UM CURSO EM MILAGRES
01 DE SETEMBRO DE 2004
4ª FEIRA

MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele

me ensine a curar.

PRINCÍPIO 47
O milagre é um instrumento de aprendizado que faz com que a necessidade de tempo diminua. Ele estabelece um intervalo temporal fora do padrão, que não está sujeito às leis usuais do tempo. Neste sentido ele é intemporal.

Jorge: Em quanto tempo vocês acham que conseguem ler este livro e compreendê-lo? 20 ou 30 anos! O milagre é um instrumento de aprendizado. Se nós estamos fazendo o curso, estamos fazendo com a intenção de aprender, é para isto que a gente vai no curso, para aprender. Calculamos mais ou menos o tempo para ler este livre e compreender, pois só a compreensão vai trazer o aprendizado efetivo. Ler é fácil, dedicando-se bastante em 3 ou 4 dias se consegue ler todo o livro, talvez uns menos outros mais. Compreender, de maneira que a leitura resulte numa interpretação que se traduza em aprendizado, isso levará mais tempo. Depende de cada um, eu acho que preciso mais.

O que o milagre faz? O milagre abre um intervalo no tempo, fazendo com que você aprenda, tudo que tem no livro, em meia hora, em cinco minuto, ou em um minuto. É aquela situação que aconteceu outro dia quando lemos o parágrafo, uma pessoa falou “acho que compreendi todo o livro”. É assim mesmo! Por quê? Pode acontecer um milagre que faz a pessoa ter a compreensão total de alguma coisa, mesmo sem ter trabalhado todo o seu conteúdo, daqui para frente a gente vai lendo e fica mais fácil, porque já compreendeu. Seria o mesmo que uma pessoa que, com 7 anos vai para a escola, ela quer estudar medicina e aos oito anos a pessoa já sabe tudo. É uma analogia um pouco fora do comum, o milagre também é. Como ele abre um intervalo não usual no tempo, ele tem a qualidade que podemos chamar de intemporal, porque ele está fora das leis do tempo. Porque nas leis do tempo eu precisaria, por exemplo, de dez anos estudando este livro para compreendê-lo. Com o milagre eu consigo a compreensão num instante. Seria o mesmo que abrir um intervalo no tempo, que possibilite que a pessoa aprenda em uma hora, o que levaria mil anos.

Participante: No momento que a pessoa tem a compreensão do Curso em Milagres este nível de compreensão é mantido?

Jorge: Isto pode voltar, você pode cultivar isto, para que isto se torne constante ou não. A qualquer momento você pode decidir “ah, quer saber, eu vou dar um tempo nisto!” e daí vai fazer outra coisa. À medida em que você for fazer outras coisas, você vai se distanciando desta linha que você já tinha alcançado, você começa a trabalhar outras questões. Você pode voltar, você não perde, apenas esquece. Talvez você precise fazer todo trabalho novamente para se lembrar daquilo. Por quê? Porque tudo isto que nós estamos estudando não é novidade, nem é novo e nem nós tínhamos perdido isto, nós apenas esquecemos. Todo trabalho que estamos fazendo é para recuperar a nossa lembrança do Pai.

Participante: Os milagres fazem isto?

Jorge: Os milagres fazem isto mais rápido. Veja assim: Jesus esteve aqui há dois mil anos e Ele explicou tudo isto. Quanto tempo nós levamos para chegar a compreensão que temos hoje do que Ele falou? Dois mil anos! Então, um milagre faz com que a gente alcance esta compreensão num instante. Acontece, quanta gente alcançou a compreensão no meio do caminho, nestes dois mil anos, chegaram a esta clareza do que Jesus quis dizer. Estas pessoas ficam anônimas, mesmo alguns que tentaram explicar isto, não foram compreendidos. Por isto acontece que, às vezes, pessoas trazem uma compreensão de alguma coisa inédita e são compreendidos séculos depois.

Participante: Então não podemos parar, se pararmos temos que fazer tudo de novo, não é mesmo?

Jorge: É uma probabilidade. Mas a qualquer momento você pode voltar e relembrar. Eu acho que, se nesta existência a gente trabalhou isto, quanto você volta para lembrar, você vai levar um tempinho, mas não vai ter tanta dificuldade.

Eu era um excelente datilógrafo, quanto eu tinha 17 ou 18 anos. Cheguei a trabalhar como datilógrafo, era uma profissão, depois nunca mais fui datilógrafo. Por volta dos meus 22 anos fiz um curso de programação de computadores, fiquei apenas um ano, porque na época não gostei, nunca mais eu quis saber disto. De uns tempos para cá, com a chegada da microinformática, passados mais de 20 anos que não usava nem datilografia e nem informática, aquele conhecimento que eu tinha, não foi perdido, ele me facilitou para que eu compreendesse, agora a informática, consigo trabalhar no micro com muita facilidade, eu já sabia como ele funciona.

