UM CURSO EM MILAGRES
04 DE ABRIL DE 2005
2ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.

Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Princípio 24
Milagres fazem com que sejas capaz de curar os doentes e ressuscitar os mortos porque tu mesmo fizeste a doença e a morte, podes, portanto, abolir ambos. Tu és um milagre, capaz de criar como o teu Criador. Tudo o mais é o teu próprio pesadelo e não existe. Somente as criações da luz são reais.

Participante: A doença e a morte foram feitas por nós, como elas foram feitas por nós, elas não são eternas e nós mesmos vamos desfazê-las.

Jorge: Jesus disse que iria provar que a morte não existe, também que a doença não existe, com a Sua ressurreição Ele manifestou isto. Entretanto, as pessoas não conseguem acreditaram nisto, acham que ressurreição é equivalente àquela história do Lázaro, ‘levanta-te e anda’ e a pessoa ressuscita e sai andando.

As leis físicas acontecem dentro do plano físico, não fora do plano físico, então, mesmo que eu ressuscitasse um morto ele iria morrer novamente, porque a ressurreição que Ele está falando não é a ressurreição do corpo, porque a pessoa não vai se imortalizar no corpo. O corpo é transitório, assim como são as doenças, são temporais. Então a cura das doenças e a ressurreição são quando a pessoa se dá conta que ela não é temporal, que ela é eterna, esta é a cura, esta é a ressurreição, porque você ressurge na eternidade, quando você se dá conta que você é eterno e não temporal.

Você se cura das doenças quando você se dá conta que você está no plano físico, mas a tua mente pode estar no plano do espírito, mesmo o corpo estando no plano físico. O corpo físico e as doenças obedecem às leis físicas que nós escolhemos, então podemos escolher a cura. Assim, nós não teremos mais doenças e esta escolha acontece na mente. É na mente que você vai escolher a tua própria cura. Quando acontece a cura na mente, cura o corpo. Isto não significa que o corpo é eterno, porque o corpo também foi feito, assim como foi feita a doença e a morte do corpo. Para você sair fora desta crença da morte do corpo, você coloca a tua mente no estado de cura, a mente entra em contato com a eternidade e ela se dá conta que o corpo não é nada, que o corpo é transitório, nós sabemos disto! Sabemos tanto, que todos os corpos físicos, tanto o tijolo que é um corpo físico, quanto a madeira, quanto a árvore, quanto os animais, tudo que tem aqui. Não adianta você construir a casa de aço ou de pedra, pode durar mais tempo, mas nada é para sempre, nem mesmo os diamantes são para sempre.

Diamante é a energia, em seu estado material, com menos intervalos moleculares possíveis. Por isto é o mais resistente. Não é o aço, é o diamante. Toda a matéria é energia condensada em aspectos, graus, intervalos e nem isto é eterno.

Quando nós falamos que você é capaz de ressuscitar os mortos e de curar as doenças, você é! Você pode curar as doenças das pessoas, você pode curar as suas próprias doenças, assim como você pode ressuscitar os mortos . Eu acredito que você pode fazer isto até fisicamente. Se o corpo ainda estiver num bom estado e se a pessoa quiser, você pode ressuscitá-la. Não acho isso uma boa idéia. Por exemplo: Quem é que você gostaria de ressuscitar, neste momento? O Papa! O Papa está lá no céu e você vai chamá-lo de volta para cá!? A vida interia dele foi se preparar para ir para o céu, quando ele vai, então você puxa ele de volta? Quando eu morrer, não me puxem de volta, deixem eu ir.

Participante: Porque o ser humano tem esta luta tão grande para sobrevivência?

Jorge: A sobrevivência, como diz a palavra, dar uma sobrevida ao corpo. O corpo é uma instituição falida na qual nós não paramos de investir. Veja, quanto as pessoas gastam na manutenção do corpo, no embelezamento do corpo e para dar uma sobrevida ao corpo. Se é para dar uma sobrevida, você considera que ele já está morto, porque você não dá uma sobrevida a alguma coisa que ainda está viva, você dá uma sobre vida à alguma coisa que já está falida. O corpo é uma instituição falida, onde você investe tudo o que tem para mantê-la. Se você é correntista dum banco e você assiste pela TV que o banco está falido, você corre para depositar todas as tua economias naquele banco? Você vai investir tudo o que tem, vende o teu carro para investir num banco falido? Ou você corre para retirar o que você investiu lá? Pois o corpo é um banco falido! Não tenha dúvida! De uma hora para outra ele fecha as portas.

A crença equivocada de que nós alcançamos a imortalidade física, isto é uma confusão que temos na mente . Sabemos que somos imortais, estamos aqui agora, se você é imortal, o corpo é mortal, mas você não é o corpo. Você diz ‘ o meu corpo’, ‘o meu pé’, ‘a minha mão’, porque você sabe que você tem um corpo, você não é um corpo. Assim como você diz: a minha casa, o meu carro, a minha bicicleta, são coisas que são tuas, mas isso não é você . Nós criamos um equívoco na mente ao pensar que nós temos que estender a vida no corpo. As pessoas sempre diziam que faziam um esforço para salvar a vida. A vida está salva! Nunca correu perigo! Porque a vida é eterna, o que corre perigo é o corpo, então todo esforço que nos investimos é para salvar o corpo.

