UM CURSO EM MILAGRES
06 DE ABRIL DE 2005
4ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Princípio 24
Milagres fazem com que sejas capaz de curar os doentes e ressuscitar os mortos porque tu mesmo fizeste a doença e a morte, podes, portanto, abolir ambos. Tu és um milagre, capaz de criar como o teu Criador. Tudo o mais é o teu próprio pesadelo e não existe. Somente as criações da luz são reais.

Participante: Sempre que repassamos este princípio, acho muito lindo, especialmente onde diz: ‘Tu és um milagre, capaz de criar como o teu Criador. Tudo o mais é o teu próprio pesadelo e não existe’. Isto me toca muito.

Jorge: Então, tu és um milagre capaz de criar como o teu criador, o resto é um pesadelo, isto é um fato que me parece bem palpável. Porque enquanto não estamos sendo criativos estamos vivendo um pesadelo. No mundo, se nós não estivermos criando, estendendo a luz de maneira criativa, a gente começa viver num pesadelo. Então, tudo fica difícil, tudo é complicado, nada dá certo, a gente não é feliz, a gente vive em crise. Como todo pesadelo, se acender a luz, ele some, não tem fundamento nenhum.

Às vezes uma pessoa está com stress, com depressão, ansiedade, conflitos, angústia. Você pergunta para a pessoa:

-o que é que você faz?

-eu só estudo!

-onde você mora?

-moro na casa dos meus pais!

-está faltando comida em casa?

-não!

-está faltando dinheiro pra pagar a faculdade?

-não!

-tem dinheiro para as tuas necessidades básicas, roupa, calçado..?

-tem sim!

Então, porque a pessoa está assim? Se olharmos por este aspecto, a pessoa começa a criar pesadelos para si mesmo, enquanto ela não se dá conta que não tem sentido. Nem a pessoa sabe por que está assim. Isto é bem comum.

Participante: A pessoa que vive neste pesadelo é como se ela estivesse negando Deus o tempo todo e reforçando o ego.

Jorge: Exatamente! Quando a gente está reforçando muito o ego, não consegue encontrar a luz, não consegue encontrar Deus, não consegue encontrar a paz e aí, em última instância o ego diz:’Procura!’ A pessoa sai procurando, feito uma pipoca batendo em tudo que é lado, mas o ego diz: Não ache! Se a pessoa acha, a pipoca pula para outro lado, porque não é para achar. Isto também é bem comum. Quando a pessoa acha, a pessoa sai e vai para outro lado.
Às vezes a pessoa vem aqui, está com uma lista de situações, que neste momento vamos chamar de manifestações de pesadelos, por exemplo: angústia, medo, stress, medo, depressão, todos estes sentimentos que se originam do medo. O medo acontece porque a pessoa está negando Deus está com a cara muito enfiada dentro do ego . A queixa é:
-Estou ruim! Não estou nada bem! O que eu posso fazer?
-Bom, você entra aqui no grupo participa do Curso em Milagres, temos as terapias para se harmonizar, Reiki, Renascimento, Yoga, Florais, etc.

-Ah é..., pois é ...

Se a pessoa recebe de graça, pensa que não deve valer para nada, se tem um valor a pagar pensa que é melhor, então, pagar uma prestação dum eletrodoméstico. Sai daqui, vai ali na esquina onde tem um cartomante lendo cartas, pede para ler as cartas. Se a pessoa tem a orientação correta que ela tem que se trabalhar, ela procura, procura, até encontrar alguém que diga, por exemplo, ‘não, isso vai melhorar daqui a um ano, é só passar o planeta júpiter do outro lado do sol, daí tudo melhora’. Ela vai para casa, com aquela esperança ‘estou ruim, mas vai melhorar’, mas não melhora, só piora. Este é o pesadelo. Por quê? Porque a pessoa não quer escolher o lado criativo da mente para trabalhar, ela realmente fica negando Deus, ela não aceita. A pessoa está tão envolvida no ego ela não aceita nada, não quer negar a sua autoridade, sua autoria, seu próprio eu, ela não quer abdicar disto. A pessoa não quer abdicar do seu próprio eu, tem dificuldades no aprender com a criatividade, entra no ego e fica, tem gente que está assim. A gente percebe, tem gente que vai em todas as igrejas, em todas as ordens místicas, procura de um lado e outro, quando começa a achar, vai embora.

A outra parte do princípio ‘Milagres fazem com que sejas capaz de curar os doentes e ressuscitar os mortos porque tu mesmo fizeste a doença e a morte, podes, portanto, abolir ambos’. Se você é capaz de mover uma semente de mostarda, você é capaz de mover uma montanha, você é capaz de curar os doentes, é capaz de ressuscitar os mortos, porque não tem ordem de dificuldades em milagres. Se você colocar a mão numa pessoa e tira a dor de cabeça, o mal estar que a pessoa está sentindo, então você é capaz de colocar a mão e ressuscitar o morto, da mesma maneira. O que é que te impede? As ordens de dificuldades que você tem na tua mente e o medo do poder que você tem. Temos muito medo do nosso poder.

Como eu disse numa outra vez, você é capaz de fazer chover, é capaz de fazer a chuva parar, você é capaz de qualquer coisa, mas o medo que a gente tem de dizer ‘Chova!’ e começa a chover, é muito grande. Temos medo, temos medo de tudo, porque não estamos no amor, porque não entregamos isto para o espírito “se é da Sua Vontade que chova hoje, deixa chover”. Nós somos intermediários, nós não somos os autores, somos co-autores, não autores. Lembram daquela história do motorista do táxi? Quando você entra no táxi, o motorista dirige o táxi, você guia o motorista. Você diz para ele onde você quer ir e ele vai. Ele não tem que ser o autor do caminho, você diz para ele:

-eu quero ir para o aeroporto!

-acho melhor você ir para a rodoviária!

-não, eu quero ir para o aeroporto!

-não, eu estou com vontade de ir para a rodoviária e nós vamos para a rodoviária.

Você já pegou um táxi assim? Por quê? O táxi é o aprendizado do tipo “Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil, eu não tenho que me preocupar com que dizer e o que fazer porque aquele que me enviou vai me dirigir, vai dizer para aonde eu devo ir. Ele está contente de estar ali, fazendo o que está fazendo”. Quando nós nos colocarmos nesta posição, você é capaz de fazer tudo, de curar os doentes de mover montanhas, ressuscitar os mortos, você não vai por ordem de dificuldade.