Todo conhecimento anterior não é perdido, ele acrescenta. Todo trabalho que estamos fazendo hoje, não é perdido, é ganho. Se você sair fora totalmente, e ficar , por exemplo, 20 anos sem querer saber nada de Curso em Milagres, só quero tomar cerveja, ir à praia e me divertir, quando voltar vai ter que lembrar. Você vai começar e provavelmente alguém dirá “mas você não está começando agora, não é?” Você pode se sobressair porque imediatamente você vai ser notado, porque você já conhecia sobre o assunto Aquilo não se perdeu, apenas se esquece.

Mas este esquecimento que nós temos, que é a razão de estarmos aqui, talvez venha de estar esquecido há muito, muito tempo, talvez há gerações. Talvez tivemos que desenvolver a nossa compreensão, passo a passo, para chegarmos até aqui e pegarmos este livro e entendermos. Me parece que numa introdução do Curso em Milagres, consta que se não fosse Freud explicar, anteriormente, o que era o ego, nós não entenderíamos nada, do Curso em Milagres, agora. Seria uma coisa incompreensível para nós, então, as coisas vão passo a passo, cada um dando a sua contribuição.

Uma historinha:

Tive um amigo que realizava cursos de astrologia. Ele fornecia uma apostila bem grande, falava em termos que ninguém entendia, mas ele tinha muitos alunos. As pessoas se admiravam e diziam “mas o cara é bom em astrologia!”. Um dia ele esteve me visitando e eu perguntei para ele “como é este teu curso? Porque o pessoal vai lá, mas já ouvi dizer que ninguém entende nada o que é falado no curso”. E ele disse: “Não importa se eles entendem agora ou não, se eles aprenderem agora já fica pronto para a próxima encarnação”. Então eu disse para ele “se é assim, eles também podem pagar o curso na próxima encarnação”.

O que quero colocar é o seguinte: As coisas tem que ser úteis agora. Inclusive este trabalho que fazemos com o livro eu sempre me oriento para tornar as coisas compreensíveis num nível que possam nos serem úteis agora. Se aquilo que eu estou estudando, eu não compreendo agora e não tem uma utilidade para mim, agora, então, deixo para estudar depois. À medida em que nós conseguirmos traduzir isto em utilidade prática, hoje, aí a coisa começa a ficar boa para mim. Isto é que é interessante, é aquele momento que a gente diz “Nossa! Caiu a ficha!”. Neste momento você tem a compreensão e pode utilizar isto já. É assim que funciona.

O milagre pode fazer nós compreendermos, instantaneamente, o que as pessoas esqueceram e já levaram, mais ou menos em média , dois mil anos, para compreenderem o que Jesus dizia. Pode acontece um milagre e você compreender tudo agora mesmo. É isto que Sócrates quis dizer com “Conheça-te a ti mesmo!” Conheça-te a ti mesmo é saber quem você é, você é Filho de Deus, você tem acesso a todo este conhecimento e é isto que nós esquecemos. Esquecemos de olhar para cima e dizer “Pai, estou com uma dificuldade aqui, me ajuda aqui!” É isto que o pai faz quando o filho chama. Se o filho tem uma dificuldade, chama o pai, o pai atende. Se o filho percebe que tem um irmãozinho que está passando por uma dificuldade e não sabe o que fazer , ele vai lá e diz “Pai, o maninho está lá, eu acho que ele está com febre!” O pai sabe o que fazer, eu não. O pai vai lá e alcança para a pessoa aquela solução, atende.

Nós esquecemos quem nós somos, achamos que nós mesmos temos que nos curar de tudo, que nós mesmos temos que saber tudo, que nós mesmos somos autores e criadores de nós mesmos, esquecemos que temos um Pai que pode nos atender a qualquer momento. Esquecemos das nossas origens, isto torna mais difícil, às vezes, a nossa existência. Porque nós nos separamos do Pai por nossa exclusiva vontade. É isto que diz a parábola do ‘Filho Pródigo’.

Para entendermos tudo isto que Jesus falou, para entendermos o que este livro quer nos trazer, podemos alcançar isto num instante. O que acontece é que nós estamos tão bloqueados que não conseguimos.

Participante: Esta semana uma pessoa telefonou para mim e chorava muito ao telefone, me dizia que estava com um problema com a nora e estava muito complicado. Então eu disse para ela “peça ajuda ao Espírito Santo. Peça para Ele te ajudar a compreender esta situação”. Ela disse “Tua achas que o Espírito Santo vai me ajudar?” “Sim, tenho certeza”. Ofereci milagres para ela. Conversamos mais um pouco, ela me agradeceu nos despedimos. Ontem à noite ela telefonou novamente e disse “estou ligando para agradecer pela tua ajuda. Fiz da maneira que me explicastes para fazer, entregando para o Espírito Santo. Ontem aconteceu algo muito interessante, eu liguei para o celular do meu filho e quem atendeu o telefone foi a minha nora e me disse ‘eu estou com muitas saudades suas, eu quero resolver o problema contigo’. Eu achava que isto iria demorar uns 3 anos e não levou nenhum dia”. Eu disse a ela que não tinha que me agradecer, se sim deveria agradecer ao Pai, que ajudou-a neste momento. Assim, eu compreendi como é que o milagre encurta o tempo.

