a como uma benção porque você está unido, isto não há como separar.

O que você pode escolher? Você pode escolher fazer uma aliança com a matéria, você esquece daquela união que você tem com Deus e começa a fazer alianças com o mundo material.

Por que a gente faz alianças? Porque neste momento eu tenho algum interesse comum com você! No mundo material a gente vê isto nos partidos, fazem alianças quando têm interesses comuns e quebram as alianças quando os interesses se tornam divergentes e daí fazem alianças com aquele que era seu inimigo. No dia seguinte aquele que era o teu aliado passa a ser inimigo e você faz aliança com aquele que era inimigo dos aliados, tudo isto se torna uma aliança.

Veja, no casamento. A pessoa casa, dizem ‘os dois estão se unindo..’ Quando começam a aparecer as divergências, aparecem com quem irão fazer as alianças e quem passa a ser o inimigo. O ex-marido passa a ser o inimigo e você está fazendo uma aliança com o melhor amigo do ex-marido e as pessoas começam a trazer aliados. Então, o marido traz aliados, ‘...porque ela fez isso..ela fez aquilo... Você está certo, você é meu aliado.’ A esposa procura aliados na outra parte para atacar e defender-se daquele que era com quem você tinha feito a aliança. Não é que os casamentos são isto! Isto é um exemplo que é bem simbólico no casamento. Você vai com a intenção da união. Algumas vezes as pessoas se casam por vantagem, mas na maioria não.

Voltando ao Egito, nos antigos Papiros do Egito estão escritos as 42 leis que as pessoas deviam seguir, eram as confissões negativas, o iniciado deveria aprender na iniciação. Eu não matei o meu irmão; Eu não desperdicei água; Eu não cobicei a mulher do meu irmão; Eu não .... Destes 42 Moisés tirou 10 e fez os 10 mandamentos.

Como é que os egípcios escreviam? Eles escreviam na pedra. Moisés sabia escrever, ele foi iniciado. Ele esculpiu a pedra. Levou tempo para descer do Monte Sinai porque ficou esculpindo as tábuas da lei.

Os 10 mandamento, da maneira como eles são colocados, escritos por Deus, então Deus não conhecia Neolinguagem. A Neolinguagem diz que você não pode fazer nenhuma afirmação contraditória e nos mandamentos diz ‘não matarás’. Eu não sabia que podia matar, agora eu sei. ‘Não cobiçarás a mulher do próximo’, não tinha me ocorrido esta idéia antes. Um Curso em Milagres diz: Dize apenas isto. Só o que é bom. Nunca diga o que não é.

Jamais Deus colocaria uma lei dizendo ‘não matarás’; ‘não cobiçarás a mulher do próximo’, isto são afirmações contraditórias. Primeiro diz ‘não’ depois diz ‘matarás’, na mesma frase, no mesmo mandamento. Então estes dez mandamentos são uma contradição. Pode ser um pouco chocante, para quem entra em contato pela primeira vez e não participou desta compreensão antes, pense um pouquinho nisto.

O que Jesus disse quando lhe perguntaram a respeito dos 10 mandamentos? Ele respondeu ‘Fica só com este: Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo’.

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Capítulo 5 – Cura e Integridade
I. O convite ao Espírito Santo

4. O Espírito Santo é a única parte da Santíssima Trindade que tem uma função simbólica. Ele é chamado o Curador, o Consolador e o Guia. Ele também é descrito como algo “separado”, à parte do Pai e do Filho. Eu mesmo disse! “Se eu me for, eu vos enviarei um outro Consolador, e Ele habitará convosco.” Sua função simbólica faz com que o Espírito Santo seja difícil de compreender porque o simbolismo é aberto à interpretações diferentes. Como homem e também como uma das criações de Deus, o meu pensamento certo, que veio do Espírito Santo ou a Inspiração Universal, ensinou-me em primeiro lugar e acima de tudo que essa Inspiração é para todos. Eu mesmo não poderia tê-La em mim sem saber disso. A palavra “conhecer” é apropriada nesse contexto, porque o Espírito Santo está tão próximo do conhecimento que o traz à tona ou melhor, permite que ele venha. Eu falei anteriormente da percepção superior ou “verdadeira”, que está tão próxima da verdade que o próprio Deus pode fluir através da pequena brecha entre eles. O conhecimento está sempre pronto para fluir a toda parte, mas não pode se opor. Assim sendo podes obstruí-lo, embora nunca possas perdê-lo.