A ressurreição, a cura dos doentes, já aprendemos aqui que a cura é na mente e que quando você sai da escuridão da mente, você sai dos teus pesadelos, você ressurge, ou ressuscita para a paz, para a alegria, para o amor, para o bem estar, para a felicidade, para a luz.

Isto é o que nós vemos, às vezes, na ressurreição dos corpos, isto temos que pensar num outro sentido. Você olhe para as pessoas que estão caminhando na rua, veja quantos deles estão realmente vivos. Há um tempo os comerciais da televisão, como os comerciais de cigarros eram um dos mais altos investimentos das Companhias para mostrar para as pessoas como era bom estar vivo. Como era estar vivo, mostravam a pessoa de asa delta ‘isto que é viver!’; colocavam a pessoa esquiando lá nas montanhas ‘isto que é viver!’; colocavam a pessoa andando a cavalo ‘isto que é viver!’ colocavam a pessoa dentro dum carro bem bonito ‘isto que é viver!’ Ao Sucesso! A vida! Aí alguém que estiver enjoado disto tudo, fume um pouco, para você que está fumando lembrar-se como era bom viver, como seria bom se não tivesse fumado.

Mostravam como era a idéia de estar vivo. Não era aquela coisa assim ‘ Ah...,estou triste, não faço nada, estou para baixo’. Não, eles davam a idéia pra cima. Era uma inversão dos valores, é claro, nós sabemos isto, mas a idéia que nós temos é olhar para as pessoas e ver quem está realmente vivo. Quem realmente está se encaminhando em caminhada e andando cada vez mais alegre, mais amoroso, mais espiritualizado, estas pessoas é que estão vivas. Como diz aquela regrinha ‘quem não se alimenta do meu sangue e do meu corpo, mesmo que ainda esteja andando, morto já está’. Sabemos que a maioria das pessoas, não faz nada, não têm nada, vive uma vidinha que não tem sentido, que é em busca do dinheirinho do dia-a-dia e não fazem mais nada.

Participante: É uma mesmice!

Jorge: Isto! Você vai conversar com elas, não tem o que conversar, porque a mente está muito restrita a coisas com uma inversão de valores, é uma questão de mesmice mesmo.

Uma História:

Uma vez eu ouvi um diálogo, estavam dois rapazes conversando:

- Veja as pessoas não conseguem mais conversar, só dizem ‘pois é!’ ‘é isso aí’ ‘é isso aí mesmo’;

- ‘É, pois é, isso mesmo!

Depois desta resposta, a pessoa não tinha mais o que dizer.

Assim, também é nas conversas sobre o tempo:

-está quente, não é?

-É!

-Está frio, não é?

-É!

-Chovendo, não é?

-É!

É como as pessoas estão, não tem nada, tem que acontecer alguma coisa para ter o que comentar.

- O Papa, não é?

- É... pois é!

- O presidente ...., o deputado..., o fulano..., o carro que bateu na esquina...

Então a gente tem que estar procurando um assunto e fica sempre naquilo. Então, curar os doentes e ressuscitar os mortos é muito mais do que colocar a mão na cabeça de alguém e a dor parar, é sim curar a mente da pessoa para que ela se volte para este conhecimento maior. Para que ela tenha compreensão de todo o Universo, como ele funciona. Isso é que é curar o doente , isso é ressuscitar os mortos. Você já sabe ‘Mens sana in corpore sano’.

Participante: Só o amor pode transformar o planeta num lugar mais agradável.

Jorge: O Curso em Milagres diz que nós não temos que transformar o mundo, temos que transformar a nossa mente , não temos que pensar no mundo, temos que pensar cada um em si mesmo. Se cada um curar a sua mente está resolvido. Mas a gente quer curar os outros, a gente quer curar a mente dos outros.

Este poder da mente existe de verdade, você pode ressuscitar os mortos. Até hoje não experimentei, acho que o dia que eu experimentar vai funcionar.

Livro texto
Página 62
Capítulo 4 – As Ilusões do Ego
II. O ego e a falsa autonomia
9.
Mitos e mágica estão intimamente associados, já que os mitos usualmente se relacionam às origens do ego e a mágica aos poderes que o ego atribui a si mesmo. Os sistemas mitológicos em geral incluem alguma descrição da “criação” e associam isso à sua forma particular de mágica. A assim chamada “luta pela sobrevivência” é somente a batalha do ego para preservar a si mesmo e a sua interpretação do seu próprio começo. Esse começo é usualmente associado ao nascimento físico, porque é difícil manter que o ego existia antes desse ponto no tempo. As pessoas orientadas para o ego “de forma mais religiosa” podem acreditar que a alma existia antes e vai continuar a existir após um lapso temporário na vida do ego. Alguns até mesmo acreditam que a alma será punida por esse lapso. Contudo, a salvação não se aplica ao espírito, que não está em perigo e nem precisa ser resgatado.

Participante: Estamos procurando fora de nós uma resposta para o nosso vazio, daí nos apegamos aos mitos, às imagens. Certas situações são colocadas com medo, se não fizermos isto e aquilo vai nos acontecer tal coisa. É o nosso ego, para ele sempre temos que estar sentindo culpa de alguma coisa. Para os amorosos, que não sentem culpa de nada, o ego não existe.

Jorge: Os mitos surgem porque a mente racional, o livro trata como ego, o racional é a razão, que é o resultante das percepções, ela precisa perceber alguma coisa. O ego precisa perceber alguma coisa. Temos necessidade de perceber. Como é que você vai perceber a idéia de Deus? Tendo uma imagem!

A imagem surge assim: O que Deus é? Acho que Deus é luz! Essa idéia de que Deus é uma luz, uma energia é uma das primeiras conceituações a respeito de Deus. Então o que a nossa percepção consegue perceber que poderia ser a maior fonte de luz e energia? O sol! Então Deus é algo assim como o sol, é luz e energia, você já criou a imagem de Deus.