Jorge: A gente sabe que foi o veículo e, às vezes, não queremos que a pessoa venha agradecer para a gente. De certa maneira este agradecimento, como tudo o que nós temos, pode ter dois endereços, se numa destas nós direcionamos isto para o ego, vai fortalecer o ego ‘eu fiz’. Quem trabalha com esta possibilidade de oferecer um milagre, é claro que a gente não pretende que nos dêem este retorno, porque nós corremos o risco de direcionar os créditos para o ego.

É como se eu chegasse e dissesse “estou precisando muito de uma almofada”, aí peço para Deus, para o Espírito Santo, aí você me traz uma almofada, ignoro a tua presença e digo “Deus, muito obrigado!”. O que nós aprendemos é que tenho que agradecer a você, pois foi você que trouxe a almofada para mim. Temos que prestar gratidão a todos que nos prestam serviço. Tenho que prestar a minha gratidão ao leiteiro, ao entregador de pizza, ao pizzaiolo, ao dono da pizzaria, à pessoa que fez a farinha, a pessoa que plantou o trigo, e assim vai... Quando eu estendo a minha gratidão à pessoa que está mais próxima isto vai formando uma cadeia e esta cadeia de gratidão vai chegar até à pessoa que semeou o trigo. Então, o nosso aprendizado é: Agradeça à pessoa que está próxima, aquela que prestou o serviço a você!

Temos que nos isentar, aprender a não direcionar a gratidão para o ego, isto fortaleceria o nosso ego. Um milagre é um serviço. Fazer um pão é um serviço que você presta a um irmão. Fazer uma almofada é um serviço que você presta a um irmão, assim como, plantar o trigo é um serviço que você presta a um irmão. Temos que considerar tudo como um serviço o milagre também o é. Agradeça! Temos que aprender a expressar a nossa gratidão, sempre, a todas as pessoas.

Participante: Neste caso que foi relatado, ela poderia ter dito “obrigado a você por ter me dado esta oportunidade de ajudá-la”.

Jorge: Sim. Porque o milagre adianta os dois, isto está em um dos Princípios que nós já trabalhamos.

Vamos, então, relembrá-lo: O milagre funciona assim, quando eu ofereço um milagre para outra pessoa, com isto eu aprendo, daí vem a certeza e a convicção de que isto funciona assim mesmo. Ela poderia levar duzentos anos para aprender isto na prática, ela aprendeu em um dia. Então, o milagre funcionou para os dois, o outro porque recebeu o que estava precisando e a pessoa que ofereceu, porque compreendeu o mecanismo como as coisas funcionam. Agora ela já sabe isto por experimentação e não de ouvir dizer, ou ler um livro. Assim a pessoa avança no seu aprendizado. Quando acontece pela primeira vez a gente pensa “Nossa! Mas isto funciona!”, depois tudo passa ser natural para a pessoa que está oferecendo isto, embora não seja para os outros.

Tem, também, um Princípio que diz “Milagres são naturais”, estamos chagando ao final da série de 50 Princípios. Se nós compreendermos eles, individualmente, integralmente, ou seja integrar as compreensões dos 50 Princípios em uma só unidade, nós vamos entender como é que o milagre funciona. Se realmente entendermos os 50 Princípios, não precisamos mais ler o restante do livro, pode ajudar os outros a compreenderem.

Livro texto
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Capítulo 3 – A PERCEPÇÃO INOCENTE

VI. O julgamento e o problema da autoridade

1. Nós já discutimos o Juízo Final, mas em detalhes insuficientes. Depois do Juízo Final, não haverá mais nenhum. O julgamento é simbólico porque além da percepção não há nenhum julgamento. Quando a Bíblia diz “Não julgueis para que não sejais julgados”, quer dizer que se julgas a realidade de outros serás incapaz de evitar julgar a tua própria.

Participante: “ Passamos o tempo todo percebendo, julgando e sofrendo”. Anotei esta frase na nossa última reunião, quarta-feira passada.

Jorge: Uma coisa muito interessante que diz neste parágrafo é que o Juízo Final é o último julgamento. Tenho dito que o dia do Juízo Final é a coisa que mais espero que aconteça, como está demorando! As pessoas ficam surpresas com o que digo. Por quê? Porque as pessoas associam o dia do Juízo Final com o fim do mundo, com o apocalipse. É a idéia que temos, a imagem que me lembro é de um barbudo de cabelos brancos, sentado em cima de uma nuvem, cercado por anjos com cara de ira. Diz que Deus virá com seus anjos e com toda a sua ira para julgar os vivos e os mortos.