Jorge: Tem aquele evento com os apóstolos, Ele falou mais especificamente para os apóstolos porque eles ficariam inconsoláveis e Ele disse ‘Eu vou, mas vou enviar para vocês o Espírito Santo’. Ele iria conectá-los com o Espírito Santo, porque eles aceitaram esta conexão com Jesus. ‘Não se preocupem, eu estou indo, mas vou enviar para vocês o Espírito Santo que vai deixar vocês conectados e através Dele vocês vão alcançar o conhecimento.

Por isso tem aquela simbologia que o Espírito Santo veio sob a forma de pomba luminosa e a partir daí eles se iluminaram e começaram a ter acesso ao conhecimento. Daí eles começaram a falar línguas que eles não conheciam e começaram a traduzir todo conhecimento que depois foi colocado na Bíblia. Só que este traduzir, mesmo assim, não se tornou uma tradução isenta de equívocos porque passou, ainda, pelos apóstolos que não estavam totalmente livres do medo e do ego. Algumas coisas foram escritas de forma equivocada, de maneira que Jesus, quando Ele veio da primeira vez, Ele disse ‘Eu não vim para mudar a lei, eu vim para interpretar a lei!’ No Curso em Milagres ele está fazendo a mesma coisa. Ele está reinterpretando o que foi interpretado errado na Bíblia.

Então este trabalho que nós estamos fazendo é uma nova vinda do Cristo para nós. Por quê? Porque Ele vem reinterpretar para nós todas aquelas interpretações equivocadas que nós tivemos.

Veja o caso dos 10 mandamentos, Ele não julgou, nem condenou o Moisés. Ele apenas disse: Fique com esta parte: Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo. Ele não julgou, não condenou.

Veja, se eu tivesse que interpretar uma coisa como eu iria colocar o meu ego. O que se aproveita dos 10 mandamentos? Se coubesse a mim responder eu iria dizer: Só esta parte, o resto joga no lixo porque o Moisés copiou, pirateou..! (risos)

As religiões, mesmo sob o nosso julgamento tem uma função muito boa, apesar de tudo. Estamos pegando alguns aspectos para julgar. Estes julgamentos que a gente faz também são um equivoco, na verdade nós não deveríamos julgar, deveríamos fazer como Jesus ‘Apenas faça isso!’ ‘Dize apenas isso!’ Mas como nós estamos trabalhando muito no nível egóico, nós vamos separar, julgar, criticar, rir a respeito, isso faz parte das nossas alianças do ego. Bom, estamos trabalhando para sair destes julgamentos, mas ainda estamos. Também não adianta negar que ainda estamos, se ainda estamos. A gente sabe que está e estamos trabalhando para sair.

Agora veja, esta interpretação que estamos buscando reinterpretar e do Espírito Santo nas religiões que, às vezes, consideramos e que nós julgamos, equivocadamente, que estão mais evoluídas, que estão menos evoluídas, que estão não sei em que estágio de evolução. Tem gente que está mais do que nós e tem gente que está menos.

Uma pessoa me ligou hoje, há mais ou menos 4 anos que não vejo. Durante um tempo participou com a gente de alguns cursos, depois não sei o que se passou e ela entrou numa religião. Nesta religião tinha o santo, que é equivalente ao que nós aqui denominamos de Espírito Santo. É uma entidade que eles consideram o santo. O santo baixava, incorporava para fumar, beber cachaça...ela me disse que durante um tempo ela aceitou aquilo realmente como sendo uma mente santa que estava descendo e se comunicando. Depois ela disse: Mas espere aí....! Mas será que é assim mesmo? Então ela começou a compreender que este santo era uma mente, que por estar num nível não físico, quando descia e não tinha corpo, as pessoas achavam que era santo. Consideramos, primariamente, que os santos não tem corpos.