Ressuscitar o corpo? Isso não serve para muita coisa! Se olharmos neste nível. Por quê? Porque o corpo vai falir novamente! Porque ele é uma coisa que está sujeita às leis físicas. Se você está dentro do plano físico, você tem que ter consciência, você tem que saber que todos os corpos físicos estão sujeitos às leis físicas, as leis físicas são temporais, é a temporalidade, tudo tem um tempo de existência. Então não vamos dizer um tempo de vida, porque a vida não acaba no tempo, acaba a existência aqui. Nós estamos existindo neste tempo, neste planeta, neste plano em que estamos. Nós não estamos condicionando o nosso tempo de vida ao tempo em que estamos existindo. Então, a nossa vida é eterna, a nossa existência neste plano é temporal, temporária.

O que é um plano? O que é um planeta? O que é um cano? O que é uma caneta? Um cano é uma coisa maior, uma caneta é uma parte do cano. Por isso chamamos o lugar onde estamos de planeta, é parte do plano. Que plano? Plano da Expiação!

O que é Expiação? O plano da Expiação é o plano que foi criado após a separação, para que nós pudéssemos expiar os nossos erros e voltar à consciência Crística, voltar ao amor. São as palavras do Papa: ‘Só o amor é capaz de trazer a paz!’ O plano da Expiação é nós trabalharmos com a nossa ressurreição, para nós ressurgirmos com a nossa mente no estado de paz, de harmonia, de felicidade, naquele estado de alegria. Como disse Jesus: ‘Ser criança outra vez’. Este é o estado que devemos recuperar. Para recuperamos isto, tempos que entrar no plano da Expiação. Temos que nos integrar neste plano, aceitarmos o plano da Expiação.

Como é que nós fazemos isto? Trabalhando o perdão! Dissolvendo o passado no presente, para liberar o futuro. Todo este mundo material está a nossa disposição com tudo o que nele existe para que possamos aprender numa maneira fácil, palpável, a retornar ao estado de amor. O que nós podemos usar para aprender a voltar a este estado, para que possamos ressurgir, ou renascer? Tudo! Nós temos que aprender com tudo o que nós percebermos. Para que serve este aprendizado? Para que serve isto que está me acontecendo, esta situação pela qual estou passando? A Empresa onde estou neste momento, o trabalho que estou executando, para que serve isto? Tem que ter algum aprendizado. Não tem serviço ruim, não tem nada inútil neste plano, tudo é útil para a mente que se propõe ao aprendizado.

Alguém pode vir e dizer: ‘...mas lá no meu trabalho não tem nada que possa ser útil para o aprendizado espiritual’. Seria melhor dizer: ‘Eu ainda não aprendi a ver o que eu posso aprender com aquilo que estou fazendo’. Não tem nada inútil neste plano, tudo é para o seu aprendizado, tudo é para sua cura, sua ressurreição. Quando você está num trabalho que você acha que não tem graça nenhuma, é porque você não conseguiu encontrar a graça do trabalho, porque tudo tem uma função. Aquele trabalho está ali para você aprender com ele alguma coisa. Procure olhar, o que eu posso aprender aqui, nestas condições onde estou trabalhando? Como eu posso me curar através disto que eu estou presenciando, destes fatos, destes eventos no tempo e na matéria? Como é que eu posso usar isto para me curar e para que eu possa ressuscitar.

Ressuscitar não é quando eu morrer vou ressuscitar e sair andando novamente. Você vai ressuscitar agora mesmo! O que tem que ressurgir, ressuscitar ou renascer? A sua alegria, a sua paz, a sua criança, a sua espontaneidade, a sua felicidade, é isto que precisa ressuscitar! Não é o corpo! É a mente que precisa ressuscitar para que você possa viver feliz dentro deste corpo, enquanto você estiver existindo na matéria. Desde que você aprende isto, está bom .

Temos muitos instrumentos que foram desenvolvidos para que a gente possa criar um estado de harmonia, para que a gente possa criar um estado de percepção onde conseguimos iniciar a perceber as coisas de maneira correta e voltarmos e compreender que temos que entrar neste plano da Expiação, que temos que trabalhar com o perdão. Não posso ficar julgando, condenando a outra pessoa, não posso ficar julgando a mim mesmo pelos meus atos, pelas minhas palavras, pelos meus pensamentos, pelas minhas omissões, ou pelo que os outros estão fazendo ou deixando de fazer. Tenho que começar a ver o que eu posso aprender com o outro .

Enquanto nós não estamos harmônicos, enquanto a mente não está em harmonia com o corpo e com os corpos físicos ela não consegue obter este aprendizado. A mente, o corpo e os corpos físicos têm que estar em harmonia . O corpo é temporário. Para que serve o corpo? O corpo, diz o Curso em Milagre, é um instrumento de aprendizado e todos os corpos são instrumentos de aprendizado. Então use adequadamente o corpo e todos os corpos físicos que estão a sua disposição. Se você estudar física verá que corpos físicos são, por exemplo, pedra, tijolo, maçã, árvore, cachorro..., tudo são corpos físicos. Use tudo isso que está a tua disposição para o aprendizado.