A pessoa pergunta: Como que é Deus? Luz e energia, como assim? A nossa mente é analógica precisa algo para comparar, o ego compara, porque a mente certa, o espírito não faz comparação, ela tem certeza, tem a compreensão e tem o conhecimento . O ego como não conhece, ele precisa ter algo para comparar, ‘é parecido com tal coisa’, ‘é mais ou menos assim’. A partir daí você tem o sol, as estrêlas, começa a fazer uma imagem. Quando você quer lembrar de Deus que imagem você lembra? Do sol. Toda vez que você vê o sol, você vai lembrar de Deus. Você pode ter uma imagem do sol dentro de casa para lembrar da existência de Deus.

Qual é a coisa mais valiosa que temos aqui no planeta? O ouro! O sol é dourado, é luz, então faz um sol de ouro. Assim você criou um ídolo. O que vai acontecer daqui para frente? Daqui para frente as pessoas vão se reunir olhando para o sol, criando um ritual para quando estiverem próximas ao sol. Vão fazer uma reverência para o sol, uma meditação para o sol, uma oração para o sol, uma homenagem para o sol, porque é a lembrança que têm de Deus.

Muito bem! Agora chega a outra pessoa e pergunta:
- O que é aquele troço amarelo pendurado na parede?
- Meu Deus! Não fale assim! Que falta de respeito! Cuidado que o sol vai te castigar!

- Mas como o sol vai me castigar?

- Olha porque lá em determinado lugar onde alguém falou isto de Deus, deu uma seca de três anos! O sol escaldava tudo!

Então, começa a criar o mito, criando histórias a respeito. Uma coisa interessante a respeito deste mito do sol: Parece-me que os astecas, os incas e os egípcios tinham esta imagem do sol, adoravam esta imagem, era uma espécie de Deus para eles, idolatravam a imagem do sol. Parece que quando os cristão chegaram, colocaram isto tudo abaixo, isto de adorarem um astro, isto não fazia sentido, porque Deus não era daquele jeito. Achei interessante quando vi isto, porque o ostensório (peça na qual se expõe, a hóstia, no altar), fica no centro do altar de algumas igrejas, onde as pessoas levantam e adoram aquilo ali. É de ouro, redondo e todo cheio de raios ao redor, como um sol. Vejam, achei tão interessante que aquilo que condenamos de uma forma, nós adoramos de outra forma. Os mitos são difíceis de tirar do nosso sistema de crenças porque precisamos ter uma imagem para refletir, para lembrar o que é e o que não é, por isso ficamos muito presos aos mitos e às imagens.

Primeiro aquilo serve como ponte para mente lembrar de alguma coisa, depois a ponte acaba, aquela parte que vai do sol até Deus, como a ponte não é palpável, ela desaparece e ficamos só com a ponte que vai de nós até o sol. É preciso que alguém construa uma ponte que vá direto até Deus, estes são os pontífices, os papas, por isso que se chama de pontífices, porque eles fazem a ponte entre nós e Deus. Mostrar este caminho que há uma ponte direto até Deus. Não precisa refletir em algum mito ou em alguma imagem.

Existe, também, uma idéia nas pessoas que não tiveram esta compreensão ainda, que inicialmente você coloca uma imagem, depois você retira a imagem, isso funciona assim em todos os aprendizados. Primeiro, para a criança somar você põe a imagem dos dedos, um mais um, quanto é? Precisa duma imagem para aprender. Está neste livro, também, que tudo que é material, ou físico é instrumento para aprendizado da mente, a única função é essa. Depois você retira os dedos, e agora quanto é dois mais dois? Você não precisa mais os dedos para somar . A professora primeiro ensina a contar nos dedos, depois retira os dedos. Tinha o Joãozinho que não conseguia. A professora perguntou:

-Joãozinho quanto é três mais três?

-(Joãozinho ficava olhando para as mãos)

-Joãozinho, sem as mãos!

-(Joãozinho colocava as mãos atrás e começava a contar nos dedos)

-Joãozinho, ponha as mãos no bolso e responda: - Quanto é cinco mais cinco?

-Onze, professora!

É isto, a gente tem dificuldade de soltar os ídolos. No meu modo de pensar, não diria que sejam uma coisa que não pode ter, acho que tudo que é material tem uma função, a dificuldade é que nós ficamos presos naquilo e a ponte que vai até Deus deixa de existir, porque nós criamos uma estação intermediária e ficamos presos na estação.

O Espírito já está salvo, não precisa salvar o espírito, nem a vida. Às vezes ouvimos dizer ‘..salvar a vida’ a vida já está salva, nunca correu perigo, porque é eterna, porque o espírito é eterno. O que estão tentando salvar é o corpo, as coisas materiais, o investimento que fizemos nas nossas crenças, no nosso intelecto, na nossa casa, no nosso carro, na poupança do banco, no meu status social, na minha moral, é isso que a gente está tentando salvar o tempo inteiro. Estamos tentando salvar o ego.

Luta pela sobrevivência, o que é sobrevivência? É uma sobrevida, não é além da vida. É dar uma sobrevida a aquilo que já está morto. Luta pela sobrevivência é isto, é você lutar para dar uma sobrevida a uma coisa que já morreu. O corpo é uma instituição falida, você está fazendo a contagem regressiva e está lutando pela sobrevivência do corpo, do teu status social, que também é uma instituição falida, porque hoje a pessoa é o presidente da República, amanhã ele não é mais, então o ego dele começa a cair. Aí começa lutar para ser senador, governador do Estado, embaixador ...Por quê? Porque se ele não estiver fazendo nada ele vai acabar tomando cafezinho na esquina e conversando bobagem, daqui a um pouco vai estar jogando dominó com os velhinhos da praça. Alguém vai passar e perguntar: Quem é aquele ali? –Aquele ali é um cara que foi presidente da República! –Pois é, coitado, jogando dominó na praça!

Todo o ego que a gente constrói ele cai, porque é uma estrutura falida. Assim como o corpo, assim como a tua casa. Mal você termina de construir a casa, já tem que pensar na reforma, se parar de reformar ela cai. Todas as coisas materiais, são o que nós fazemos, o que o ego faz , as construções que fazemos com o ego são todas instituições falidas.