Associamos os nossos erros, os nossos equívocos, com a culpa, o julgamento e o sofrimento. Uma pessoa que comete um erro, pela nossa justiça do Poder Judiciário dos homens, será indicada a sua culpa, preso e julgado e condenado a uma pena. Esta pessoa, a partir do erro, passará por um processo de muito sofrimento. Então, nos projetamos isto e achamos que Deus vai fazer isto conosco. Porque é assim que nós percebemos na matéria, então Deus deve fazer isto também.

O que acontece? Estamos neste mundo, percebendo, julgando, condenando, sendo condenados e sofrendo. Sofrendo porque nós estamos julgando e porque nós estamos julgando a nós mesmos e porque nós estamos condenando o outro como a nós mesmos. Você está aqui num lugar bonito,cheio de paisagens lindas, com o pôr do sol, com lua cheia, com florestas, com cachoeiras, com belas praias, com tudo que pode ter de bonito. Ao invés de aproveitar isto tudo, você julga, é julgado, sofre, é apenado e não usufrui de nada . Quem é que está usufruindo do plano ou deste mundo? Porque o mundo não é nem bom, nem ruim, nem feio nem bonito, depende de como você olha. Se você o olha com olhar de sofrimento, o mundo é sofrimento. Se você percebe o mundo com olhar de condenação, você também se condena.

Se você olhar para o outro assim: “nossa! aquela mulher está gorda!” Ao chegar em casa você vai se olhar no espelho e vai achar gordura em você também. É isto que está dizendo aí. Se você julgar o outro, você vai começar a julgar a si próprio.O outro, o gordinho, está andando numa boa e você começou a sofrer, porque você fez um julgamento do outro, imediatamente, você vai ver que não está gordo, você é que vai sofrer. Você está fazendo a sua auto condenação. O outro nem percebeu isto, você começa a ficar preocupado.

Outro dia eu vi um comercial na TV assim: “O verão está chegando, se você está branquela e gorda, você não vai ter coragem de ira à praia, não é?” Aí entrou uma mulher magrinha, bronzeada, fazendo propaganda duma clínica de emagrecimento e bronzeamento.

O que isto nos mostra? Imediatamente quando você olha para isto você vai para o espelho para ver se você está gordo ou está magro. Então nós paramos de nos aceitar quando passamos a nos julgar. Se só tem eu no plano, como é que eu vou julgar se estou gordo ou magro, não há em quem refletir, não tem uma coisa antes, nem depois, nem ao lado, não tem análogo para eu julgar. Então, para haver um julgamento tem que ter um análogo, o que é certo e o que é errado, o que é gordo e o que é magro. Isto quer dizer que nós julgamo-nos por analogia o outro ou julgamos o outro, por analogia a nos mesmos.

Então, parar de julgar significa sair do sofrimento.

Participante: Acho isto bem difícil, parece que a nossa mente julga automaticamente.

Jorge: É porque ela foi treinada para julgar. Temos que “orar e vigiar”. Vigia os teus pensamentos, quando você se dá conta que está julgando, orai.

Participante: Eu acho que para não julgar mais, a pessoa deve estar num nível bem elevado. Como proceder, se uma pessoa fez uma coisa grave contra mim, que não tem escrúpulos, rezo para a pessoa?

Jorge: Reza para ti, para parar de julgar a pessoa.

Participante: Mas a pessoa está fazendo maldade!

Jorge: Não importa, mas você está julgando que ele está fazendo maldade!

Participante: Mas se a pessoa continuar a fazer maldades?

Jorge: Chama o Pai!

Vamos fazer uma comparação: Numa turma de crianças, uma criança vem até você e diz “aquele lá está fazendo isto, mais isto” Você vê aquilo, percebe aquilo realmente grave, ou você e percebe que são coisas naturais das crianças? E diz “não te preocupa ele não fez por mal, daqui a pouco ele vai estar bem de novo”. Com crianças fica mais fácil. Tenho dito, os adultos apenas crescem e como cresce o nosso corpo, cresce o tamanho dos brinquedos e cresce a intensidade com que nós competimos entre nós. Mas se você olhar todas as pessoas como se tivesse que dar um veredicto, olha tudo como criancices, fica mais fácil. Aí você reconcilia, isto são infantilidades das pessoas. É claro que é muito difícil nós pararmos de julgar. Se você não consegue, vigia o teu pensamento, se entrou julgamento e condenação, quem está sofrendo, a outra pessoa ou você? Então tem que rezar para ti mesmo. Apenas reza. Quando começar a fortalecer a oração, aquele pensamento sai fora. Aprendemos na lei da física que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, e dois pensamentos também não. Ou você está pensando na pessoa, ou você está pensando na oração. Então, você reza que aquele outro pensamento vai sair fora, porque só pode pensar em uma coisa de cada vez, é rápido, mas é um de cada vez. Por isto que diz: Orai e vigiai! A oração dos hindus é cantar mantras a nossa é rezar, é tudo a mesma coisa. Para que isto? Para dissolver o pensamento inadequado. Se você está com um pensamento muito forte e não consegue sair, tem um floral que ajuda a mudar a freqüência. Trabalhamos aqui com terapias integradas, tudo que fazemos aqui é para ajudar a sair do sofrimento.