Primeiro você tem que se harmonizar com seu próprio corpo, porque se a mente está em desalinhamento com o propósito do corpo, você não consegue se alinhar com o espírito. O que os orientais faziam? Qual é o aprendizado das pessoas que há milênios vêm trabalhando para alcançar este estado espiritual? O que é que eles faziam? Yôga, meditação, Renascimento, Reiki, Chi Kung, Lian Gong, Tai Chi Chuam, massagens físicas para relaxar as tensões dos músculos, acupuntura. Os Florais já foram mais recentes, foi uma descoberta do Dr. Bach, dedicou a sua vida a isto, compartilhou este aprendizado conosco para que a gente pudesse harmonizar a mente e o corpo, só assim nós conseguimos entrar em alinhamento com o espírito.

O Princípio 13 do Curso em Milagres diz: ‘Milagres são tanto princípios quanto fins, e assim alteram a ordem temporal. São sempre afirmações de renascimento, que parecem retroceder, mas realmente avançam. Eles desfazem o passado no presente e assim liberam o futuro.’ Liberar o futuro é equivalente a ressurgir, ou ressuscitar. Sua mente ressurge, outra vez, no estado de harmonia, de paz , amor e de alegria. Todos estes instrumentos que nós propomos aqui estão voltados unicamente para que aconteça a harmonização entre a mente e os corpos físicos, porque o próprio livro diz ‘você não tem que negar o corpo físico’ isso seria o erro número 2, o corpo está aí, você tem que utilizá-lo como instrumento de aprendizado, porque é para isto que ele serve, o seu corpo e todos os corpos físicos deste plano. Uma vez que você tem esta compreensão você passa a utilizar adequadamente estas percepções para o seu desenvolvimento, para a sua ressurreição. Então você ressurge na sua mente, você ressuscita, em você mesmo, a sua espiritualidade.

O corpo pode ressurgir, você pode ressuscitar um corpo, pode trazer o espírito de volta ao corpo. Mas para que serve isto? Mesmo que você o faça, o corpo vai morrer de novo. Não é isto, embora até isto, você possa fazer. Jesus o fez. Mas não é com esta intenção que nós temos que nos fixar. Curar as pessoas e ressuscitar os corpos. Para que ressuscitar os corpos? O que é a cura, exatamente? Temos que curar a mente, os corpos são transitórios. A pessoa cuja mente se cura, ela se dá conta que os corpos são temporários, ela ressurge no nível do espírito e passa a viver no mundo com a percepção correta que os corpos são instrumentos de aprendizado para voltar ao espírito, para voltar ao estado espiritual, é o que somos na nossa essência.

Então, nos damos conta que não somos o corpo e que somos espírito. Nos damos conta que temos que ressurgir aonde? Não é no corpo, é no espírito! Isto, reafirmando, é alguma coisa que temos quer fazer neste plano, ou neste planeta onde nós estamos , para que possamos sair daqui e ir direto para o céu.

Participante: O espírito é perfeito, o corpo você mantêm para o aprendizado, é a mente que temos que cuidar, mas é tão difícil, parece pouca tarefa, mas ela quer dar conta de tudo e a gente acaba se dispersando do objetivo.

Participante: Até para meditar, é tão difícil a gente conseguir.

Jorge: Meditar e aquietar a mente são duas coisas diferentes. Meditar é ditar a mim mesmo, eu me dito, eu te dito. Na escola a professora dizia: ‘vou ditar!’ Então você anotava. Quando você quer ditar a você mesmo, então você fará o exercício de ‘meditação’.

O que você está fazendo Jorge? Estou me ditando! O que é meditar? Quando eu faço a oração do Pai Nosso, eu estou dizendo aquilo para quê? Estou me ditando! ‘Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o Vosso Nome’, estou dizendo isto para mim, para a minha mente assimilar isto que estou dizendo. ‘Venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Tua Vontade, na terra como já é no céu’, isso é o quê? Estou dizendo para mim mesmo, estou me ditando que, tenho um Pai que é nosso e que está no céu, para ver se a mente assimila esta informação, Ele é santo. Sei que santo, saudável e são é a mesma coisa, que não tem nenhum tipo de doença como as que eu tenho na minha mente. ‘Santificado é o Teu Nome’ até o nome é santo e ‘Venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Tua Vontade assim na terra como no céu’. O que estou fazendo? Estou dizendo que se faça conforme a Tua Vontade, não a minha! Qual é a Vontade Divina? A Vontade Divina é o amor, a alegria, a felicidade, a prosperidade, é a extensão da Criação, que é o amor, a eternidade. É isto que estou ditando a mim mesmo.

A segunda parte se refere a minha estadia que estou tendo aqui, das minhas necessidades terrenas: ‘O pão nosso de cada dia nos daí hoje’, é isto que preciso, o pão de cada dia, tem pessoas que querem acumular o pão para mais dez anos. Rezam ... ‘o pão nosso de cada dia..’, mas estão guardando na popança o pão para daqui a dez anos. Estão preocupados com o futuro. Numa novela tinha um padre que dizia: ‘quem come dois pães, está comendo o pão de alguém’. Se você está guardando dois pães, você está com o teu pão e o de alguém.

‘...Perdoai nos, assim como nós perdoamos’ e no texto original está assim: ‘...perdoar as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores’, é isto que nós temos que fazer neste mundo, ter o pão nosso de cada dia e perdoar as dívidas assim como perdoamos os devedores, isto é o plano da Expiação.