‘Salvar o espírito’ se você pensar isto também não faz sentido. O espírito está correndo perigo? O que você pode fazer contra o espírito? Não podemos fazer nada contra o espírito! Nós fazemos contra nós mesmos! É isto que estamos tentando salvar. Dentro desta conceituação eles falam, é para salvar a tua mente do pecado, isto eles dizem que é salvar o espírito. É só um ajuste de palavras para entendermos que é a mesma coisa. Eu diria assim: Salvar-te dos erros dos equívocos, das dívidas, das divisões da mente, salvar-te para o espírito. Então, você se salva de todos estes equívocos, de todos estes enganos, você se salva, guardando-se para o espírito. Você pode escolher entre o teu espírito e o ego. Entre o espírito, entre o erro, ou pecado, ou o carma, ou equívoco, não importa o nome que se dê. Você está a salvo para o espírito. Ou escolhe o ego e perde-se do espírito, porque vai em outra direção. Quando você não está na casa do pai, você sai andando por aí, você pode perder-se do seu pai, perder a sua direção. Então, você tem que se colocar a salvo para estar unido ao Pai. Você se salva para estar junto ao Pai, não se perde no caminho.

Participante: Recebi uma formação católica, por esta razão ainda está forte a crença em salvar o espírito ...

Jorge: Também tive esta mesma formação. Lembro-me das aulas de catecismo, onde era ensinado que não deveríamos dormir com nenhum pecado, deveríamos fazer o exame de consciência à noite, antes de dormir, não ir dormir com nenhum pecado, que aqui hoje, chamamos de erros ou equívocos, é a mesma coisa. O ato de confessar era o equivalente a fazer uma revisão dos pecados ou dos erros que você fez naquela semana para lembrar-se deles, porque temos uma tendência a esquecer. Para lembrar-se deles e fazer a correção. Só que houve também uma compreensão equivocada que ao invés da correção você recebia alguma punição. A punição era eu ajoelhar-me lá e rezar trinta Ave Marias, daí estava tudo resolvido. Da minha experiência pessoal, me dei conta depois que todos aqueles pecados que fiz não ficaram resolvidos por que fui me confessar. Eu roubei um melão do vizinho e confessei isto e não adiantou nada. Fui fazer um exame na minha consciência e o pecado estava lá. Não tinha sido dissolvido. De fato a compreensão que eu tinha, não batia com a que eu tenho dentro do meu registro de memória, isto ainda está lá como um erro, não foi perdoado.

Para quem de fato eu deveria confessar que eu roubei um melão? Para o dono do melão! Aí sim, eu conseguiria obter o perdão dele. Vou compartilhar a história do melão só para esclarecer mais:

Uma história:

Eu era criança tinha entre 7 e 8 anos, tinha um vizinho que plantou melão. Seguido chegava lá em casa e falava para o meu pai a respeito do melão. Era um melão tipo ‘açúcar’, aquele que tem uns gomos, era um melão muito gostoso. O melão cresceu, cresceu e o vizinho cuidava o melão. Meu pai perguntava: Como está o melão? O vizinho respondia: Daqui uns dias acho que vai estar maduro! Fez tanta propaganda, que um dia fui lá ver o melão.

Num belo domingo de tarde, o vizinho que tinha plantado o melão, não estava em casa, estava eu e o melão. Fui lá, apanhei o melão, coloquei num saquinho e corri para casa para comer o melão escondido. No dia seguinte este vizinho foi lá em casa, reclamou tanto ‘roubaram meu melão!’, ‘alguém fez isto comigo!’ Para ele foi trágico isto. Eu fiquei com muito sentimento de culpa. Acredito que se eu tivesse confessado, ele teria me perdoado. Acredito nisto hoje. Na época eu tinha muito medo.

Quando eu comecei a estudar o Curso em Milagres passamos por esta fase que fala do perdão, nunca mais eu tinha me lembrado daquilo, não queria nem lembrar. Este vizinho já morreu. Foi interessante, porque eu me lembrei disso e não contei para ninguém e pedi perdão para ele. Nunca mais tinha visto daquele tipo de melão. Foi como se eu tivesse recebido uma resposta, na semana seguinte apareceu uma pessoa na livraria e disse: Jorge passei na feira, lembrei de você vi este melão eu disse ‘vou levar pro Jorge!’ Quando eu vi a pessoa me trazendo um melão não acreditei!

Aí me lembrei de uma outra fruta que roubei. Era uma cidade pequena, a gente não tinha muito que fazer a não ser olhar para as árvores de frutas do vizinho para ver se as frutas estavam maduras. Lá em casa tinha, mas as do vizinho sempre eram mais maduras, mais amarelas, maiores, mais apetitosas. Vocês acreditam que na outra semana me trouxeram outra frutas destas, a gente chamava de ariticum, também chamam de fruta do conde.

Participante: Fazemos muitas coisas erradas e não temos consciência, o tempo vai passando e esquecemos, mesmo no presente, às vezes e a gente não se dá conta. Como que você faz para escolher o caminho do espírito no dia-a-dia? A própria expiação, você não sabe bem. Você é que escolheu uma situação?

Jorge: Bom, é assim: Eu sabia que estava errado, mas fiz assim mesmo. A gente sabe quando está errado. Aí fui na missa no domingo e confessei pro padre, rezei tantas Ave Marias e escondi isto de mim mesmo, dizendo ‘bom, está perdoado!’

Chegou num ponto em que eu me dei conta que o perdão de fato não aconteceu . Então o que eu fiz? Eu mentalizei, por que a pessoa já morreu, dos dois casos. Isto pra mim foi uma coisa fantástica, porque senti um alívio muito grande. Eu sabia que o correto era ir lá e confessar pra pessoa, tanto que hoje, quando me lembro de alguma coisa errada, lembro de outra, lembro de outra. Como é que eu pude fazer tantas coisas erradas em tão pouco tempo! Ainda faço coisas erradas todos os dias.

O que nós temos que fazer? Temos que ir lá e confessar o erro para a pessoa e pedir perdão e reconciliar. Agora estou aprendendo a fazer exame de consciência, quer dizer, quando criança, aprendi, mas não fiz, quem me dera tivesse feito até hoje, aí sim estaria com a mente mais curada, mais sã. Mas ainda podemos fazer. As coisas das quais a gente não lembra, isto também é fácil, porque mudar os conceitos das coisas que a gente achou que fazia certo, tem algumas a gente até achava que era certo. Eu sempre digo assim: Lembra aquilo que está em cima e resolve isto. Quando isto está resolvido, você vai ver que vai aparecer mais uma, resolve esta e vai aparecer outra que você nem lembrava mais. É assim que isto funciona, é você se propor a fazer a Expiação a começar a resolver.