A partir destas compreensões primárias nós vamos dando vazão à interpretações equivocadas. Não é que eles estão equivocados, eles estão evoluindo. Todos nós estamos evoluindo em algum nível. Assim como disse o Wilson, se eu colocar água na árvore que está deste lado da calçada, no nível do espírito está entrelaçada, lá em cima, com as folhas da outra árvore, a água vai passar para a outra, não precisa regar as duas árvores. Você molhando uma, a outra absorve a água também. Com menor quantidade do que a água que caiu aqui, mas vai por cima e por baixo da calçada, pois vai umedecendo a terra por baixo da calçada. Todos estamos em níveis de evolução. Porque estamos em evolução, estamos em níveis de evolução diferentes.

Por isso que o Curso nos ensina assim: Ensinar juntos e aprender juntos.

O que tem duas interpretações:

Nós juntos agora vamos ensinar! Nós juntos agora vamos aprender! Tem outra que diz: Ensinar juntos e aprender juntos. Ou seja, que devemos ensinar e aprender simultaneamente. Junto com o ensinar estamos aprendendo, junto com o aprender também estamos ensinando. Nestas duas interpretações acontece como a água que você põe numa árvore e a outra aprende do outro lado. Enquanto eu estou colocando água aqui, a outra está aprendendo a captar, quando eu coloco na outra quem aprende a captar é essa. Portanto, as duas estão fazendo as duas coisas de maneira simultânea.

Temos que lembrar que se essa ascensão é uma escala de degrau e talvez seja, porque nós somos os filhos degradados de Eva. O que quer dizer degradados? Que caiu degrau por degrau. Então temos que subir a escada degrau por degrau. Em cada degrau, enquanto não chegamos no topo da pirâmide onde estaríamos em igualdade de condições e em unidade com todos que estão lá, nós temos um degrau abaixo e um degrau acima.

Isso nós temos que compreender e usar todos elementos como elementos de aprendizado, tanto os que estão abaixo, para compreendermos o que está acima, porque os que estão acima e os que está em baixo são a mesma coisa, ambos estão galgando degraus.

Com certeza nossa compreensão pode ser que já tivesse lá em baixo e com certeza vai estar com aqueles que estão lá em cima. Enquanto eu estou num degrau a minha função é ser luz para aqueles que estão num degrau mais abaixo e impulsioná-los para subir e enquanto estou num degrau mais acima a mesma coisa. Isto é aprender e ensinar ao mesmo tempo. A pessoa aprende, sobe o degrau e ensina. Com este aprendizado você aprende a galgar mais um. A cada degrau atingimos outro nível de aprendizado, por isto podemos ajudar quem está no degrau abaixo, por isto nós devemos aprender com quem está no degrau de cima.

Isto é uma escada em que estamos envolvidos o tempo inteiro, é uma linha só, não tem separação entre o degrau de baixo e o degrau de cima, eles estão unidos. Assim como não tem separação entre o aprender e o ensinar, aprender e ensinar é a mesma coisa. Assim como dar e receber é a mesma coisa também. São graus de aprendizado.

A minha observação não é no sentido de crítica, mas só quis traduzir isto numa oportunidade para nós aprendemos com isto.

Eles acreditam naquilo e quando a pessoa tem uma crença, ela projeta aquela crença e expressa. Então, se o Espírito Santo fala línguas diferentes eu vou me concentrar e a mente vai produzir idiomas desconhecidos, trocando letras e palavras.

Participante: A mente racional?