O livro não fala na mente dividida? Tudo que nos divide é uma dívida, é uma divisão, é uma dúvida.Quando você não tiver mais dívida, divisões ou dúvidas, você terá certeza de tudo. A certeza vem da sua conexão com Deus, daí você tem certeza de tudo e não terá mais dúvida de nada, porque dúvida é da dívida, da divisão, da mente dividida. Vejam, quando as pessoas são entrevistadas no programa de televisão e têm a possibilidade de ganhar um dinheiro, uma premiação, ou quando estão jogando na loteria, quando são perguntadas o que elas fariam se ganhassem, qual é a primeira coisa que as pessoas dizem? Pagar as dívidas! Isto é a primeira coisa, porque isto é a coisa que mais incomoda todas as pessoas, as dívidas, as dúvidas. Quando vem uma pessoa comprar uma coisa e tem dúvida, ‘...Ah, não sei se levo este, ou se levo aquele’, fica duas ou três horas escolhendo, entre uma coisa e outra, quando está quase decidindo, vê outro e diz ‘...acho que o que eu queria é aquele ali!’. Depois de duas horas a pessoa volta porque quer trocar o objeto.

Participante: Acho que a coisa mais difícil de vender, para as mulheres, é sapato. Elas têm muitas dúvidas na hora de escolher sapato. Experimentam três ou quatro pares, às vezes, levam todos os pares porque não conseguem decidir.

Jorge: O mais difícil do sapato é que tem que comprar dois iguais, isto já é difícil, a pessoa não quer duas coisas iguais, quer tudo diferente.

Quando fizeram a oração do Pai Nosso e colocaram lá ‘...dívida’, sabiam o que estavam escrevendo. Esta oração é perfeita, se você cumprir esta oração, é a melhor meditação.

Outra oração que é perfeita é esta do Curso em Milagres “Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil...”.

É neste estágio que nós temos que nos curar e ressurgir. É claro que nós temos que compreender, como diz a oração do Pai Nosso, que nós estamos neste plano e que estamos sujeitos a determinadas situações. Por isso temos que observar o perdão, fechar todas as dívidas, tanto as que você tem para receber, quanto as que você tem para pagar e todas as dúvidas, tirando isto é só se cuidar ‘...Livrai-nos da tentação e do mal. Amém’.

Você disse ‘como isto é difícil’, eu diria que difícil é não estar nisto, difícil é estar fora disto. A pessoa que está fora deste estado pode ter todas as benesses materiais, você vai ver ela está no estado de tristeza, decepção, de depressão, angústia, ansiedade, stress, conflitos, de preocupação. Com o quê? Por que você está neste estado? A pessoa não sabe! No ano passado passou por aqui um rapaz jovem que estava num estado destes, mora na casa dos pais, não precisava trabalhar, só estudava e estava assim, traumatizado, com decepção, com angústia, stress, depressão. Ele tem carro, tem dinheiro, tem casa, não precisa se preocupar com trabalho. Estou citando isto para dizer que não adianta a pessoa ter tudo, os que nada têm estão assim também. É por que não têm que estão assim? Não é! Não é esta coisa que faz a diferença, não é no físico que está a diferença. A pessoa tem tudo material a sua disposição e está neste estado, isto é um estado mental e as pessoas que não têm nada disso estão igual. Eles é porque não têm? Não é!

As coisas não estão fundamentadas no teu estado social, não estão fundamentadas no teu estado financeiro, no teu estado material, na casa que você mora, no carro que você tem ou na situação inversa, está na mente, é aí que tem que ser curado.

A pessoa disse: -pois é eu queria trabalhar

-você não precisa trabalhar;

-mas e eu fosse trabalhar eu sairia deste estado;

-neste estado que você está, você não consegue emprego.

Não passa no teste psicológico, uma pessoa cheia de conflitos, com emoções contraditórias, dúvidas, não sabe o que quer. Não consegue nada em nenhum nível. Nem no nível físico, nem no emocional, não estando alinhada a mente com o corpo não aprende nada, não aprendendo nada, não evolui espiritualmente. É isto que nós temos que nos dar conta. Estar com stress, estar sem paz, com angústia, tensões, ansiedade, isto que é difícil. Se você está em paz, está tranqüilo, sossegado, não vejo nenhuma dificuldade nisso.

Participante: Se a pessoa se encontra neste conflito, o que ela deveria fazer? Por onde ela começa?

Jorge: Todo nosso projeto aqui é em função disto, para que as pessoas possam sair deste conflito. O Curso em Milagres é um veículo para você pegar e sair fora disto. Todas as atividades que fazemos aqui são em função disto, por exemplo, Reiki, Renascimento, Florais, Tarô, Yoga, Reflexologia.... Todo o nosso trabalho aqui é em função disto. As demais coisas que fazemos são para dar sustentação a este propósito, não tem nenhum outro propósito. A livraria é um portal para entrarmos neste plano e serve para ajudar a dar sustentação, dá trabalho, mas faz parte, porque tem a parte do “César”. Jesus dizia: “Daí a César o que é de César...”. Então, se para conseguirmos manter isto, precisa ter a parte do ‘César’, então que tenha a parte do “César”! Você vê que todas as instituições têm que ter uma manutenção no plano físico. Estamos aqui, então temos que dar a “César o que é de César”. Temos que trabalhar no mundo material para dar sustentação ao equilíbrio espiritual. Você pode fazer tudo que temos aqui, se tiveres condições de participar da Yoga, do Renascimento, programe-se, é muito bom, quem já foi já sabe. A gente deixa lá um monte de conflitos. A gente ressurge novamente da alegria, do bem-estar. Claro que depois vamos juntando mais um pouco, tem muitas coisas que ainda ficam, que precisam ser trabalhadas, isto é um trabalho para fazer durante a nossa existência, não é para fazer uma só vez, é para isto que estamos aqui.