Estamos aprendendo aqui que entramos no sofrimento, quando não saímos do julgamento. Então, você substitui, apenas isto. Você sai do julgamento e entra na paz. Quando você sai da tua paz, o teu pensamento começa a pensar naquela pessoa, pronto! Começou o sofrimento! Você não afeta a outra pessoa com isto, só você, quem vai ficar doente é você, quem vai precisar de terapia é você. Então, tens que aprender a sair disto,desta espécie de julgamento e condenação, porque isto só faz sofrer. Isto transcende a nossa existência, fala-se em almas apenadas, almas que se julgaram e condenaram.

Todo trabalho que estamos fazendo é para chegar ao dia do Juízo Final. Quando eu disser “julguei a última questão que eu tinha pendente em mim, não tenho mais nada para julgar, já está tudo julgado e definido”, é o dia em que o juiz se aposenta, todos os processos da minha mesa foram julgados, agora com licença vou tirar férias e usufruir a existência”. Alguém poderia perguntar “mas daí a gente vai ficar aqui?” É claro, agora começa a melhor parte, porque agora você não precisa mais ir trabalhar estas questões para eliminar o julgamento, agora você vai ser o turista, você pode viajar, fazer o que você gosta, não precisa mais ficar sofrendo internamente, vai ser uma pessoa feliz. Terá paz interior total, não tem mais nada para julgar em si mesmo. Como não tem em si mesmo, você também não julga nos outros. Porque você já aprendeu que, quando você julga nos outros começa a julgar você mesmo.

Participante: Desde o momento em que eu acordo já começo a julgar, “que roupa vou vestir, estou bem ou não estou .....”. Julga-se as 24 horas do dia. Para sair fora disto acho muito difícil.

Talvez fazer todos os dias as mesmas coisas, usar as mesmas roupas, comer a mesma comida, não ver televisão, não ir ao cinema, não conversar com outras pessoas.

Jorge: “televisão você pode ver, você não deve ligá-la, desligada ela é igual todos os dias”

Participante: Talvez não devêssemos ser tão extremistas, porque escolhas que a gente faz durante o dia inteiro, isto não são julgamentos. Se escolho entre o azul e o cinza, isto é uma mera escolha que não tem nenhum valor positivo ou negativo. Poderia ser assim?

Jorge: Isto que você está falando é quando a pessoa já tem discernimento. Daí escolhe o azul, mas não fica com sentimento de culpa por não ter escolhido o amarelo, depois você julga ‘eu deveria ter pego o amarelo’. Quando você pega o azul e está inteiro no azul, você está correto.

Participante: Mas daí você está envolvendo uma outra questão, do tipo você não está em paz consigo mesmo. Evidentemente você tem que fazer escolhas o dia inteiro, porque viver é escolher. Escolhe o tempo inteiro. Eu acho que isto não é julgar. Aliás, eu tenho uma compreensão diferente sobre julgar. Na minha compreensão a gente pode julgar , mas sem fazer juízos negativos. Se vejo que alguém errou, eu posso concluir que ele errou, mas eu devo compreender, procurar mais compreender do que ser compreendido, como diz na Oração de São Francisco. Não vou dizer que eu sou mau ou bom, simplesmente compreender. Por exemplo, por quê o Luís, naquele dia, passou por mim e não me cumprimentou? Vou compreendê-lo, não vou xingá-lo, não vou ficar pensando mal dele, mas é um juízo que estou fazendo, não é não?

Jorge: Veja assim, por exemplo: Eu agora estou com uma dificuldade visual, antes eu não estava. Muitas pessoas que me conheciam passavam na rua, me cumprimentavam e eu as cumprimentava. Mas muitas pessoas não acompanharam essa minha deficiência visual, então elas não sabiam que eu não estava mais percebendo elas quando passavam por mim . Algumas delas julgaram que ‘o Jorge agora não me cumprimenta mais’. Emitiram este julgamento e um dia deste umas pessoas vieram aqui e me falaram “não sei o que deu em você, está muito orgulhoso, não cumprimenta mais a gente”. Aí eu disse “não, não é que eu não cumprimento mais vocês, é que eu não estou vendo vocês passarem”. É claro que eu não vou passar na rua e dizer Bom Dia para todas as pessoas da rua, a rua está cheia de gente, mas se eu te percebesse eu iria te cumprimentar, mas você pode me cumprimentar e dizer “Olá Jorge!” As pessoas então disseram “eu estava julgando errado, me desculpe”.