Quando você tem este propósito de começar a resolver, a pedir perdão, a fechar tudo que está em aberto, aí as coisas vêm. É interessante, quando o perdão acontece, você fica sabendo. Estas duas frutas, o melão e a fruta do conde, isto pra mim foi uma coisa fantástica! Por que eu não comentei e me trouxeram, dias depois de eu ter me dado conta. Na época em que aconteceu, para a pessoa isto foi trágico, tanto que disse ‘Nunca mais eu vou plantar melão!’ Era uma coisa que ele estava cuidando tanto e que gostava muito. Mas se eu tivesse dito: O senhor fez tanta propaganda que eu não resisti e comi o teu melão! O que ele iria fazer? Com o tempo ele iria assimilar, tanto que, eu acho, que já tinha perdoado, faltava eu entrar naquela energia e pedir aquele perdão.

Participante: Jorge, o parágrafo se refere sobre a luta pela sobrevivência, assim:

“A assim chamada “luta pela sobrevivência” é somente a batalha do ego para preservar a si mesmo e a sua interpretação do seu próprio começo. Esse começo é usualmente associado ao nascimento físico, porque é difícil manter que o ego existia antes desse ponto no tempo. As pessoas orientadas para o ego “de forma mais religiosa” podem acreditar que a alma existia antes e vai continuar a existir após um lapso temporário na vida do ego”.

Me parece que a reencarnação aqui é uma crença do ego. “As pessoas orientadas para o ego “de forma mais religiosa” podem acreditar que a alma existia antes e vai continuar a existir após um lapso temporário na vida do ego”.

Jorge: Eu acho que as outras talvez não acreditem e as orientadas de maneira mais religiosa acreditam que a alma já existia e vai continuar a existir. Isto não entendi como reencarnação, entendi como a continuidade da alma, por isso preciso salvar a alma, porque a alma seria imortal, é essa a idéia.

Participante: A identificação do ego com o corpo, num estado mais religioso, mais espiritualizado a pessoa compreende um pouquinho mais, que existe uma alma. Que ela não é o corpo. Que a vida não é só terrena, que deve ter algo além.

Jorge: Na primeira etapa ele diz que tudo começa com o nascimento, então há uma assimilação com o tempo, tudo começou ali e vai terminar com o nascimento físico. Aqueles que já tem uma instrução religiosa, ou educação do ego mais religiosa, aqueles já conseguem acreditar que já tinha uma alma que já existia antes e vai continuar depois. Se a gente conseguir salvar a alma, mas o que diz aqui é que o espírito não precisa ser salvo, o espírito está em segurança. Nós também aprendemos que somos fragmentos, ou parte de uma única mente, que é a mente de Deus. Nos dividimos em fragmentos e nos fragmentamos. Então a mente sempre existiu, sempre vai existir. O que vai ter estes laços corporais é o ego, porque nós acreditamos que com a morte, morre o ego, continua a alma.

Participante: Tem aquela parte que Jesus fala que Ele vai, mas vai deixar o Consolador...

Jorge: O Consolador é o Espírito Santo, é a nossa conexão com Jesus. Ele faz a ponte entre Jesus e Deus, através do nosso próprio espírito. Seria isto que talvez se estivesse referindo. Ele fez as pessoas despertarem à luz do espírito para entrarem no conhecimento. A Bíblia, da maneira como eles escreviam na época, nem hoje a gente está compreendendo direito, como o Curso em Milagres, a gente também lê e não compreende muitas coisas.

Participante: Lembro duma parte que fala que Moisés ..., subiu o Monte Sinai de onde trouxe as tábuas dos mandamentos para o povo.

Jorge: Tem uma versão muito legal do Moisés.

Uma História:

Moisés foi encontrado boiando no rio e foi adotado pelo faraó. Os faraós passavam por todas as iniciações místicas, esotéricas e religiosas. Ou seja, eles eram iniciados ao conhecimento de astrologia, astronomia, Tarô, numerologia e outros, isto fazia parte da formação dos faraós. Eles eram preparados dessa maneira porque eles governavam o mundo de então e eles precisavam ter todos estes conhecimentos.

Como Moisés foi adotado pela família do faraó ele recebeu todas estas iniciações, mas ele nunca poderia governar, porque ele não tinha o sangue dos faraós. Se você estudar genética você vai aprender que se a pessoa tem tendências genéticas para alguma coisa inadequada aquilo pode se manifestar. Se os teus pais tinham um alinhamento correto, se você tem uma vida correta e regrada. Por quê? Porque se uma pessoa comete muitos erros e aquilo fica impresso na genética da pessoa, antigamente se dizia que ‘isto está no sangue’, a pessoa poderia cometer erros ou equívocos. Por esta questão genética, ou sanguínea, como eles entendiam na época Moisés jamais poderia ser um faraó, mas mesmo assim deram tudo isto para ele.

Moisés dizia ‘Por que eu não posso governar e meu irmão pode? Fui preparado para governar e vou governar, quero governar o povo!’ Ele rebelou-se contra o sistema hierárquico, que dizia que os faraós tinham que pertencer a uma linhagem sanguínea ou genética por todas aquelas razões. Moisés achava isto uma bobagem. O faraó Ramses disse para ele: Moisés, você não consegue governar se você não tiver um sistema hierárquico! Moisés disse: Eu governarei!

Moisés começou a insuflar o povo para fugir do Egito, dizendo que o povo estava vivendo como escravos. O povo não vivia como escravo no Egito. O povo vivia como nós vivemos hoje aqui, como sempre os povos viveram. Têm as hierarquias mais elevadas e têm aqueles que trabalham, mas tem comida, tem casa, não faltava nada para o povo. Os faraós governavam de maneira justa.Tinha as escalas, a pirâmide com tem em toda a sociedade. Diante disto Moisés começou a convidar o povo para dizer que aquele sistema era injusto e que Deus tinha lhe feito revelações para ele ir em busca da terra prometida onde corria o leite e o mel. O povo caiu nessa! O povo não tinha o conhecimento esotérico e ele sim e ele tinha muito poder. Então, ele arrastou o povo para fugir do Egito. Ramses disse para ele: ‘Não faz isto, você não vai conseguir governar o povo se você não tiver o um sistema hierárquico’.