Vocês pensam que nós viemos aqui para comprar um telefone celular e um carro, mesmo que isto não vai durar? Pode durar uns três ou quatro anos, mas daqui a pouco você já tem que comprar outro. Ter um celular faz parte, são coisas que vão se tornando necessárias para a gente. Enquanto são necessárias não podemos negar a utilidade disto tudo, do micro, do celular, do carro, da roupa, tudo tem uma utilidade. Temos que perceber como é que podemos usar isto, que utilidade isto pode ter no nosso aprendizado, como é esta conexão com o espírito?

Como o telefone celular pode ser de utilidade para compreendermos como é que é a conexão com o espírito? Como é que acontece a comunicação entre as pessoas com celular? Você tecla no celular e o sinal vai para aonde? Então, o satélite que está lá em cima faz a ligação entre as pessoas que estão ligadas aqui embaixo. Quando você precisa falar com a Bia, você tecla, a tua comunicação vai para uma torre que capta o sinal do satélite, joga para o satélite e horizontalmente, porque a comunicação na linha vertical não acontece porque o mundo é redondo, o sinal se perderia, você vai perdendo sinal, perdendo o sinal.... Por mais que você potencialize o teu equipamento de recepção e transmissão, você perde sinal. Com essa comunicação horizontal, o sinal sobe, desce e encontra a Bia onde ela estiver. Isto é igual à comunicação que nós temos com o espírito, que é vertical.

Aprendemos de maneira mais palpável como é que isto pode acontecer. Você não está ligado por um fio ao satélite, você também não está ligado por um fio ao espírito. Vejam como é possível a comunicação com o espírito. Só porque você não está vendo o fio que liga você ao espírito, você acha que você não está ligado? Está sim! Só porque você não está vendo o fio no celular, você acha que não está ligado ao satélite? Está sim!

Vejam, tudo o que temos aqui pode ser de uma utilidade para nós compreendermos como voltar a se comunicar direto com o espírito. Na medida que você vai se permitido esta conexão, vai tendo estas compreensões. Elas vão vindo todas! Você olha para uma coisa e diz: Que utilidade pode ter isto? Para você aprender alguma coisa! Eu não tinha pensado nesta hipótese do celular, parei pensei no celular, viu só, para que ele serve, para você aprender que você pode estar em comunicação com o espírito. Como todas as pessoas estão em comunicação com o espírito, não precisa de nenhum aparelho para isto, você pode estar em comunicação com todas as pessoas.

Cada vez mais nós vamos acreditando mais. Por quê? Porque vai ficando mais fácil! Há cem anos, no ano de l905 quem poderia imaginar que você poderia falar com uma pessoa, instantaneamente, com um aparelhinho sem fio. Podem acreditar, daqui a pouco nem de aparelho vai se precisar. Fax, Internet. tudo isto é para nós aprendermos, daqui a um pouco não vai precisar mais nada disto. Alguém passa a mensagem.....e eu recebo, está na minha mente. Todos os aparelhos materiais são feitos pela mente e se a mente é que faz, não precisa do aparelho. Mas até você aprender isto, você tem que aprender de forma física, por isso todos os aparelhos físicos, todos os corpos físicos, são instrumentos de aprendizado para a mente. A mente exercita isto na matéria, faz primeiro na matéria para entender como é que isto funciona, depois que você aprendeu como funciona, não precisa mais de instrumento.

Participante: Seria uma telepatia, então?

Jorge: É uma questão de você evoluir neste aprendizado. Isso funciona com tudo. Depois que você aprender o plano da Expiação, você não vai precisar mais nada! Aprendeu tudo! Você não precisa mais aprender as lições menores, diz o Curso em Milagres. Depois que você aprender a lição que é total, que é a Expiação. Como a gente vai aprender? Através dos corpos! É para isto que os corpos servem.

Livro Texto
Página 45
Capítulo 3 – A Percepção Inocente

IV. O erro e o ego ·
5.
A percepção sempre envolve um certo uso equivocado da mente, porque traz a mente a áreas de incerteza. A mente é muito ativa. Quando escolhe estar separada, escolhe perceber. Até então só tem vontade de conhecer. Depois disso, só pode escolher ambiguamente e a única saída para a ambigüidade é a percepção clara. A mente retorna à sua própria função só quando tem vontade de conhecer. Isso a coloca a serviço do espírito, onde a percepção é mudada. A mente escolhe se dividir quando escolhe fazer os seus próprios níveis. Mas ela não poderia se separar inteiramente do espírito porque é do espírito que deriva todo o seu poder de fazer ou criar. Mesmo na criação equivocada a mente está afirmando a sua Fonte ou meramente deixaria de ser. Isso é impossível porque a mente pertence ao espírito que Deus criou e é, portanto, eterna.