O que eu tenho percebido a respeito de julgamento é assim: Quando eu emito um julgamento a respeito de uma coisa, todos que eu tenho feito são desmantelados alguns instantes depois, estou percebendo que tenho que parar de julgar porque não estou acertando ‘uma!’. Por exemplo, eu chego aqui e digo “não trouxeram a minha almofada, onde ela está, ou foi a Márcia ou foi a Malú, porque foram as duas que estiveram aqui hoje” Aí fico julgando “mas que coisa, não é...” Daqui a pouco eu acho a almofada. Fiquei julgando e condenando. Este tipo de julgamento é que eu tenho que parar de fazer, porque isto me causa sofrimento. Estou trabalhando muito isto, porque a gente tem que parar com isto, parar com o julgamento.

O julgamento tem vários aspectos, mas todos eles terminam com desconforto para nós mesmos. Se eu olhar para o Fábio de disser: “Nossa! Como o Fábio está bem hoje”. Vou chegar em casa e vou olhar para o espelho e pensar “por quê eu não estou?” Porque todo o julgamento que eu exerço sobre outra pessoa , pode trazer o auto-julgamento, não importa se o julgamento é bom ou ruim. Enquanto nós estivermos percebendo diferenças nós estamos fazendo julgamentos, enquanto estivermos fazendo julgamentos estamos trazendo esta possibilidade do sofrimento para nós mesmos.

Participante: Se encontro alguém e digo “Como você está bonito!”. Estou sendo amorosa, digamos que estaria fazendo um julgamento amoroso, isto não quer dizer que eu vá chegar em casa e me olhar no espelho, não é?

Jorge: Se for amoroso você não percebe a pessoa bem ou mal.

Isto é uma percepção nova que estamos entrando aqui, concordo que é difícil aceitar a idéia imediatamente, porque por mais que para alguns possa parecer compreensível, para outros é mais difícil, porque é uma coisa nova.

É assim: Quando eu julgo, por exemplo, “o dia está lindo”, para nós, embora isto não seja uma prática, já está mais fácil de entender esta possibilidade. Quando digo “Nossa! O dia hoje está lindo!” Estou pré-julgando, está implícito que poderia estar feio. Todo julgamento, tanto para um lado como para outro, implica que existe uma posição contrária. O julgamento pode trazer sempre esta idéia para gente. A posição contrária a do elogio eu posso guardar para mim lá em casa, isto pode me trazer sofrimento. Se isto não te traz sofrimento, está bom! Chego para o Luís e digo “estás com uma camisa italiana, lindíssima”. Se eu estou achando a dele lindíssima, estou diferenciando, é uma percepção, é um julgamento. Chego em casa e penso “acho que vou ter que comprar uma camisa igual a do Luís”. Eu não tenho uma camisa assim. O fato de ele ter uma coisa melhor que a minha, ou que ele está melhor do que eu, presume que eu estou pior.

Participante: Penso que não há como nós andarmos, caminharmos, crescermos sem estarmos emitindo juízos a respeito das pessoas e das coisas . O juízo que tenho para mim, o que eu tenho que procurar fazer sempre, é evitar juízos negativo a respeito das pessoas.

Participante: Esta semana eu falei para uma pessoa “que linda que você está!” Ela falou “ se olharmos o espírito todos nós somos lindos”

Jorge: No espírito não há diferenças.

Você tem razão, no primeiro impacto, parece uma coisa totalmente inviável, no segundo parece que a habilidade se fortalece, assim vai, até que chega um momento de compreensão na nossa mente e a gente diz “eu não sei, mas esta coisa tem que parar”. É o momento que eu estou chegando agora, eu tenho, de alguma maneira, parar com os julgamentos. Quando eu não estou julgando eu estou muito bem.

Participante: Aprendi um técnica de meditação, que eu sempre questionei muito, que é “ficar prestando atenção na respiração”. Eu questionava “por quê eu não posso ficar pensando em coisas boas?” A técnica diz “você não pode se apaixonar pelos seus pensamentos, porque você sofrerá quando não estiver naquele estado”. Qual é o estado que eu quero estar? Bem-estar de alegria , quando não estou neste estado, sofro. Então, por que tenho que observar a minha respiração? Porque se eu ficar observando a minha respiração, eu não penso no bem nem no mal, porque os dois causam sofrimento.

Participante: Como compreendo, tenho que procurar estar mais tempo possível não julgando. Não vamos conseguir deixar de julgar 24 horas por dia, então procurar mais momentos para que eu possa entrar neste estado meditativo , tenho que cultivar mais isto.

Jorge: Porque os pensamentos do mundo, do ego eles nos proporcionam duas situações: O prazer e o sofrimento. Se você ficar pensando só em coisas boas, o que a gente sente não é alegria, é prazer. Temos que discernir os pensamentos. O que é que tem além do prazer? O sofrimento! São as duas situações que temos no ego, quando não estou no prazer, estou no sofrimento. É como na droga, quando a pessoa usa drogas ela sente prazer, quando não tem a droga, ela estará em estado de sofrimento. Então, o ego é uma droga.