Jorge: A mente irracional, não consciente! A pessoa acredita que aquilo está acontecendo mesmo. Se eu tiver uma crença que o Espírito Santo produz isto da pessoa falar línguas diferentes e eu me coloco para receber o Espírito Santo, se não acontecer de eu falar línguas diferentes, eu vou dizer: não aconteceu! O Espírito Santo não vem!

Como é que eu vou explicar para você que o Espírito Santo veio, se não aconteceram as línguas diferentes? Como é que eu vou fazer vocês acreditarem? Então, se não vier uma língua diferente a mente cria.

Participante: Também podem ser mentes que baixaram ali; pode ser o ego dele..

Jorge: Como pode ser o Espírito Santo também. Só que, quando uma pessoa se alinha com o Espírito Santo ele precisa do fenômeno para fazer as pessoas acreditarem e para ele mesmo possa acreditar.

O Espírito Santo não cria a língua diferente a própria pessoa cria o fenômeno de idiomas diferentes para que ele possa acreditar que aquilo está acontecendo e possa estender a crença.

Qual é a coisa mais importante no milagre, é o fato ou é a conexão? É a conexão! Mas Ele disse que, às vezes, o milagre se deteriora em mágica porque a pessoa produz aquilo para induzir os outros a crer, e aí se perdeu o milagre.

Participante: Você tem uma dor e ...você fica bom!

Jorge: O remédio que a gente compra na farmácia é uma mágica, que tira a dor. Então, você tem o poder de tirar a dor do outro? Tem! Você não precisa ser engenhoso. Aprendemos nos capítulos anteriores que a mente egóica é engenhosa, que a engenhosidade é um atributo do ego. O ego fica engenhocando, engenhando engenhosidades para suprir faltas.

Quando você está com dor de dente o ego vai engenhar alguma coisa para suprir aquela falta no teu bem-estar com a tua sanidade, vai criar um antídoto para dor de dente. Isto é engenhosidade.

O que o livro diz? Você não precisa disto se você tiver fé, você não precisa se desgastar engenhando coisas para suprir necessidades. Você apenas faz assim! Quando você faz assim e a dor passa, você cura a dor.

A fé é amor, amor é o quê? Na proporção que você tem amor, você está conectado ao Espírito Santo. Quando você se conecta você se conecta no canal de fé, de amor e estende isto para a pessoa e o amor cura, a fé cura, nós sabemos isto, não precisa o remédio. Se você usar esta cura como espetáculo para atrair pessoas para a crença, o milagre acabou, virou mágica.

Diz no princípio, quando o milagre acontece e é utilizado na tua mente como espetáculo para atrair à crença, ele se deteriora em mágica, não aconteceu mais o milagre real, aconteceu uma mágica.

Participante: Quando Jesus fez os milagres, perguntaram para Ele, por que fazia milagres, e Ele teria dito que era para as pessoas acreditarem em Deus.

O milagre acontece para você se lembrar de Deus. No livro diz, quando ele é utilizado para induzir a pessoa a uma crença, aí é uso equivocado dos milagres.

Participante: ..mas seria uma crença!

Jorge: Por isso que eu troquei a palavra ‘para você lembrar de Deus’. É claro que, muitas palavras, de acordo com a interpretação, a gente pode reinterpretá-las. Se está escrito lá ‘..para você acreditar em Deus’, hoje compreendemos mais ‘..para você se lembrar de Deus’. Mas Jesus nunca disse ‘ para vocês acreditarem em mim’.

O que muitas vezes acontece? Induzir você a uma crença, para você acreditar naquela pessoa ou naquela religião, esse é o uso equivocado. Quando você diz ‘..para você se lembrar de Deus e que o Filho de Deus tem direito a tudo’ aí você pode estar explicado da mesma forma como Jesus. Isto acontece para você se lembrar de Deus.

Em qualquer lugar onde tenha acontecido um milagre, o milagre em si já é a coisa menos importante, o fenômeno que é importante. Às vezes as pessoas deixam uma perna de cera, um olho de gesso, as pessoas lembram daquilo. Ninguém escreveu lá ‘pela conexão que eu tive com Deus que me curou’.