Jorge: A mente pode escolher o espírito ou a matéria. Sabemos que a matéria é imperfeita e o espírito é perfeito. Quando nós nos ligamos à matéria, como é que nós conseguimos estar na matéria? O que é que nos liga à matéria? O tato, o olfato, o paladar, a visão e a audição! Então, nós estamos percebendo. Quando nós estamos percebendo, nós não conseguimos perceber de forma perfeita como as coisas são. Percebemos tudo de forma ambígua, ou dual, ou ambivalente. Por quê? Porque todas as coisas que passam pela percepção, passam de forma ambivalente, ou seja, tudo vai ter dois valores, ou duas polaridades, ou seja: está ligado/desligado; claro/escuro; apagado/aceso; frio/quente; cheio/vazio. Desta forma ambivalente vamos ver tudo o que nós percebemos. Isto vai gerar uma incerteza, porque você não vai ter mais certeza de nada! É como aquele motorista que pede para uma pessoa ir atrás do carro verificar se o pisca-pisca está funcionando, a pessoa vai dizer: está, não está, está, não está...

Tudo que temos dentro das percepções é assim, funciona como o pisca-pisca. Não temos mais certeza. Você tem certeza que esta lâmpada que está acesa vai ficar acesa por um dia? Você não pode me dar esta certeza! Você vai comprar uma lâmpada e pergunta: Quanto tempo a lâmpada dura? A provável resposta será: Não sei, depende de quanto e de maneira você vai usar a lâmpada! Não tem com dar certeza de nada. Então, a lâmpada, da mesma maneira pode escolher estar ligada à fonte ou não. Se ela está ligada à fonte, ela gera luz, calor e força. Se ela não está ligada à fonte, não é nada, não tem luz, não tem calor, não tem força. Ela pode falar sobre iluminação o quanto ela quiser, não vai servir para nada. Aquela que se liga à fonte e começa a emitir luz, é dali que a luz vai vir. Por isso que diz: A mente pode escolher, estar ligada ao espírito que é perfeito, ou estar ligado à matéria. Mesmo que ela escolha estar ligada à matéria, ela não consegue se desligar do espírito. Se ela se desligar do espírito ela não é mais nada, porque a força vem do espírito. Isto você não pode negar. A força não vem do corpo. O corpo não tem energia, não tem força nenhuma. Tira a alma ou o espírito do corpo e veja se o corpo consegue mexer a mão, sozinho. Não mexe mais! De onde vem a energia para tudo que você faz? Vem do espírito! A mente movimenta o corpo, mas a força vem do espírito. A força que movimenta o corpo, que a mente tem, vem do espírito. Isto que eu aprendi neste parágrafo.

Então aprendemos que o corpo não é eterno, mas que tem utilidade, como todos os corpos têm. Tudo que você olhar serve para aprender alguma coisa. Tudo que está dentro das percepções, se começar a olhar com olhar de aprendiz, você vai começar a aprender. Então, já fica estabelecido o exercício da semana:

Exercício da Semana: Mudar a chave de professor para aprendiz. Ao invés de olhar para uma coisa e dizer: Eu sei o que é aquilo! Você vai olhar para a mesma coisa e vai dizer: Para que serve aquilo? Vai tentar tirar algum aprendizado que dê para colocar neste nível que a gente está buscando. No nível espiritual, o que eu posso aprender com isso? Assim, você muda a chave para aprendiz.

Isto vale para as situações, os eventos que acontecerem e também para as coisas materiais, tudo o que você perceber. Procure olhar, não com o olhar ‘sabe tudo’, mas com olhar de aprendiz.

Interessante isto, hoje veio uma pessoa aqui na livraria, uma mulher, com uma criança de uns 5 ou 6 anos. A criança já sabia tudo. Não estava disposto a aprender mais nada. A mãe dizia uma coisa, ele já contradizia, é o ego puro. Já é o ego, quando a mãe dizia: Olhe, isso aqui é..., a criança já dizia: Eu sei como é isso! A gente acha isso muito lindo, ele já sabe tudo! Acha que não precisa aprender mais nada.

Eu passei por isto também, todos nós, acho, que passamos por isso. Esse tal de ‘saber tudo’. Começamos contradizendo a mãe. Lembro-me, quando a minha mãe dizia ‘isto vai dar errado’ eu falava: ‘Não preciso de conselho, eu sei errar sozinho!’ Não aceitava mais os conselhos dela, daí dava errado. Com que cara eu iria dizer para ela que deu errado. Dava errado mesmo, quando eu chegava perto dela ela olhava pra mim e dizia:

-Não deu certo não é?

-Deu sim;

-Deixa-me ver?

-Não!

Eu não queria mostrar porque eu não queria admitir a derrota, isso é o ego, é a formação do nosso ego. A gente não quer admitir a derrota, não quer dizer que a coisa não funcionou, é natural, é uma faze pela qual nós passamos.

O que nós temos que aprender? Aprendemos como se constrói o ego, quando você sabe fazer alguma coisa, você sabe desmanchar. Por exemplo: Você sabe desmanchar um avião? Se você aprender a fazer, você aprende a desmanchar. Só que chegamos aqui, aprendemos a fazer o ego e não aprendemos a desmanchar. Este é um curso para nós nos darmos conta que sabemos como o ego faz, como ele acontece e como nós fazemos o ego. Agora é só fazer o sentido inverso, desfazer.