Moisés como não queria uma hierarquia, projetou um Deus. Perdeu-se no deserto, não sabia mais como por onde voltar. O povo se sentia perdido e queria voltar para o Egito. Deram-se conta que não tinha terra onde corria o leite e o mel, não tinha terra prometida e estavam perdidos. Daí, Moisés não conseguia mais controlar o povo, eles queriam achar o caminho de volta para o Egito, porque lá é que estava a vida boa e não era correndo no deserto passando necessidades. Quando tudo estava descontrolado, Moisés subiu na montanha esculpiu uma pedra, ele sabia fazer isto e como ele tinha o conhecimento de como se governa e das leis básicas, como todos os faraós eram iniciados neste conhecimento, ele trouxe as tábuas das leis. Deus nunca fez lei nenhuma, nós sabemos hoje que Deus não faz leis, estas leis surgiram dos homens. Moisés gerou as tábuas das leis. Trouxe para baixo para tentar dominar o povo, dizendo que foi Deus que enviou as leis.

Participante: Então ele criou as leis: -Não matar; honrar pai e mãe,...

Jorge: Estas leis já tinham lá no Egito. Não eram novidade, ele só as colocou na tábua de maneira diferente. No Egito não havia conflito, lá eles também não tinham promiscuidade. Todas estas leis, os dez mandamentos, eles eram corretos, você vê que, por exemplo, ‘honrar pai e mãe’, na China eles seguem isto à risca e os chineses não são um povo cristão. Os faraós sabiam o que poderia levar à decadência . Como acontece a decadência dos impérios e dos reis? Quando começa isto. O pai e a mãe, que te geraram, você pode não concordar com o que o teu pai e a tua mãe fazem, mas você tem que honrá-los mesmo assim. Isto salva a tua integridade, isto é sábio. Por quê? Se você começa a desfazer os teus pais, você está desfazendo a ti mesmo, você se desintegra. Mesmo que os teu pais estejam seguindo alguma coisa que hoje para você não parece coerente, você pode não concordar, mas você tem que honrar pai e mãe. Isto serve para a tua integridade, para a integridade da família, para a integridade social, para a integridade do reino. Isto é sabedoria, isto é governar com sabedoria.

‘Não matar’, todos nós sabemos que isto também gera ódio, conflito, vingança. Isto também é sabedoria. Mas isto não veio das leis de Deus. Não foi Deus que veio e ditou as leis! Foi Moisés!

Participante: E aquela história de que Moisés separou as águas do mar?

Jorge: Ele tinha muito poder. Se nós estamos dizendo aqui que conhecendo o poder, você pode curar as doenças e ressuscitar os mortos e mover montanhas. Ele tinha toda a iniciação. Por que os faraós não faziam isto, sabendo que tinham o poder? Porque ter o poder é muito interessante, utilizar o poder pode ser muito complicado, porque pode ser utilizado de maneira equivocada. Por exemplo se você vai ressuscitar os mortos, se você desse este poder para o povo hoje, eles ressuscitariam o papa. O papa não poderia ir para o céu, deixariam ele lá respirando através de um canudo, não adianta, ele vai morrer de novo. A gente faz coisas equivocadas.

Participante: Eu confio no Curso em Milagres! Por que Deus não poderia ter ditados as leis para Moisés se sabemos que Um Curso em Milagres foi Jesus que ditou?

Participante: Porque Deus não conhece a morte, não conhece o roubo, a prostituição. Como Deus poderia fazer uma lei se Ele não tem conhecimento da morte.

Participante: Moisés, quando apresentou as leis, queria reforçar o seu ego, queria colocar a culpa e o medo no povo.

Jorge: Porque ele deu-se conta que a única maneira que iria conseguir governar o povo era esta. O povo estava desgovernado, estavam no ponto de linchá-lo.Se você olhar a história de Moisés, olhar o que aconteceu no deserto, você vai se dar conta. Moisés tinha uma irmã que foi junto com ele, aquela sim era inspirada. Moisés estava muito dominado pelo ego para governar. Se Moisés estivesse inspirado ele não levaria o povo para se perder no deserto, o ego que faz isso. Deus jamais levaria o seu povo para passar dificuldades no deserto, sendo que o povo estava vivendo bem no Egito. O povo era egípcio, eram hebreus, eram livres,viviam no Egito, estavam bem ali, não fazia sentido tirá-los dali para levá-los para o deserto.

Participante: 1º mandamento: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’

2º mandamento : ‘Amar o teu próximo como a ti mesmo’

Participante: Estes dois mandamentos foi que Jesus recuperou, tanto que ele reinterpretou as leis de Moisés.

Participante: 3º mandamento: ‘Honrar pai e mãe’

4º mandamento: ‘Não dizer Seu Santo Nome em vão’

5º mandamento: ‘Não matarás’

6º mandamento: ‘Não cobiçar a mulher do próximo’

Jorge: Veja, se Deus faria uma lei assim! Por que isto apareceu na tábua da lei? Por causa da orgia e isto estava dando origem a brigas, e outros queria se matar (espera aí..o que é isto? Esta é a minha namorada!) Isto estava levando o povo à decadência. Moisés tinha o conhecimento, a sabedoria dos faraós, mas se ele realmente tivesse inspirado não teria esta cede de governar, ele ser o chefe do povo, conduzir o povo. Eu também tive a formação religiosa e olhava aquela história e compreendia desta maneira como todos compreenderam.

Você olha agora, depois de estudar o Curso em Milagres, você não vê sentido naquela história.

Participante: As palavras de Jesus sempre eram: Ame seu próximo! Faça o bem! Seja como as aves do céu! Sempre eram palavras amorosas. Nunca dizia pare de fazer tal coisa!