Participante: Quando não estou no estado meditativo, com a mente limpa, estou me ocupando com alguma coisa, tenho que fazer juízos das coisas, faço escolhas.

Jorge: As escolhas implicam necessariamente em julgamentos. Podemos escolher o ego ou o espírito, a escolha acontece na tua mente. Se escolhemos o ego, vamos usar as percepções para julgar, se nós escolhemos o espírito vamos usar as percepções para aprender. As percepções pertencem ao físico. O livro diz no começo “nós somos espírito, mente e corpo físico. O espírito já é perfeito, a mente é o aprendiz e o físico é o instrumento de aprendizado”.

O corpo físico se coloca como instrumento de aprendizado através das percepções, são os instrumentos que vamos escolher, porque o corpo não é nada, as percepções é que são, audição, visão, olfato, paladar e tato. Uma pessoa que está ausente de todos os seus 5 sentidos está ‘vegetando’. Mesmo que a pessoa tenha um só sentido, ela tem como aprender, concentra o aprendizado naquela percepção que tem.

Retornando: O espírito já é perfeito, a mente é o aprendiz, o corpo é um instrumento de aprendizado, aprendemos através das percepções, ou seja, aprendemos ou julgamos. Se escolhermos o espírito, as percepções são usadas para o aprendizado e não há julgamento. Se escolhermos o ego, as percepções são usadas para julgar, obtemos sofrimento e prazer.

Se na nossa mente escolhermos o espírito, a mente vai utilizar as nossas percepções para o aprendizado, teremos só alegria e compreensão.

Participante: Teremos, então, escolhido o amor, e no estado amoroso não há sofrimento.

Jorge: E também você não vai julgar, você vai ver o Fábio e não vai se importar se ele está com o cabelo bonito ou se a roupa dele é preta ou cor de laranja, isto não vai fazer diferença. Você vai perceber a cor, porque você está vendo, mas isto não vai fazer a mínima diferença para você. Tanto faz ele estar de roupas amarelas como estar de vermelhas. Então quando você encontra o Fábio, você fica alegre com a companhia dele, independente da roupa que ele está, se está usando barba ou não, se tem cabelo louro, comprido ou é careca, isso não faz diferença para você. Porque você se congratula com a presença do Fábio.Isto que coloquei é no nível da percepção com o sentido da visão.

Usando o sentido da audição: “Mas a voz do Fábio é chata”

Usando o sentido do olfato: “Mas o Fábio cheira mal”

Então vejam, eu não estou usando as percepções de maneira amorosa, assim não vou aprender nada com o Fábio, só vou julgar. Quando escolho o estado de espírito, esta escolha vai traduzir as minhas percepções em aprendizado.

Participante: Como seria a escolha amorosa?

Jorge: Então vamos ver, o Fábio chegou cheirando mal, sem se barbear, sem tomar banho, com o cabelo despenteado, vou recebê-lo da mesma maneira como se ele estivesse de terno e gravata. Se ele estiver de terno e gravata, vou perceber que ele está alinhado, mas isso não faz diferença para mim .

Participante: Há alguns anos eu estava num grupo de pessoas que aplicavam Reiki. Um dia chegou uma vizinha minha para receber Reiki. Era quase insuportável o cheiro na sala, depois que ela tirava os calçados. Ficava uma situação de desconforto para todo grupo que estava ali na sala. Nós não sabíamos o que fazer. Daí, então, eu fui falar com ela e pedi que lavasse os pés antes. Acho que ela não voltou mais depois disto.

Participante: A dualidade vem dos meus registro. Se eu não tivesse os registros eu não saberia do branco, preto, cheiroso ou não...

Jorge: Mas isto nós temos que usar para aprender. O que se faz? Você pode fazer a cerimônia do lava pés, você aprende o que tem que fazer. Pega um paninho com um pouquinho de álcool, amorosamente, esfrega o pezinho da pessoa. Agora você já aprendeu como funcionam os aromas, você sabe dum aroma que é anti-séptico você já vai utilizá-lo. Isto seria uma percepção amorosa.

O Curso diz assim, “você não pára de perceber”. Percebe igual, apenas você não julga ou condena a pessoa. Usa a percepção para o teu aprendizado e o da pessoa. Percebo que está cheirando mal, então eu aprendo que, se eu fizer isto, carinhosamente, amorosamente , sem julgar a pessoa, a pessoa vai sair com o pé cheiroso e vai perceber que é uma coisa carinhosa. Da outra vez, você faz de novo, depois de novo, daqui a pouco a pessoa vai se dar conta, ela aprende também.

Participante: O livro diz que, “pode-se perceber temporariamente que há um problema, mas tem que ser imediatamente corrigido”.

Jorge: Então você trabalha com a correção e não com o julgamento.

Participante: Posso também oferecer um milagre para pessoa, para que ela mesma resolva este problema.