A gente fica preso no fenômeno.

Uma pessoa enviou uma mensagem pela internet para mim, dizendo que estava saindo da lista da internet porque não estava gostando da maneira como eu estava enviando as mensagens. Disse para ela: Por que você entrou neste grupo na internet e por que você tem este livro Um Curso em Milagres?

-foi para que alguém lhe agradasse?

-foi para agradar os outros?

-ou foi para aprender?

A pessoa respondeu que foi para aprender. Então, eu disse que o que é mais importante é o aprendizado, volta para a lista e pare de me ver com o ego maior e pare de ver os outros como ‘este está certo’, ‘aquele está errado’.... Assim você não está aprendendo nada! A gente não foge da escola porque tem um aluno de quem não gostamos. Isso não serve nem para o aluno, nem para o colega, nem para o professor. Nós é que ficamos fora da escola. O professor não foge da escola porque têm alunos que não se comportam da maneira como ele gostaria, ele tem que continuar na escola porque senão ele não participa daquele aprendizado.

Mesmo que a orientação religiosa, às vezes, não seja coerente, a pessoa pode usar aquela energia para se iluminar. Pode sim!

Aqui também não tem nenhum iluminado! O que nós estamos fazendo aqui? Estamos usando esta energia da união do nosso grupo para ver se alguém se ilumina. Mesmo que a interpretação não seja cem por cento correta, isto não é o importante. O importante é que, trabalhando com este veículo, alguém pode alcançar a tal da radiância que buscamos para nos elevarmos até o espírito. Isto pode ser encontrado em qualquer lugar, não precisa ser numa igreja. Pode ser, como o alpinista disse: no cume duma montanha. Pode ser como o guarda-vida disse: mergulhando no mar.

É isto que temos que aprender! Nós escolhemos nem o cume da montanha nem mergulhando no mar. Escolhemos este veículo que é o Um Curso em Milagres.

Participante: Eu acho que independente da religião que a pessoa tenha, estando na mente certa do Espírito Santo...pois o Espírito Santo é para todos e todos têm acesso ao Espírito Santo. Se tiver alguém que discriminar e se separar não vai chegar lá, por mais em Deus que esta pessoa fale.

Jorge: Uma vez num curso, eu afirmei e expliquei que o que estava em cima era igual ao que estava em baixo. Uma das pessoas que participou gostou tanto que dias depois ela veio e perguntou: Jorge quando é que vai ter o aprofundamento? Eu respondi: Aprofundamento não! Eu não faço curso para se aprofundar, faço curso para se elevar! Ela disse: Que engraçado, me parece que você disse que o que está em cima é igual ao que está em baixo!?

Aí eu olhei para cima e pedi ao Espírito Santo ajuda para sair dessa...daí a resposta veio e foi assim: Você tem razão! O objetivo é chegar no Céu, você pode largar toda a tua bagagem, tudo o que você está carregando neste mundo e você vai ficar cada vez mais leve. Você vai emergir do mundo e flutuar, flutuar, vai ficar leve, e vai se elevar ao Céu.

Você também pode fazer o contrário: Pegue uma pá e comece a cavar, cavar...você vai passar pelo centro da Terra, pelo mar, vai, vai.., um dia de tanto se aprofundar você vai chegar no Japão. Quando você chegar no Japão você vai entrar em contato outra vez com o Céu, então é só ir soltando a bagagem e ficando leve, leve...Assim você vai chegar ao Céu também. Você pode escolher entre, emergir e flutuar agora, ou cavar..cavar...cavar...e deixar para emergir e flutuar lá pelo Japão.

Então não importa por aonde a gente vá, o que está em baixo é igual ao que está em cima. Se você cavar quando chegar do outro lado do planeta, vai olhar para cima e vai ver o céu também. Não importa se é aprofundando ou se é flutuando, a escolha é tua.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

| sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar

 

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