Jorge: O Curso em Milagres diz que tudo aquilo que você não quer que aconteça, você não fala! Hoje têm estes cursos de Programação Neuro Lingüística que prepara pessoa para o sucesso material, eles dizem a mesma coisa, aquilo que você não quer que aconteça, não fale, nem pense. Então você acha que Deus iria colocar uma lei ‘Não matarás; Não cobiçarás a mulher do próximo?’ Eu como inocente que sou perguntaria: Mas o que é ‘Cobiçar a mulher do próximo?’ Alguém iria me explicar, daí eu ficaria sabendo, logo iria reforçar o erro. Isto visto dessa maneira, com olhar científico, reforça o erro,

Vamos fazer isto para que aquilo ali não dê errado! Pronto..vai dar errado! Você reforçou o erro, o medo atrai justamente o qeu você não quer. Isto hoje estamos aprendendo nos diferentes métodos, científicos, de estudos. Você vai fazer um curso para ser executivo, lá irão ensinar para você neuro linguagem e com é que isso funciona. O Curso em Milagres diz: “Dize apenas isto; Faça assim; Nunca diga: Não vai matar o cara lá fora!”. Se você não quer que ‘ele vá matar o cara lá fora’, diga apenas: “preserve a vida!” Como é que Deus poderia ter dito isto, Ele não evoluiu intelectualmente de lá para cá, então veja, isto não é uma coisa divina, é uma coisa que veio do ego, alguém que queria governar o povo.

Quando agente fala aqui no nosso curso dessas questões de buscar o espírito, de alcançar o conhecimento, Sócrates dizia ‘Conhece-te a ti mesmo e todos os mistérios do universo te serão revelados’. É isso, você consegue compreender as coisas que as outras pessoas não compreendem. Por quê? Porque a nossa percepção está invertida, nós não conseguimos perceber. Ficamos presos na mágica. Ah! ...mas como é que Moisés batia na pedra e tirava água da pedra no deserto? Como é que ele abriu o oceano? O livro diz agora mesmo: Tu és capaz de mover montanhas, curar os doentes e ressuscitar os mortos. Se você se der conta que não tem ordem de dificuldade em milagres, abrir o oceano não é mais difícil do que colocar a almofada para lá ou para cá.

Nós já estudamos que nós temos medo do poder que a nossa mente tem, porque temos medo das conseqüências, ressuscitar os mortos é uma coisa que temos muito medo, por isso que não fazemos, porque é uma coisa muito complicada. Então ficamos com a magia e com o mito. Damos poder à magia e aos seres mitológicos que nós criamos, é o sol, o minotauro, o centauro, aquelas imagens que nós criamos. Porque nós conseguimos fazer a ponte até a imagem, o mito e a crença que envolve a figura mitológica. A ponte dali para adiante está quebrada, não conseguimos passar além.

Eu acho que aquilo ali é interessante, mas a gente não pode ficar preso, temos que compreender para sair deles também. Quando nós compreendemos, vemos que aquilo ali tem uma sabedoria muito grande, para levar a pessoa até ali, para ela ter um ponto, uma base propulsora para ir além. Tem pessoas que não conseguem ir além da base propulsora, chegam à base de lançamento e não sobem. Então, a gente começa a entender todos os mistérios do universo.

Outro dia deciframos o mistério da esfige. Quem é que compreendeu aquilo? É tão simples. Estes lugares guardam toda esta ponte para o conhecimento, esta energia dos faraós ainda está lá.

Participante: Jorge, você pode falar sobre o enigma da esfinge?

Jorge: A esfinge é uma figura monstruosa, corpo de leão e cabeça de faraó. O que está escrito lá? “Decifra-me ou te devoro”. Ninguém sabe por que fizeram aquilo, o que significa. Decifrar o quê? Isto está guardando a entrada da pirâmide, onde eram feitas as iniciações dos faraós, as escolas iniciáticas e onde eram os altares e as pedras mortuárias dos faraós.

Então, corpo de leão e cabeça de faraó. O que nós temos que decifrar para entrar no altar e ser iniciados ao conhecimento? O ego! Quem é o rei dos animais? Quem é o rei dos homens? Temos que decifrar o ego para entrar no altar, senão você não entraria e não teria acesso ao conhecimento.

O que nós estamos fazendo com este livro aqui? Decifrando o ego! O livro é a nossa esfinge. O ego é o bicho papão, não permite que a gente entre no altar do conhecimento, então aquilo é simbólico. É uma expressão material daquilo que é simbólico. Se você não entendeu o teu ego, os mecanismos, não decifrou o ego, você não consegue entrar no teu altar do conhecimento.

Isto eu já tinha passado para o grupo, acho que foi no início do ano passado.

Participante: Jorge, você pode lançar uma revista infantil: “O Eguinho” Desde pequenino a gente ouve as histórias de bicho-papão, e esta seria O Eguinho.

Jorge: Você não viu na internet a história da Cuca? Alguém falou que ‘esta coisa de eu não ser eu mesmo’, ‘ porque você não é o corpo’:

- a minha cuca vai fundir!

Eu coloquei assim:

- Será a cuca o ego? Quando eu era pequenino, do tamanho dum botão, chegava a hora de dormir, minha mamãe dizia ‘vai dormir senão a cuca vem pegar’ e eu quis ficar acordado. Se eu tivesse dormindo, enquanto com a mente inocente e o pensamento nos anjinhos, minha mente estaria sã, mas quis ficar acordado e a cuca me pegou.

A cuca é o ego, dorme senão a cuca vai te pegar.O ego a gente contrai acordado neste mundo, nesta inversão de valores. A cuca é o ego.

Depois que me veio esta coisa de esfinge eu tive um convite para fazer uma iniciação na pirâmide no Egito, depois eu esqueci. Outro dia a gente estava vendo uns cristais, o Frederico me trouxe um cristal e disse: ‘Jorge, estou impressionado com este cristal, tem sete pirâmides dentro do cristal’. Eu disse pra ele: ‘Sete é o número da iniciação’. Sete é um número místico, no tarô se você esta com a carta sete, você inicia o caminho espiritual. Até a carta seis quando você está vivendo no mundo. Daí lembrei-me da iniciação da pirâmide, então disse, este aqui vai comigo, já estou me preparando para fazer iniciação lá no Egito. Quero ver o que tem lá, esta energia ainda está lá. Agora só estou aguardando um patrocínio. Se alguém patrocinar a viagem, nós vamos! O quê vai acontecer? Não sei!