Então, o exercício da semana é: Deixar de ser o ‘sabe tudo’ e ser o aprendiz. Ver o que a gente pode aprender, para que isso serve no meu aprendizado, para a minha evolução.

Livro Texto
Página 45
Capítulo 3- A percepção Inocente
IV. O erro e o ego
6. A capacidade de perceber fez com que o corpo fosse possível, porque tens que perceber alguma coisa e com alguma coisa. É por essa razão que a percepção envolve um câmbio ou tradução que o conhecimento não necessita. A função interpretativa da percepção, uma forma distorcida de criação, então te permite interpretar o corpo como tu mesmo numa tentativa de escapar do conflito induzido por ti. O espírito que conhece, não poderia ser reconciliado com essa perda de poder porque é incapaz de escuridão. Isso faz com que o espírito seja quase inacessível à mente e inteiramente inacessível ao corpo. Daí em diante, o espírito é percebido como uma ameaça, porque a luz abole a escuridão meramente te mostrando que ela não existe. A verdade vai sempre vencer o erro deste modo. Isso não pode ser um processo ativo de correção porque, como já enfatizei, o conhecimento não faz nada. Pode ser percebido como um atacante, mas não pode atacar. O que tu percebes como ataque é o teu próprio reconhecimento vago de que o conhecimento sempre pode ser lembrado, nunca tendo sido destruído.

Jorge: Essa identificação que a mente faz com o corpo, ela chega aquele ponto em que a gente precisa de um táxi, chega o motorista e diz:

-Chamou um táxi?

-Sim! Você é o táxi?

-Sou!

A pessoa fica tanto tempo sentada ali dentro que passa a se confundir. Se alguém diz ‘táxi!’ e ele está a pé, ele vem. Dali um pouco ela não sabe mais o que fazer quando não está sentado ali dentro. A sua identificação com o veículo, o corpo é o veículo que nos conduz, é tão grande que passa a se confundir, ele se identifica como sendo o próprio veículo. Você está passando na rua e alguém chama: Ô loirinha!’ Mas você não é isso, não é uma mecha de cabelo, senão você passa a se identificar com a imagem. Tem até uma sabedoria, vamos chamar assim, que os únicos animais que se identificam no espelho como sendo eles é o homem, o macaco e o golfinhos, são seres mais evoluídos, são os que mais se identificam com o corpo, se reconhecem no espelho, os outros não. O intelecto, a inteligência, essa função a gente tem que passa a identificar o corpo como sendo você.

Outro dia vi que estavam fazendo um trabalho com crianças bem pobres, na favela e com crianças da cidade, crianças de padrão mais elevado. Eles mandavam a criança olhar no espelho, depois passavam o dedo no nariz da criança com uma tinta, e viam quais eram as crianças que conseguiam identificar a manchinha no nariz, olhando-se no espelho. A equipe de psicólogos, diz que a maior parte das crianças que morava em favelas não conseguia identificar a mancha no nariz como sendo ‘uma mancha no meu nariz’. Olhavam-se no espelho e não percebiam. As criança de padrão mais elevado, dentro daquela faixa etária 2 ou 3 anos, uma pequena parcela não identificava, a maioria já conseguia identificar a manchinha como sendo ‘no meu nariz’. Eles disseram que era baixa auto estima que as crianças da favela tinham. Elas não se identificavam com o corpo. Falaram que: ‘Temos que trabalhar para que passem a se reconhecer como gente, tem que construir a personalidade’. Elas não construindo o ego, ‘eu estou no espelho’, ‘eu estou com uma manchinha no nariz’ isto é o ‘eu’ do ego.

Isto é uma fase do nosso aprendizado, a partir de quando a gente começa a formar a personalidade, ou o ego, ou o intelecto que está associado a esta dimensão, é que nós começamos a nos reconhecer como corpos. A gente pergunta para a criança:

-Quem é aquele ali?

-É o Jorginho!

- Acertou! Por quê? Para a criança começar a perceber e diferenciar um do outro. Depois tem que desfazer tudo isso. Primeiro a gente tem que aprender como é que faz para aprender como é que desfaz. Este é o exercício que estamos fazendo aqui.

Participante: Aprendemos coisas quando somos ainda pequenos, depois não lembramos mais...

Jorge: Consideramos que ‘aprendemos’ quando aprendemos o que é correto aquilo que está errado é que estamos desaprendendo. Isto é fácil trabalhar no seguinte aspecto. Você manda uma pessoa fazer um determinado trabalho, enquanto ela não acertou, ela não aprendeu. Enquanto ela não fez certo, ela ainda não aprendeu.

Então, o que acontece? Enquanto nós não estamos acertando, nós estamos no aprender. O que diz aqui neste parágrafo? Que nós nos colocamos neste aspecto aonde as coisas vão ficando obscuras, que a gente nem lembra mais, mas mesmo assim é possível lembrar do espírito. Essa lembrança do espírito está em todas as pessoas, todas as pessoas tem esta noção perfeita, tem esta conexão, esta lembrança do espírito de maneira perfeita. Podem negar, o quanto quiserem, mas está lá! Você pode negar, mas não pode quebrar esta conexão, não pode destruí-la, ela está ali para sempre.