Jorge: Sim, oferece um milagre e lava o pé. A gente oferece o milagre, porque sabemos que o Milagre vem através de alguém, este milagre veio através da pessoa que vai aplicar o Reiki. Se a pessoa veio até ali é porque ela acredita que você possa fazer o Milagre, ela não entende o Reiki, mas ela quer um Milagre para se curar. Pode ser que o problema dela seja porque ela não lava o pé. Ela pode estar doente, por isso está com o mau cheiro, pode estar querendo um namorado, mas ainda não se deu conta do mau cheiro, porque a gente mesmo não percebe os nossos próprios cheiros. Se não é normal, é uma doença, a pessoa veio para se curar. Ela está pedido um milagre, alguém diz para ela “vai fazer Reiki”, o terapeuta de Reiki de uma maneira amorosa é útil, verdadeiro, e amável. Este é o serviço, que falávamos no início, que nós prestamos ao outro.

O Milagre é um serviço. Você pode prestar este serviço para a pessoa de maneira verdadeira, útil e amável. Mesmo que a gente for verdadeiro e útil, se nós não conseguirmos ser amáveis, a pessoa não vem mais. Agora nós percebemos assim, 3 anos depois, isto teria sido muito mais amável verdadeiro e útil do que bater na casa da pessoa de dizer “dá um jeito no teu chulé..”. a pessoa diz “eu nunca tinha percebido”, mas não volta mais, porque não foi amável.

A percepção acontece igual, os teu 5 sensores estão ativos. A primeira leitura que você faz é julgamento. Imediatamente, ao você perceber o erro, vai direto para a correção, sem julgar. Esta parte do julgamento você pula.

Participante: Naquela situação do ‘pé mal cheiroso’, você tem que ser verdadeiro, útil e amável. Falar a verdade sobre o assunto, ser útil, ensinado a pessoa a fazer a higiene dos pés, você está fazendo juízo.

Jorge: Não. Você estará fazendo correção, a primeira leitura da percepção do olfato, foi o juízo, você detecta que tem um erro, mas você não julga a pessoa. Você vai imediatamente para a correção.

Participante: Identifico o problema para fazer a solução, mas é um juízo que faço. Ou eu sou o único certo ou o único errado. Vou procurar não colocar mais a minha compreensão sobre este tema. Talvez porque eu tenha trabalhado nesta área, para mim, julgar não é algo negativo, é algo positivo, depende de como você julga.

Jorge: Não se abstenha de falar, porque nós também não vamos nos abster. O que nós temos que colocar aqui no grupo e que já é ponto comum, é assim: Quando você fala alguma coisa e eu falo alguma coisa que não é igual ao que você falou, não estou julgando você, estou expondo da maneira como eu percebo. Cada pessoa do grupo, expõe da maneira como ela percebe, mas não estamos criticando um ao outro, estamos colocando várias percepções no meio da sala para misturar tudo uma coisa que seja comum. Essa é a idéia do grupo. É transformar o ‘eu’ em ‘nós’. Cada um tem a sua percepção individual, mesmo que a pessoa não tenha falado, é como “eu penso”, a Raquel vai dizer como “eu penso”. Quando colocarmos todas as percepções individuais no centro da sala, não é que uns estejam certos outros errados, ninguém sabe quem está certo e quem está errado, por isso todos colocam, mistura tudo até chegar no ponto de não saber mais como era mesmo como eu pensava antes. Todos começam a pensar igual, mas ninguém perde a sua individualidade. A respeito desta questão o pensamento já será ‘como nós pensamos’, transforma o ‘eu’ em ‘nós’. Os grupos têm que funcionar assim.

Se você olhar as pedras na nascente do rio, verá que elas têm diversas formas, uma é quadrada, outra é pontiaguda, outra triangular. As pedras vão rolando no curso do rio, elas vão se batendo umas às outras. Quando chegam lá na foz elas estão muito parecidas, mas você não acha uma igual à outra. Isto garante que a nossa individualidade está preservada, independente a que nós começamos a nos assemelhar na maneira de perceber as coisas. Se este debate é importante, porque as pedras ficam se debatendo, é para transformar a percepção de ‘eu’ em ‘nós’, nisto a contribuição de todos é importante.

Não precisamos entender tudo imediatamente e não precisamos assimilar e concordar com tudo, temos liberdade para não concordar. Se todos já pensassem igual, já estava pronto o trabalho, não tinha mais o que fazer.

Jorge: Vamos ler o parágrafo novamente.

Participante: Como diz no parágrafo “além da percepção não há nenhum julgamento”. Então, isto quer dizer que enquanto estivermos na percepção vamos julgar. Depende da nossa escolha de continuar julgando ou fazer a correção.

Jorge: Isto é uma proposta de experimentação, isto não quer dizer que nós temos que concordar imediatamente com isto. Mesmo porque, se a gente não experimentar, dificilmente nós vamos saber como é e dificilmente nós vamos concordar com uma coisa se nós não experimentarmos perceber de uma maneira um pouco diferente . Ver alguma situação sem emitir julgamento.

MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele

me ensine a curar.

 

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