Livro texto
Página 63
Capítulo 4 – As Ilusões do Ego
II. O ego e a falsa autonomia
10. A salvação nada mais é senão “a mentalidade certa”, que não é a mentalidade Una que é própria do Espírito Santo, mas tem que ser atingida antes que a mentalidade Una seja restaurada. A mentalidade certa conduz de modo automático ao próximo passo, porque a percepção certa é uniformemente isenta de ataque e, portanto, a mentalidade errada é obliterada. O ego não pode sobreviver sem julgamento e, em conseqüência disso, é deixado de lado. A mente, nesse caso, tem apenas uma direção em cujo rumo pode se mover. A sua direção é sempre automática, porque não pode fazer coisa alguma que não seja ditada pelo sistema de pensamento ao qual adere.

Participante: O julgamento é o fundamento do ego, se eu eliminar o julgamento não vou fazer mais nada errado.

Jorge: Mente certa é quando você pára de fazer coisas erradas. Você formou a base de lançamento para passar para a mente Una. Para unir-se à Mente Universal. Primeiro você tem que começar a corrigir a tua percepção, começar a ver as coisas de forma correta. Esta correção vai acontecer na medida que você fizer a Expiação, na mesma proporção. A Expiação é o mecanismo de correção da mente. A medida em que você for fazendo as Expiações, a correção vai acontecer, na mesma proporção. Eu acredito que, quando você tiver concluído todas as tuas Expiações, você entrou na mente certa, você vai ver as coisas da maneira como elas são. Começa a ter a compreensão daquilo que antes você não compreendia, por exemplo, a esfinge, a história de Moisés e tantas outras coisa que nós já fomos decifrando no nosso compartilhar. A partir daí você vai formando uma base de lançamento onde você vai passar para etapa seguinte para o conhecimento ou para a mente Uma. Eu acho que isso ainda leva um tempo de fortalecimento da mentalidade certa, deve ser mais ou menos assim.

Primeiro estamos na mente errada, compreendemos tudo errado, começamos a acertar, quando estamos certos, ainda não é a mente unificada, porque aí você estará em unidade com o Pai, com o Filho e o Espírito Santo e A Mente Universal de Deus, vamos dizer assim.

Participante: Agora lembrei : A imagem da mente certa e mente errada é uma bola com um traço no meio. Quando eu fizer mais coisas certas do que erradas, vou tirando este traço no meio, vai ficando uma mente só, que é a mente Una.

Jorge: Perfeito! Eu não tinha visto isto! Até o círculo representa a completeza psíquica, mental, espiritual.

É justamente isto, a mente Una vai nos unindo, acredito que, quando a gente chega na mente certa nós paramos de julgar, mas ainda percebemos coisas certas e erradas, apenas não julgamos mais. Vai chegar um ponto que não vamos nem perceber certo e errado, começa a unir a mente com a mente de Deus, daí não percebe mais o erro.

Por isso que cai por terra a idéia das tábuas de Moisés, se pensarmos neste sentido, porque a gente percebe o erro: não matarás, não cobiçarás, .. . Isto ainda está no nível da percepção, não é uma coisa divina. Isto é conflitante, porque a gente está realmente mexendo com crenças que estão muito arraigadas e esta compreensão foi passada por gerações, desta maneira.

Se você observar, esta história está cheia de contradições, ‘o povo ficou perdido no deserto por 40 anos”. Ora se Deus inspiraria alguém para deixar o povo de Deus perdido por 40 anos no deserto! Outro dia eu vi que até hoje aquele povo não encontrou a terra prometida. Vejam, isto não faz sentido, Deus jamais levaria o povo escolhido para ficar perdido no deserto, isto é o ego que leva a ‘estar perdido’, ‘perdido’ é do ego, não é de Deus. “Ficaram perdidos no deserto”, aí tem uma contradição.

Participante: Deus é Pai, Ele não vai escolher entre os seus Filhos, quem é melhor e quem é pior, Ele não faz julgamento.

Jorge: Ramsés tinha esta sabedoria, mas também tinha sabedoria de não impedir Moisés, ele não impediu, deixou eles irem. Depois, dizem que ele mandou os soldados para trazer Moisés e o povo de volta para o Egito, onde teriam água, comida.. Contam aquela história do mar que se separa e dos soldados ... Os soldados não foram para matá-los, foram para trazê-los de volta. Ramsés tinha esta sabedoria, quer ir para o deserto? Então vá! Quando vê que o cara está teimoso, é o que o pai faria com o filho, sabe que o filho é teimoso, ‘quebra a cara’ mas não quer voltar para casa. O pai diz ‘vai lá e diz para ele vir de volta, diga que estou esperando ele, que está tudo certo, está tudo perdoado’. Talvez a história tenha sido assim. É uma nova maneira de nós olharmos para estas crenças, porque o Curso em Milagres nos convoca a revisarmos as nossas crenças estabelecidas, para ver se elas estão corretas. Já que surgiu o assunto, esta é mais uma reavaliação. Olhe outra vez, não é uma doutrinação é uma chamada para reavaliar. Olhe outra vez a história de Moisés e veja se olhando por este ângulo, que apontamos neste momento aqui, com o Curso, se esta crença ainda tem a mesma força que tinha antes.

Podem conservar suas crenças, O Curso em Milagres não contradiz nada apenas pede para revisar isto. Cada um dentro daquilo que sentir ou perceber fica com aquilo que faz sentido pra você. O Curso em Milagres não se opõe à suas crenças.

Quando falamos ‘crenças’, não é de uma maneira preconceituosa ‘você está cheia de crenças’, não é isto!

Quando falamos em ‘crenças’ é: aquilo que você acredita é respeitado. O Curso não se opõe, é aquilo que você acredita, vai trabalhando o Curso, as coisas vêem. Talvez para você venha de uma maneira diferente do que vem para cada um de nós, aqui é um espaço para compartilharmos e não para nos espinharmos. Temos que fazer a Expiação e não a espinhação! É para espiarmos juntos, dar uma olhada ‘será que isto foi assim mesmo? Será que não pode ter sido de outra maneira?’ Só assim nós vamos encontrar o caminho. Porque enquanto tivermos ídolos, neste sentido, Moisés foi um ídolo também.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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