Estas coisas que nós fizemos e não lembramos, para isto nós estamos aqui, para começar a lembrar destas coisas que fizemos de forma incorreta e começar a acertar. Este é o plano da Expiação. O que é Expiação? Expiação é o ato de espiar no teu passado, ver o que está errado e começar a acertar. Aí você começa com aquele trabalho de perdoar, perdoar as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores.

Isso funciona assim: Ah, mas eu não lembro das coisas erradas que eu fiz desde criança! Mas você lembra das coisas erradas que você fez hoje? As coisas que nós fazemos errado estão empilhadas, vamos empilhando, empilhando, até formar uma montanha. O poeta disse ‘a montanha dos pecados de que nós somos feitos’ ou do que nós fizemos na nossa existência uma montanha de pecados. Você lembra de alguma coisa? Se você lembra de alguma coisa que está errada que você tem que perdoar que você tem que pedir perdão, resolva aquilo, vá e diga para a pessoa: Eu quero te perdoar! Eu quero pedir perdão! A pessoa pode dizer: ‘Nossa! eu nem lembrava mais desta coisa...’ A pessoa não lembra porque está lá, no meio daquela montanha dos nossos erros, dos pecados.

O que a gente faz? Vamos lembrando e desfazendo! Eu acredito que a maior parte das coisas que formam esta montanha, envolve o Jorge, o Jorge e o Jorge. A menor parte envolve as outras pessoas. Assim, se eu começar a dissolver na minha mente tudo o que eu fiz de errado, que eu julguei de forma errada, isso vai clareando, clareando. Por que a gente tem medo de fazer isto? Ali diz: Porque você formou aquela montanha e você acredita que aquilo é o teu tesouro, você tem medo de desfazer o teu tesouro. Você acha que você construiu a tua existência em cima daquilo. Daquela vez que você disse para a pessoa ‘eu não faço isso!’ ‘eu faço isto porque eu posso!’ Tudo isto você vai construindo uma personalidade. É como uma pessoa que entra numa empresa como office boy e de repente se torna o diretor da empresa. Aí ele manda, desmanda, faz e acontece, passa com o nariz empinado, com o terno bem engomado, gravatinha com o nozinho bem feito, com uma canetinha de ouro, com um carro importado e de repente alguém diz para ele: Olhe, cara, tudo isso que você está fazendo não serve para nada, você está demitido, vai embora, não precisamos mais de você, deixa a caneta de outro, o carro importado que a empresa colocou a tua disposição enquanto você era diretor, entrega a casa em que você foi morar. A pessoa tem medo que isso aconteça. O diretor de empresa que tem todas estas mordomias, casa, carro com motorista.. a coisa que ele mais teme que venha uma luz e diga: Tchau!

É isto que nós tememos. Temos medo que esta construção que nós fizemos, equivocada, a respeito do que nós somos neste mundo tem que se desfazer se nós começarmos a nos lembrar do espírito. Achamos que se eu tiver que ir lá pedir perdão para uma pessoa que eu passei por cima para subir profissionalmente, eu vou ter que entregar o meu cargo, vou ser menos que a pessoa se eu for lá pedir perdão. Imagina se o diretor vai lá pedir perdão para a secretária, para o office boy, para o cara que varre o chão? Alguém provavelmente dirá: Isso não pode! Você vai se rebaixar, vai perder o valor se você fizer isto!

Veja como nós estamos equivocados. Você é o faxineiro duma empresa com 10 mil empregados e o dono da empresa passa por você e diz: Bom Dia, Jorge me desculpe, cheguei atrasado, estava correndo, não te cumprimentei. O teu valor diminuiu, ou aumentou? O valor deste dono de empresa aumentou muito! Se ele chega, suja e diz: Limpa direito, você não está vendo que isto está sujo. Qual é o teu nome, vou mandar fazer uma advertência lá no departamento de pessoal! O valor deste dono de empresa aumentou, ou diminuiu? Diminuiu!

Veja como o nosso ego nos mostra as coisas de maneira equivocada para nós. Isto é que nós temos que desfazer, essa idéia errada, de que pedir perdão, nos reconciliarmos vai fazer com que nós fiquemos com menos valor. Isso vai aumentar o nosso valor e não diminuir. No parágrafo diz: A gente tem medo que a luz vai desfazer aquele valor equivocado que nós construímos a respeito de nós mesmos e que nós sabemos de tudo.

Se chegar uma pessoa aqui e diz: Quero que você me ensine para que eu faça tudo direitinho, para que eu não faça nada errado, estou aqui para aprender e trabalhar de maneira correta, segundo a tua orientação. Vem outra pessoa e diz: O senhor não precisa dizer nada, eu sei o que estou fazendo, sei da minha profissão, sou especialista naquilo que faço! A primeira coisa que faz, faz errado, a segunda também... Está errado, segundo a orientação da empresa. Então, quem é que tem mais valor? É aquela que está disposta a aprender! Por isto o exercício da semana vai ser: Ativar o aprendiz. Vamos ver se o nosso valor não cresce. Vamos aprender a perdoar e a pedir perdão. Vamos aprender com tudo e com todos. Vamos experimentar aprender com as outras pessoas e não querer ensinar tudo às outras pessoas, achar que já sabemos tudo.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

©  2004 - Milagres